Argentina dá exemplo de que o esporte tem papel político a cumprir!
A Associação do Futebol Argentino – AFA cancelou o jogo amistoso entre as seleções Argentina e Israel previsto para esse sábado após pressão popular e a mudança de local do jogo, que inicialmente seria em Haifa para o estádio Teddy Kollec, localizado na parte ocidental de Jerusalém.
A mobilização palestina foi até a porta do CT Joan Gamper, na Catalunha, onde treina a seleção Argentina levando camisas da seleção manchadas de vermelho como simbolização do sangue do povo palestino derramado por Israel.
Foto: Albert Gea/Reuters – Folha
Messi liderou a mobilização dos atletas, contra a realização do jogo, após receber uma carta de 70 crianças palestinas entregue pelo presidente da APF – Associação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub à representação diplomática da Argentina, na Cisjordânia.
“Disseram-nos que você vem jogar com os seus amigos em Al Malha, num estádio construído sobre a nossa aldeia” continua afirmando a importância de Messi para todos, “você é uma figura lendária do futebol com a qual todos sonhamos em ser iguais. Somos filhos de refugiados palestinos dos campos de refugiados de Qalandia, al Amari, Yalazón e Aida. Nossas famílias são originárias de Al Malha”, questionam ao ídolo se “é lógico que Messi, o herói, venha a jogar em um estádio construído sobre os túmulos dos nossos antepassados?” e finalizam com um pedido “nós, em nome de nossos amigos, oramos a Deus para que atenda nosso desejo de que Messi não parta nossos corações.”.
Para Jibril Rajoub, “O que aconteceu é um cartão vermelho do resto do mundo aos israelenses, para que compreendam que têm o direito apenas de organizar, ou jogar futebol, dentro de suas fronteiras reconhecidas internacionalmente”.
Estamos contigo Argentina! Fora Israel da Palestina!
Foto: Juan Ruiz/Afp/Getty Images
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