Espetáculo musical “Brasil em Revista” revisita a história brasileira pelo olhar da resistência popular

Montagem do CPC-UMES reúne 16 atores, quatro músicos e mais de 25 músicas para percorrer episódios históricos pouco conhecidos de resistências populares desde a invasão do Brasil até o golpe de 1964

Quem conta a história do Brasil? Em Brasil em Revista, novo espetáculo do CPC-UMES com direção geral de Alexandre Kavanji, a resposta passa longe dos personagens tradicionalmente celebrados nos livros didáticos. Em vez de reis, imperadores e presidentes, a montagem coloca no centro da cena aqueles que resistiram aos processos de exploração, dominação e exclusão da narrativa oficial ao longo da formação do país.

Com estreia em 2 de julho de 2026 no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Bela Vista, o espetáculo reúne 16 atores e atrizes e uma banda ao vivo formada por quatro músicos para contar, cantar e dançar mais de cinco séculos de história brasileira. Entre cenas, músicas, humor e crítica política, a obra percorre episódios históricos sob o ponto de vista de personagens frequentemente ausentes da narrativa oficial.

“Partimos sempre do ponto de vista da resistência”, explica a co-dramaturga e assistente de direção Rebeca Braia. “São histórias que muitas vezes não aparecem quando aprendemos sobre a formação do país. A gente vai mostrando essas lutas e, ao mesmo tempo, a construção da cultura popular brasileira, porque entendemos que resistência e cultura caminham juntas.”

Ao longo de oito quadros, o espetáculo passa por momentos históricos diversos. Em vez de Pedro Álvares Cabral e Pero Vaz de Caminha como heróis do chamado descobrimento, a cena enfatiza a invasão colonial e seus desdobramentos. Na resistência à ocupação holandesa, ganham destaque as mulheres de Tejucopapo, povoado pernambucano que, segundo registros históricos, expulsaram invasores holandeses no século XVII. Na Abolição, a voz principal é a do escritor e ativista José do Patrocínio, e não a da princesa Isabel.

“O foco está em personagens pouco lembrados, mas fundamentais para entender o Brasil”, afirma Alexandre Kavanji. “São histórias de gente comum que resistiu e lutou. É uma perspectiva diferente daquela que normalmente é contada.”

A encenação utiliza referências do teatro de revista brasileiro, da comédia popular, da commedia dell’arte e do teatro épico-dialético de Bertolt Brecht. O resultado é uma montagem que dialoga diretamente com o público, alternando sátira, narração, música e cenas históricas.

Música como elemento dramatúrgico

A música ocupa papel central na encenação. Mais do que acompanhar a ação, as canções integram a própria construção dramatúrgica. O repertório reúne cerca de 25 números musicais inspirados em manifestações da cultura popular brasileira, como maracatu, samba, aboio, xote, marchinha de carnaval e bumba meu boi.

As composições são, em sua maioria, assinadas pelo maestro e compositor Marcus Vinícius de Andrade, figura histórica ligada ao Movimento de Cultura Popular do Recife e ao Centro Popular de Cultura. A direção musical é de Léo Nascimento.

“A música não está ali como adereço”, destaca Kavanji. “Ela complementa e desenvolve a narrativa. As letras ajudam a contar a história.”

No palco, os instrumentos dialogam com essa diversidade cultural. A banda é formada por violão, trombone, percussão e acordeon, acompanhando um grande coro composto pelo elenco.

Diálogo com a história do teatro político brasileiro

Além de revisitar a história nacional, Brasil em Revista também presta homenagem à trajetória do próprio teatro político brasileiro e aos 30 anos do CPC-UMES, celebrados recentemente pela instituição.

A montagem estabelece pontes com experiências históricas como o Teatro de Arena, o Movimento de Cultura Popular do Recife, o CPC da UNE e o Teatro Opinião. Trechos de obras ligadas a esses movimentos aparecem incorporados à dramaturgia.

O espetáculo culmina em uma cena inspirada nos acontecimentos de 31 de março de 1964, quando a sede da UNE, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi atacada e incendiada nos primeiros momentos do golpe militar. O episódio marcou a destruição do espaço onde funcionava o CPC da UNE, experiência fundamental para a cultura brasileira do período.

“A gente faz uma homenagem aos nossos antecessores”, afirma Rebeca Braia. “É uma forma de reconhecer que o trabalho realizado hoje pelo CPC-UMES dialoga diretamente com essa tradição de arte, cultura e participação popular.”

Com humor, música e uma grande celebração da diversidade cultural brasileira, Brasil em Revista propõe um olhar crítico sobre o passado e o presente do país, reafirmando o papel da arte como espaço de memória, reflexão e resistência.

Sinopse

Brasil em Revista conta, canta e dança a história do Brasil por meio de episódios marcados pela resistência popular. Inspirado no teatro de revista, no teatro épico e na cultura popular brasileira, o espetáculo reúne 16 atores, atrizes e quatro músicos em uma jornada que atravessa diferentes períodos históricos, combinando humor, música e reflexão crítica sobre a formação do país.

Ficha Técnica

Elenco: Adriana Coppi, Alexandre Krug, André Barros, Arthur Lopez, Aylla Ferreira, Camila Sipriano, Catarina Neves, João Ribeiro, Junior Fernandes, Marcio Ribeiro, Ricardo Mancini, Nathiele, Rebeca Braia, Telma Dias, Valentina Macedo e Vitória Silva.

Banda: Adilson Camarão, André Tinoco, Léo Nascimento e Lisiane Martins

Direção Geral: Alexandre Kavanji

Dramaturgia: Marcus Vinícius de Andrade, Valério Bemfica e Rebeca Braia

Excertos dos textos: Auto dos 99% e Auto do Relatório (criações coletivas do CPC da UNE) e Doutor Getúlio, sua Vida e sua Glória (Dias Gomes e Ferreira Gullar)

Músicas: Marcus Vinícius de Andrade, Léo Nascimento e Valério Bemfica

Músicas Incidentais: Sinherê (Edu Lobo e Giangrancesco Guarnieri), Muriquinho (Folclore), Abra as asas sobre nós (Niltinho Tristeza, Preto Joia, Vicentinho e Jurandir), “Gê-e-Gê” (Seu Getúlio) (Lamartine Babo), Retrato do Velho (Haroldo Lobo e Marino Pinto), Ele Disse (Edgar Ferreira)

Direção Musical: Léo Nascimento 

Assistência de Direção: Rebeca Braia

Direção de elenco: Ney Piacentini

Orientação de Comicidades: Ednaldo Freire

Preparação Corporal e Orientação de Movimento: Alício Amaral e Juliana Pardo

Figurinos, Cenografia e Adereços: Victória Moliterno

Costura e assistência de adereços: Marcelo Leão

Cenotécnico: Júlio Dojcsar 

Iluminação: Alexandre Kavanji e Luisa Lopes

Operação de iluminação: Luisa Lopes

Fotografias e Imagens: Vitor Solemar, Danilo Ribeiro, Maria Clara Pereira, Fernanda Villaça

Identidade Visual e Artes Gráficas: Apolo Longhi

Produção Executiva: Dudu Oliveira

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Equipe de Produção CPC-UMES: Ana Letícia Oliveira, Maria Clara Pereira, Danilo Ribeiro, Fernanda Villaça, Gabriela Barbosa, Júnior Fernandes, Leonardo da Vincci, Luisa Lopes, Vitor Solemar.

