Márcio Cabreira dedicou a sua vida à luta dos estudantes e do povo brasileiro

Recebemos com imensa tristeza a notícia da partida do nosso grande Márcio Cabreira, falecido neste 10 de fevereiro de 2026.

Um dos homens imprescindíveis, Márcio teve um papel de destaque na formação de inúmeros jovens da cidade de São Paulo, onde atuou apoiando o trabalho da União dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, a UMES.

Márcio dedicou anos fundamentais da sua vida à construção do trabalho secundarista. Sempre com dedicação máxima à luta dos estudantes brasileiros. Foi presidente da União Gaúcha dos Estudantes (UGES) e dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), onde sempre se destacou por sua capacidade de liderança nas mais importantes lutas brasileiras, em especial nos anos resistência ao neoliberalismo.

Foi também um dos mais importantes militantes revolucionários do nosso país. Ainda na juventude, integrou-se ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e, posteriormente, um dos fundadores do Partido Pátria Livre. Após a integração do PPL ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Cabreira assumiu tarefas partidárias à altura de sua grandeza.

Os estudantes de São Paulo saúdam a vida e celebram a memória de Márcio Cabreira. O exemplo de determinação e coragem de Márcio se fará valer às próximas gerações de militantes da UMES.

À sua esposa, Ana Cabreira, às suas filhas Eduarda e Vitória, nosso profundo sentimento de gratidão.

Vá em paz, camarada Márcio.

*UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE SÃO PAULO*

Solicite aqui o seu Bilhete Único do Estudante 2026

Os estudantes de São Paulo já podem solicitar seu Bilhete Único Estudante para o ano letivo de 2026. Para fazer o pedido de um novo bilhete ou de revalidação do cartão que já possui, é preciso que a instituição de ensino tenha enviado sua matrícula à SPTrans.

Os alunos que vão utilizar o Bilhete Único pela primeira vez irão receber o seu cartão em casa ou no endereço que ele escolher. Para isso, é preciso completar o processo de solicitação e pagamento do valor de validação do benefício, que é de sete tarifas vigentes, ou R$ 37,10 via cartão de crédito, boleto ou PIX.

 

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Passo a passo

Para solicitar a primeira via ou revalidação do Bilhete Único Estudante, siga o passo a passo:

• Informe a Unidade de Ensino que deseja utilizar o Bilhete Único de Estudante no ano vigente;

• Aguarde o envio dos seus dados de matrícula à SPTrans pela Unidade de Ensino. Você poderá acompanhar a confirmação de sua matrícula no site;

• Entre no site sptrans.dne.com.br e se identifique com o RG e CPF;

• Pague o valor de validação do benefício

Revalidação: Caso você já possua um Bilhete Único de Estudante ativo, será solicitada a confirmação do código do cartão para revalidá-lo, desde que o cartão esteja em perfeito estado de funcionamento e conservação, sem trincas ou envergaduras e com a foto e numeração impressas na parte frontal legíveis.

Atenção: você continuará utilizando este cartão, emitido em anos anteriores. Para ter direito a meia-entrada em shows e eventos, retire o selo de revalidação nos Postos de Atendimento;

Para quem já possui um cartão emitido a partir de 2023, mas deseja substituí-lo, selecione a opção para solicitar um novo cartão, confirme os dados enviados pela Unidade de Ensino, faça o envio de uma foto e um documento oficial, informe os dados de contato e um endereço para entrega de sua preferência. Os dados de contato são muito importantes pois é através do celular ou e-mail que serão enviados os avisos de andamento da emissão do novo cartão. Nestes casos, para quem quiser receber o cartão, será cobrado um valor de frete de três tarifas somado ao valor da validação (R$ 37,10). Também haverá a opção de retirar o bilhete em um posto de atendimento da SPTrans, sem pagar o frete.

Cartões emitidos em 2022 e anos anteriores não podem mais ser revalidados. Quem possui este cartão e continua estudando em 2026 deve solicitar uma nova via e estará isento da taxa de frete.

O pagamento dos valores podem ser feitos por cartão de crédito, boleto ou PIX.

O aluno que escolher a opção do boleto deve aguardar a confirmação do pagamento (que leva até três dias úteis).  Importante: antes de imprimir o boleto, verifique se é o número do cartão que pretende revalidar e só assim imprima o boleto. O documento também pode ser pago em casas lotéricas.

Após a conclusão dessas etapas, a foto e o documento serão validados e o cartão será encaminhado para o endereço informado no momento do cadastro;

 

Desbloqueio

 

Ao receber o cartão, entre no site sptrans.dne.com.br e efetue o desbloqueio do Bilhete Único do Estudante para ativá-lo. Cartões emitidos em anos anteriores serão automaticamente bloqueados no momento do desbloqueio do novo cartão. A restituição do saldo remanescente estará disponível para recarga em até 72h.

Mostra Permanente de Cinema Italiano chega ao 11º ano com a celebração de clássicos e homenageia Claudia Cardinale

O Centro Popular de Cultura da UMES apresenta a 11a edição da Mostra Permanente de Cinema Italiano.

Criada em 2016, a Mostra exibe os clássicos da cinematografia italiana de todas as épocas, sempre às segundas-feiras e durante o ano inteiro.

Neste ano, serão 39 filmes de 20 grandes diretores italianos em uma programação repleta de surpresas. Nosso respeito à grande musa do cinema italiano, Claudia Cardinale, que faleceu no ano passado, nos levou à busca de alguns filmes menos conhecidos e, com certeza, imperdíveis. Outros filmes, já muito conhecidos, possuem desde sempre um lugar de destaque no nosso coração e não poderiam ficar de fora.

A commedia all’italiana dá o tom da programação desse ano, que abre as portas com o grande clássico de Dino Risi, “Uma Vida Difícil”, que retrata 30 anos da história da Itália ao fim da 2ª Guerra Mundial.

Situada no coração do Bixiga, a Mostra Permanente de Cinema Italiano acontece às segundas-feiras, às 19h, no Cine-Teatro Denoy de Oliveira. Participe!

 

PROGRAMAÇÃO DE 2026

02/02 – UMA VIDA DIFÍCIL
Dino Risi (1961), 118 min. comédia/guerra

09/02 – VENHA DORMIR LÁ EM CASA ESTA NOITE
Dino Risi (1977), 110 min. comédia/crime/drama

16/02 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

23/02 – O VIÚVO
Dino Risi (1959), 91 min. comédia

02/03 – O DIA DA CORUJA
Damiano Damiani (1968), 108 min.  drama/policial

09/03 – AGENTE DUPLO
Damiano Damiani (1977), 110 min. suspense/ação

16/03 – UMA BALA PARA O GENERAL
Damiano Damiani (1967), 118 min. faroeste

23/03 – VAGAS ESTRELAS DA URSA
Luchino Visconti (1965), 105 min. drama/mistério

30/03 – RENÚNCIA DE UM TRAPACEIRO
Francesco Rosi (1959), 116 min. drama/romance

06/04 – CARMEN
Francesco Rosi (1984), 152 min. drama/musical

13/04 – VERMIGLIO – A NOIVA DA MONTANHA
Maura Delpero (2024), 119 min. drama/ficção histórica

20/04 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

27/04 – A COMILANÇA
Marco Ferreri (1973), 130 min. comédia/sátira

04/05 – NÃO TOQUE NA MULHER BRANCA
Marco Ferreri (1974), 108 min. comédia/sátira

11/05 – OPERAÇÃO OGRO
Gillo Pontecorvo (1979), 115 min. drama/político

18/05 – ONDE ESTÁ A LIBERDADE?
Roberto Rossellini (1954), 93 min. comédia

25/05 – DE CRÁPULA A HERÓI
Roberto Rossellini (1959), 132 min. drama/guerra

01/06 – ERA NOITE EM ROMA
Roberto Rossellini (1960), 151 min. drama/guerra

08/06 – L’ALLENATORE NEL PALLONE
Sergio Martino (1984), 98 min. comédia/futebol

15/06 – ‘A SANTANOTTE (sessão especial com música ao vivo)
Elvira Notari (1922), 60 minutos. drama/filme silencioso

22/06 – OS AMANTES DE FLORENÇA
Carlo Lizzani (1954), 107 minutos. drama/romance

29/06 – TORTURA DE DUAS ALMAS
Carlo Lizzani (1953), 96 minutos. drama/policial

06/07 – BRANCALEONE NAS CRUZADAS
Mario Monicelli (1970), 116 minutos. comédia/aventura

13/07 – OS ETERNOS DESCONHECIDOS
Mario Monicelli (1958), 106 min. comédia/crime

20/07 – TOTÓ E CAROLINA
Mario Monicelli (1955), 84 min. comédia

27/07 – PÁSCOA DE SANGUE
Giuseppe de Santis (1950), 107 min. drama/neorrealismo

03/08 – A QUIMERA
Alice Rohrwacher (2023), 131 min. aventura/comédia

10/08 – LAZZARO FELIZ
Alice Rohrwacher (2018), 128 min. drama/fantasia

17/08 – AS MARAVILHAS
Alice Rohrwacher (2014), 110 min. drama/amadurecimento

24/08 – E LA NAVE VA
Federico Fellini (1983), 132 min. comédia/musical

31/08 – MULHERES E LUZES
Federico Fellini e Alberto Lattuada (1950), 97 min. romance/comédia

07/09 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

14/09 – CASANOVA DE FELLINI
Federico Fellini (1976), 155 min. drama histórico

21/09 – DIVÓRCIO À ITALIANA
Pietro Germi (1961), 105 min. comédia

28/09 – ALFREDO! ALFREDO!
Pietro Germi (1972), 110 min. comédia/romance

05/10 – O CAMINHO DA ESPERANÇA
Pietro Germi (1950), 105 min. drama

12/10 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

19/10 – OS INDIFERENTES
Francesco Maselli (1964), 89 min. drama

26/10 – OS DELFINS
Francesco Maselli (1960), 102 min. drama

02/11 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

09/11 – OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO
Sergio Corbucci (1968), 110 min. faroeste

16/11 – COMPANHEIROS
Sergio Corbucci (1970), 115 minutos. faroeste

23/11 – A PROFISSÃO DAS ARMAS
Ermanno Olmi (2001), 105 min. drama histórico

30/11 – A ÁRVORE DOS TAMANCOS
Ermanno Olmi (1978), 186 min. drama histórico

 

HOMENAGEM À CLAUDIA CARDINALE

A grande musa do cinema italiano nos deixou em 23 de setembro de 2025 mas nós nunca esqueceremos dela! 

