29-6-16 Requião

Senador Requião defende plebiscito e nova eleição

 

29-6-16 Requião

 

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou, em pronunciamento feito da tribuna do Senado na última quinta-feira (23), que o povo tem que decidir democraticamente o que lhe é de direito, ao defender a realização de um plebiscito nacional para decidir sobre a antecipação das eleições presidenciais. “Quero que o povo decida democraticamente o que lhe é de direito. Quero que o povo discuta sobre a política e sobre que futuro quer para si, como faz no dia de hoje, 23 de junho, na Inglaterra”, assinalou Requião.

 

“Quero apenas que o povo brasileiro diga o que pretende do país, e não mais o Meirelles, o Goldfajn, o Bradesco, o Itaú e as conversas feitas nos corredores de embaixadas de países geopoliticamente mais fortes que querem que o Brasil seja uma espécie de Porto Rico, um Estado associado aos interesses dos países poderosos e do grande capital”, prosseguiu o senador. “Apelo assim para uma nova eleição e plebiscito antecipado por uma grande discussão nacional”, defendeu.

 

Ao responder a um aparte da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que tentou defender a volta de Dilma Rousseff à presidência, Requião foi categórico: “É por isso, senadora, que a minha posição é clara: nem “Volta Querida!” nem “Fora Temer!””. “Mas nós temos que admitir que quem tem que decidir isso é o povo brasileiro, não são os sucessores do Joaquim Levy – Henrique Meirelles e Goldfajn –, não é o interesse do Banco do Itaú e do Bradesco, que está mandando no governo”, destacou.

 

“Quem governa o Brasil, hoje, é a Febraban e os interesses geopolíticos de países mais poderosos no mundo! Os brasileiros estão reduzidos a uma participação negativa neste momento da nossa história! Nós não podemos aceitar que isso continue acontecendo!”, ponderou o senador paranaense. Ele fez duras críticas à política econômica do atual governo que pretende tirar direitos trabalhistas, privatizar estatais e cortar verbas da saúde e educação. “Eles querem acabar com CLT com a alegação de que ela seria uma lei muito antiga. Pois eu digo que a Lei Áurea é muito mais antiga que a CLT. O que eles querem com a idéia do negociado acima do legislado, é acabar com as conquistas dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro, etc.”, alertou.

 

Em outro aparte, agora da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que será a líder do governo no Senado, Requião desejou a ela uma interinidade curta na liderança do governo. “Eu desejo que essa sua liderança seja breve, que essa interinidade acabe e nós devolvamos a decisão sobre os destinos políticos do Brasil ao povo, através de uma eleição direta”, defendeu. Requião ressaltou que há continuação da política econômica que arrasou o país. “É verdade que a presidente foi submetida a um referendo revogatório. Ninguém pode negar que ela tinha diante de si a insatisfação do Congresso Nacional e que ninguém estava contente com a política econômica do país. Mas esta política econômica de hoje é uma política entreguista, é uma política que privilegia o capital vadio que privilegia a banca, os juros e a exploração. E nós não podemos admitir que isso continue assim”.

 

Fonte: Hora do Povo

 

Colabore com o abaixo-assinado em defesa de novas eleições

 

Faça parte você também da campanha de rua em apoio do Plebiscito por novas eleições para presidente e vice, convocado através do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) de iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Movimento iniciado no dia seis de junho e que já coletou milhares de assinaturas nas praças, escolas e universidades da cidade.

 

Quer coletar assinaturas na sua escola? Não perca tempo, imprima o abaixo-assinado e mãos à obra!

Contato: (11) 3289-7477 – umes@umes.org.br

Ou nos faça uma visita: Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista ou na sede mais próxima

 

 

“Até hoje (22) coletamos mais de seis mil assinaturas em defesa de novas eleições, essa camapanha organizada pela UMES consolida as decisões do nosso congresso”, explica Caio Guilherme, presidente da UMES, ao avaliar a mobilização da diretoria da entidade nas escolas e praças da cidade. “Não aceitamos o governo de Temer! Por isso, chamamos todos estudantes a participar desse movimento. Vamos colocar para fora quem não tem compromisso com o povo porque não adianta trocar seis por meia dúzia”.

 

A petição do abaixo-assinado afirma que “para vencer a crise que açoita o país é fundamental e urgente a aprovação Projeto de Decreto Legislativo 16, de 2016, em tramitação no Senado visando a convocação de plebiscito para a realização de nova eleição para presidente e vice-presidente da República”. A meta nacional é de um milhão de assinaturas.