 

ESTE ESPETÁCULO FOI REALIZADO COM O APOIO DO MINISTÉRIO DA CULTURA/SECRETARIA DO AUDIOVISUAL

Serviço

Brasil em Revista

Duração: 120 minutos | Classificação indicativa: 14 anos
Local: Cine-Teatro Denoy de Oliveira – Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista – São Paulo

Temporada: de 2 de julho a 12 de setembro de 2026
Quintas e sextas, às 19h e sábados às 20h

Entrada gratuita – Reserva e retirada de ingressos: Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início da peça; as reservas podem ser feitas pelo telefone (11) 3289-7477, mas precisam ser retiradas com até 30 minutos antes do início do espetáculo, depois disso perdem a validade. 

2ª Mostra Cinema Brasileiro de A a Z ocupa o Cine-Teatro a partir deste sábado

A Mostra Cinema Brasileiro de A a Z traz, nesta 2a. edição, clássicos da nossa cinematografia popular, com grandes filmes, diretores e atores, e percorre um amplo espectro de realizações, muitas com roteiros adaptados da literatura brasileira.

São obras que revelam características próprias da população, e discutem nossos desafios em imagens articuladas sob dramaturgia consistente, envolvente e implicativa. Após as sessões, nos debates, o presente e o passado, retratados em filmes de ficção, adquirem verdadeiro status de documento, expressão do tempo, convidando-nos a refletir sobre nossa própria essência. Nos documentários, o encontro com a complexidade do real dá origem a narrativas que muitas vezes superam obras inventadas: é nossa profunda especificidade que se coloca como personagem, sugerindo possibilidades de futuro.

Alguns dos trabalhos foram responsáveis por revelar novos intérpretes, que depois se consolidaram. Para ilustrar: “Inocência”, de Walter Lima Júnior, um dos mais importantes cineastas do país ainda em atividade. Adaptação do romance do Visconde de Taunay, foi o filme de estreia de Fernanda Torres, que aos 16 anos contracena com seu pai Fernando Torres. A história do curandeiro que se apaixona por uma menina, no sertão profundo do Brasil do século XIX, têm sua gênese vinculada à nossa história criativa, sendo a materialização de um longo esforço que passa por Humberto Mauro, Carmen Santos, Lima Barreto, e se realiza através do produtor Luiz Carlos Barreto.

Autores dentre os mais importantes, assistidos e discutidos do país ganham foco e se encontram com os múltiplos pontos de vista do público em debates ao vivo, ocasião em que se pode penetrar no imaginário das obras e pensar suas forças subjacentes, alimentando-nos das amplas possibilidades que o exercício possibilita. As fontes literárias da maioria das obras são um atrativo a mais nas discussões.

A Mostra Cinema Brasileiro de A a Z, em sua 2a. edição, é um encontro leve com nossa cultura. Uma oportunidade de estudo, um adentramento em nossa realidade sem perder de vista a diversão. O programa dá combate ao critério importado como pré requisito para o entretenimento em cinema, e revive a ideia consolidada em nossa história, do gosto da população por sua própria expressão. Os filmes serão exibidos aos sábados pela manhã, às 10 da manhã, por seis meses, com os debates acontecendo após as sessões, com entrada gratuita. Em breve anunciaremos também o segundo bloco. Boa sessão!

2ª Mostra Cinema Brasileiro de A a Z

Cine-Teatro Denoy de Oliveira (CPC-UMES)
Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista – São Paulo
De 13 de junho a 21 de novembro de 2026
Todos os sábados, às 10h
Entrada gratuita

VEJA A PROGRAMAÇÃO DO 1º BLOCO DE EXIBIÇÕES

 

13/06 – André, a Cara e a Coragem (1971, 91 min.)

Direção: Xavier de Oliveira

Sinopse: Após o sucesso de Marcelo Zona Sul, Xavier de Oliveira volta seu olhar para as classes populares. André (Stepan Nercessian) deixa o Nordeste e segue para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor, enfrentando as dificuldades da grande cidade sem perder sua simplicidade e humanidade.

Debatedor: Xavier de Oliveira – Cineasta e escritor carioca, possui uma obra caracterizada pelo olhar sereno, humano e bem-humorado diante dos problemas brasileiros, desenvolvendo uma perspectiva singular, inventiva e de ritmo próprio.

 

20/06 – Bom Dia, Eternidade (2008, 98 min.)

Direção: Rogério de Moura

Sinopse: Um ex-jogador de futebol vê sua vida ganhar novos significados ao revisitar lembranças de sua trajetória. Inspirado no humor popular de Denoy de Oliveira e no Movimento Dogma Feijoada, o filme valoriza o protagonismo de homens e mulheres negros na cultura brasileira.

Debatedor: Farid Tavares – Produtor do filme e amigo do diretor, atuou em mais de 30 produções cinematográficas como produtor executivo e diretor de produção.

 

27/06 – Cabra Marcado para Morrer (1984, 122 min.)

Direção: Eduardo Coutinho

Sinopse: Considerado um clássico do documentário brasileiro, o filme começou a ser rodado como ficção em 1964, foi interrompido pelo golpe militar e retomado duas décadas depois. A obra aborda a luta camponesa e a memória política do país.

Debatedor: Rogério Mattos – Estudioso da linguagem cinematográfica e da obra de Eduardo Coutinho. É formado em História, mestre em Literatura e doutor em História.

 

04/07 – Doramundo (1979, 95 min.)

Direção: João Batista de Andrade

Sinopse: Baseado no romance de Geraldo Ferraz, acompanha a vida em uma cidade ferroviária imaginária onde o cotidiano é marcado pela opressão, pelo isolamento e pela suspensão dos sonhos e afetos.

Debatedor: João Batista de Andrade – Cineasta, escritor e um dos mais importantes diretores da história do cinema brasileiro.

 

11/07 – Esse Mundo É Meu (1964, 80 min.)

Direção: Sérgio Ricardo

Sinopse: Ambientado na Favela da Catacumba, no Rio de Janeiro, o filme retrata os anseios populares às vésperas do golpe militar de 1964. Com roteiro, trilha sonora e direção de Sérgio Ricardo, é uma obra emblemática do cinema engajado brasileiro.

Debatedora: Marina Lutfi – Artista, cantora e filha do cineasta e compositor Sérgio Ricardo.

 

18/07 – Fogo Morto (1974, 88 min.)

Direção: Marcos Farias

Sinopse: Adaptação do romance de José Lins do Rego, retrata a decadência econômica e moral dos engenhos nordestinos e do latifúndio brasileiro, revelando as transformações sociais do país.

Debatedor: Joel Yamaji – Cineasta, pesquisador e estudioso do cinema brasileiro.

 

25/07 – Gaijin, os Caminhos da Liberdade (1980, 112 min.)

Direção: Tizuka Yamasaki

Sinopse: Um épico sobre a imigração japonesa no Brasil e o processo de formação da sociedade brasileira. A obra acompanha os desafios, conflitos e conquistas dos imigrantes em sua busca por liberdade e integração.

Debatedora: Tizuka Yamasaki – Uma das mais importantes cineastas do país, responsável por inúmeras produções de destaque no cinema nacional.

 

01/08 – Hoje (2011, 90 min.)

