12ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo homenageia os 65 anos do voo espacial de Yuri Gagarin

 

Evento traz 10 filmes inéditos, com destaque para programação temática celebrando os 65 anos do primeiro voo espacial e 60 anos do lançamento do filme Andrei Rublev, de Andrei Tarkovsky

Entre os dias 11 e 22 de novembro, a Cinemateca Brasileira recebe a 12ª edição da MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO. Com 12 longas metragens e atividades especiais aos sábados, a programação destaca, entre os temas abordados, a celebração dos 65 anos do primeiro voo espacial, tripulado pelo cosmonauta Yuri Gagarin.

Na sessão de abertura será apresentado “O Voo Espacial” (1937), de Vassily Zhuravlyov. Considerado um dos pioneiros soviéticos da ficção científica abordando a conquista do espaço, o filme foi realizado com consultoria técnica de Konstantin Tsiolkovski, o pai da cosmonáutica na URSS.

“Domando o Fogo” (1972), de Daniil Khrabrovitsky, narra o desenvolvimento do programa espacial soviético, desde o início até a criação de foguetes de longo alcance. Ainda dentro do tema está a comédia “Kin-Dza-Dza!” (1986), de Georgy Danelia, um cult movie dos mais adorados do cinema russo.

“Andrei Rublev” (1966), de Andrei Tarkovsky, completa 60 anos em 2026 e está na programação. Segundo longa do cineasta, é seu primeiro filme em que se evidenciam suas concepções de cunho fortemente introspectivo, contemplativo e religioso, que viriam ser suas marcas registradas. Haverá uma única exibição, na área externa da Cinemateca, a partir de nova restauração de imagem (4K) e som, realizada pelo Mosfilm com o objetivo de manter a maior fidelidade possível à película original.

Outro destaque é a duologia “Sinos Vermelhos”, de Serguei Bondarchuk, coprodução entre URSS, México e Itália. Recentemente restaurados pelo Mosfilm, os filmes são baseados nas obras “México Insurgente” e “Dez Dias que Abalaram o Mundo”, do jornalista John Reed, e abordam os pontos de contato entre a Revolução Mexicana e a Revolução de Outubro.

A adaptação de 1968 para o romance “Os Irmãos Karamazov”, de Fyodor Dostoiévski, também está na programação. Dividido em três partes, e indicado a Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Moscou (1969) e ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira (1970), é o último longa-metragem do diretor Ivan Pyriev, que faleceu durante as filmagens e foi sucedido por Mikhail Ulyanov e Kirill Lavrov na conclusão do filme.

Este ano também está de volta uma das atividades mais queridas do público da mostra: as sessões com música ao vivo. A pianista Dudah Lopes apresentará, em uma única exibição, sua composição para o clássico silencioso “O Velho e o Novo” (1929), de Serguey Eisenstein.

Completam a programação: “A Última Noite” (1936), de Yuli Raizman e Dmitry Vassiliev, sobre os momentos finais do Império Russo em outubro de 1917. “A Garota No. 217” (1944), de Mikhail Romm, sobre uma prisioneira de guerra russa escravizada na Alemanha. O drama “Poema do Mar” (1958), da diretora Yulia Solntseva, e a comédia “Venenos, ou a História Mundial do Envenenamento” (2001), de Karen Shakhnazarov, cineasta e Diretor Geral do Mosfilm.

A Mostra é uma realização do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (CPC-UMES) e do Estúdio Mosfilm.

Apoio: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, Cult SP, Ministério da Cultura, Governo Federal, Cinemateca Brasileira, Sociedade Amigos da Cinemateca, Embaixada da Rússia no Brasil, Casa Russa (Rossotrudnichestvo), Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo e Instituto Soyuz.

O Estúdio Mosfilm

Em 30 de janeiro de 1924, com a estreia do longa-metragem “Nas Asas”, de Boris Mikhin, nascia o Mosfilm, um dos mais antigos e pioneiros estúdios de cinema do mundo. Durante seus 102 anos de existência foram produzidos no estúdio mais de 2.500 longas-metragens de vários diretores que contribuíram para a criação da história do cinema mundial, como Serguey Eisenstein, Vsevolod Pudovkin, Ivan Pyriev, Grigori Aleksandrov, Mikhail Romm, Grigori Chukhray, Mikhail Kalatozov, Serguei Bondarchuk, Andrei Tarkovsky, Leonid Gayday, Gleb Panfilov, Karen Shakhnazarov e muitos outros.

Ainda hoje, é o maior estúdio da Rússia e um dos maiores da Europa, contando com 17 pavilhões de filmagens, cidades cenográficas e equipamentos de alta tecnologia que permitem realizar o ciclo de produção do cinema em sua totalidade. O Mosfilm é um órgão público, presidido, desde 1998, pelo cineasta, roteirista e produtor Karen Shakhnazarov.