 

 

O abaixo-assinado em apoio do projeto, que delega à Justiça Eleitoral a marcação da data da consulta popular. Ele é composto de três artigos. O primeiro convoca o plebiscito baseado no artigo 49, Inciso XV, da Constituição Federal, que diz que é da “competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar o referendo e convocar plebiscito”, e no artigo 1º, parágrafo 2º da Lei 9.709, de 18 de novembro de 1998, que regulamenta a realização de plebiscitos no país. O segundo artigo do projeto que defende novas eleições define que o plebiscito deverá ser realizado até 90 dias da data da promulgação do decreto legislativo. Por fim, o terceiro e último artigo afirma que o decreto legislativo entrará em vigor na data de sua publicação.

 

 

O PDL do senador Randolfe Rodrigues tramita no Senado desde o início de junho e foi assinado por outros 26 senadores, entre eles Cristovam Buarque (PPS/DF), Lídice da Mata (PSB/BA), Paulo Paim (PT/RS), Roberto Requião (PMDB/PR), Romário (PSB/RS), Walter Pinheiro (sem-partido-BA), Armando Monteiro (PTB/PE), João Capiberibe (PSB/AP).

 

27-6-16 Educação

95,5% das escolas brasileiras não têm infraestrutura básica prevista em lei

27-6-16 Educação

Trata-se de um problema tão grave que 62,1% das escolas públicas não possuem esgoto sanitário no país

 

Apenas 4,5% das escolas públicas possuem todos os itens de infraestrutura previstos em lei, denuncia o levantamento feito pelo Movimento Todos Pela Educação que avalia o PNE (Plano Nacional de Educação). De acordo com o estudo as condições mais criticas de infraestrutura são encontradas no ensino fundamental.

 

Realizado com base no Censo Escolar de 2015, o levantamento considerou o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e itens como equipamentos e laboratórios de ciências ou a acessibilidade às pessoas com deficiência. Entre as escolas do ciclo fundamental apenas 4,8% das escolas possuem os itens adequadamente, enquanto no ensino médio a porcentagem sobe para 22,6%.

 

Entre os itens mais problemáticos estão o laboratório de ciências, presentes em apenas 8,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 43,9% de ensino médio. A quadra esportiva está presente em apenas 31% das escolas públicas. Até mesmo itens básicos como acesso à água tratada e esgoto sanitário não foram superados, já que falta água tratada em 8,5% das escolas e em 62,1% não há tratamento de esgoto.

 

“O percentual de escolas bem equipadas é super baixo. Em muitos casos estão questões básicas como água potável e esgotamento. Esse percentual não melhora notavelmente. O investimento nas escolas sem dúvida vai estar prejudicado com crise econômica”, explica a representante do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.

 

Os itens são determinados no PNE, Lei 13005/2014, que estabelece metas e estratégias a serem cumpridas na educação até 2024.

 

27-6-16 Apeoesp Alesp

APEOESP: Plano Estadual de Educação de SP não prevê fonte de financiamento

27-6-16 Apeoesp Alesp

 

Plano prevê a destinação de 10% do PIB estadual, mas não estipula as fontes de recurso, nem o prazo para a meta sair do papel

 

O movimento estudantil e o sindicato dos professores da rede estadual paulista, a Apeoesp, consideram que o Plano Estadual de Educação (PEE), aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), na semana passado, contém avanços importantes, por determinar metas e diretrizes a serem cumpridas na próxima década, mas que precisará de ajustes para ser efetivo.

 

Em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, da TVT, o secretário de comunicação da Apeoesp, Roberto Guido, afirma que uma das principais falhas a serem corrigidas é a garantia de verbas para a educação. O plano prevê a destinação de 10% do PIB estadual, mas não estipula as fontes de recurso, nem o prazo para a meta sair do papel.

 

Ele cita, por exemplo, a reforma tributária como fonte de recursos. “Não é possível que aqui no estado mais rico da nação, a maior frota de helicópteros do país não pague IPVA, o que seria um montante de recursos bastante significativo, que poderiam auxiliar muito na política de financiamento.”

 

O PEE prevê novas diretrizes e 23 metas a serem implantadas nos próximos dez anos. Erradicar o analfabetismo, valorizar os profissionais da educação, universalizar o ensino em todos os níveis, aumentar o número de matrículas na universidade e ampliar o ensino em tempo integral, estão entre as principais propostas do plano.

 

“Para que o plano não se torne letra morta, para que não seja apenas uma carta de intenções, é necessário que o movimento de trabalhadores da educação, com professores e pessoal de apoio, mais os estudantes, continuem num processo de pressão para que nós possamos fazer valer as metas”, diz

Guido.

 

A proposta aprovada pela Alesp foi elaborada para cumprir uma das determinações do Plano Nacional de Educação: todos os estados e municípios devem apresentar um plano até o final deste ano para continuar recebendo recursos da União. Só que, para cumprir esse calendário, o movimento estudantil e a Apeoesp afirmam que o governo estadual queria aprovar um texto genérico, sem contemplar várias demandas apresentadas em audiências públicas pelas entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação.