Claudia Cardinale, com sua beleza e talento, ajudou a definir o cinema italiano do pós-guerra. Sua presença marcante será lembrada durante toda a edição da Mostra 2026 nos filmes: “O Dia da Coruja” (1968) e “Agente Duplo” (1977) de Damiano Damiani; “Vagas Estrelas da Ursa” (1965), clássico de Luchino Visconti; “Os Indiferentes” (1964) e “Os Delfins”, ambos de Francesco Maselli; e “Os Eternos Desconhecidos” (1958), de Mario Monicelli, filme que marcou a estreia de Claudia Cardinale no cinema.

Claudia Cardinale em “Os Indiferentes” (1964), de Francesco Maselli

 

PARCERIA COM INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA DE SÃO PAULO

Graças à parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, trazemos para esta edição duas grandes obras do cinema italiano contemporâneo: “A Quimera” (Alice Rohrwacher, 2023) e “Vermiglio – A Noiva da Montanha” (Maura Delpero, 2024). 

“A Quimera”, uma fábula poética sobre memória, passado e busca por significado é o 4º longa-metragem de Rohrwacher, que também nos brinda nesta edição com outros dois filmes de sua filmografia, “Lazzaro Feliz” e “As Maravilhas”, sempre provando como o cinema italiano pode ser intenso e excepcionalmente original. 

Em “Vermiglio – A Noiva da Montanha”, o ritmo lento da vida rural vem nos recordar de clássicos como “A Árvore dos Tamancos” (1978), filme de Ermanno Olmi que encerra esta edição da Mostra. “Vermiglio” nos fala sobre dor e tradições em meio ao isolamento do vilarejo remoto de Vermiglio, no norte da Itália, durante os últimos anos da 2ª Guerra Mundial. A perspectiva feminina estrutura a narrativa do filme, que ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza de 2024.

“Vermiglio – A Noiva da Montanha” (2024), de Maura Delpero

 

SESSÃO COM MÚSICA AO VIVO

Para deixar a nossa noite ainda mais emocionante, a exibição do filme silencioso “A Santanotte” (1922) terá acompanhamento musical ao vivo no piano.

O filme é dirigido por Elvira Notari, a primeira mulher cineasta da Itália, bem como a mais produtiva, contando com mais de 60 longas-metragens e centenas de curtas e documentários em seu currículo. Seu trabalho é considerado um precursor do neorrealismo.

A obra é baseada em uma canção popular napolitana do mesmo nome.

“A Santanotte” (1922), de Elvira Notari

 

OS “ESTRANGEIROS”

São filmes que foram dirigidos por cineastas italianos, porém, seu país de produção e até mesmo o idioma original não são da Itália. Apresentamos: os filmes “estrangeiros”, grandes obras de cineastas italianos pelo mundo.

São eles: “Carmen” (1984), adaptação de Francesco Rosi para a ópera de Bizet, ambientado em Sevilha, no século XIX; “A Comilança” (1973), de Marco Ferreri, sátira grotesca sobre a sociedade de consumo e a decadência da burguesia; “Não Toque na Mulher Branca” (1974), uma paródia de faroeste sobre imperialismo e essa tal de “civilização” ocidental; e “Operação Ogro” (1979), drama político de Gillo Pontecorvo que, baseado em fatos reais, retrata o planejamento para matar o almirante Luis Carrero Blanco, braço-direito do ditador espanhol Francisco Franco, pelo grupo separatista basco ETA.

“Carmen” (1984), de Francesco Rosi

 

O GÊNERO FAROESTE/WESTERN SPAGHETTI

Mesmo com um orçamento menor que dos filmes americanos, os chamados “western spaghetti” não só renovaram o cinema italiano, como também reviveram o gênero do velho-oeste e o popularizaram mundialmente mais uma vez.

O termo “western spaghetti” surgiu como um apelido depreciativo da crítica estrangeira, ainda viúva da morte dos tradicionais bang bangs americanos. Os filmes do gênero possuem, como principal característica, protagonistas cínicos e anti-heróis, representando uma visão italiana agridoce, violenta e crítica sobre o mundo. As trilhas sonoras dos filmes spaghetti são extremamente populares e algumas se tornaram marcas registradas que atravessam gerações. 

Nesta edição, os escolhidos foram: Uma Bala Para O General (1967), de Damiano Damiani, Os Violentos Vão Para O Inferno (1968), de Sergio Corbucci e Companheiros (1970), também de Sergio Corbucci.

“Os Violentos Vão Para o Inferno” (1968), de Sergio Corbucci

O CINE-TEATRO DENOY DE OLIVEIRA

O Cine-Teatro Denoy de Oliveira, desde seu nascimento, assumiu a missão de democratizar a cultura popular. Com o tempo, conquistou seu público, tornando-se referência por oferecer uma programação variada, acessível e de qualidade. 

Inaugurado em 1994 como Teatro UMES, em formato de arena, foi palco de apresentações musicais e teatrais do CPC-UMES, reunindo talentos e ideias que pulsavam no movimento estudantil e cultural. Em 1998, após uma reforma total, passou a se chamar Teatro Denoy de Oliveira, uma homenagem dos estudantes secundaristas ao cineasta e fundador do CPC-UMES, que acreditava no poder da arte como instrumento de transformação. Em 2011, o sistema de projeção da sala passou por diversas melhorias em sua imagem e som, o que nos possibilitou abrir as portas para a comunidade do bairro em forma de mostras e cineclubes. O espaço, então, passou a se chamar Cine-Teatro Denoy de Oliveira. Hoje, o Denoy é muito mais do que uma sala de cinema ou teatro: é um lugar de convivência e celebração, onde tela e palco se misturam às histórias de quem passa por aqui, mantendo viva a chama da cultura popular brasileira. 

Cine-Teatro Denoy de Oliveira

 

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Mostra CPC-UMES 30 anos celebra a luta pela cultura popular

A partir desta sexta-feira (12), o Centro Popular de Cultura da UMES (CPC-UMES) realiza uma série de apresentações em celebração aos 30 anos da entidade e em homenagem ao fundador da entidade, Denoy de Oliveira.

A programação especial será realizada no Cine-Teatro Denoy de Oliveira e contará com o lançamento de livros, leitura cênica, debates e um “pocket show” para compreender o legado de um dos mais completos artistas brasileiros.

Também será realizada uma exposição sobre as três décadas de trabalho cultural do CPC-UMES, abordando o conjunto da produção da entidade e a obra de Denoy.

Fundador do CPC-UMES, Denoy de Oliveira

Diretor, ator, produtor, dramaturgo, roteirista, compositor, Denoy de Oliveira foi um dos fundadores do Centro Popular de Cultura da UNE em 1963 e, a partir daí, passou a figurar entre os gigantes da cultura brasileira. Em 1964, após o fechamento do CPC pelo Golpe Militar, funda junto com Ferreira Gullar, Vianninha, João das Neves, Teresa Aragão, Paulo Pontes, Armando Costa e Pichin Plá o Grupo Opinião.

Dedicou sua vida à arte e cultura brasileira, sendo premiado nacional e internacionalmente por diversos filmes como 7 Dias de Agonia (O Encalhe) (1982), O Baiano Fantasma (1984) e A Grande Noitada (1997), além de curtas, médias e documentários. Em 1994 ajudou a fundar o Centro Popular de Cultura da UMES sendo um dos alicerces do trabalho da entidade estudantil secundarista de São Paulo.

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 12 de dezembro

18h – Abertura da exposição Denoy de Oliveira e CPC-UMES

19h – Leitura cênica de trechos de Revólver Justiceiro

19h30 – Apresentação do livro Denoy de Oliveira – Teatro Completo, por Maria Sílvia Betti e Xavier de Oliveira

 

Dia 13 de dezembro

19h – Apresentação dos livros Denoy de Oliveira – Estética da Esperança, por Xavier de Oliveira e Carlos Lopes e O Teatro do CPC-UMES, por Roberta Carbone e Rebeca Braia

20h30 – Pocket Show de Caíto Marcondes, interpretando músicas das peças de Denoy

 

SERVIÇO:

CPC-UMES 30 ANOS

12 e 13 de Dezembro

Cine-Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista – São Paulo – SP

 

Sujeito a lotação para assistir à leitura, pocket-show e o bate-papo, com distribuição de ingressos iniciando com uma hora de antecedência das apresentações, diretamente na entrada do Cine-Teatro. 

OS LIVROS

 

O Teatro do CPC-UMES

Apresentaremos, nesse volume, cinco peças, todas ainda inéditas em livro e que foram encenadas, ao longo das últimas três décadas, por estudantes secundaristas e por alguns atores profissionais. Sinto-me muito à vontade fazendo essa apresentação, pois tive a oportunidade de participar de todas as montagens, seja ainda como uma jovem atriz amadora, seja já formada e com longos anos de estrada.

As peças que os leitores irão conhecer são textos produzidos de maneira coletiva, com o principal intuito de debater com o público temas do dia a dia, das lutas encampadas pelos estudantes e pelo povo. Essa relação direta com o presente confere ao trabalho um caráter de urgência e de emergência. A partir das discussões políticas e coletivas, chega-se a consensos, críticas e bandeiras de luta sobre questões da conjuntura, que afetam determinado conjunto da sociedade.

Sintetizar essas discussões em forma de teatro é o grande barato da brincadeira. E a sintonia entre a arte e a política dá as medidas e as dosagens desse tipo de criação. Podemos descrevê-las como peças didáticas. O processo de aprendizagem ocorre tanto para aqueles que estão assistindo ao espetáculo, quanto para aqueles que estão representando.

