SP: governo diz estar em “guerra” contra estudantes das ocupações

 

Objetivo dos tucanos é de “desmoralizar” as mais de 200 ocupações. Resposta veio a galope e estudantes iniciaram bloqueios em avenidas da capital paulista

 

Em reunião realizada, no domingo (29), na sede da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Cornelis, sobre como deveriam agir a partir desta segunda-feira (30) para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

 

O braço-direito do secretário Herman anunciou que o decreto da “reorganização” sairia na terça-feira e lançou a estratégia para “isolar” e “desmoralizar” com apoio da PM as escolas em luta.

 

Na gravação o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”. “O governador (Geraldo Alckmin) não está nem titubeando em relação a organização. Nem passa na cabeça dele voltar atrás”.

 

Realizada sem a presença do secretário de Educação a reunião foi gravada e divulgada pelo grupo Jornalistas Livres.

 

O chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.

 

“A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp”, contou o Jornalistas Livres.

 

ATAQUE

 

Logo após o Governo declarar que iniciaria uma “guerra” contra o movimento dos estudantes, começaram ataques violentos contra as ocupações mais afastadas das câmeras da grande mídia. Em Osasco, a E.E. Coronel Sampaio foi invadida e destruída por pessoas estranhas. Um grupo de pessoas de fora invadiu a ocupação e começou a quebrar toda a escola, roubando muitos materiais. Aterrorizados, muitos dos estudantes que estavam ocupando o prédio saíram. Logo em seguida chegou a PM jogando bombas dentro da unidade. Os estudantes que permaneceram tentavam se reunir no pátio para decidir o que fazer, quando a escola foi novamente invadida pelos fundos e incendiada, com a PM presente todo o tempo.

 

Na Zona Sul, a PM invadiu a Escola Estadual Honório Monteiro, na Vila Calu (Zona Sul), bateu e levou estudantes para delegacia.

 

RESPOSTA

 

Assim como o chefe de gabinete de Herman disse aos diretores de ensino, na segunda-feira se intensificou a investida contra as ocupações de formas escusas e mentirosas. Em contra partida os estudantes se mobilizaram e diversos protestos ocorreram em todo o Estado.

 

Dezenas de estudantes da E.E. Fernão Dias Paes, fecharam, na manhã desta segunda-feira, o cruzamento das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Rebouças, na região de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

 

A interdição começou por volta das 7h30 e complicou o trânsito na região. Os estudantes chegaram a sentar em cadeiras colocadas no cruzamento, como se estivessem assistindo aula. O clima ficou tenso quando policiais militares tentaram retirar as cadeiras a força. “Já fizemos atos, já ocupamos escolas, mas não fomos ouvidos, e o governo continua sem querer negociar”, disse um deles. “Vamos parar a cidade, vamos parar São Paulo”, afirmou outra jovem.

 

A PM não apóia os estudantes e a mando do governo foi pra cima dos adolescentes tentar acabar na marra com o protesto. Mas o povo paulista está a favor das mobilizações dos alunos contra a reorganização da rede pública de ensino. A diarista Patrícia Xavier observava a manifestação na Faria Lima. “[O protesto] está causando um transtorno grande, mas tem que apoiar sim”, diz ela, que apóia o movimento contra a reorganização das escolas. “Estudei até a 5ª série, mas o que eu tenho para mim eu não quero para os meus filhos”. Patrícia tem dois filhos, um de nove meses e um de 11 anos, que estão na rede pública.

 

O motorista de ônibus, Zildo Álvares de Alcântara, tem 45 anos, três filhos na escola pública, ficou parado “das 7h22” até 10:30 no local da manifestação. Ele não estava bravo com o protesto: “Eles estão certos. A escola já não é boa, mas vai fechar o que tem?”. Ele conta que só fez até a antiga 5ª série “porque não tinha escola” e que deposita na educação a esperança de um futuro melhor que o dele, que é motorista há 20 anos, para os filhos.

Ainda na noite da segunda-feira, estudantes da E.E. Silvio Xavier bloquearam a Marginal Tietê também contra a postura intransigente e autoritária do governador Alckmin.

 

O movimento segue forte, com mais de 200 escolas ocupadas, apoio da sociedade e da justiça. Na segundam a Justiça concedeu uma liminar suspendendo o fechamento da Escola Estadual Padre Aquino, em Agudos (SP). O pedido é do Ministério Público. O juiz estabelece uma multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão e autoriza a escola a fazer a rematrícula dos alunos.

 

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

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