Direção: Tata Amaral

Sinopse: Baseado no livro Prova Contrária, de Fernando Bonassi, acompanha uma mulher que, após receber indenização do Estado pelos crimes da ditadura militar, tenta reconstruir sua vida e superar traumas do passado.

Debatedora: Tata Amaral – Cineasta e diretora do filme. Sua obra investiga aspectos humanos relacionados à realidade brasileira, sendo reconhecida por sua abordagem social e sensível.

 

08/08 – Inocência (1983, 118 min.)

Direção: Walter Lima Jr.

Sinopse: Inspirado no romance de Alfredo d’Escragnolle Taunay, narra uma história de amor e paixão em meio às limitações sociais do interior brasileiro do século XIX, discutindo liberdade, costumes e destino.

Debatedor: Walter Lima Jr. – Cineasta que figura entre os mais vigorosos, férteis e criativos realizadores do cinema brasileiro.

 

15/08 – Jango (1984, 115 min.)

Direção: Silvio Tendler

Sinopse: Documentário sobre a trajetória do presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964. A obra revisita as reformas de base, a crise política e os acontecimentos que levaram à ruptura democrática.

Debatedor: João Vicente Goulart – Escritor, filho, biógrafo e preservador da memória de João Goulart. Foi candidato à Presidência da República em 2016.

 

22/08 – Kasa Branca (2024, 95 min.)

Direção: Luciano Vidigal

Sinopse: Comédia dramática ambientada nas periferias do Rio de Janeiro. O filme aborda relações familiares, afeto, solidariedade e os desafios cotidianos enfrentados pela população das comunidades cariocas.

Debatedor: Luciano Vidigal – Cineasta e ator que ganhou projeção nacional a partir de sua participação em Cidade de Deus, desenvolvendo uma trajetória artística ligada ao Vidigal e às periferias cariocas.

 

29/08 – Lavoura Arcaica (2001, 123 min.)

Direção: Luiz Fernando Carvalho

Sinopse: Adaptação do romance de Raduan Nassar. O drama acompanha os conflitos de André com sua família patriarcal, explorando temas como desejo, tradição, religião e repressão em uma narrativa marcada pela força poética e visual.

Debatedor: Luiz Fernando Carvalho – Diretor reconhecido pelo rigor artístico e pela inventividade estética, atualizando em sua trajetória os aspectos sensoriais da experiência cinematográfica brasileira.

 

Ficha Técnica da Mostra

  • Realização: CPC-UMES
  • Curadoria e programação: Caio Plessmann de Castro
  • Produção executiva: Mariara Cruz
  • Arte gráfica e identidade visual: Apolo Longhi
  • Projeção: Leonardo da Vincci
  • Apoio de produção: Luisa Lopes, Vitor Solemar, Danilo Ribeiro, Júnior Fernandes, Ana Letícia Oliveira e Gabriela Barbosa.

Mostra Contos de Resistência homenageia centenário do Professor Eduardo de Oliveira e leva a luta anticolonial às telas

A Mostra Contos de Resistência nasceu da vontade de trazer à luz os vários combates travados pelos povos negros ao redor do mundo. Trazemos, desde 2022, episódios da História já esquecidos ou acobertados pelo colonialismo, além de algumas obras de arte que apresentam o cotidiano negro mundo afora.

Nesta segunda edição, apresentamos duas joias do cinema brasileiro, os filmes “Chico Rei”, de Walter Lima Jr., e “Um é Pouco, Dois é Bom”, de Odilon Lopez, um dos pioneiros da cinematografia negra brasileira. O diretor senegalês Djibril Diop Mambéty traz suas cores africanas com os clássicos “Hienas”, “O Franco” e “A Pequena Vendedora de Sol”. O encerramento se dá com o belga “Trilha Sonora Para Um Golpe de Estado”, relato violento sobre a infiltração dos países ricos na política africana, visando o saque de seus recursos naturais.

A sessão de abertura é uma homenagem ao centenário de Eduardo de Oliveira, professor, poeta e político, primeiro vereador negro de São Paulo e autor do Hino à Negritude, composição sancionada pela Presidência da República em 28 de maio de 2014. Profundo conhecedor e combatente do movimento negro, Professor Eduardo é também fundador do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), entidade irmã da União Municipal dos Estudantes Secundaristas. A ele, dedicamos essa modesta programação.

PROGRAMAÇÃO

09/05 Sábado

18 horas CHICO REI (1985)

16/05 Sábado

18 horas HIENAS (1992)

23/05 Sábado

18 horas UM É POUCO, DOIS É BOM (1970)

30/05 Sábado

18 horas O FRANCO (1994)

A PEQUENA VENDEDORA DE SOL (1999)

06/06 Sábado

18 horas TRILHA SONORA PARA UM GOLPE DE ESTADO (2024)

SINOPSES

09/05/2026

CHICO REI

Dirigido por Walter Lima Jr. (1985), Brasil, 115 min.

Em meados do século XVIII, Galanga, rei do Congo, é aprisionado e vendido como escravo. Trazido da África num navio negreiro, recebe o nome de Chico Rei e vai trabalhar nas minas de ouro de um desafeto do governador de Vila Rica. Escondendo pepitas no corpo e nos cabelos, Galanga habilita-se a comprar sua alforria e, após a desgraça do seu ex-senhor, adquire a mina Encardideira, tornando-se o primeiro negro proprietário. Rico, ele associa-se a uma irmandade para ajudar outros negros a comprarem a liberdade.

O roteiro é baseado em poesias de Cecília Meireles e na tradição oral mineira bem como na memória do negro brasileiro.

16/05/2026

HIENAS

Dirigido por Djibril Diop Mambéty (1992), Senegal, 110 min.

Após 30 anos fora, Linguère Ramatou, uma mulher “tão rica quanto o Banco Mundial”, retorna a Colobane, aldeia que a abandonou quando jovem e agora amarga em pobreza. Ela promete ajudá-los com suas riquezas, porém, com uma condição: Draman Drameh, o respeitável comerciante da aldeia e antigo amante que traiu Linguère e a largou grávida aos 16 anos, precisa ser executado.

Clássico de Mambéty, o filme é uma adaptação da peça “A Visita da Velha Senhora” de Friedrich Dürrenmatt.

23/05/2026

UM É POUCO, DOIS É BOM

Dirigido por Odilon Lopez (1970), Brasil, 90 min.

Duas histórias. Dois contos. Em “Com um Pouquinho… De Sorte”, Jorge e Maria vivem os problemas de um novo casal que sonha em ter a própria casa e constituir família. Em “Vida nova… Por Acaso”, Magrão e Crioulo querem começar uma vida nova e acabam exatamente onde começaram.

A restauração digital em 4K de “Um É Pouco, Dois É Bom” é resultado de uma parceria entre Cinemateca Capitólio, INDETERMINAÇÕES e Mnemosine Serviços Audiovisuais, com incentivo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de Porto Alegre e apoio do Itaú Cultural. O processo de restauro foi realizado na cidade do Rio de Janeiro, no Laboratório Mapa Filmes do Brasil/Link Digital.


30/05/2026 – Sessão Dupla

O FRANCO

Dirigido por Djibril Diop Mambéty (1994), Senegal, 46 min.

Marigo é um músico sem dinheiro mas de raciocínio rápido que sonha em recuperar seu instrumento, o Cangoma, confiscado de forma cruel pela proprietária do quarto onde vive após meses de aluguel atrasado.