Rebeca Braia

 

Denoy, o combatente esperançoso

Os textos aqui reunidos vieram à luz em um período que se estende por quase 20 anos, entre 1978 e 1995. Pode parecer pouco, diante da profícua atividade desse artista, que já escrevia canções em 1946, e cujo primeiro texto teatral data de 1957. Mas o leitor compreenderá o porquê dessa seleção, entre centenas de outras entrevistas e textos.
Os três artigos iniciais trazem a face ativista do autor. Denoy foi um dos fundadores e presidente da Associação Paulista de Cineastas. E é nessa condição que escreve o primeiro artigo, de 1978, que não sabemos se foi publicado em algum periódico. O segundo artigo data de 1982 e foi publicado na revista Cineasta, editada pela própria APACI, e que teve apenas dois números. E o terceiro surge no número inaugural, de novembro de 1986, do Jornal Imagemovimento, iniciativa do Conselho Nacional de Cineclubes. Ou seja, todos os textos publicados em órgãos de classe do audiovisual. Revelam as posições firmes de Denoy, já um diretor reconhecido e multipremiado, em defesa do cinema brasileiro.

Temos, a seguir, um conjunto de artigos, escritos entre 1989 e 1991, para o Jornal Hora do Povo. Eram colunas diárias, sob as rubricas “Na Tela” e “Vídeo”, a maioria das quais conseguimos reproduzir aqui. As posições expressas nos artigos anteriores não mudam. Aprofundam-se, refinam-se. E até, podemos dizer, radicalizam-se, diante de novas ameaças que agravam aquilo que Denoy costuma chamar de “endemias do Cinema Brasileiro”.

Mas algo novo aparece nesses textos: análise de obras cinematográficas, tanto nacionais quanto estrangeiras. Em mais de um dos artigos, Denoy afirma “não sou crítico”. Afirma querer, apenas, “pensar o cinema”. Mas faz, concretamente, aquilo que a verdadeira crítica deveria fazer. Anos antes, nosso autor já havia manifestado sua repulsa aos falsos críticos, aboletados nos grandes meios de comunicação: “Essa crítica sem espaço, sem exercício do pensamento, sem (condições de) procurar esquemas, ainda que alternativos, para desenvolver suas teses e projetos, termina por ser puramente técnica e/ou estética (daí sua falência?).” E afirma a sua irrelevância: “Na verdade, essa crítica, despida de paixão e de contradições, asséptica e, via de regra, manietada pelos chefões, não influencia. Ao menos a mim ou aos meus filmes. Ela simplesmente engrossa as regras do sistema”.

Suas “não críticas” ou “anticríticas”, os seus “pensares” tentam, na verdade, fazer o oposto daquilo que uma crítica “muito colonizada” acaba fazendo:
Não se estabelecia jamais uma relação mais profunda entre as imagens e o momento histórico em que elas foram geradas. Realidades estanques se estabeleciam e eram pinçadas para uma tela iluminada. A crítica – e em consequência seus leitores – aceitava esse mundo como definição e passava ao fator “cinema”. E tudo o que ali escava representado era legítimo como imaginário e respondia por todas as consciências do mundo.

 

Denoy de Oliveira – Estética da Esperança

O olhar de Denoy tem paixão, é “contaminado” de vida, de concretude. Ou seja, não apenas faz a análise dos filmes pelo aspecto estético, pela linguagem. Enxerga-os em sua totalidade sócio-histórica, desde a posição de onde fala o realizador até o seu papel na vida do espectador. Ao analisar, por exemplo, uma obra “sem novidades, mas de boa realização”, na qual predomina a violência, salienta que, pelo menos, a “porrada que você não dá no seu patrão é compensada”. Puro sarcasmo, típico de um intelectual que nunca teve medo de posicionar-se.

Encerra o volume uma extensa entrevista concedida por Denoy a Marcelo Ridenti, em 1995, para a sua tese de Livre-Docência na Unicamp e que resultou no livro Em Busca do Povo Brasileiro. Nela o já veterano cineasta repassa os momentos importantes de sua trajetória, reafirma princípios e ideais e, sobretudo, mantém a postura combativa. As palavras, proferidas três anos antes de sua tão precoce partida, revelam um batalhador da cultura nacional, orgulhoso dos combates travados, mas, sobretudo, esperançoso, disposto a continuar lutando.

O crítico Luiz Carlos Merten, ao noticiar o falecimento de Denoy, disse que o Brasil perdia o “cineasta do homem comum”. Realmente, nos seus filmes – e mesmo em suas peças teatrais – podíamos ver, como protagonistas, homens e mulheres reais, os verdadeiros heróis brasileiros. Em tempos de falsos patriotas (embrulhados em bandeiras estrangeiras), prósperos profetas, mitos do esgoto, coaches e mentores da ilusão, essa obra fará bem ao seu leitor: lembrará que o Brasil é capaz de produzir grandes artistas e extraordinários seres humanos.

CPC-UMES

 

QUATRO ANOS QUE PARECERAM QUATRO DÉCADAS!

Vivêssemos em uma época ou em uma sociedade melhores, deixar os textos teatrais de Denoy de Oliveira inéditos por tantas décadas seria considerado um crime contra a cultura nacional. Sem querer buscar consolo, não se trata apenas de perseguição contra esse grande artista brasileiro, nascido no Pará. Nossos grandes dramaturgos são jogados no esquecimento com uma facilidade assombrosa. Centenas – milhares até – de grandes peças foram criadas e chegaram até a ganhar os palcos; mas, como nunca viraram livro, perderam-se pelos tempos. Mesmo autores clássicos da dramaturgia nacional são, muitas vezes, encontráveis apenas nos sebos.

O Centro Popular de Cultura da UMES busca agora dar uma pequena contribuição para transformar esse quadro, trazendo à luz sete peças daquele que foi o seu fundador.

Escritas, as cinco primeiras, em seus anos de formação e nos anos de seu amadurecimento forçado sob os tacões da ditadura as duas últimas, as peças revelam um escritor inquieto, de raro talento e acurada sensibilidade. Mesmo tendo sido concluídas há tanto tempo, todas revelam vitalidade, falam aos espectadores de hoje como teriam falado aos de seu tempo. Isso, justamente, é o que faz de um texto uma verdadeira obra de arte: sua permanência, sua capacidade de, mesmo com o passar dos anos, continuar dialogando com as grandes questões da natureza humana. Mas pouparemos o leitor de uma análise mais demorada de cada uma delas, pois não conseguiríamos superar as observações certeiras de Maria Sílvia Betti no prefácio e de Xavier de Oliveira nas introduções.

 

3ª Mostra de Cinema Popular Chinês celebra a libertação do povo e a vitória contra o fascismo

Da Fundação da República à Revolução, 3ª Mostra de Cinema Popular Chinês conta os caminhos da sociedade chinesa e as profundas transformações desta civilização

Este ano, é comemorado o 80º aniversário da Vitória na Guerra Mundial Antifascista e na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa. Com grande euforia, o povo chinês celebra a libertação de seu próprio povo e da humanidade dos horrores do fascismo. Segundo Xi Jinping nos desfiles de comemoração do Dia da Vitória: “O povo chinês fez grandes contribuições para salvar as civilizações humanas e defender a paz mundial com enormes sacrifícios nacionais.”

Com este espírito apresentamos a 3ª Mostra de Cinema Popular Chinês, contando os caminhos que a sociedade chinesa atravessou e as profundas transformações que moldaram esta civilização. A seleção de filmes apresenta três grandes momentos da história chinesa: 1911 – A Revolução, dirigido por Jackie Chan, narra os acontecimentos da Revolução Xinhai que libertou a China das potências estrangeiras. Nanquim! Nanquim! é o retrato brutal do massacre que deixou mais vítimas em toda história da China, encenando os crimes de guerra cometidos pelas tropas de ocupação japonesa em 1937. A Fundação da República conta os episódios que culminaram na Proclamação da República Popular da China, descrevendo os momentos e personagens mais importantes da Revolução Comunista Chinesa.

Além dos momentos históricos, a curadoria conta com A História de Qiu Ju, comovente jornada de uma jovem camponesa em busca de justiça, pelas lentes do renomado diretor Zhang Yimou.  Através de Fagara, conhecemos a delicada e sensível história de três irmãs que cresceram separadas na China, Taiwan e Hong Kong e se reencontram após o falecimento de seu pai. Em Deus da Guerra, conhecemos a saga de expulsão dos piratas e samurais japoneses com as inovadoras soluções e espírito heróico do General Qi Jiguang.

Para enriquecer nossa programação, convidamos novamente o Instituto Confúcio da UNICAMP através de nosso amigo Gao Qinxiang, Diretor Chinês do instituto, para realizar uma apresentação da música chinesa em nosso Cine-Teatro. Na ocasião, ele e o grupo de professores do Instituto Confúcio da UNICAMP irão apresentar um conjunto de músicas e danças do rico repertório tradicional do país.

 

PROGRAMAÇÃO

 

1911 – A Revolução                   | Quinta          | 19h
Nanquim! Nanquim!               | Sexta             | 19h
A História de Qiu Ju                | Sábado          | 14h
A Fundação da República       | Sábado          | 17h
Apresentação Cultural             | Domingo      | 14h
Fagara                                         | Domingo      | 16h30min
Deus da Guerra                         | Domingo      | 19h45min

 

SERVIÇO 

3ª MOSTRA DE CINEMA POPULAR CHINÊS

04 A 07 DE DEZEMBRO

CINE-TEATRO DENOY DE OLIVEIRA

Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista, São Paulo

Informações: (11) 3289-7475

ENTRADA GRATUITA

 

FILMES APRESENTADOS

 

1911 — A Revolução

2011 | COR | 99 min | Drama/Guerra | 16 anos

De Jackie Chan e Zhang Li; com Jackie Chan, Winston Chao e Li Bingbing

Lançado em comemoração ao centenário da revolução Xinhai, que desmantelou a já enfraquecida Dinastia Qing e estabeleceu a República da China em 1911, retrata os episódios mais marcantes da trajetória de Sun Yat-sen (Winston Chao) na organização de revoltas contra o império milenar sob a liderança do Comandante Huang Xing (Jackie Chan).

Curiosidades

  • Centésimo filme da carreira de Jackie Chan, marca sua estreia como diretor no cinema da China continental.
  • Jing Ning e Chun Sun receberam o Prêmio Cem Flores de melhor Atriz e Ator Coadjuvante.

 

Nanquim! Nanquim!

