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Chile: o povo nas ruas por seus direitos

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Mais de 1,2 milhão de pessoas participaram da "MARCHA MAS GRANDE", no último dia 25

 

Nas últimas semanas, o povo do Chile saiu às ruas em repúdio à política neoliberal que assola aquele país. Os protestos se iniciaram após o anúncio do aumento de 30 pesos no metrô da capital chilena, Santiago, e rapidamente tomaram grandes proporções.

 

O movimento foi inicialmente convocado pelos estudantes secundaristas chileno: os chamados “Pinguins” (por conta dos uniformes das escolas) e, rapidamente ganhou apoio de milhares e milhares de pessoas.

O governo de Sebastian Piñera iniciou então uma repressão desmedida às manifestações populares. O presidente ordenou aos militares atacar os manifestantes e iniciou um toque de recolher nas principais cidades do país.

 

A medida de Piñera remonta aos tempos da sanguinária ditadura de Pinochet, o último a enviar tropas armadas contra a sua própria população.

 

Segundo o Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile ao menos 20 pessoas foram mortas.

 

O Instituto realiza ainda vistorias por hospitais, cárceres e comissárias para observar o funcionamento das forças de segurança. O organismo informou que até a noite da segunda-feira, 28, eram 3.535 as pessoas detidas, das quais 375 são menores de idade. Encontram-se hospitalizadas 1.132 pessoas, com feridas por armas de fogo 571 e por balas de borracha 24. Os processos denunciando violações sexuais chegam a 15. O INDH registrou relatos que denunciam simulações de execução, maltrato físico e verbal.

Mas, apesar da criminosa ação repressiva, os protestos se intensificaram.

Diariamente, milhares de chilenos repudiam nas ruas os ataques de Piñera contra os direitos civis. Nem mesmo a revogação do aumento da tarifa de metrô fez com que os manifestantes deixassem de exigir os seus direitos.

 

De imediato, o povo chileno elegeu algumas de suas principais canções como os hinos oficiais dos protestos.

A canção El Pueblo Unido Jamás Será Vencido, do grupo chileno Quilapayún, é uma das mais cantadas pelos manifestantes. Criada originalmente durante a campanha do socialista Salvador Allende, em 1970, a música virou um hino de resistência contra a ditadura Pinochet.

 

O grupo Inti-Illimani, um dos mais tradicionais do Chile ainda em atuação, entoou a canção em meio a uma multidão na Plaza Ñuñoa, em Santiago, em 24 de outubro:

 

 

Veja a letra:

El Pueblo Unido Jamás Será Vencido

Inti-Illimani

El pueblo unido, jamás será vencido
El pueblo unido jamás será vencido

De pie, cantar
Que vamos a triunfar
Avanzan ya
Banderas de unidad
Y tú vendrás
Marchando junto a mí
Y así verás
Tu canto y tu bandera florecer
La luz
De un rojo amanecer
Anuncia ya
La vida que vendrá

De pie, luchar
El pueblo va a triunfar
Será mejor
La vida que vendrá
A conquistar
Nuestra felicidad
Y en un clamor
Mil voces de combate se alzarán
Dirán
Canción de libertad
Con decisión
La patria vencerá

Y ahora el pueblo
Que se alza en la lucha
Con voz de gigante
Gritando: ¡adelante!

El pueblo unido, jamás será vencido
El pueblo unido jamás será vencido

La patria está
Forjando la unidad
De norte a sur
Se movilizará
Desde el salar
Ardiente y mineral
Al bosque austral
Unidos en la lucha y el trabajo
Irán
La patria cubrirán
Su paso ya
Anuncia el porvenir

De pie, cantar
El pueblo va a triunfar
Millones ya
Imponen la verdad
De acero son
Ardiente batallón
Sus manos van
Llevando la justicia y la razón
Mujer
Con fuego y con valor
Ya estás aquí
Junto al trabajador

Y ahora el pueblo
Que se alza en la lucha
Con voz de gigante
Gritando: ¡adelante!

El pueblo unido, jamás será vencido
El pueblo unido jamás será vencido

 

Em meio às manifestações de sexta-feira (25), em frente às escadarias da Biblioteca Nacional, um grupo de violonistas tocou para a multidão “El Derecho de Vivir en Paz”, uma das canções mais populares de Jara, que foi preso, torturado e depois fuzilado pela ditadura de Pinochet:

 

 

Veja a letra:

El Derecho de Vivir En Paz

Victor Jara

 

El Derecho de Vivir En Paz

El derecho de vivir

Poeta Ho Chi Minh

Que golpea de Vietnam

A toda la humanidad

Ningún cañón borrará

El surco de tu arrozal

El derecho de vivir en paz

 

Indochina es el lugar

Más allá del ancho mar

Donde revientan la flor

Con genocidio y napalm

La Luna es una explosión

Que funde todo el clamor

El derecho de vivir en paz

 

Indochina es el lugar

Más allá del ancho mar

Donde revientan la flor

Con genocidio y napalm

La Luna es una explosión

Que funde todo el clamor

El derecho de vivir en paz

 

Tío Ho, nuestra canción

Es fuego de puro amor

Es palomo palomar

Olivo de olivar

Es el canto universal

Cadena que hará triunfar

El derecho de vivir en paz

 

Es el canto universal

Cadena que hará triunfar

El derecho de vivir en paz

El derecho de vivir en pa

 

“Nos tiraram tanto que nos tiraram o medo”

 

A frase acima foi dita por um manifestante durante “LA MARCHA MAS GRANDE”, protesto que reuniu mais de 1 milhão e 200 mil pessoas na capital chilena e centenas de milhares em outras cidades do país.

 

Convocada por mais de 70 entidades, a manifestação exigia o fim da política entreguista que está sendo levada a cabo no Chile desde os tempos Pinochet. Principalmente o fim do regime  capitalização da previdência chilena – o chamado AFP, que deixou milhares de idosos em situação de miséria no país andino. Este é o mesmo modelo defendido pelo governo Bolsonaro e por seu ministro Paulo Guedes para as aposentadorias dos brasileiros.

 

 

 

JOGO VIROU

 

O gigantesco ato do dia 25 mostrou a vontade do povo chileno de defender os seus direitos e a comoção se ampliou cada vez mais. Uma pesquisa de opinião apontou que Piñera conta com o apoio de apenas 14% da população. Por todo o país, militares se negaram a seguir as ordens de reprimir os protestos e se juntaram às manifestações.

 

Veja os vídeos:

 

 

 

 

 

 

 

O resultado imediato das manifestações do Chile foi forçar a queda do gabinete ministerial do presidente Sebastián Piñera. Na última segunda-feira, enquanto Piñera anunciava a troca de seu ministério, protestos tomavam as ruas de todo o país novamente.

Diversas organizações de trabalhadores, estudantes e do movimento social, exigem o direito do povo chileno a uma aposentadoria digna. Mais de 2 milhões de aposentados sob o sistema imposto pela ditadura de Pinochet recebem em média 880 reais mensais (160 mil pesos), e gastam quase um terço só em remédios; a metade dos trabalhadores chilenos recebe em média 1930 reais (350 mil pesos) de salário mensal, com alugueis, transporte e custo de vida acima de qualquer possibilidade de, com esses recursos, ter uma vida minimamente digna.

As reivindicações que foram colocadas pelos manifestantes são abrangentes: pensões dignas, reduzir o preço dos medicamentos, aliviar o endividamento dos chilenos, salários decentes, custo de vida controlado, melhora no transporte público, gratuidade nas universidades, etc.

Manifestantes exigem ainda a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para o ano de 2020 de forma a ampliar as conquistas populares.

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