CPC-UMES Filmes

Braço do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, a distribuidora CPC-UMES Filmes está no mercado audiovisual brasileiro desde 2014, com 56 títulos lançados em DVD e Blu-Ray. Com licenciamento direto do Mosfilm, os filmes contemplam clássicos do cinema soviético e russo de diretores como Serguey Eisenstein (Aleksandr Nevsky, 1938), Andrei Tarkovsky (Solaris, 1972), Elem Klimov (Vá e Veja, 1985), Serguei Bondarchuk (Guerra e Paz, 1965-67), entre outros.

Além da atuação em home video, a distribuidora organiza, desde 2014, a Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, que acontece em São Paulo e já teve edições em Porto Alegre e Fortaleza. Em 2018, iniciou atividades no circuito comercial de cinemas com o lançamento de “Anna Karenina. A História de Vronsky”, com ótima receptividade de crítica e público. O lançamento contou com a presença de Karen Shakhnazarov, diretor do filme e do Estúdio Mosfilm. Em 2024, a distribuidora repetiu a atuação nos cinemas com “No Submundo de Moscou”, último lançamento de Shakhnazarov.

Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do sul e membro pioneiro da Federação internacional de Arquivo de Filmes, FIAF, foi oficializada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão o estímulo ao estudo, defesa, preservação, divulgação e desenvolvimento da cultura cinematográfica. Em 2026 a Cinemateca comemora seus 80 anos de existência.

PROGRAMAÇÃO

 

Para esta temporada a Mostra Mosfilm conta com uma novidade. Um novo site da Mostra com a íntegra da programação online.
Clique e acesse:

Filmes

Imagem de O Voo Espacial

 

1933 · P&B · 65 min · Ficção científica

O Voo Espacial

Direção: Vassily Zhuravlyov. Roteiro: Aleksander Filimonov. Música: Valentin Kruchinin. Com Vasily Kovrigin, Serguei Komarov e V. Gaponenko.

Em 1946, experimentos são realizados no Instituto de Comunicações Interplanetárias de Moscou para preparar uma missão lunar. No entanto, os primeiros voos não têm sucesso. O cientista Pavel Sedykh parte então para a Lua no gigantesco foguete “Joseph Stalin”, criado por ele, acompanhado por sua assistente e um jovem inventor que embarca clandestinamente na espaçonave.

Classificação indicativa: Livre

Curiosidades

  • O filme é considerado um dos pioneiros soviéticos da ficção científica abordando a conquista do espaço.
  • Realizado com participação direta de Konstantin Tsiolkovski, o pai da cosmonáutica russa, que atuou como consultor científico e preparou desenhos e esquemas para a produção.

Imagem de O Velho e o Novo

1929 · P&B · 90 min · Drama

O Velho e o Novo

Direção e argumento original: Serguey Eisenstein e Grigori Aleksandrov. Com Marfa Lapkina, M. Ivanin, Vasily Buzenkov e Ivan Yudin.

Produzindo com técnicas arcaicas, os camponeses pobres que eram maioria na população da URSS mal conseguiam sobreviver e eram barbaramente explorados pelos ricos. Cansada da situação, Marfa Lapkina reforça o movimento pela coletivização da agricultura criando uma cooperativa com seus vizinhos. De início, a adesão é pequena, mas em meio a intensa luta ideológica as vantagens do novo modelo vão se afirmando.

Classificação indicativa: Livre

Curiosidades

  • Ponto alto do cinema silencioso, o filme explora ao máximo a montagem dialética.
  • Inicialmente teve o título de “A Linha Geral”, alusão à linha geral do Partido Comunista para o campo: a coletivização da agricultura.

Imagem de A Última Noite

1936 · P&B · 92 min · Drama

A Última Noite

Direção: Yuli Raizman e Dmitry Vassiliev. Roteiro: Yuli Raizman e Evgeny Gabrilovich. Música: Aleksandr Veprik. Com Ivan Peltzer, Maria Yarotskaya, Nikolai Dorokhin e Aleksei Konsovsky.

Na última noite do Império Russo, em outubro de 1917, os destinos de duas famílias muito diferentes se encontram: a do capitalista Leontiev e a do operário Zakharkin, cujos filhos participam juntos da revolta operária de Moscou.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades

  • Vencedor do Grande Prêmio da Exposição Universal de 1937, em Paris.
  • O filme passou por uma restauração já em 1985, muito antes da atual era das restaurações digitais.

Imagem de Número 217

1944 · P&B · 100 min · Drama

Número 217

Direção: Mikhail Romm. Roteiro: Evgeny Gabrilovich e Mikhail Romm. Música: Aram Khachaturian. Com Elena Kuzmina, Anna Lisyanskaya e V. Zaychikov.