2009 | P&B | 133 min | Guerra | 18 anos

De Lu Chan; com Liu Ye, Fan Wei e Gao Yuanyuan

 

Em 1937, quando as tropas do Japão Imperial invadiram Nanquim, teve início um dos maiores massacres da história da humanidade. Nanquim! Nanquim! É um retrato em preto e branco da dor e das atrocidades cometidas pelo Japão, e da luta por sobrevivência e libertação do povo chinês.

Curiosidades

  • O Massacre de Nanquim teve aproximadamente 300.000 execuções de civis e militares chineses, sobretudo mulheres e crianças.
  • Mesmo após 80 anos da Vitória do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, o governo japonês ainda não reconheceu oficialmente os crimes cometidos durante os 8 anos de conflito.

 

A História de Qiu Ju

1992 | COR | 100 min | Drama | 12 anos.

De Zhang Yimou; com Gong Li, Liu Peiqi e Lei Kesheng.

Qiu Ju (Gong Li) é uma jovem camponesa que realiza uma verdadeira jornada em busca de justiça após seu marido ser agredido pelo chefe da vila. Zhang Yimou, neste filme, retrata as dificuldades e avanços do interior da China na década de 1990.

Curiosidades

  • O filme foi premiado como Melhor Filme no Festival de Cinema de Veneza.
  • O filme foi premiado como Melhor Filme e Melhor Atriz no Festival Cem Flores e no Festival Galo de Ouro, o maior festival de cinema da China.

 

A Fundação da República

2009 | COR | 138 min | Drama | 14 anos

De Huang Jianxin e Han Sanping; com Guoqiang Tang, Guoli Zhang e Xu Qing.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a China mergulha em uma nova disputa interna. O governo nacionalista de Chiang Kai-shek (Zhang Guoli), enfraquecido e responsabilizado pelas perdas da guerra, enfrenta a ascensão dos comunistas liderados por Mao Tsé-Tung (Tang Guoqiang), que, após libertarem vastas regiões do domínio japonês, lançam sua ofensiva final: derrubar o governo central e reunificar o país sob uma nova república.

Curiosidades

  • Realizado nas comemorações de 60 anos de fundação do Partido Comunista da China.
  • Atores prestigiados participam do filme como Jackie Chan, Jet Li, Andy Lau e Donnie Yen que se voluntariaram gratuitamente para papéis no filme.
  • O filme foi premiado como Melhor Filme no Festival Cem Flores e recebeu a premiação Huabiao do Ministério da Cultura da China de Melhor Filme e Melhor Diretor.

 

Fagara

2019 | COR | 118 min | Comédia/Drama | 14 anos

De Heiward Mak; com Sammi Cheng, Megan Lai e Li Xiaofeng.

Quando o dono de um tradicional restaurante de hot pot falece, três irmãs, criadas separadamente na China continental, em Taiwan e em Hong Kong, se reencontram para decidir o futuro do negócio e, sobretudo, o rumo de suas próprias vidas.

Curiosidades

  • O filme foi premiado como Melhor Direção de Arte no Festival de Cinema de Hong Kong.
  • Fagara é uma pimenta que causa uma sensação de formigamento e dormência na língua, popularmente conhecida como pimenta de Sichuan, muito utilizada na culinária chinesa e nos caldeirões de Hot Pot.

Deus da Guerra

2019 | COR | 128 min | Ação/Aventura | 12 anos

De Gordon Chan; com Wenzhuo Zhao, Sammo Hung e Wan Qian.

Durante a dinastia Ming, piratas e samurais unem forças para invadir e saquear cidades chinesas. Para conter a destruição, o lendário General Qi Jiguang (Wenzhuo Zhao) é enviado ao campo de batalha, liderando tropas em uma série de combates épicos que definem o destino da região.

Curiosidades

  • Baseado na história real do General Qi Jiguang, considerado herói nacional por eliminar 100 embarcações piratas na região de Taizhou.

11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo ganha versão online no SPCINE PLAY

A 11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo encerrou na última semana a sua programação presencial. A edição, no entanto contará com uma novidade. Até o dia 8 de dezembro, uma seleção de filmes da Mostra estará disponível ao público de casa por meio da plataforma SPCINE PLAY. A Mostra Mosfilm, produzida pelo Centro Popular de Cultura da UMES (CPC-UMES), apresenta obras de relevância de um dos maiores estúdios de cinema do mundo. Este ano, as exibições presenciais contaram com duas localizações: a Cinemateca Brasileira e o Centro Cultural São Paulo, este último em parceria com a SPCINE, a empresa de cinema e audiovisual de São Paulo. A exibição online é fruto desta parceria, que oferecerá ao público sete produções de diferentes momentos do cinema soviético e russo.

FILMES SELECIONADOS

O ENCOURAÇADO POTEMKIN 1925 / P&B / 71 MIN. / ÉPICO
Direção: Serguey Eisenstein Roteiro: Nina Agadzhanova, Serguey Eisenstein e Grigori Aleksandrov Com Andrei Fait, Aleksandr Antonov, Ivan Bobrov e Grigori Aleksandrov Em 1905, marinheiros do Potemkin rebelam-se. A população da cidade portuária de Odessa apoia a revolta e é brutalmente reprimida. O encouraçado dispara contra o Quartel General czarista e parte ao encontro da frota do Mar Negro, visando sublevá-la. Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Curiosidades:
  • Baseado em eventos reais, e um dos filmes mais influentes da história do cinema, “O Encouraçado Potemkin” completa 100 anos em 2025
  • Revolucionou a linguagem cinematográfica, principalmente no que concerne à montagem.
A QUEDA DA DINASTIA ROMANOV 1927 / P&B / 62 MIN. / DOCUMENTÁRIO
Direção e roteiro: Esfir Shub Documento histórico sobre os grandiosos e ao mesmo tempo trágicos eventos que marcaram a história da Rússia na virada do século XIX para o XX. As imagens, que retratam a vida do povo e da elite governante, demonstram claramente a gravidade das contradições sociais da Rússia pré-revolucionária. Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 10 anos Curiosidades:
  • Esfir Shub foi pioneira na criação dos “documentários de compilação” (feitos a partir de imagens de arquivo de eventos reais), sendo este filme considerado o primeiro do gênero.
  • O filme foi realizado para comemorar o aniversário de 10 anos da Revolução de Outubro.
O SEGREDO DA NOITE ETERNA 1955 / COR / 79 MIN. / FICÇÃO CIENTÍFICA
Direção: Dmitry Vassilev Roteiro: Igor Lukovsky Com Ivan Pereverzev, Danuta Stolyarskaya, Mikhail Astangov, Konstantin Bartashevich Uma explosão no fundo do Oceano Pacífico faz com que a vegetação subaquática aumente rapidamente de tamanho. Denisov, pesquisador de um Instituto de Oceanologia que testemunhara o desastre, presume que o fenômeno se deva a um novo elemento radioativo, que deve ser estudado com urgência. Ele precisa descer ao fundo do oceano, mas começa a perder a visão por conta do efeito da radiação. Classificação Indicativa: livre Curiosidades:
  • O diretor do filme, Dmitry Vassilev, foi assistente de direção de dois clássicos do cinema soviético: “Lenin em Outubro”, de Mikhail Romm, e “Aleksandr Nevsky”, de Serguey Eisenstein.
  • O filme estreou primeiro na televisão, em junho de 1956, e posteriormente nos cinemas, em setembro do mesmo ano.
O CAMINHO PARA SATURNO 1967 / P&B / 82 MIN. / GUERRA
Direção:  Villen Azarov Roteiro: Mikhail Bleyman, Vassily Ardamatsky, Villen Azarov Com Mikhail Volkov, Georgy Zhzhenov, Arkady Tolbuzin e Valentina Talyzina O Capitão Krylov, oficial de inteligência soviético, infiltra-se na organização altamente secreta “Saturno” com o objetivo de conquistar a confiança dos líderes do centro de sabotagem hitlerista e transmitir uma mensagem importante a Moscou. Matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2025 Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Curiosidades:
  • Baseado na obra de V. Ardamatsky, “Saturno é Quase Invisível”, por sua vez inspirado na vida do agente russo Aleksandr Ivanovich Kozlov.
  • Tropas reais do Distrito Militar dos Cárpatos adicionaram autenticidade às filmagens, e em vez de cenários foram usadas locações reais, requerendo uma enorme quantidade de filme.
O FIM DE SATURNO 1967 / P&B / 95 MIN. / GUERRA
Direção: Villen Azarov Roteiro: Mikhail Bleiman, Vassily Ardamatsky, Villen Azarov Com Mikhail Volkov, Lyudmila Maksakova, Georgy Zhzhenov e Vladimir Pokrovsky Nessa continuação de “O Caminho Para Saturno”, o oficial de inteligência soviético Krylov trabalha na organização de espionagem alemã “Saturno”, no território ocupado da Bielorrússia, sob o nome de Kramer. Ele transmite a Moscou os nomes e características dos sabotadores nazistas enviados à retaguarda soviética. Matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2025 Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Curiosidades:
  • Baseado na obra de V. Ardamatsky, “Saturno é Quase Invisível”, por sua vez inspirado na vida do agente russo Aleksandr Ivanovich Kozlov.
  • Villen Azarov, batizado em homenagem a Vladimir Ilich Lenin, escolheu o tema de Saturno inspirado pela trajetória do pai, Avraam Azarov, major da segurança do Estado, por conta do cinquentenário da Agência de Inteligência Soviética.
DEVANEIO DE PRIMAVERA 1975 / COR / 22 MIN. / DRAMA
Direção: Karen Shakhnazarov Roteiro: Vassily Shukshin e Karen Shakhnazarov Com Aleksandr Safronov, Nina Grebeshkova, Gueorgy Burkov e Nikolai Smirnov O jovem médico Solodovnikov é enviado a um hospital em uma zona rural para um período de três anos de residência. Constantemente atrasado para suas tarefas diárias, o rapaz faz planos ambiciosos para sua carreira, e os descreve em seu diário que marca a chegada da Primavera. Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 10 anos Curiosidades:
  • Curta metragem de estreia do diretor Karen Shakhnazarov, e seu trabalho de conclusão de curso no Instituto Estatal de Cinema (VGIK)
  • Inspirado no conto “Um passo à frente, Maestro!”, do escritor e cineasta Vassily Shukshin
NO SUBMUNDO DE MOSCOU 2023 / COR / 129 MIN. / AVENTURA
Direção: Karen Shakhnazarov / Roteiro: Elena Podrez, Ekaterina Kochetkova, Karen Shakhnazarov / Música: Yury Poteenko Com: Konstantin Kryukov, Mikhail Porechenkov, Anfisa Chernykh e Evgeny Stychkin Moscou, 1902. O famoso diretor de teatro Konstantin Stanislavsky, em busca de inspiração para uma nova peça, decide se aprofundar na vida do “submundo” da cidade. Ele pede ajuda a Vladimir Gilyarovsky, reconhecido especialista nas periferias de Moscou. Juntos, eles vão ao lendário bairro dos bandidos, Khitrovka, e se envolvem na investigação do assassinato de um misterioso residente local: um sikh indiano com um passado sombrio… Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Curiosidades:
  • Inspirado no romance “O Signo dos Quatro”, de Arthur Conan Doyle e em um evento real: a tour de Stanislavsky acompanhado por Gilyarovsky pelo distrito de Khitrovka.
  • O filme estreou em 18/05/23, em 1800 salas de cinema da Rússia, depois de liderar as pré-vendas de ingressos na semana anterior.

