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Prêmio Paulo Freire: Câmara de São Paulo homenageia profissionais da Educação

 

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Na noite desta sexta-feira (20/09), a Câmara Municipal de São Paulo premiou profissionais da educação da rede municipal com o Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal. A honraria foi concedida a educadores com projetos que contribuem para a qualidade do ensino público na cidade. A comissão julgadora selecionou os 12 melhores, após avaliar 133 projetos.

A 14ª edição do prêmio foi dividida em quatro categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Foram destacados os três primeiros colocados de cada grupo.

A vice-presidente da UMES, Vitória Pereira, destacou a iniciativa do Prêmio Paulo Freire e como os projetos premiados podem mudar a vida das pessoas atingidas.

“Neste ano, vimos importantes iniciativas que foram premiadas pela Câmara Municipal. Por exemplo, o Projeto Coletivo Feminista Estudantil da EMEF Sebastião Francisco, O Negro. Havia muitos relatos das meninas que sofriam assédio durante o seu trajeto, ou até mesmo na escola, ou nas suas próprias casas”, disse Vitória.

 

Segundo a vice-presidente da UMES, “a escola tomou a iniciativa deste projeto para conscientizar as pessoas... Num país onde temos uma alta taxa de feminicídio e, no caso da zona sul de São Paulo é ainda maior ainda que a média brasileira, projetos como este são sementes que transformarão esses jovens. Quando eles se tornarem adultos terão uma consciência melhor do que muitos têm hoje”.

 

A diretora de Cultura da UMES, Nathiele França, participou do prêmio como jurada. “Tive a oportunidade de ser umas das juradas do Prêmio Paulo Freire de 2019 e foi incrível ver escolas que prezam em levar a cultura para os alunos, fugindo da rotina sala e lousa, integrando a comunidade e os pais a conhecerem coisas novas, a colocar em prática o que aprendem em sala de aula”.

 

Segundo Nathiele, “os projetos foram produzidos em escolas que são de áreas precárias, onde a comunidade muitas vezes não tem a chance de ter uma escola de qualidade”.

 

“Imagino o quão gratificante deve ter sido aos pais que foram até a Câmara com seus filhos e professores receber um prêmio em nome da Educação, esse prêmio não agrega apenas a iniciativa de um professor em melhorar o ensino a seus alunos, mas também dos jovens e adultos que puderam ter em suas mãos a recompensa e oportunidade de mostrar a dedicação que tiveram em fazer um projeto especial”, destacou a diretora de Cultura da entidade.

 

Para o vereador Toninho Vespoli (PSOL), que presidiu a sessão, a edição de 2019 da premiação teve um sabor especial, já que Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, também se tornou o patrono da educação da cidade. “A gente tem uma gama de projetos bem diversos, que trazem a diversidade existente na escola. Tem a questão do feminismo, a questão LGBT, a questão da negritude e as questões ecológicas e de sustentabilidade”, disse Vespoli.

Instituída em 1998, a premiação é uma homenagem à vida e ao trabalho do educador, pedagogo e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921–1997), considerado um dos maiores especialistas em educação.

Presente à sessão, Lutgardes Costa Freire, filho do educador, falou da relevância do prêmio. “Esse concurso serve de incentivo para as escolas, para se orientarem no trabalho cotidiano delas na teoria da educação do meu pai. Ele realmente escreveu sobre a filosofia da educação da maneira como as pessoas aprendem. Isso é muito importante”, disse Lutgardes Freire.

Os 12 finalistas receberam condecorações da Câmara Municipal de São Paulo. Entre os vencedores, está o projeto Coletivo Feminista Estudantil: Diálogos para Igualdade de Gênero na Escola, da EMEF Sebastião Francisco, O Negro, da zona leste de São Paulo. “O nosso projeto discute as relações de gênero na escola. Começou em 2017, com meninas relatando situações de assédio indo para a escola. Começamos a colher esses relatos e resolvemos criar um espaço de escuta, que se transformou em um espaço de estudo”, disse Débora Regina Camasmie de Campos, responsável pelo projeto.

Também premiada, a EMEF Donato Susumu Kimura, da zona sul, chegou à final com o projeto Ocupa Capão. “O projeto consiste em resgatar um pouco da cultura popular brasileira, através da musicalização. E trazer a comunidade para dentro do espaço escolar onde nós estamos inseridos”, disse Fernanda Martins, uma das responsáveis pelo projeto.

Confira abaixo a relação dos vencedores de cada uma das categorias:

Categoria I – Educação Infantil

1º Lugar: Projeto Vila Cidadã Sustentável – CEI Vila Marilena

2º Lugar: Projeto Da sua História para a Minha: Conhecendo o Outro para Conhecer a Mim Mesmo(a) – EMEI Nelson Mandela

3º Lugar: Projeto De Lá Para Cá: As Maravilhas da Bolívia e Um Pedaço Delas no Brasil – EMEI Dr. Mário Alves De Carvalho

Categoria II – Ensino Fundamental

1º Lugar: Projeto Ocupa Capão – EMEF Donato Susumu Kimura

2º Lugar: Projeto Grafismo E Culturas Indígenas: Arte, Manifestação Cultural E Tradição – CEU EMEF Butantã

3º Lugar: Projeto Trabalhar a Autoestima: Estudantes Público-Alvo da Educação Especial Transformam-se em Personagens de Histórias em Quadrinhos – EMEF Dr. Habib Carlos Kyrillos

Categoria III – Ensino Fundamental II e Ensino Médio

1º Lugar: Projeto Coletivo Feminista Estudantil: Diálogos para Igualdade de Gênero na Escola – EMEF Sebastião Francisco, O Negro

2º Lugar: Projeto Sementes de Sonhos – Vivências na Agroecologia da Cidade – CEU EMEF Paulo Gonçalo dos Santos

3º Lugar: Projeto Slam Altino: Ninguém Cala o Nosso Grito! – EMEF Altino Arantes

Categoria IV – Educação de Jovens e Adultos

1º Lugar: Projeto Saúde e Qualidade de Vida dos Alunos Surdos: Possibilidade Construída Pelas Mãos de Todos – CIEJA Professora Rosa Kazue Inakake de Souza

2º Lugar: Projeto VII Encontro Indígena – Indígenas Em Contexto Urbano – CIEJA Campo Limpo

3º Lugar: Projeto Expedições CIEJA Vila Prudente/Sapopemba: Em Busca de Afro-Referências na Cidade de São Paulo – CIEJA Vila Prudente/Sapopemba

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