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NINGUÉM APRENDE COM FOME! – Estudantes convocam atos pelo direito à merenda e contra o desmonte das ETECs

Plenária UMES2

Mais de 260 estudantes participaram da plenária de mobilização em defesa das Escolas Técnicas de São Paulo (ETECs) realizada pela UMES na noite desta quinta-feira (26).

Representantes de 28 das 40 escolas técnicas da cidade denunciaram a grave situação de desmonte das unidades de ensino, da falta de professores e o fim da modalidade de Ensino Técnico Integrado ao Médio – o ETIM. Além disso, repudiaram a falta de acesso dos estudantes à merenda nas escolas técnicas. “Alimentação é direito humano”, reivindicam os estudantes.

Ao longo da noite, os estudantes que participaram do encontro em formato virtual, agendaram uma série de manifestações regionais para denunciar a destruição das instituições de ensino que sempre foram referência na qualidade de ensino em São Paulo e passam agora por um processo de desmonte conduzido pelo Centro Paula Souza (CPS).

Ao abrir a plenária, o presidente da UMES, Lucca Gidra, relembrou que a pauta das escolas técnicas tem se amadurecido ao longo do tempo. “A situação é grave. A maioria das Etecs passa pelos mesmos problemas, como é o caso do fim do ETIM, que prejudica a todos”.

“Estudantes do Ensino Técnico foram ainda mais prejudicados pela pandemia, com acesso restrito aos conteúdos e uma formação ineficiente. Agora, com a volta às aulas esses problemas se agravaram”, relembrou Lucca.

As ETECs passam hoje por uma falta generalizada de professores, em especial nas matérias de Física, Química e outros componentes do currículo do Ensino Médio. Sob o argumento da reestruturação, o CPS atrasou a contratação de profissionais e, no caso das ETECs, não há concurso público para o preenchimento dessas vagas.

Lucca criticou ainda a indisposição do Centro Paula Souza em solucionar as reivindicações dos estudantes. “Desde o ano passado tentamos solucionar os problemas com o Centro Paula Souza, mas infelizmente não temos tido respostas concretas”, disse.

“Diálogo que não resolve problemas não é diálogo, é enrolação”, criticou o presidente da UMES.

O dirigente estudantil questionou o fato das mais de 5 mil escolas estaduais de ensino fundamental e médio passarem a receber investimento por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) - e terem uma melhora significativa na infraestrutura - e essa realidade de novos investimentos não ser aplicada às 200 ETECs do estado de São Paulo. “Não dá pra aceitar a falta de estrutura atual das ETECs. Precisamos garantir novos investimentos nas escolas técnicas, como está acontecendo nas escolas estaduais”, defendeu.

Plenária UMES

MERENDA É DIREITO HUMANO

Ao longo das falas, os estudantes denunciaram a falta de acesso à merenda nas escolas técnicas. “Alimentação é direito humano e não está sendo respeitado nas ETECs”.

Os estudantes das ETECs só possuem acesso à chamada merenda seca, que se resume a um pacote de bolachas e uma caixinha de suco. A maioria dos estudantes permanece com fome ao longo do dia, já que estudam em outras escolas, ou precisam trabalhar. “Quem consegue aprender com fome?”, indagam os participantes do ato.

Os únicos estudantes que possuem direito à refeição nas escolas são os da modalidade ETIM, que está sendo destruída pelo CPS. Caso algum estudante de outra modalidade tente comer, ele será impedido. O que gera uma verdadeira exclusão dentro das escolas.

Valentina Andrade, diretora de Escolas Técnicas da UMES e aluna da ETEC Rocha Mendes, relembrou que os estudantes foram surpreendidos com o fim do ETIM nas escolas no início do ano, dificultando o acesso tanto à “formação técnica, quanto à formação do ensino médio regular”.

“O desmonte do ensino técnico é um sucateamento do próprio país. É um absurdo o que está acontecendo nas Etecs”, criticou.

Valentina relembra que a falta de merenda “impede a juventude de se formar adequadamente. Ainda mais numa situação de fome e carestia como estamos vivendo”.

“A Escola deveria ser um local seguro, não para se passar fome. Muitos estudantes trabalham e não tem condições de se alimentar em outro lugar. Ninguém aprende com fome”, condenou.

“É dever de cada um aqui mobilizar a sua ETEC para mostrar ao Centro Paula Sousa do que somos capazes”, ressaltou a diretora da UMES.

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DESMONTE GERAL

Gabriel Bolfarini, estudante da ETESP, destacou que o acesso à “merenda é direito básico. Todo estudante tem que ter direito a se alimentar”.

Ele denunciou que a qualidade do ensino caiu muito no último período, principalmente com o fim do ETIM. “Nós não podemos tolerar essa destruição das melhores escolas da cidade de São Paulo”, disse.

A estudante Agatha Kryslen, relembra que “o pessoal que trabalha, fica com fome e nem todo mundo tem condições de comprar comida. Mesmo quando tem merenda é limitado por estudante”.

“Não é só a merenda. Não tem mais funcionário para limpeza. Nossa ETEC está uma vergonha. O fim do ETIM está destruindo a educação das nossas escolas”.

Larissa Nunes, dirigente da ETEC Irmã Agostina, ressalta que asETECs “são referência de aprendizado no estado e contribuem diretamente paro desenvolvimento do nosso país”.

“Quando o Centro Paula Souza atua contra as ETECs, ele está atacando diretamente o desenvolvimento do nosso país. Quando tiram o direito à alimentação, eles prejudicam diretamente os estudantes”.

Ela ressalta ainda que “o processo de desmonte ataca diretamente o censo crítico dos estudantes”.

“As Etecs são uma rede e mexeu com uma, mexeu com todas! Vamos à luta!”, disse.

Julia Basílio, da ETEC de Esportes, criticou a falta de merenda na sua escola e relembrou que os estudantes se dedicam em atividades físicas e depois não possuem acesso à alimentação adequada. “Agora imagina só, o estudante passa o dia inteiro fazendo aula prática e tem uma bolachinha no final do dia”, criticou.

HORA DE ORGANIZAR

Os participantes da plenária organizaram um calendário de mobilizações regionais ao longo das próximas semanas para reverter o quadro de desmonte das escolas técnicas. “Eles tomaram a decisão de sucatear o ensino técnico, cabe a nós tomarmos a nossa decisão de defender as ETECs”, ressaltou Lucca.

MERENDA PARA TODOS JÁ!

CONTRA O FIM DO ETIM!

É HORA DE TRAVAR A LUTA EM DEFESA DAS ETECS!

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