Alckmin admite fechar pelo menos 94 escolas públicas

Estudantes em manifestação organizada pela UMES no dia 23 de outubro (Foto: Leonardo Varela)

 

Depois de negar que a sua suposta “reestruturação” acarretaria no fechamento de escolas estaduais paulistas, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu, na última segunda-feira (26), via Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o fechamento de ao menos 94 escolas da rede estadual.

 

Diferente do anúncio anterior, o governo tucano pretende separar parte das escolas em três ciclos (Fundamental I, II e Ensino Médio), mas mantendo algumas escolas com os três ciclos. A estimativa da Secretaria é que ao menos 311 mil alunos tenham de mudar de escola no ano que vem (anteriormente, falavam em 2 milhões de estudantes).

 

Apesar de anunciar o fim de 94 escolas estaduais, o governo tenta convencer que essas escolas não serão fechadas, mas sim 'disponibilizadas' para serem usadas por outros órgãos na área da educação. No total 1.464 unidades estarão envolvidas na reconfiguração, mudando o número de ciclos de ensino que serão oferecidos. A mudança atinge ainda 74 mil professores.

 

O processo de reorganização enfrenta diversos protestos de alunos, pais e professores desde que foi anunciado pelo governo do estado no dia 23 de setembro. Na última sexta-feira (23) um protesto reuniu na capital paulista mais de 1.500 estudantes que foram em passeata do MASP até a Secretaria de Educação com a faixa “Educação pede socorro: Dilma mata e Alckmin enterra”.

 

“Viemos denunciar o fechamento de nossas escolas e o plano de Alckmin que quer fazer desta reestruturação um meio para gastar menos dinheiro com educação. Queremos estudar, mas estão fechando nossas escolas, queremos estudar, mas estão superlotando nossas salas, queremos estudar, mas estão demitindo nossos professores. Nós somos contra essa reestruturação que na verdade é uma desorganização”, afirmou o presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES) Marcos Kauê.

 

Keila Pereira, também diretora da UMES, denunciou: “estamos aqui para dizer que não vai ter arrego, não vamos aceitar a desestruturação, estamos cansados de chegar nas Delegacias de Ensino e escutar que o fechamento de escolas não passa de um boato. Há 20 anos o governo tucano destrói a educação no Estado, e com os cortes do Governo Federal a situação está ainda mais caótica, estamos aqui para lutar contra o descaso da ‘Pátria Educadora’ com a educação”.

 

Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), os números apresentados pelo governo devem ser olhados com cautela. “É preciso ficar claro que se trata de um número enganoso, pois desconsidera o chamado 'efeito cascata', ou seja, o fechamento de uma escola ou sua reestruturação irá repercutir nas demais escolas da região, com o aumento do número de estudantes nas classes, com alterações na vida de professores e funcionários e até mesmo demissões”, diz a entidade em nota.

 

O governo estadual não quer mencionar o tamanho do corte previsto, e quando questionado o secretário da Educação do Estado, Heman Voorward, afirmou que “essa não é a preocupação da secretaria”, e que embora os estudantes e professores digam que as salas estão superlotadas, na verdade elas estão ociosas, porque nos últimos 20 anos o número de alunos caiu “motivado principalmente pela redução da natalidade e pela absorção de alunos pelas redes municipais e particulares”.

 

A Secretaria também afirmou que a demissão de professores não está em pauta, e após o anúncio do fechamento das escolas, Marcos Kauê voltou a se posicionar e criticar o governo estadual: “como vamos confiar em qualquer informação desta Secretaria que até ontem estava dizendo que não haveria fechamento de escolas?”.

O próprio secretário, Herman Cornelis, havia afirmado que não haveria demissão de professores fixos da rede pública de ensino. O que ele não contou é que cerca de um quarto (25%) dos professores da rede são contratados em regime temporário. Ou seja, a desestruturação de Alckmin põe em risco o emprego de 57 mil professores com a proposta de reorganização. Ao todo a rede estadual conta com 251,9 mil docentes.

 

Já a estudante Luiza Dias da Paz Silva, de 15 anos, aluna da E. E. Padre Saboia de Medeiros, desmontou outro argumento da Secretaria. “Fui informada que minha escola vai fechar, porém não me deram opção para onde quero ir. A distância máxima de transferência seria de 1,5 quilômetro, mas estão querendo me mandar para uma escola a 2,9 quilômetros de distância. Por quê?”

 

Fonte: Camila Severo do Jornal Hora do Povo

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