Apostando tudo na loteria, ele passa a acreditar que a sorte pode finalmente abrir um caminho para a vida feliz cheia de música e cores em que ele sempre sonhou, sem humilhações e absurdos da sua vida sofrida. Entre humor e desespero, Marigo atravessa Dacar carregando a esperança como único bem seguro, enquanto o filme revela como a lógica do capital se infiltra dos menores gestos até as maiores construções.

A PEQUENA VENDEDORA DE SOL

Dirigido por Djibril Diop Mambéty (1999), Senegal, 45 min.

Em Dacar, vender jornais nas ruas é um território dominado por meninos, até que Sili, uma jovem com deficiência física e determinada, decide desafiar essa ideia. Aos empurrões, xingamentos e desconfiança, ela descobre um mundo onde cada moeda e cada manchete revelam as camadas de desigualdade, exploração e sobrevivência, mostrando como a imprensa, a rua e as pessoas que a habitam moldam a vida de uma sociedade, tudo filtrado pelo olhar sensível de uma criança, fazendo com que o público percorra cada descoberta ao seu lado, como se também estivesse presente nas ruas ao seu redor.

06/06/2026

TRILHA SONORA PARA UM GOLPE DE ESTADO

Dirigido por Johan Grimonprez (2024), Bélgica, França e Países Baixos, 150min.

Em 1960, 16 países africanos recém-independentes ingressaram nas Nações Unidas, deslocando o voto majoritário das potências e dos EUA para o Sul Global. O Congo, de Patrice Lumumba, se torna o campo de batalha pela influência na ONU. O Departamento de Estado dos EUA entra em ação, enviando o embaixador do jazz Louis Armstrong ao Congo para desviar a atenção do golpe apoiado pela CIA. Abbey Lincoln e Max Roach invadem o Conselho de Segurança, Nikita Khrushchev bate com o sapato, formando a trilha para um iminente golpe de Estado.

O documentário foi inteiramente montado com imagens de arquivo e conta uma história urgente que ressoa mais do que nunca na atualidade.

30º Congresso da UMES reafirma luta contra o entreguismo: Educação é Soberania!

Mais de 900 jovens participaram do evento que elegeu nova diretoria e definiu como prioridade o enfrentamento ao governo Tarcísio, à precarização das escolas e ao avanço do bolsonarismo. Nova presidente convoca:  temos a missão de “derrotar o fascismo nas urnas”

Mais de 900 estudantes de toda a cidade de São Paulo se reuniram nesta quarta-feira (1º) no 30º Congresso da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES). Com o tema “Educação é Soberania: o Império não dita o nosso país”, o Congresso reafirmou o papel histórico dos estudantes brasileiros que, em diversos momentos, estiveram na linha de frente na defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo.

A discussão do Congresso aparece em um momento decisivo para a educação pública em São Paulo. Nos últimos meses, os estudantes têm assistido a repetidos ataques à escola pública pelo governo Tarcísio de Freitas, como tentativas de privatização e militarização das escolas, cortes no orçamento da educação, imposição de plataformas educacionais que desrespeitam a autonomia pedagógica e a desvalorização dos professores.

Para a entidade, essas medidas representam um imenso retrocesso nos direitos básicos que deveriam ser assegurados para os estudantes.

A mesa de abertura contou com a participação de Valentina Macedo, presidente da entidade, o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) Hugo Silva, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) Bianca Borges, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), o vereador da cidade de São Paulo Hélio Rodrigues (PT), o vereador da cidade de Araraquara Guilherme Bianco (PCdoB).

O ato político contou ainda com a presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP) Keila Pereira, o presidente do Sindicato dos Diretores do estado de São Paulo (Udemo) Chico Poli, o vice-presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) Ubiratan Dantas (Bira), o presidente em exercício do Sindicato dos Professores (Apeoesp) Guido Pereira e o secretário-geral do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) Marcos Kauê.

Valentina Macedo – Foto: César Ogata

Valentina Macedo: “a bandeira verde e amarela sempre esteve à frente da nossa luta”

Valentina Macedo fez um balanço sobre a gestão e afirmou que os estudantes defenderam a educação a todo o momento. “Esse congresso já é uma grande vitória com diversos estudantes vestindo verde e amarelo e eu acho que isso reflete um pouco do que foi a nossa luta nessa última gestão. A gente entra no auge do governo Tarcisio e Feder e também começamos a enfrentar os principais ataques deles contra a educação”, disse.

“Creio que a defesa da soberania nacional do nosso país não ficou para trás, pelo contrário, a gente se manteve firme na nossa posição de enfrentar os inimigos da educação e do Brasil. Então, a bandeira verde e amarela, a bandeira do nosso país sempre esteve à frente da nossa luta. No ano passado nós saímos em manifestação, inclusive a gente puxou no 11 de agosto, a defesa da soberania nacional, levantando o verde e amarelo também. E eu acho que chegamos agora nesse momento de coroamento da gestão com um ciclo muito vitorioso, tendo em vista que conseguimos travar diversas batalhas”, afirmou Valentina.

Luna Martins, nova presidente da UMES – Foto: César Ogata

Luna Martins: “derrotar o fascismo nas urnas”

A estudante da Etec Santa Ifigênia Luna Martins, que foi diretora de escolas técnicas da última gestão, foi eleita presidente da entidade para os próximos dois anos. Em entrevista, Luna fez um balanço do congresso e apontou os rumos da próxima gestão da UMES.

“A última gestão foi marcada por uma intensa luta, principalmente contra a precarização da escola estadual. Nós iniciamos a gestão com uma PEC que ia cortar mais de R$ 11 bilhões da educação a UMES os estudantes de São Paulo se mobilizaram conseguiram adiar isso e logo depois a gente fez intensas mobilizações a favor do ensino técnico e contra a precarização das escolas. Dessa mesma forma, ocorreu também uma forte luta contra o imperialismo e contra a ameaça estadunidense, com os estudantes indo às ruas tanto se mobilizando contra os tarifaços de Trump, mas também do fascismo aqui no país como a PEC da blindagem em diversas coisas. E o 30º Congresso da UMES foi muito marcado por isso, principalmente com a juventude reclamando e fazendo uma denuncia sobre a situação atual das nossas escolas”, disse.

“E agora, nesta próxima gestão como presidente da entidade, os próximos passos que necessitamos fazer é derrotar o fascismo nas urnas, sendo a ameaça que é Flávio Bolsonaro aos estudantes, ao nosso país e à soberania nacional principalmente, mas também, fazer uma intensa luta contra a precarização das escolas do governo Tarcísio, que agora está querendo implementar plataformas digitais goela abaixo dos estudantes e continuando o seu plano de precarização, para depois privatizar e a juventude nesse 30° Congresso da UMES decidiu que a gente não vai tolerar nenhum tipo de ataque, nenhum tipo de privatização e que nós temos a tarefa de denunciar nas ruas e nas urnas o plano de Tarcísio”, afirmou Luna, a nova presidente da UMES.

Deputado Orlando Silva – Foto: César Ogata

Orlando Silva: “amar e mudar as coisas também é amar o Brasil”

O deputado Orlando Silva saudou o Congresso e falou sobre a importância do movimento estudantil acerca do aprendizado político.

“Esse espaço é muito importante para a formação, porque seja no Grêmio estudantil, ou na UMES, é quando a gente aprende as primeiras letras como se fosse uma alfabetização da política. Antes de ser deputado, foram nesses espaços que eu comecei a ter o acesso a política como cada um de vocês”, disse.