SPCINE PLAY

A SPCINE PLAY foi a primeira plataforma de streaming público do Brasil, servindo de modelo para setor e segue com a proposta de trazer ao público uma programação de cinema brasileiro, com recorte paulista e paulistano, devido ao vínculo com a Secretaria Municipal de Cultura e demais instituições de São Paulo. Atualmente, conta com mais de 400 títulos nacionais que podem ser acessados por meio do site, app para celulares e Smart TVs. Para acessar: www.spcineplay.com.br Disponível em: Smart TVs: LG, Samsung e Roku Celulares e Tablets: Google Play Store (Android) e Apple Store (iOS) Outras formas: Pode ser acessado por notebooks e também via Chromecast.

11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo celebra os 80 anos do Dia da Vitória

16 longas e um curta metragem compõem a programação da 11ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO, que acontece, este ano, em dois locais: a Cinemateca Brasileira e o Centro Cultural São Paulo.

Entre os destaques da programação estão filmes selecionados em virtude da comemoração dos 80 anos da Vitória sobre o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial, e também um curta e quatro longas do cineasta Karen Shakhnazarov, que completa, este ano, 50 anos de carreira.

A abertura da Mostra terá sessão dupla dedicada a KAREN SHAKHNAZAROV: serão apresentados o curta metragem “Devaneio de Primavera” (1975), primeiro filme do diretor, e o longa “Dia de Lua Cheia”, um de seus mais belos filmes. Numa sucessão de eventos e memórias que se conectam, no melhor estilo do cineasta, o filme, de 1998, é permeado de enigmas e surrealismo.

DIA DA VITÓRIA será relembrado no evento através do épico “Libertação”, do diretor Yuri Ozerov. Recentemente restaurada pelo Estúdio Mosfilm, a série de 5 filmes é considerada uma referência entre os filmes de guerra. Ozerov a concebeu entre 1967 e 1971, retratando momentos cruciais da Segunda Guerra Mundial: a batalha de Kursk, a travessia do Dnieper, a libertação de Kiev, a conferência de Teerã, as batalhas por Berlim e a tomada do Reichstag, a rendição da Alemanha nazista e a conferência dos chefes da coalizão anti-Hitler em Yalta.

Ainda dentro do tema, compõem a programação os filmes “O Caminho Para Saturno” e “O Fim de Saturno”, ambos de 1967, sobre a infiltração de um oficial da inteligência soviética na escola de espionagem nazista Saturno. A direção é de Villen Azarov, e ambos os longas foram restaurados pelo Estúdio Mosfilm em 2025.

Na seleção que homenageia Shakhnazarov estão também “O Mensageiro” (1986), seu filme preferido de sua filmografia, “O Assassino do Czar” (1991), protagonizado pelo ator inglês Malcolm McDowell, e seu último longa, “No Submundo de Moscou” (2023), que será apresentado em uma sessão dublada e outra legendada.

Completam a programação o clássico “O Encouraçado Potemkin” (1925), que chega aos 100 anos em 2025 e terá sessão especial externa na Cinemateca Brasileira; “A Queda da Dinastia Romanov” (1927), da pioneira dos documentários de compilação, Esfir Shub; “Geração de Vencedores” (1936), de Vera Stroeva, sobre o período histórico entre 1896 e 1905, que culminou no chamado Domingo Sangrento; “Michurin” (1948), de Aleksandr Dovzhenko, e a ficção científica “O Segredo da Noite Eterna” (1955), de Dmitry Vassilev.

 

A Mostra é uma realização do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (CPC-UMES) e do Estúdio Mosfilm.

 

Apoio: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, Cult SP, Prefeitura de São Paulo, Ministério da Cultura, Governo Federal, Cinemateca Brasileira, Sociedade Amigos da Cinemateca, SPCine, Circuito SPCine, Centro Cultural São Paulo, Embaixada da Rússia no Brasil, Casa Russa (Rossotrudnichestvo), Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo e Instituto Soyuz.

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

 

Instalação “Entre Mundos: A Membrana”, por Nadia Starikoff

Na primeira semana da mostra, a artista Nadia Starikoff apresenta uma versão especialmente concebida de “Entre Mundos: A Membrana”, instalação que amplia o campo da imagem para além da tela, propondo um espaço de respiração entre tempos, origens e pertencimentos, no qual o visível se torna passagem, e o intervalo, matéria viva de encontro entre o íntimo e o ancestral.

A obra integra o percurso poético da artista, que vem investigando as relações entre corpo, identidade e memória em séries como “Maya Malenkaya” e “Matryoshkas Contemporâneas”, que também estarão expostas. Essa trajetória se desdobra como travessia sensível entre camadas de lembrança e afeto, onde o olhar se transforma em gesto de escuta e permanência.

Quando: durante a primeira semana da Mostra, no foyer da Sala Grande Otelo

 

Oficinas de Matryoshkas, com Nadia Starikoff

No sábado, dia 15/11, Nadia Starikoff conduzirá uma oficina de pintura de Matryoshkas, para adultos e crianças. Sob a orientação da artista, os participantes poderão criar suas próprias bonecas, tornando a experiência ainda mais pessoal e significativa.

Quando: sábado, 15/11, 18:00h

Duração: 50 minutos / Retirada de senhas a partir das 16h

 

Pôsteres do Cinema Soviético e Russo

Durante a primeira semana da Mostra, também no foyer da sala Grande Otelo, apresentaremos a exposição “Pôsteres do Cinema Soviético e Russo”. Os pôsteres de filmes da cinematografia soviética e russa são verdadeiras obras de arte. A década de 1920, além de revelar diretores que viriam a ser alguns dos mais importantes de todos os tempos, como Serguey Eisenstein, apresentou uma geração de artistas gráficos inovadores, mas a produção desses pôsteres inigualáveis não parou por aí. A exposição terá 12 pôsteres de filmes de diversos artistas, gêneros e décadas.

 

Introdução ao idioma russo com Cinthia Lopes

Cinthia é professora de russo no Instituto Soyuz e organizadora do projeto Molotok, que realiza traduções de cartazes soviéticos, músicas e vídeos diversos.

Quando: sábado, 15/11, 18:00hs

Duração: 45 minutos

 

Workshop de Danças Folclóricas Russas

No sábado, dia 15/11, a Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo oferecerá um workshop de danças folclóricas russas. Os participantes poderão se familiarizar com passos básicos femininos e masculinos da dança folclórica russa, com a bailarina e coreógrafa Alyne Linczuk. Formada pela Royal Academy of Dance e Etec de Artes, Alyne é especializada em dança folclórica russa e Ruska Roma (Dança Cigana Russa). Faz Parte da Cia Mahasin de Danças Ciganas e da Associação Cultural Grupo Volga de Cultura Russa.

Quando: sábado, 15/11, 18:00h

Duração: 40 minutos

 

Comidas, bebidas e artesanato típicos do Leste Europeu

Um pedacinho da tradicional Feira do Leste Europeu estará na Cinemateca no sábado 15/11, com barracas de comidas, bebidas e artesanato típicos da região. A Feira do Leste Europeu acontece mensalmente na Vila Zelina, bairro que concentra o maior número de imigrantes de países do Leste Europeu em São Paulo.

Quando: sábado, 15/11, das 13hs às 21hs

 

Informações Gerais:

11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo
Terceiro e quarto finais de semana de novembro de 2025
De 12 a 16/11 – Cinemateca Brasileira
De 19 a 23/11 – Centro Cultural São Paulo

 

Locais:

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, nº 133, Vila Clementino, São Paulo/SP
Telefone: (11) 5906-8100
Entrada gratuita

Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo – SP, 01504-000
Telefone: (11) 3397-4002
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia entrada)

 

Para mais informações: 

Facebook: @cpcumesfilmes
Instagram: @cpcumesfilmes
E-mail: contato@cpc-umes.com.br

 

O ESTÚDIO MOSFILM

Em 30 de janeiro de 1924, com a estreia do longa-metragem “Nas Asas”, de Boris Mikhin, nascia o Mosfilm, um dos mais antigos e pioneiros estúdios de cinema do mundo. Durante seus 101 anos de existência foram produzidos no estúdio mais de 2.500 longas-metragens de vários diretores que contribuíram para a criação da história do cinema mundial, como Serguey Eisenstein, Vsevolod Pudovkin, Ivan Pyriev, Grigori Aleksandrov, Mikhail Romm, Grigori Chukhray, Mikhail Kalatozov, Serguei Bondarchuk, Andrei Tarkovsky, Leonid Gayday, Gleb Panfilov, Karen Shakhnazarov e muitos outros.

Ainda hoje, é o maior estúdio da Rússia e um dos maiores da Europa, contando com 17 pavilhões de filmagens, cidades cenográficas e equipamentos de alta tecnologia que permitem realizar o ciclo de produção do cinema em sua totalidade. O Mosfilm é um órgão público, presidido, desde 1998, pelo cineasta, roteirista e produtor Karen Shakhnazarov.