1942. Com milhares de outros homens e mulheres, Tanya é enviada à Alemanha. O trem chega a uma cidade cujos moradores escravizam prisioneiros russos. Tanya vai parar na casa de um comerciante que já mantinha outro prisioneiro, o professor Serguei Ivanovich, e os dois se ajudam para suportar os horrores da escravidão enquanto sonham em escapar.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Curiosidades

  • Vencedor do Prêmio da Associação de Cineastas e indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1946.
  • Romm construiu o filme a partir de testemunhos reais de jovens que haviam escapado do trabalho forçado na Alemanha.

Imagem de Poema do Mar

1958 · Cor · 105 min · Drama

Poema do Mar

Direção: Yulia Solntseva. Roteiro: Aleksandr Dovzhenko. Música: Popov Gavriil. Com Boris Livanov, Zinaida Kirienko, Boris Andreev e Mikhail Tsarev.

Em 1956, numa vila às margens do rio Dnieper prestes a ser inundada, pessoas nascidas ali atendem ao chamado do presidente da fazenda coletiva local para se despedir de sua terra natal. Para a geração mais velha é difícil se despedir de lugares que evocam tantas memórias, enquanto os jovens trabalham alegremente nas obras, confiantes de que estão diante de um futuro brilhante.

Classificação indicativa: Livre

Curiosidades

  • Em 1959, Dovzhenko recebeu, postumamente, o Prêmio Lênin pelo roteiro do filme.
  • Indicado para a lista dos 10 melhores filmes da seleção da revista Cahiers du Cinéma de 1960.

Imagem de Andrei Rublev

1966 · P&B · 182 min · Drama

Andrei Rublev

Direção: Andrei Tarkovsky. Roteiro: Andrei Mikhalkov-Konchalovsky e Andrei Tarkovsky. Música: Vyacheslav Ovchinnikov. Com Anatoly Solonitsyn, Rolan Bykov, Nikolai Grinko, Yury Nikulin, Irma Rausch e Mikhail Kononov.

No verão de 1400, Andrei Rublev deixa o monastério onde foi criado e vai a Moscou para pintar os afrescos de uma catedral do Kremlin. Lá, é confrontado com a violência e as dificuldades a que o povo russo era submetido, na época, a pobreza e as invasões tártaras. O filme é dividido em histórias curtas que desenham uma visão dos caminhos que levaram o monge, canonizado em 1988, a se tornar o maior pintor de ícones da escola medieval russa.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Curiosidades

  • No Festival de Cannes de 1969, Andrei Tarkovsky venceu o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema pelo filme.
  • Segundo longa de Tarkovsky, é seu primeiro filme em que se evidenciam suas concepções de cunho fortemente introspectivo, contemplativo e religioso, que viriam ser as marcas registradas de sua obra.
  • Em comemoração aos 60 anos de lançamento do filme, “Andrei Rublev” terá uma única apresentação na Mostra Mosfilm, no sábado, 14/11, 19h30, na área externa da Cinemateca. A exibição será a partir de nova restauração de imagem, 4K, e som, realizada pelo Mosfilm com o objetivo de manter a maior fidelidade possível à película original.

Imagem de Os Irmãos Karamazov

1968 · Cor · 224 min · Drama

Os Irmãos Karamazov

Direção: Ivan Pyriev, Kirill Lavrov e Mikhail Ulyanov. Argumento original: Fyodor Dostoievski. Música: Isaak Schwartz. Com Mikhail Ulyanov, Lionella Pyryeva, Kirill Lavrov, Andrei Myagkov e Mark Prudkin.

Baseada no romance homônimo de Fyodor Dostoiévski, a trágica história dos Karamazov desenrola-se nas províncias russas no fim do século XIX. A relação entre o pai e três irmãos muito diferentes é complexa e contraditória, culminando num misterioso assassinato. O longa é dividido em 3 partes.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

Curiosidades

  • Indicado a Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Moscou, 1969, e ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, 1970.
  • Após a morte de Ivan Pyriev, Mikhail Ulyanov e Kirill Lavrov concluíram o filme.

Imagem de Domando o Fogo

1972 · Cor · 164 min · Drama

Domando o Fogo

Direção e roteiro: Daniil Khrabrovitsky. Música: Andrei Petrov. Com Kirill Lavrov, Ada Rogovtseva, Igor Gorbachyov e Andrei Popov.

O filme narra o desenvolvimento do programa espacial soviético, desde seu início até a criação de foguetes de longo alcance. No centro da narrativa está a trajetória de Andrei Bashkirtsev, talentoso projetista-chefe que dedicou sua vida à exploração espacial. Matriz restaurada no Estúdio Mosfilm em 2024.