O deputado também falou sobre a defesa da soberania. “Eu queria falar a última coisa pra vocês: Amar e mudar as coisas também é amar o Brasil. Nós temos que amar o nosso país, a nossa pátria, a nossa nação”, continuou.

Presidente da UNE, Bianca Borges – Foto: César Ogata

Bianca Borges: “vamos à luta para acabar com essa lesa pátria”

A presidente da UNE, Bianca Borges, em sua fala, destacou que “os estudantes que estão aqui querem estar na universidade. Dessa mesma forma, nossa geração com movimento estudantil em São Paulo entendem esse desafios para a luta e por isso estão construindo uma ampla frente para combater Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio de Freitas e todo o conservadorismo que aflige este estado. Tem muita gente que vende o sonho patriótico, mas é o sonho do entreguismo, do descaso, vamos à luta para acabar com essa lesa pátria”, afirmou a estudante e presidente da UNE.

Presidente da UBES, Hugo Silva – Foto: César Ogata

Hugo Silva: “nós fomos a galera que derrubou o Bolsonaro e colocou ele atrás das grades”

Hugo Silva da UBES afirmou em sua fala que os estudantes de São Paulo estão organizando a sua rebeldia para transformar esse lugar porque essa galera que está no poder, como o Ricardo Nunes, o Tarcísio de Freitas e o bolsonarismo apresentam como única perspectiva da nossa vida o subemprego, a fome, o não ingresso na universidade, uma escola caindo aos pedaços. “É essa rebeldia expressa no plenário aqui hoje, que faz com que a gente transforme essa realidade”, disse.

“Nós fomos a galera que derrubou o Bolsonaro e colocou ele atrás das grades! E será essa mesma geração que vai botar Tarcísio de Freitas, Nunes e Flávio Bolsonaro pra bater continência pra bandeira americana bem longe daqui, porque os patriotas que honram o verde e amarelo desta camisa estão aqui neste plenário hoje. Não vamos abaixar a cabeça para nenhum inimigo da educação”, afirmou.

Deputado Guilherme Cortez – Foto: César Ogata

Guilherme Cortez: “vocês são a geração que vai derrubar o pior governo da história de São Paulo”

O deputado Guilherme Cortez afirmou que é preciso derrubar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defender o país. “Vocês sabem que não tem nada que os poderosos tenham mais medo do que estudante pensando e estudante se organizando nos espaços, porque quando a gente confia e aprende a força que a gente tem, a gente derruba qualquer um deles. E vocês são a geração que vai derrubar o pior governo da história de São Paulo”, disse.

“Esse ano a gente tem que enterrar o bolsonarismo e Tarcísio de Freitas e mandar para onde não deveriam ter saído. Eu tenho a absoluta certeza que nós não vamos ser a geração que vai ver o fim do mundo. Nós vamos ser a geração que vai fundar o mundo novo! Um mundo muito melhor do que esse decadente que vivemos. Um mundo sem misoginia, um mundo sem racismo, um mundo lgbtfobia, um mundo em que a vida vale a pena ser vivida. E nesse mundo, a educação tem que ter muito mais investimento, tem que ter prioridade, porque a educação transforma a nossa mente e transforma a nossa vida”, afirmou.[]

Vereador Hélio Rodrigues – Foto: César Ogata

Hélio Rodrigues: “precisamos retirar do estado de São Paulo esse governo privatista”

O vereador Helio Rodrigues (PT) afirmou que “esse ano nós precisamos retirar do estado de São Paulo esse governo, que é o governo privatista. Na cidade de São Paulo, nós continuaremos enfrentando essa prefeitura, que é o desgoverno de Nunes, que quer acabar com a educação do município”, disse.

Guido da Apeoesp – Foto: César Ogata

Guido: “nós professores lutaremos junto aos estudantes para derrotar Tarcísio e Bolsonaro do nosso país”

“O governo Tarcísio cortou R$ 11 Bilhões da educação e não merece ser eleito. Tarcísio não tem o mínimo de compromisso com essa juventude, com o povo paulista. É preciso lutar pela educação, nós professores lutaremos junto aos estudantes para derrotar Tarcísio e Bolsonaro do nosso país”, afirmou o professor Guido.

Keila Pereira da FMP – Foto: César Ogata

Keila Pereira: “é fundamental a luta das mulheres contra os desmandos na educação e no país”

Keila Pereira falou na abertura que “é fundamental a luta das mulheres contra os desmandos na educação e no país, porque sem educação de qualidade, sem garantir igualdade de oportunidade para todas as pessoas, especialmente para as meninas para garantir a igualdade de gênero. Eu sei que essa luta está sendo travada por cada um aqui neste congresso”, disse.

Chico Poli, da UDEMO – Foto: César Ogata

Chico Poli: “a esperança está nos estudantes, em vocês que se rebelam contra tudo isso”

“A educação hoje no Estado de São Paulo depende muito de vocês estudantes que estão aqui no congresso. Vocês são a esperança para mudar esse país, pois nós que somos professores e diretores estamos em condições muito ruins de trabalhar, sendo coagidos, perseguidos e ameaçados. A esperança está nos estudantes, em vocês que se rebelam contra tudo isso”, afirmou Chico Poli da Udemo.

Bira, vice-presidente da CTB – Foto: César Ogata

Bira: “defender a soberania das nações e derrubar o fascismo”

“Nós temos que defender a soberania das nações e derrubar o fascismo, é preciso um governo também que realize investimentos no país, que derrube as taxas de juros, aumentar o investimento público, para ter mais dinheiro para a educação para que nenhum jovem fique fora da escola”, concluiu Bira da CTB.

Guilherme Bianco – – Foto: César Ogata

Guilherme Bianco: “retomar para as nossas mãos as cores do Brasil”

O vereador Guilherme Bianco afirmou na abertura que é preciso defender o Brasil. “Os estudantes hoje aqui neste congresso estão vestindo as cores da bandeira do Brasil, os estudantes brasileiros retomaram com o debate e a luta da soberania, como a pauta central da nossa juventude. Há pouco tempo atrás, aqueles que diziam que eram os patriotas, aqueles que usavam a bandeira do Brasil para fazer campanha. Aqueles que se diziam amar o verde e amarelo na verdade pregavam o futuro de ódio, de violência e de pobreza pro povo brasileiro”, disse o vereador, que foi diretor da UMES-SP quando secundarista.

“E agora, a gente consegue dar um giro fundamental, retomar para as nossas mãos, para a mão do tempo popular e democrático, para a nova juventude, as cores do Brasil, as cores da nossa bandeira e dizer em alto e bom tom: Quem ama o povo brasileiro, quem ama o Brasil, quem ama a educação aqui está neste plenário, que é o nosso campo, porque nós somos patriotas e defendemos este país, não a corja bolsonarista”, afirmou o vereador.

Marcos Kauê – Foto: César Ogata

Marcos Kauê: “os verdadeiros patriotas que amam e lutam pela pátria”

“É com muita tranquilidade que eu queria dizer, se a UMES já escreveu tantas histórias, se a UMES já consolidou tantas lutas e conquistas, é aqui que estão os verdadeiros lutadores, os verdadeiros patriotas, que amam e lutam pela pátria, que vão defender a nossa soberania, que vai acabar de vez com o fascismo, que vai garantir a história sem racismo, um Brasil para os brasileiros, essa é a luta do CNAB”, disse Marcos Kauê em sua fala.