 

CPC-UMES FILMES 

Braço do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, a distribuidora CPC-UMES Filmes está no mercado audiovisual brasileiro desde 2014, com 56 títulos lançados em DVD e Blu-Ray. Com licenciamento direto do Mosfilm, os filmes contemplam clássicos do cinema soviético e russo de diretores como Serguey Eisenstein (Aleksandr Nevsky, 1938), Andrei Tarkovsky (Solaris, 1972), Elem Klimov (Vá e Veja, 1985), Serguei Bondarchuk (Guerra e Paz, 1965-67), entre outros.

Além da atuação em home video, a distribuidora organiza, desde 2014, a Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, que acontece em São Paulo e também já teve edições em Porto Alegre e Fortaleza. Em 2018, iniciou atividades no circuito comercial de cinemas com o lançamento de “Anna Karenina. A História de Vronsky”, com ótima receptividade de crítica e público. O lançamento contou com a presença de Karen Shakhnazarov, diretor do filme e do Estúdio Mosfilm. Em 2024, a distribuidora repetiu a atuação nos cinemas com “No Submundo de Moscou”, último lançamento de Shakhnazarov.

 

PROGRAMAÇÃO 

 

Primeira semana – Cinemateca Brasileira

Quarta 12/11 (ABERTURA)
19:30h DEVANEIO DE PRIMAVERA + DIA DE LUA CHEIA

Quinta 13/11
17:00h GERAÇÃO DE VENCEDORES
19:10h O CAMINHO PARA SATURNO
21:00h O FIM DE SATURNO

Sexta 14/11
16:30h MICHURIN
18:20h A QUEDA DA DINASTIA ROMANOV
19:50h O ASSASSINO DO CZAR

Sábado 15/11
14:00h LIBERTAÇÃO – Parte 1
16:00h LIBERTAÇÃO – Parte 2
18:00h Oficinas
19:00h NO SUBMUNDO DE MOSCOU
21:40h O ENCOURAÇADO POTEMKIN (sessão externa)

Domingo 16/11
14:00h LIBERTAÇÃO – Parte 3
16:30h LIBERTAÇÃO – Partes 4 e 5
19:30h O SEGREDO DA NOITE ETERNA
21:10h O MENSAGEIRO

 

Segunda semana – CCSP – Sala Paulo Emílio

Quarta 19/11
15:00h MICHURIN
16:50h GERAÇÃO DE VENCEDORES
19:00h NO SUBMUNDO DE MOSCOU (sessão dublada)

Quinta 20/11
15:10h O SEGREDO DA NOITE ETERNA
17:00h LIBERTAÇÃO – Parte 1
19:00h LIBERTAÇÃO – Parte 2

Sexta 21/11
14:30h O MENSAGEIRO
16:30h LIBERTAÇÃO – Parte 3
19:00h LIBERTAÇÃO – Partes 4 e 5

Sábado 22/11
15:20h O CAMINHO PARA SATURNO
17:10h O FIM DE SATURNO
19:20h DEVANEIO DE PRIMAVERA + DIA DE LUA CHEIA

Domingo 23/11
15:15h A QUEDA DA DINASTIA ROMANOV
16:45h O ASSASSINO DO CZAR
19:00h O ENCOURAÇADO POTEMKIN

 

FILMES SELECIONADOS

 

O ENCOURAÇADO POTEMKIN
1925 / P&B / 71 MIN. / ÉPICO 

Direção: Serguey Eisenstein
Roteiro: Nina Agadzhanova, Serguey Eisenstein e Grigori Aleksandrov
Com Andrei Fait, Aleksandr Antonov, Ivan Bobrov e Grigori Aleksandrov

Em 1905, marinheiros do Potemkin rebelam-se. A população da cidade portuária de Odessa apoia a revolta e é brutalmente reprimida. O encouraçado dispara contra o Quartel General czarista e parte ao encontro da frota do Mar Negro, visando sublevá-la.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades:
– Baseado em eventos reais, e um dos filmes mais influentes da história do cinema, “O Encouraçado Potemkin” completa 100 anos em 2025
– Revolucionou a linguagem cinematográfica, principalmente no que concerne à montagem.

 

A QUEDA DA DINASTIA ROMANOV
1927 / P&B / 62 MIN. / DOCUMENTÁRIO
Direção e roteiro: Esfir Shub

Documento histórico sobre os grandiosos e ao mesmo tempo trágicos eventos que marcaram a história da Rússia na virada do século XIX para o XX. As imagens, que retratam a vida do povo e da elite governante, demonstram claramente a gravidade das contradições sociais da Rússia pré-revolucionária.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 10 anos

Curiosidades:
– Esfir Shub foi pioneira na criação dos “documentários de compilação” (feitos a partir de imagens de arquivo de eventos reais), sendo este filme considerado o primeiro do gênero.
– O filme foi realizado para comemorar o aniversário de 10 anos da Revolução de Outubro.

 

GERAÇÃO DE VENCEDORES
1936 / P&B / 99 MIN. / DRAMA
Direção: Vera Stroeva
Roteiro: Vera Stroeva, Serafima Roshal
Com Boris Schukin, Nikolai Khmelyov, Ksenia Tarasova e Nikolai Plotnikov

Os estudantes Aleksandr e Evgeny, expulsos da Universidade de São Petersburgo, e a jovem revolucionária Sophia, percorrem o difícil caminho dos revolucionários clandestinos. O filme se passa durante a preparação e implementação da primeira revolução russa, entre 1896 e 1906.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

Curiosidades:
– O filme cobre o período histórico entre 1896 e 1905, desde os primeiros encontros dos revolucionários até os eventos do dia 22 de janeiro de 1905, conhecido como Domingo Sangrento.
– Indicado à premiação do New York Film Critics Circle como Melhor Filme em Língua Estrangeira.

 

MICHURIN
1948 / COR / 81 MIN. / DRAMA
Direção e roteiro: Aleksandr Dovzhenko
Com: Vladimir Solovyov, Grigori Belov, Mikhail Zharov

Fim do século XIX. Rumores sobre os incríveis feitos do pesquisador Michurin se espalham não só pela Rússia, mas além de suas fronteiras. Ele recebe ofertas tentadoras para ir embora, mas, obstinado por seu trabalho, recusa-se e continua em sua terra natal, onde precisa superar a desconfiança dos colegas, a indiferença das autoridades e a falta de dinheiro.

Classificação Indicativa: livre

Curiosidades:
– Ivan Michurin é um personagem real. Foi um importante pesquisador na área da seleção artificial. Recebeu a Ordem de Lenin e a Ordem da Bandeira Vermelha do Trabalho por suas contribuições à ciência.
– Primeiro filme em cores do diretor Aleksandr Dovzhenko, considerado o fundador do cinema poético ucraniano.

 

O SEGREDO DA NOITE ETERNA
1955 / COR / 79 MIN. / FICÇÃO CIENTÍFICA
Direção: Dmitry Vassilev
Roteiro: Igor Lukovsky
Com Ivan Pereverzev, Danuta Stolyarskaya, Mikhail Astangov, Konstantin Bartashevich

Uma explosão no fundo do Oceano Pacífico faz com que a vegetação subaquática aumente rapidamente de tamanho. Denisov, pesquisador de um Instituto de Oceanologia que testemunhara o desastre, presume que o fenômeno se deva a um novo elemento radioativo, que deve ser estudado com urgência. Ele precisa descer ao fundo do oceano, mas começa a perder a visão por conta do efeito da radiação.

Classificação Indicativa: livre

Curiosidades:
– O diretor do filme, Dmitry Vassilev, foi assistente de direção de dois clássicos do cinema soviético: “Lenin em Outubro”, de Mikhail Romm, e “Aleksandr Nevsky”, de Serguey Eisenstein.
– O filme estreou primeiro na televisão, em junho de 1956, e posteriormente nos cinemas, em setembro do mesmo ano.

 

O CAMINHO PARA SATURNO
1967 / P&B / 82 MIN. / GUERRA
Direção:  Villen Azarov
Roteiro: Mikhail Bleyman, Vassily Ardamatsky, Villen Azarov
Com Mikhail Volkov, Georgy Zhzhenov, Arkady Tolbuzin e Valentina Talyzina

O Capitão Krylov, oficial de inteligência soviético, infiltra-se na organização altamente secreta “Saturno” com o objetivo de conquistar a confiança dos líderes do centro de sabotagem hitlerista e transmitir uma mensagem importante a Moscou.

Matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2025

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades:
– Baseado na obra de V. Ardamatsky, “Saturno é Quase Invisível”, por sua vez inspirado na vida do agente russo Aleksandr Ivanovich Kozlov.
– Tropas reais do Distrito Militar dos Cárpatos adicionaram autenticidade às filmagens, e em vez de cenários foram usadas locações reais, requerendo uma enorme quantidade de filme.

 

O FIM DE SATURNO
1967 / P&B / 95 MIN. / GUERRA
Direção: Villen Azarov
Roteiro: Mikhail Bleiman, Vassily Ardamatsky, Villen Azarov
Com Mikhail Volkov, Lyudmila Maksakova, Georgy Zhzhenov e Vladimir Pokrovsky

Nessa continuação de “O Caminho Para Saturno”, o oficial de inteligência soviético Krylov trabalha na organização de espionagem alemã “Saturno”, no território ocupado da Bielorrússia, sob o nome de Kramer. Ele transmite a Moscou os nomes e características dos sabotadores nazistas enviados à retaguarda soviética.

Matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2025

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades:
– Baseado na obra de V. Ardamatsky, “Saturno é Quase Invisível”, por sua vez inspirado na vida do agente russo Aleksandr Ivanovich Kozlov.
– Villen Azarov, batizado em homenagem a Vladimir Ilich Lenin, escolheu o tema de Saturno inspirado pela trajetória do pai, Avraam Azarov, major da segurança do Estado, por conta do cinquentenário da Agência de Inteligência Soviética.