Classificação indicativa: Livre

Curiosidades

  • Sergei Korolyov, engenheiro e projetista que liderou o programa espacial soviético, foi a inspiração para o protagonista Andrei Bashkirtsev.
  • Parte das filmagens foi realizada em locais diretamente ligados ao programa espacial, entre eles o Cosmódromo de Baikonur e a Cidade das Estrelas.

Imagem de Sinos Vermelhos: México em Chamas

1982 · Cor · 133 min · Drama

Sinos Vermelhos: México em Chamas

Direção: Serguei Bondarchuk. Argumento original: John Reed. Música: Gueorgy Sviridov e Joaquin Eras. Com Franco Nero, Ursula Andress, Jorge Luke e Jorge Reynoso.

“México em Chamas” é sobre a Revolução Mexicana de 1910-1917, liderada por Emiliano Zapata e Pancho Villa. Reed, oriundo de uma família burguesa abastada, abandona tudo em 1913 e parte como correspondente para o México, então tomado por uma revolução popular, compartilhando com os camponeses mexicanos todas as privações da luta do povo.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades

  • A fotografia dos filmes é de Vadim Yusov, conhecido por seus trabalhos com Andrei Tarkovsky em “Andrei Rublev”, “A Infância de Ivan” e “Solaris”.
  • “Mexico em Chamas” venceu o Globo de Cristal no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, em 1982.
  • Seguindo a tradição de Eisenstein, Bondarchuk procurou reconstruir os acontecimentos com grande rigor histórico, quase documental.

Imagem de Sinos Vermelhos: Vi o Nascimento de um Novo Mundo

1982 · Cor · 137 min · Drama

Sinos Vermelhos: Vi o Nascimento de um Novo Mundo

Direção: Serguei Bondarchuk. Argumento original: John Reed. Música: Gueorgy Sviridov e Joaquin Eras. Com Franco Nero, Anatoly Ustyuzhaninov, Sydne Rome e Bogdan Stupka.

O segundo filme da duologia, “Vi O Nascimento de um Novo Mundo”, é sobre a Revolução de Outubro na Rússia, em 1917. As impressões do escritor americano são complementadas por uma reconstituição histórica dos acontecimentos, desde o retorno de Lênin à Rússia em abril de 1917 até a tomada do Palácio de Inverno e a proclamação do Decreto sobre a Paz no XI Congresso dos Sovietes.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades

  • A fotografia dos filmes é de Vadim Yusov, conhecido por seus trabalhos com Andrei Tarkovsky em “Andrei Rublev”, “A Infância de Ivan” e “Solaris”.
  • “Mexico em Chamas” venceu o Globo de Cristal no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, em 1982.
  • Seguindo a tradição de Eisenstein, Bondarchuk procurou reconstruir os acontecimentos com grande rigor histórico, quase documental.

Imagem de Kin-Dza-Dza!

1986 · Cor · 133 min · Comédia

Kin-Dza-Dza!

Direção: Georgy Danelia. Roteiro: Georgy Danelia e Revaz Gabriadze. Música: Georgy Kancheli. Com Stanislav Lyubshin, Levan Gabriadze, Evgeny Leonov e Yuri Yakovlev.

Um engenheiro e um estudante de música encontram um sujeito malvestido nas ruas de Moscou, com um pedido curioso: as coordenadas da Terra numa certa galáxia. Intrigados, os dois interagem com um aparelho que o estranho trazia e acabam em Pluke, um planeta com normas sociais estranhas, escassez de recursos e linguagem bizarra.

Classificação indicativa: Livre

Curiosidades

  • A ideia do filme amadureceu depois de uma conversa de Danelia com o renomado roteirista italiano Tonino Guerra.
  • Após a estreia, um diretor americano, impressionado com o voo do pepelats, teria procurado Danelia para perguntar sobre efeitos especiais, ao que este respondeu, brincando, que eram de fato máquinas voadoras desenvolvidas pelos militares soviéticos.

Imagem de Venenos, ou a História Mundial do Envenenamento

2001 · Cor · 104 min · Comédia

Venenos, ou a História Mundial do Envenenamento

Direção: Karen Shakhnazarov. Roteiro: Aleksandr Borodyansky e Karen Shakhnazarov. Música: Anatoly Kroll. Com Ignaty Akrachkov, Zhanna Dudanova, Oleg Basilashvili e Aleksandr Bashirov.

Oleg Volkov descobre que sua esposa o está traindo. Num bar, conhece o imponente Ivan Petrovich, com quem compartilha o problema. Petrovich tem uma solução: envenenar a esposa infiel. Começa então uma irreverente viagem no tempo, que passa por Xerxes e Catarina de Médici.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Curiosidades

  • O filme relembra alguns dos casos de envenenamento mais famosos da história mundial.
  • Vencedor do Grande Prêmio do festival Kinotavr, Rússia, 2001, e de melhor roteiro no festival Kindred, EUA, 2003.