Valentina afirmou que os estudantes agora precisam “se manter firme em defesa da educação e do nosso país com uma grande frente ampla, democrática, erguendo novamente a bandeira, colocando o Brasil à frente das nossas lutas, em defesa da educação também, porque como diz o mote do nosso congresso, a educação é soberania e o império não dita e não ditará o Brasil. E se depender desses estudantes, dessa diretoria que está sendo eleita agora nesse congresso, eu tenho certeza que nenhum imperialista vai se criar aqui”, disse.

Bota Samba no Telão! 2ª edição da “Mostra Cinema e Samba – Vai no Bixiga Pra Ver”

É com muito orgulho que apresentamos a programação da 2ª Edição da “Mostra Cinema e Samba – Vai no Bixiga Pra Ver!”. Nesta edição, serão 10 filmes com diferentes vertentes do samba e seus incríveis personagens que serão apresentados na tela do  Cine-Teatro Denoy de Oliveira. A programação começa já neste sábado, dia 4 de abril, às 18h. 

A mostra, organizada pelo Centro Popular de Cultura da UMES de São Paulo (CPC-UMES), acontece no tradicional bairro do Bixiga, um dos berços do samba da capital paulista.

Samba, pagode, partido alto, chula, calango, marcha, batucada, pernada. Samba de breque, enredo, canção, de viola, raiado, corrido, rural, chorado, de roda, de terreiro, sincopado. O samba é tudo isso e um pouco mais, que retratamos mais uma vez na tela do Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na 2ª edição da Mostra ‘Cinema e Samba – Vai no Bixiga pra ver’.

Principal fenômeno cultural brasileiro, o samba é composto por diferentes estilos e linguagens ligadas às classes subalternas e desfavorecidas. Foi perseguido por ser negro, durante a escravidão, após a Abolição em uma situação de profunda exclusão social dos alforriados e no racismo ainda forte em nossa sociedade. Mesmo assim, ele está em todo Brasil, sendo uma importante voz de resistência e nacionalidade. Pedimos passagem para contar um pouco dessa história que tentamos retratar da maneira mais variada possível. São 10 filmes com diferentes vertentes do samba e seus personagens. 

Também realizamos uma singela homenagem, dedicando a última sessão à vida e obra de Aldir Blanc. Poeta do mais alto quilate de nossa música, defensor da democracia e da cultura, foi uma das vítimas do negacionismo promovido durante a pandemia da Covid-19. Em sua memória, dedicamos essa mostra: CHAMA, ALDIR!

Pode chegar que você é nosso convidado para este samba!

2ª Edição da “Mostra Cinema e Samba – Vai no Bixiga Pra Ver!”

CINE-TEATRO DENOY DE OLIVEIRA
Rua Rui Barbosa 323 – Bixiga
Informações: (11) 94662-6916 – Whatsapp

 

PROGRAMAÇÃO

04/04/2026

 

Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba

Dirigido por Ricardo Dias e Thomaz Farkas (2006), Brasil. 10 min.

Na comemoração do IV Centenário de São Paulo, em abril de 1954, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com a Velha Guarda do Samba no Parque do Ibirapuera. 50 anos depois, o curta recupera o material capturado pelo cineasta com sua Kodak 16mm, de corda. Foram filmados 6 minutos de um espetáculo maravilhoso do Pessoal da Velha Guarda, com Pixinguinha, Donga, João da Bahiana, Almirante, Alfredinho do Flautim, Jacó Palmieri e Benedito Lacerda. O filme, perdido por quase meio século, traz para o público as únicas imagens em movimento do grupo que se tem conhecimento.

 

Um Homem de Moral

Dirigido por Ricardo Dias (2009), Brasil. 84 min.

Paulo Vanzolini, um dos mais importantes compositores do samba de São Paulo, é a figura central deste longa. Apresentando o autor através de seus sambas, amigos e de sua cidade, o filme busca contar a vida do singular personagem que mescla música e ciência em sua trajetória. Compositor de canções populares como “Ronda” e “Volta por Cima”, Vanzolini celebrou  100 anos de seu nascimento em 2025.

Através de entrevistas com o autor, parceiros e amigos, e de filmagens dos ensaios e das gravações de estúdio para o conjunto de quatro CDs, chamado “Acerto de Contas”, em 2002, e do show nas dependências do SESC na Vila Mariana, bairro do estado de São Paulo, o filme nos traz um rico panorama do trabalho do compositor.


11/04/2026

Couro de Gato

Dirigido por Joaquim Pedro de Andrade (1962), Brasil. 15 min.

Durante os preparativos para o carnaval, garotos da favela vendem gatos para que os couros sejam utilizados na confecção de tamborins pelas escolas de samba. Um dos garotos pega um gato angorá de uma madame, brinca e divide a sua comida com ele. Ele hesita em vendê-lo para o fabricante de tamborins, mas sua fome é grande.

Episódio do filme Cinco Vezes Favela (produzido pelo CPC da UNE e considerado um marco do Cinema Novo) em 1962; recebeu o Prêmio de Melhor Filme no Festival de Sestri Levante, na Itália e, em 1995, fez parte da seleção “Um Século de Cinema”, do Festival de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, na França, onde foram exibidos 100 curtas que fizeram a história do cinema.

 

Onde a Coruja Dorme

Dirigido por Simplício Neto e Márcia Derraik (2012), Brasil. 51 min.

Bezerra da Silva, sambista de grande sucesso nacional, tem sua origem nordestina muito pouco conhecida. Nascido no Recife, no ano de 1927, ele inicia sua carreira referenciado nas suas raízes, nos dois discos “Bezerra da Silva, o Rei do Côco”. Mas é com o samba que ele alcança grande projeção e sucesso, através de canções bem humoradas sobre a malandragem e a favela.

No entanto, é pouco destacado que um dos motivos do sucesso de Bezerra é a sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca. Sambistas genuínos, escolhidos a dedo “Onde a Coruja Dorme”.

 

18/04/2026

 

Carioca, Suburbano, Mulato e Malandro

Dirigido por Jom Tob Azulay (1979), Brasil, 13 min.

O curta conta um pouco do dia a dia do sambista João Nogueira. Andando pela cidade, fazendo uma “fezinha”, bebericando uma cerveja e cantando samba em uma roda no seu quintal. Somos apresentados nessa caminhada para um pedaço do universo do samba carioca, com a companhia de um dos seus maiores nomes.

 

Natal da Portela 

Dirigido por Paulo Saraceni (1988), Brasil. 100 min.

Reza a lenda que a história da Escola de Samba Portela se iniciou no quintal da casa de Napoleão José do Nascimento, local de encontro de sambistas durante a década de 20. Esse é o ponto de partida de “Natal da Portela”, que conta a história do filho de Napoleão, o “Seu Natal da Portela”. Após se tornar um banqueiro do bicho, Natal não somente torna-se o patrocinador principal da Portela, como também atua ativamente para ajudar o povo de sua comunidade, financiando orfanatos, hospitais, asfaltar diversas ruas da região e, é claro, ajudar o Madureira, seu time de coração. Natal é um dos personagens que marcam a entrada do dinheiro do jogo de bicho nas agremiações de carnaval. Figura respeitada e polêmica do subúrbio do Rio de Janeiro, a ele foram dedicadas diversas composições que demonstram seu peso na história do carnaval do Rio de Janeiro.