 

LIBERTAÇÃO (5 FILMES)
Direção: Yuri Ozerov / Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov
Com Nikolai Olyalin, Boris Zaydenberg, Vassily Shukshin, Larisa Golubkina, Mikhail Ulyanov, Yuri Kamorny, Bukhuti Zakariadze e Fritz Dietz

Recentemente restaurado pelo Estúdio Mosfilm em 4K, o épico é considerado uma referência entre os filmes de guerra. Ozerov o concebeu entre 1967 e 1971, retratando os momentos mais importantes da Segunda Guerra Mundial: a batalha de Kursk, a travessia do Dnieper, a libertação de Kiev, a conferência de Teerã, as intensas batalhas por Berlim e a tomada do Reichstag, a rendição da Alemanha nazista e a conferência dos chefes da coalizão anti-Hitler em Yalta.

LIBERTAÇÃO – Parte 1 – O Arco de Fogo
1968 / COR / 92 MIN. / GUERRA

A primeira parte do épico Libertação é focada nos episódios que vão da contraofensiva soviética após a vitória em Stalingrado até a batalha de Kursk. Os alemães lançam a Operação Cidadela e estão determinados a estrangular as forças soviéticas em Kursk, dando um golpe fatal no Exército Vermelho. Sabendo que o próximo objetivo alemão é a eliminação de Kursk, os generais russos decidem preparar uma poderosa defesa na região.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

LIBERTAÇÃO – Parte 2 – A Ruptura
1968 / COR / 89 MIN. / GUERRA

O segundo episódio da série de cinco filmes tem início em julho de 1943, com a destituição de Mussolini e a invasão da Itália pelas tropas de Hitler. Prossegue com a travessia do Dnieper pelo Exército Vermelho, a retomada de Kiev e o encontro de Roosevelt, Stalin e Churchill, em Teerã, para decidir a abertura da frente ocidental.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

LIBERTAÇÃO – Parte 3 – A Direção do Ataque Principal
1970 / COR / 127 MIN. / GUERRA

A terceira parte da saga é dedicada à operação “Bagration”, como resultado da qual a Bielorrússia foi completamente libertada das tropas nazistas. Durante a operação, o exército soviético infligiu a maior derrota do exército hitlerista em toda a história militar da Alemanha, derrotando o Centro do Grupo de Exércitos da Wehrmacht.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

LIBERTAÇÃO – Parte 4 – Batalha de Berlim
1971 / COR / 82 MIN. / GUERRA

1945, últimos meses da guerra. Nos primeiros dias de fevereiro, na Conferência de Yalta, os chefes de governo Josef Stalin, Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt tratam das futuras operações militares. O episódio retrata os momentos imediatamente anteriores à luta pela capital do Reich – a campanha da primavera de 1945 -, que culminou no cerco de Berlim pelo Exército soviético.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos

LIBERTAÇÃO – Parte 5 – O Último Ataque
1971 / COR / 74 MIN. / GUERRA

Uma vez derrotada a resistência das últimas tropas alemãs que lutavam nos arredores de Berlim, as tropas soviéticas tomam o Reichstag e desfraldam a bandeira da vitória. Em 2 de maio, após negociações, a guarnição de Berlim se rende incondicionalmente. O filme termina nos lembrando de todos os danos que o fascismo causou, enumerando as mortes causadas pela guerra em diferentes países.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Curiosidades:
– A acuracidade histórica da série é reconhecida como inigualável na história do cinema.
– Há 51 personagens históricos reais representados nos filmes.
– O diretor Yuri Ozerov e o roteirista Yuri Bondarev, entre outros profissionais envolvidos nos filmes, foram soldados nas linhas de frente do exército, na Segunda Guerra Mundial.

 

DEVANEIO DE PRIMAVERA
1975 / COR / 22 MIN. / DRAMA
Direção: Karen Shakhnazarov
Roteiro: Vassily Shukshin e Karen Shakhnazarov
Com Aleksandr Safronov, Nina Grebeshkova, Gueorgy Burkov e Nikolai Smirnov

O jovem médico Solodovnikov é enviado a um hospital em uma zona rural para um período de três anos de residência. Constantemente atrasado para suas tarefas diárias, o rapaz faz planos ambiciosos para sua carreira, e os descreve em seu diário que marca a chegada da Primavera.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 10 anos

Curiosidades:
– Curta metragem de estreia do diretor Karen Shakhnazarov, e seu trabalho de conclusão de curso no Instituto Estatal de Cinema (VGIK)
– Inspirado no conto “Um passo à frente, Maestro!”, do escritor e cineasta Vassily Shukshin

 

O MENSAGEIRO
1986 / COR / 89 MIN. / DRAMA
Direção: Karen Shakhnazarov / Roteiro: Karen Shakhnazarov e Aleksandr Borodyansky / Música: Eduard Artemev
Com Fyodor Dunaevsky, Anastasya Nemolyaeva, Oleg Basilashvili, Inna Churikova e Svetlana Kryuchkova

Vivendo durante a era Gorbachev numa sociedade à deriva, rapaz sem noção da realidade consegue emprego de office boy. Através de uma das entregas, ele conhece o professor Kuznetsov e sua filha Katya. Para irritar o professor, ele afirma ter engravidado Katya. Para sua surpresa, ela confirma a sua história.

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

Curiosidades:
– Karen Shakhnazarov recebeu, pelo filme, o Prêmio Especial de Direção no Festival Internacional de Cinema de Moscou de 1987
– Filme preferido do diretor em sua filmografia

 

O ASSASSINO DO CZAR
1991 / COR / 103 MIN. / DRAMA
Direção: Karen Shakhnazarov
Roteiro: Aleksandr Borodyansky e Karen Shakhnazarov
Música: Vladislav Shut
Com: Malcolm McDowell, Oleg Yankovsky e Armen Dzhigarkhanyan

Homem internado em hospital psiquiátrico garante que é o executor do Czar Nicolau II e sua família. Um médico que acaba de chegar para trabalhar no hospital assume o caso e procura entender sua mente, e os dois entram em um jogo além da realidade.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades:
– Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1991
– Vencedor do Prêmio Nika, principal prêmio nacional anual de cinema da Rússia, nas categorias Melhor Ator (Oleg Yankovsky) e Melhor Figurino

 

DIA DE LUA CHEIA
1998 / COR / 93 MIN. / DRAMA
Direção: Karen Shakhnazarov
Roteiro: Aleksandr Borodyansky e Karen Shakhnazarov
Música: Anatoly Kroll
Com Anna Germ, Andrei Panin, Elena Koreneva e Vladimir Ilin

Numa sucessão de eventos e memórias que se conectam, no melhor estilo do diretor Karen Shakhnazarov, o filme, permeado de enigmas e surrealismo, mostra que situações bizarras podem acontecer sob a lua cheia.

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Curiosidades:
– Vencedor do Prêmio Nika, principal prêmio nacional anual de cinema da Rússia, na categoria de Melhor Roteiro
– Shakhnazarov concebeu o primeiro esboço do conceito do longa ainda no final dos anos 1960. Isso explica por que o filme transmite uma sensação de obra “acumulada”, com muitas imagens pessoais e fragmentos de várias vidas.

 

NO SUBMUNDO DE MOSCOU
2023 / COR / 129 MIN. / AVENTURA
Direção: Karen Shakhnazarov / Roteiro: Elena Podrez, Ekaterina Kochetkova, Karen Shakhnazarov / Música: Yury Poteenko
Com: Konstantin Kryukov, Mikhail Porechenkov, Anfisa Chernykh e Evgeny Stychkin

Moscou, 1902. O famoso diretor de teatro Konstantin Stanislavsky, em busca de inspiração para uma nova peça, decide se aprofundar na vida do “submundo” da cidade. Ele pede ajuda a Vladimir Gilyarovsky, reconhecido especialista nas periferias de Moscou. Juntos, eles vão ao lendário bairro dos bandidos, Khitrovka, e se envolvem na investigação do assassinato de um misterioso residente local: um sikh indiano com um passado sombrio…

Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Curiosidades:
– Inspirado no romance “O Signo dos Quatro”, de Arthur Conan Doyle e em um evento real: a tour de Stanislavsky acompanhado por Gilyarovsky pelo distrito de Khitrovka.
– O filme estreou em 18/05/23, em 1800 salas de cinema da Rússia, depois de liderar as pré-vendas de ingressos na semana anterior.

Silvio e João Vicente

VIVA SILVIO TENDLER, AMIGO DOS ESTUDANTES!

Lamentamos profundamente o falecimento de Silvio Tendler, o “cineasta dos sonhos interrompidos”

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES-SP) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do cineasta Silvio Tendler, nesta sexta-feira (5), aos 75 anos. Tendler não foi apenas o maior documentarista do Brasil, mas um verdadeiro arquiteto da memória nacional, um intelectual comprometido com as lutas populares e um educador de gerações.

Conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos”, Silvio Tendler dedicou sua vida a garantir que a história política do Brasil não fosse apagada. Através de obras fundamentais como “Jango” (1984) e “Os anos JK” (1981), ele combateu o esquecimento e manteve viva a chama da resistência contra a ditadura militar, regime do qual foi exilado. Seu cinema era, como ele mesmo definia, “uma arma de luta, uma arma de reflexão, uma arma de pensamento”.

Silvio Tendler

UM GRANDE AMIGO DOS ESTUDANTES

Não faltaram momentos em que a trajetória de Silvio Tendler se fundiram com a luta dos estudantes de São Paulo e do Brasil. Além do seu compromisso inabalável com o nosso país, Silvio Tendler por vezes se mostrou um grande professor para nós. Em 2019, nosso Cine-Teatro foi palco de um emocionante encontro entre Silvio Tendler e João Vicente Goulart, filho de Jango, após a exibição do seu documentário JANGO, no nosso Cinema Com Partido.

Em 2020, já durante a pandemia foi a vez de “Tancredo, A Travessia” ser o centro do debate com os estudantes de São Paulo.

Para nós, estudantes secundaristas, a obra de Tendler sempre foi uma ferramenta crucial de aprendizado. Seus filmes foram e continuarão a ser aulas de história viva, nos ensinando sobre os projetos de país que foram interrompidos, sobre a importância da democracia e sobre os heróis e heroínas populares que ousaram lutar por um Brasil mais justo.

Documentários recentes como “O Futuro é Nosso!” (2023) e “Ousar Viver! Histórias da Maria” (2024) mostram que seu espírito combatente e sua esperança no futuro permaneciam intactos, inspirando a juventude a continuar sonhando e lutando.

