Ocupar as ruas por uma escola melhor em 2016

 

A UMES realizou sua última atividade do ano de 2015 ao reunir estudantes das principais escolas da cidade de São Paulo na plenária “Mobilizar e avançar por uma escola melhor”, realizada na tarde desta sexta (18). A atividade estabeleceu as primeiras ações de 2016 para acabar de vez com a superlotação das salas de aula, a aprovação automática e o abandono e sucateamento de nossas escolas.

 

Enquanto o vice-presidente da UMES, Tiago Cesar, coordenava as inscrições, Marcos Kauê, que é presidente da entidade abria os trabalhos e iniciou a discussão. “O governo dizia que ia fechar escolas e dividir as demais em ciclos porque tem uma rede de seis milhões de vagas com apenas quatro milhões de alunos matriculados. Nós ocupamos as ruas e mais de 200 escolas para provar que isso era mentira. Para provar que na verdade nossas salas estavam superlotadas e abandonadas, que não tínhamos nem mesmo laboratórios, cadeiras e mesas”, afirmou Kauê, que em sua fala apontou o caminho da luta em 2016. “A nossa pauta para o ano que vem precisa ser construir uma escola de qualidade, o que nesse momento quer dizer acabar com a superlotação de nossas salas. E por isso é fundamental afirmar os grêmios dentro das escolas, que foram os responsáveis pela direção das ocupações, como foi no Saboia, Astrogildo e Caetano”.

 

“Quando visito as escolas hoje em dia vejo muitos absurdos. Os laboratórios não funcionam, e nas poucas escolas que os laboratórios têm condições, as aulas não ocorrem porque não suportam quarenta, cinquenta ou sessenta alunos. Vejo que na maioria das salas os alunos que chegam mais tarde precisam buscar cadeiras ou mesas em outras salas, e quando não acham ficam nos corredores. A Lei de Diretrizes e Bases afirma que o máximo de alunos por sala deve ser quarenta, então precisamos distribuir esses quatro milhões de alunos em todas as escolas da cidade para chegar pelo menos nesse patamar. E uma proposta de fechar escola não é coisa de gente séria, ainda mais quando o país enfrenta uma de suas piores crises, com milhões de desempregados e a inadimplência estourando nos colégios privados como diz a pesquisa do Serasa”. Entre os pais consultados pela pesquisa citada por Kauê, que aponta um crescimento de 27,2% na inadimplência das escolas privadas, o maior problema para pagar as mensalidades está no crescente desemprego observado no país.

 

 

A reunião além de definir a jornada de lutas para o início do ano de 2016, também discutiu a redação de um jornal para ajudar na mobilização. “Hoje a nossa escola não interessa a ninguém. O espaço mais parece um cárcere abandonado e sucateado. E muitas vezes, infelizmente, é o único equipamento público dentro da comunidade, quando o Estado deveria pela Constituição garantir não só educação de qualidade, como promover acesso à cultura, esporte e lazer. Além disso, a realidade nos apresenta uma escola defasada, onde não há esperança para a formação de jovens críticos e ativos politicamente. É uma escola que não prepara para a vida ou para o mundo do trabalho, assim como não abre perspectivas para o acesso a universidade”.

 

Mais adiante o texto discute o método de ensino que não evolui ou é aperfeiçoado há anos. “O método de ensino é velho e ineficaz. Costumam dizer que um médico do século XIX não opera numa sala de cirurgia atual, mas um professor do século XIX facilmente dá sua aula na sala que temos hoje”. E também denúncia os cortes do governo federal na educação. “Não podemos esquecer os cortes de verbas que estamos enfrentando, que só fazem agravar nossa situação. Apenas esse ano foram mais de R$ 11,4 bilhões cortados pelo Governo Dilma na educação”.

 

Ao tratar da redação do jornal para o ano que vem Kauê afirmou que será um instrumento para facilitar o debate e derrotar de vez a superlotação das salas de aula. O que foi consenso entre todas as lideranças presentes. “Ao invés de discutir o fechamento das escolas precisamos discutir a contratação de novos professores”, disse Kauê ao pedir para que no plenário levantassem as mãos os alunos que não tiveram aulas vagas. Todos os mais de 40 alunos presentes permaneceram com as mãos abaixadas. “A realidade de nossas escolas é a superlotação e as aulas vagas. O colégio Objetivo [disse Kauê, ao se referir a uma estudante desta escola presente na reunião] tem 30 alunos por sala, e o resultado é que é uma das escolas que mais aprova na USP. Isso é que o acontece quando se tem 30 alunos por sala, com professores bem pagos, sem aula vaga, e com uma estrutura mínima para os alunos se sentirem a vontade”.