25/04/2026 

 

Noitada de Samba

Dirigido por Carlos Tourinho e Clóvis Scarpino (1977), Brasil. 13 min.

O curta metragem resgata um pouco da história do projeto “Noitada de Samba”, projeto idealizado por Jorge Coutinho e Leonides Bayer. Ambientado no Teatro Opinião, em plena zona sul carioca, o projeto foi um marco na cultura brasileira. Neste curta a história é apresentada por depoimentos e apresentações de nomes como Alcione, Beth Carvalho, Dona Yvone Lara, Eliana Pittman, Elton Medeiros, Gilberto Braga, Martinho da Vila, Maurício Sherman, e outros.

 

Noitada de Samba – Foco de Resistência

Dirigido por Cély Leal (2010), Brasil. 75 min.

Continuando nossa homenagem ao histórico “Noitada de Samba” do Opinião, trazemos para a programação o longa metragem de Cély Leal. Com início em 1971, foram 617 espetáculos em 13 anos com o histórico espaço do teatro sendo semanalmente tomado por uma eufórica plateia, que se deslocava de todos os cantos da cidade do Rio de Janeiro para ouvir os maiores nomes do samba da época que ali se apresentavam. Praticamente sem registro na bibliografia recente sobre a história da música brasileira, ali se reuniram nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Martinho da Vila, Rosinha Valença, Moreira da Silva, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Beth Carvalho, Xangô da Mangueira, Elza Soares, entre tantos outros.


02/05/2026

 

Conversa de Botequim (com João da Baiana)

Dirigido por Luiz Carlos Lacerda (1972), Brasil. 10 min.

Um dos nomes mais importantes da nossa música, João da Baiana é personagem central deste documentário. Aqui ele aparece tocando pandeiro, caminhando pelas ruas do Rio e conversando no Bar Gouveia com os inseparáveis Pixinguinha e Donga – considerados por Martinho da Vila como a Santíssima Trindade da Música Popular Brasileira.


Aldir Blanc – Dois pra lá, dois pra cá 

Dirigido por Alexandre Ribeiro de Carvalho, André Sampaio e José Roberto de Morais (2004), Brasil. 54 min

Compositor, cronista e poeta, Aldir Blanc é, antes de tudo, um letrista do subúrbio carioca. Nascido no Estácio, Aldir passou parte de sua infância em Vila Isabel e adotou a Tijuca como sua moradia por longos anos. Nesses bairros conheceu a boemia, bares, mulheres, futebol e o Salgueiro (sua escola de coração). 

Através de imagens de arquivo, entrevistas com o compositor e depoimento de parceiros, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá” busca apresentar quatro décadas de militância do letrista em defesa da cultura, do Rio de Janeiro e do Brasil. Os encontros musicais do chamado Movimento Artístico Universitário (M.A.U.), sua vida, amigos, as relações com a censura no período da ditadura militar e a atuação de Aldir Blanc na luta pelos direitos autorais. O filme registra ainda a participação do músico e poeta na imprensa, especialmente no semanário Pasquim, levado pelo amigo Henfil e no Jornal Hora do Povo.

 

17ª Edição do Curso de Teatro da UMES – Faça a sua inscrição

CPC-UMES apresenta a 17ª Edição do Curso de Teatro totalmente gratuito. 

Serão realizadas oficinas de formação em artes cênicas voltadas para estudantes de escolas públicas. 

As aulas acontecerão no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Bela Vista – com início em março e encerramento em julho. 

As inscrições permaneceram abertas entre os dias 23/02 e 12/03.  

Serão 3 turmas com 2 aulas por semana, totalizando uma carga horária de 6 horas semanais. 

Todas as turmas receberão lanche durante as aulas e auxílio-transporte. 

Em caso de dúvidas entre em contato conosco pelo WhatsApp 11 3289-7475 ou pelo e-mail cursodeteatrodaumes@gmail.com 

Não perca essa oportunidade e venha fazer parte do nosso núcleo de teatro! 

O projeto é uma realização do CPC-UMES e conta com o apoio do Ministério da Cultura. 

 

Horário das aulas  

Turma 1 

Segunda das 14h às 16h 

Terça das 14h às 18h 

 

Turma 2  

Quarta: 14h às 18h 

Sexta: 14h às 16h 
 

Turma 3  

Quinta: 14h às 18h 

Sexta: 16h às 18h 

CPC-UMES apresenta a Mostra “Cinema e Literatura”

O Centro Popular de Cultura da UMES orgulhosamente apresenta a Mostra “Cinema e Literatura”, uma menção a algumas das grandes obras brasileiras, filmadas e escritas, que fizeram parte da nossa construção como sociedade e nação. 

“Se aprendesse qualquer coisa, necessitaria aprender mais, e nunca ficaria satisfeito.” (Graciliano Ramos em Vidas Secas)

Há no Brasil quem não entenda a violência da opressão em Fabiano – que julgava-se cabra – em “Vidas Secas”, que faça pouco caso do papel da mestiçagem de Pedro Archanjo, em “Tenda dos Milagres” e não se reconheça no duelo entre o bem e o mal de Augusto Matraga. 

Mas, e a Capitu, traiu ou não o Bentinho?

O Cinema e a Literatura, duas formas de arte que podem nos ajudar a nos entendermos no mundo – como gente, e não como cabras. Duas formas de combater a barbárie geralmente representada por modelos “modernos” de ensino como “escolas sem partido”, “cívico-militares” ou qualquer outra nova invenção usada para censurar o conhecimento. Aprender é resistir.

O Cine-Teatro Denoy de Oliveira está situado no coração do Bixiga, na Rua Rui Barbosa, 323.

PROGRAMAÇÃO: 

SEXTA-FEIRA (06/03): VIDAS SECAS

Nelson Pereira dos Santos (1963), 103 min. Exibição em 35mm.

Baseado em livro de Graciliano Ramos, um dos livros mais importantes da literatura brasileira. Narra a jornada de uma família de retirantes entre duas grandes secas que tomaram o sertão durante os anos de 1940 e 1942. 

Fabiano, Sinhá Vitória, o Menino mais Velho, o Menino mais Novo e a cachorra Baleia vagam sem destino e já quase sem esperanças pelos confins do sertão, sobrevivendo à fome, à miséria e à crueldade dos homens.

Um clássico brasileiro, “Vidas Secas” faz parte da primeira fase do movimento Cinema Novo. O filme teve suas cópias confiscadas pela ditadura militar, mas foi exibido no mesmo ano no Festival de Cannes, o que lhe garantiu reconhecimento internacional.

 

SEXTA-FEIRA (13/03): TENDA DOS MILAGRES

Nelson Pereira dos Santos (1977), 132 min. Exibição em 35mm.

O doutor Livingstone, importante antropólogo americano chega a Salvador para pesquisar a vida e obra de Pedro Archanjo, intelectual autodidata, bedel da Faculdade de Medicina, já desaparecido. A notícia imediatamente se espalha pela cidade, nos bares e nos terreiros, provoca muitos eventos, concursos, peças de teatro e até um filme para resgatar a história, até então desconhecida, de uma grande figura popular baiana.