O legado de Silvio Tendler é imenso. Ele deixa mais de 80 filmes que são um patrimônio da cultura brasileira, um refúgio de verdade em tempos de desinformação e um chamado permanente à transformação social. Sua câmera foi sempre um instrumento a serviço do povo, registrando não apenas o passado, mas iluminando os caminhos para o futuro.

A UMES-SP se solidariza com a família, amigos e admiradores de Silvio Tendler. Seguiremos honrando sua memória estudando, divulgando e nos inspirando em sua obra monumental. Que seu exemplo de coragem, coerência e amor ao Brasil continue a nos guiar.

Silvio Tendler presente, agora e sempre!

 

Estudantes tomam Avenida Paulista em defesa da educação e contra a ameaça de Trump à soberania

Milhares de estudantes ocuparam a Avenida Paulista nesta quinta-feira (14), em um ato pelo Dia do Estudante. Sob o lema “Em Defesa da Educação e do Brasil”, o protesto denunciou o desmonte da educação pública pelo governo estadual e repudiou as ameaças do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, contra a soberania brasileira.

Organizado pela União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES), em conjunto com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato ecoou um recado claro: “Com a educação não se brinca, e com o Brasil não se mexe”.

“Os estudantes sempre estiveram na linha de frente em defesa do nosso país, lutando pelas nossas riquezas, pelo nosso povo e principalmente contra o imperialismo”, disse a presidente da UMES, Valentina Macedo.

“Não tem como a gente falar sobre soberania nacional, sobre construir um Brasil forte independente, enquanto a gente não tiver uma educação que corresponda a tudo isso”, completou.

A presidente da UNE, Bianca Borges, destacou em sua fala “que quem manda no Brasil é o povo brasileiro”. “Eu quero saber quem está ocupando a rua hoje, porque quer ver Bolsonaro na cadeia”, destacou em referência ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF.

Bianca também fez uma homenagem ao estudante Edson Luis, morto pela ditadura enquanto protestava em defesa do restaurante estudantil do Calabouço, no Rio de Janeiro. “A nossa ocupação das ruas em São Paulo, em todo o Brasil hoje é fundamental, nessa semana do estudante. No 11 de agosto, nós relembramos a memória viva de Edson Luís, estudante assassinado pela ditadura militar, por causa das melhores condições do restaurante estudantil, ele, deixou um legado que nos inspira até hoje”, disse.

“Na mesma data em que lembramos a vida e a luta de Edson Luiz, a UNE completou também 88 anos. 88 anos convocando os estudantes brasileiros para luta, e no momento como esse não poderia ser diferente”, destacou.

“A nossa rebeldia consequente nos trouxe para ocupar o Brasil para dizer que a nossa soberania não se negocia e que nós estudantes queremos ser donos e senhores do nosso próprio destino”, destacou.

A presidente da UNE convocou um novo ato para o dia 7 de setembro, Dia da Independência. “Vamos seguir ocupando as ruas. O 7 de setembro é uma nova data de luta contra Tarcísio, contra Bolsonaro, contra Trump em defesa do nosso país e dos nossos direitos. Porque aqui está a juventude que constrói o enfrentamento, que constrói a luta por um futuro mais justo e próspero para todos e todas”, completou.

“Democracia e soberania da sala de aula ao Brasil. Essa é a palavra de ordem que vai ecoar nos quatro cantos desse país para dizer que os estudantes não vão aceitar os atos dos golpistas e anti-democráticos dessa galera que outra hora vinha verde e amarelo, mas que agora ataca o nosso país e ataca a nossa nação”, destacou o presidente da UBES, Hugo Souza.

“Nós somos verdadeiros amantes do Brasil que estão aqui hoje reunidos para dizer que na sala de aula ao Brasil a nossa luta é por democracia, que a gente não vai aceitar que nenhum Grêmio Estudantil seja calado, que a gente não vai aceitar que nenhum dos nossos seja impedido de se organizar, que a gente não vai aceitar que as salas de aula desse Brasil não possa ser lugar de resistência”, disse.

 

“Nós estamos tomando a frente da nossa resistência, nós estamos tomando a frente do nosso povo, para dizer que nem um centavo a menos para educação, para dizer que, em São Paulo a gente não quer escola cívico-militar, para dizer que a democracia é inegociável e que se Donald Trump, Eduardo Bolsonaro e companhia acharam que ficariam muito de joelhos, eles estão muito enganados”, destacou.

“Os estudantes se reúnem hoje aqui no 14 de agosto na Avenida Paulista para defender uma educação de qualidade, defender o nosso país e para dizer que imperialista nenhum aqui vai se criar. que aqui é Brasil com S de soberano, disse a diretora da UNE, Magu Haddad.

“A defesa para a educação também passa por defesa por um orçamento de qualidade. Essa semana, a União Nacional dos Estudantes esteve em Brasília na Câmara dos Deputados para debater com eles pedindo mais orçamento para a educação, porque é preciso que nesse momento a gente consiga a recomposição integral do orçamento das universidades e institutos federais, que a gente consiga 10% do PIB para a educação”, explicou Magu.

EM SÃO PAULO, SUCATEAR PARA PRIVATIZAR

As lideranças estudantis denunciaram ainda o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário de Educação, Renato Feder, como arquitetos de um projeto de destruição da escola pública.

“Não há como falar em soberania nacional sem uma educação forte. Enquanto o governo investe em plataformas digitais ineficientes, nossas escolas estão caindo aos pedaços. Querem nos convencer de que a privatização é a solução, mas nós sabemos que é justamente o oposto: é a porta de entrada para o fim do direito à educação. Não vamos permitir que transformem nossas salas de aula em negócio!”, destacou Valentina.

“É encher de plataforma, sucatear e piorar o ensino, colocar no chão e aí depois usar isso como justificativa para privatizar. Mas estamos lutando contra isso, em defesa da educação aqui do estado de São Paulo e também da soberania nacional, da independência real do nosso país”, criticou a liderança estudantil.

 

Júlia Monteiro (UPES) reforçou o caráter excludente das políticas estaduais:

“Agora, em setembro, existe um projeto de começar a implementação das escolas cívico-militares no estado de São Paulo. Hoje, o ensino técnico está devastado. As escolas PEI [Programa de Ensino Integral] estão fechando noturno e o EJA. E isso tudo tem um objetivo muito claro, que é expulsar os estudantes, é expulsar a classe trabalhadora, é expulsar os estudantes pretos, periféricos de dentro da escola. E isso tem um sintoma muito claro na nossa sociedade, fazer com que quem está na escola só se transforme em mão de obra barata e quem saiu seja só a parte do governo hoje”, disse.

CRISE NA EDUCAÇÃO É UM PROJETO

Presente no ato, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSol) relembrou a célebre frase de Darcy Ribeiro para demonstrar a situação da educação de São Paulo. “Darcy Ribeiro, um dos maiores intelectuais da história desse país que dizia que a crise da educação não é uma crise, é um projeto das elites econômicas para manter a dominação de classe social para expropriar os trabalhadores”, disse.

“A crise da educação básica do nosso estado nas Etecs, nas Fatecs, nas universidades cidade, na Unicamp, na USP, na UNESP, essa crise ela é fabricada, ela é um projeto do governador de extrema direita, do governador proto-fascista de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para destruir a educação do Estado de São Paulo”, disse.

“Não é à toa que ele já aprovou na Assembleia Legislativa de São Paulo com o nosso voto contrário, com a nossa resistência e com a resistência de vocês que estiveram lá participando contra a aprovação da PEC que reduziu o orçamento da educação de 30 para 25%”, explicou.

“Hoje o governador Tarcísio de Freitas, bolsonarista de extrema direita, está retirando por ano R$ 11 bilhões da educação, da escola pública, penalizando todos os alunos da educação básica”, denunciou o parlamentar.

Estudantes convocam ato na Paulista “em defesa da Educação e do Brasil”

Na próxima quinta-feira (14), os estudantes da capital paulista realizam o ato do Dia do Estudante. O protesto “Em defesa da Educação e do Brasil”, convocado pela UMES, UBES e UNE, será realizado às 8 horas em frente ao MASP, na Avenida Paulista.

“Os estudantes sempre estiveram na linha de frente em defesa do povo brasileiro e da soberania nacional. Agora, mais do que nunca, é necessário defendermos o nosso país dos recentes ataques de Trump”, destaca a convocação dos estudantes paulistas.

DIA 14 DE AGOSTO A AULA É NA RUA: EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DO BRASIL!

Os estudantes sempre estiveram na linha de frente em defesa do povo brasileiro e da soberania nacional. Agora, mais do que nunca, é necessário defendermos o nosso país. Os recentes ataques de Trump ao Brasil, usando o tarifaço como chantagem para livrar Bolsonaro da cadeia, escancararam as reais intenções dos golpistas que atentaram contra a nossa democracia: servir apenas aos próprios interesses para, no fim, enfiar o país em negociatas estrangeiras!

É o momento de combater o imperialismo nas ruas, com mobilização, erguendo nossa bandeira e deixando claro que os verdadeiros patriotas somos nós, aqueles que sempre combateram as aves de rapina que tentam extorquir o Brasil!

Além disso, é necessário responder aos ataques de Tarcísio de Freitas e Renato Feder, que vêm desmontando a educação paulista, marcada por escolas abandonadas, alimentação de baixa qualidade, ameaças a diretores e professores, enquanto a SEDUC enfia plataformas digitais goela abaixo dos estudantes. Nas escolas técnicas estaduais, antes vistas como uma alternativa melhor para os estudantes da rede pública, a situação não é muito diferente, com escolas caindo aos pedaços e falta de estrutura.

Esse projeto já é conhecido: sucatear as escolas para concretizar seu fetiche entreguista de privatizar e lucrar com a educação do estado de São Paulo — como já fizeram com a Sabesp e a CPTM.

Nossos desafios são muitos, mas os estudantes da cidade de São Paulo darão seu recado nas ruas! Em reverência ao Dia do Estudante:

DIA 14 DE AGOSTO A AULA É NA RUA!
CONTRA OS ATAQUES À EDUCAÇÃO E AO BRASIL!

 

Cópia de 14A – Ideia.pdf