 

 

Para Bismarck Lucas, presidente do grêmio da E. E. Astrogildo Arruda, desocupada nesta segunda (18), “vencemos a luta para evitar o fechamento de nossa escola, agora é conquistar uma escola pública de qualidade. Precisamos de outra escola”, afirmou. Para ele é preciso pressionar os governantes para investirem mais recursos na educação, movimento contrário ao dos governos federal ou estadual, já que ambos cortaram da educação. Neste ano letivo Alckmin cortou mais de R$ 470 milhões do ensino público, e ainda tentou fechar centenas de escolas.

 

Para Natalia Prete, presidente do grêmio da E. E. Amador e Catharina e diretora da UMES, o governo de São Paulo não construiu nenhuma escola em mais de 20 anos, mas construiu presídios. “A única coisa que aumenta em nossas escolas é o número de alunos por sala e a quantidade de grades. Nossa luta é para aumentar o investimento na educação e acabar com a superlotação”. Para Juliana Costa, do Astrogildo, é justo concentrar na luta contra a superlotação mas “a luta contra a reorganização precisa continuar. Ano que vem essa proposta para fechar escolas pode voltar. Precisamos mobilizar os estudantes para garantir que não fechem a nossa escola”.

 

O presidente do grêmio da E. E Saboia de Medeiros, Pedro Vieira, explicou a superlotação em sua escola. “Na lista do sistema do governo [GDAE -Gestão Dinâmica de Administração Escolar], o 1º B por exemplo tinha quase 72 alunos”, denunciou. Já Danrlei Soares, da Etec Takashi Morita disse que a superlotação é um problema crônico. “No Takash minha sala tem 42 alunos, é muita gente”, disse ao ponderar que está quase dentro do limite da LDB. “Com tanta gente não da para mexer nos equipamentos dos laboratórios, porque com mais de 40 alunos é impossível”. Ao lembrar a má gestão tucana ele comentou que sua escola é uma Etec industrial que não suporta os equipamentos no prédio. “Se colocar os equipamentos o prédio cai”.

 

Assim seguiu a reunião, com diversas lideranças secundaristas relatando suas experiências escolares e apontando o caminho que acreditam ser mais correto para acabar com a superlotação. Stefano R. V. Boas, da E. E. Santos Dias da Silva, por exemplo, ao comentar que a superlotação é um problema disse que “o governo precisa construir mais escolas e contratar mais professores”. Já Mateus Lopes da E. E. Maria José (Mazé) concordou. “Aqui no Mazé tinha 18 pessoas na minha sala do segundo ano do ensino médio. Mas no 2B tinha 52 alunos presentes, parecia até um formigueiro”. O presidente do grêmio da Etec Getúlio Vargas, Lucas Chen, seguiu o mesmo raciocínio. Para ele a “luta contra a superlotação se tornou um consenso dentro das escolas e na sociedade após as ocupações”.

 

 

“Nossas escolas têm grades para economizar com segurança. Contratar um segurança para cuidar da escola durante a aula e a noite seria muito melhor, mas seria mais caro. E as ocupações deixaram evidente que nossas escolas estão abandonadas. Acabar com a superlotação é importante, mas melhorar a infraestrutura é fundamental para essa luta” afirmou Mateus Mota Gomes, E. E. Armando Gomes Araujo, que apontou a necessidade de integrar melhor as escolas com a comunidade.

 

Por fim a diretora da UMES Keila Pereira fez uma conta rápida. “Supondo uma sala de aula onde a situação é mais amena, com digamos 40 alunos, em uma aula de 50 minutos... se o professor demorar 30 minutos para explicar a matéria resta 20 minutos para os alunos tirarem dúvidas. Isso da 30 segundos de atenção para cada aluno. Mas a realidade não é nem mesmo essa. A nossa experiência demonstra que uma sala de aula com menos de 40 alunos é exceção, e na verdade em uma aula de 50 minutos na melhor das hipóteses o professor gasta 10 minutos fazendo a chamada e mais 15 só para conseguir organizar a sala para a aula”.

 

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