“Tenda dos Milagres” é baseado no romance homônimo de Jorge Amado, livro que foi publicado em 1968 e que, por sua vez, é inspirado na vida de Manuel Querino. O aluno do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia viveu entre a metade do século XIX e o início do XX, e seu trabalho foi pioneiro nos registros antropológicos e da valorização da cultura negra na Bahia.

 

SEXTA-FEIRA (20/03): SÃO BERNARDO

Leon Hirszman (1971), 114 min.

Do romance de Graciliano Ramos. Paulo Honório, sertanejo de origem humilde, determinado a ascender socialmente, faz fortuna como caixeiro-viajante e agiota. Em uma manobra financeira, assume a decadente propriedade São Bernardo, fazenda tradicional do município de Viçosa, Alagoas. Recupera a fazenda, expande a sua cultura, introduz máquinas para tratamento do algodão, entra na sociedade local. Desejando um herdeiro para um dia assumir o fruto da acumulação do capital, estabelece um contrato de casamento com a professora da cidade, Madalena. O casamento se consuma, mas gradativamente as diferenças entre eles se acentuam.

Prêmio de Melhor Ator do Festival de Gramado para Othon Bastos. 

 

SEXTA-FEIRA (27/03): CAPITU

Paulo César Saraceni (1968), 105 min.

Baseado em “Dom Casmurro”, romance de Machado de Assis publicado em 1899. Roteiro de Paulo Emílio Sales Gomes e Lygia Fagundes Telles. 

Namorados desde a infância, o casamento de Bentinho e Capitu transcorre no mais absoluto padrão de normalidade para a elite econômica de então. Entre os poucos amigos mais chegados se encontram Ezequiel Escobar e sua esposa, Sancha. Gradativamente, no entanto, Bentinho começa a ter sérias desconfianças sobre a infidelidade de sua amada Capitu com o amigo Escobar. Sua personalidade é transformada pelo ciúmes.

 

SÁBADO (28/03): A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Roberto Santos (1965), 109 min.

O violento fazendeiro Augusto Matraga é dado como morto após ser traído pela esposa e emboscado por inimigos. Resgatado por um casal, encontra na religião uma chance de redenção. À margem do mundo, acredita estar pagando por seus pecados, à espera de sua hora e vez. Tudo muda quando o jagunço Joãozinho Bem-Bem o reconhece como o homem violento de antes, despertando antigos instintos. Matraga passa então a oscilar entre o desejo de vingança e a bondade que aprendeu a cultivar.

Baseado no conto homônimo da obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” é banhado pelos mesmos riachos, jagunços, vaqueiros, bois e cavalos que povoam as páginas de Guimarães Rosa.

Márcio Cabreira dedicou a sua vida à luta dos estudantes e do povo brasileiro

Recebemos com imensa tristeza a notícia da partida do nosso grande Márcio Cabreira, falecido neste 10 de fevereiro de 2026.

Um dos homens imprescindíveis, Márcio teve um papel de destaque na formação de inúmeros jovens da cidade de São Paulo, onde atuou apoiando o trabalho da União dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, a UMES.

Márcio dedicou anos fundamentais da sua vida à construção do trabalho secundarista. Sempre com dedicação máxima à luta dos estudantes brasileiros. Foi presidente da União Gaúcha dos Estudantes (UGES) e dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), onde sempre se destacou por sua capacidade de liderança nas mais importantes lutas brasileiras, em especial nos anos resistência ao neoliberalismo.

Foi também um dos mais importantes militantes revolucionários do nosso país. Ainda na juventude, integrou-se ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e, posteriormente, um dos fundadores do Partido Pátria Livre. Após a integração do PPL ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Cabreira assumiu tarefas partidárias à altura de sua grandeza.

Os estudantes de São Paulo saúdam a vida e celebram a memória de Márcio Cabreira. O exemplo de determinação e coragem de Márcio se fará valer às próximas gerações de militantes da UMES.

À sua esposa, Ana Cabreira, às suas filhas Eduarda e Vitória, nosso profundo sentimento de gratidão.

Vá em paz, camarada Márcio.

*UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE SÃO PAULO*

Solicite aqui o seu Bilhete Único do Estudante 2026

Os estudantes de São Paulo já podem solicitar seu Bilhete Único Estudante para o ano letivo de 2026. Para fazer o pedido de um novo bilhete ou de revalidação do cartão que já possui, é preciso que a instituição de ensino tenha enviado sua matrícula à SPTrans.

Os alunos que vão utilizar o Bilhete Único pela primeira vez irão receber o seu cartão em casa ou no endereço que ele escolher. Para isso, é preciso completar o processo de solicitação e pagamento do valor de validação do benefício, que é de sete tarifas vigentes, ou R$ 37,10 via cartão de crédito, boleto ou PIX.

 

CLIQUE AQUI E SOLICITE O SEU BILHETE ÚNICO DO ESTUDANTE

 

Passo a passo

Para solicitar a primeira via ou revalidação do Bilhete Único Estudante, siga o passo a passo:

• Informe a Unidade de Ensino que deseja utilizar o Bilhete Único de Estudante no ano vigente;

• Aguarde o envio dos seus dados de matrícula à SPTrans pela Unidade de Ensino. Você poderá acompanhar a confirmação de sua matrícula no site;

• Entre no site sptrans.dne.com.br e se identifique com o RG e CPF;

• Pague o valor de validação do benefício

Revalidação: Caso você já possua um Bilhete Único de Estudante ativo, será solicitada a confirmação do código do cartão para revalidá-lo, desde que o cartão esteja em perfeito estado de funcionamento e conservação, sem trincas ou envergaduras e com a foto e numeração impressas na parte frontal legíveis.

Atenção: você continuará utilizando este cartão, emitido em anos anteriores. Para ter direito a meia-entrada em shows e eventos, retire o selo de revalidação nos Postos de Atendimento;

Para quem já possui um cartão emitido a partir de 2023, mas deseja substituí-lo, selecione a opção para solicitar um novo cartão, confirme os dados enviados pela Unidade de Ensino, faça o envio de uma foto e um documento oficial, informe os dados de contato e um endereço para entrega de sua preferência. Os dados de contato são muito importantes pois é através do celular ou e-mail que serão enviados os avisos de andamento da emissão do novo cartão. Nestes casos, para quem quiser receber o cartão, será cobrado um valor de frete de três tarifas somado ao valor da validação (R$ 37,10). Também haverá a opção de retirar o bilhete em um posto de atendimento da SPTrans, sem pagar o frete.

Cartões emitidos em 2022 e anos anteriores não podem mais ser revalidados. Quem possui este cartão e continua estudando em 2026 deve solicitar uma nova via e estará isento da taxa de frete.

O pagamento dos valores podem ser feitos por cartão de crédito, boleto ou PIX.

O aluno que escolher a opção do boleto deve aguardar a confirmação do pagamento (que leva até três dias úteis).  Importante: antes de imprimir o boleto, verifique se é o número do cartão que pretende revalidar e só assim imprima o boleto. O documento também pode ser pago em casas lotéricas.

Após a conclusão dessas etapas, a foto e o documento serão validados e o cartão será encaminhado para o endereço informado no momento do cadastro;

 

Desbloqueio

 

Ao receber o cartão, entre no site sptrans.dne.com.br e efetue o desbloqueio do Bilhete Único do Estudante para ativá-lo. Cartões emitidos em anos anteriores serão automaticamente bloqueados no momento do desbloqueio do novo cartão. A restituição do saldo remanescente estará disponível para recarga em até 72h.