 

Fonte: APEOESP

 

25-6-16 nós que nos amávamos tanto

Nós Que Nós Amávamos Tanto

25-6-16 nós que nos amávamos tanto

 

CAIO PLESSMMAN*

 

Em Nós Que Nos Amávamos Tanto, Itália, 1974, Ettore Scola busca localizar com sua câmera as circunstâncias do colapso da amizade e do amor, expressões da resistência ao fascismo, vitoriosas no grande momento de liberdade do pós-guerra. Investiga assim, a partir da sociedade italiana, as bases sociais e psíquicas do entendimento humano.

 

Porém as condições sob as quais esse entendimento dá as cartas no filme (e nos rumos da contemporaneidade) parece fugir à percepção do autor, ou melhor, expressão da fluidez, parecem excepcionar a regra geral, tem momentos raros e, disfarçados pela presença do humor, se perdem pouco a pouco. Scola não apresenta, portanto, um esquema ideologicamente montado, mas, ao contrário, um painel complexo de contradições e variações surpreendentes. Dentre seus personagens, os preferidos parecem ser mesmo o casal socialista (Nino Manfredi e Stefania Sandrelli), que, cheios de altos e baixos, superam sempre as perspectivas de Nicola, anarquista (Stefano Satta Flores) e do democrata-cristão Gianni (Vittório Gassman), mas tudo isso é muito experimental, tem em vista se aproximar do como e do porque, em determinados períodos, as pessoas se juntam, se amam, trabalham unidas, ou ao contrário, rompem os propósitos pactuados no calor da amizade e rasgam a força aglutinadora desse sentimento.

 

Para alcançar esse laboratório afetivo, o autor conjuga várias atmosferas. Vale-se habilidosamente da comédia, da crítica social e do realismo mágico. Seu objetivo, de resto, se extrai das elipses desse mosaico, e de lá expõe sua tábua de valores singulares. É a sua tomada de posição, em um momento delicado. Antes de mais nada, a abertura do perspectivismo (dos personagens) na investigação, exclui todo tipo de ideia emprestada ou pré concebida. A cena onde o amigo Fellini (interpretando Fellini) ouve de Mastroianni (interpretando Mastroianni) “vamos conversar com Moro”, no set de La Dolce Vita, ao final de um dia cansativo e cheio de contrariedades, é o substrato de sua independência intelectual.

 

Não se trata, portanto, apenas do apontar das diferenças de pontos de vista com origem em classes sociais distintas ou posições ideológicas e definir o mais consistente e duradouro, mas de analisar nas diversas situações as deficiências e fraquezas que fazem da vida uma onda adversa frente à vontade humana. Todo um mapa se desenrola expondo de forma sutil aspectos políticos, fraternos, afetivos e estéticos que navegam no inconsciente da sociedade italiana.

 

Essa mistura de comédia e crítica social foi a formulação inicial feita aqui no Brasil, em meados dos anos 40, por Alex Vianny e Alinor Azevedo para a fundação da Atlantida. O projeto acabou desviado, mas sem dúvida já era uma dobra sobre o cenário brasileiro anterior.

 

Mais importante que essa alusão, parece que a forma de filme híbrido, composição de gêneros que surge de Scola, nesse caso, é um pouco mais que a busca de popularidade e ressonância a partir de expressão própria. É uma tentativa de diálogo mais aberto com toda a sociedade, como resposta, por um lado, aos seus personagens (que têm dificuldade, e, ao final, de fato não mais conseguem dialogar), e proposta ao arco cinematográfico que vai de De Sica em Ladrões de Bicicleta, a Fellini, de Dolce Vita, tendo por base os filmes documentais (Rosselini?) – agentes testemunhais da História, todos integrados à obra.

 

Abre-se a magia do filme onde, por dentro, outros filmes surgem e, ocultos, seus autores. Se a influência sobre os protagonistas, os próprios personagens de Nós… (a própria influência da cinematografia sobre a sociedade), parece perdida, a consciência do público se aguça. Os autores, dobras das obras, e, no caso italiano, atores da história e personagens da resistência, ecoam a questão de Scola: “nós, autores, podemos deixar prevalecer a incompatibilidade e a indiferença?”. Na realidade é a pergunta que cabe a nós responder, nós personagens autores de nossas vidas – nós que nos amamos tanto.

 

* É diretor de cinema

15-6-16 CPI

CPI da Merenda é instalada, mas com amigo de Capez na presidência

15-6-16 CPI

 

Estudantes realizaram uma manifestação na Assembléia Legislativa de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 22, contra a eleição do deputado estadual Marcos Zerbini (PSDB) como presidente da CPI da Merenda. O ato ocorreu durante a primeira sessão da CPI da Merenda desde sua criação no dia 30 de maio, para investigar a suspeita de fraude do fornecimento de alimentos para escolas estaduais de 21 cidades do estado.

 

A comissão formada pelo presidente da CPI é composta por 9 pessoas, das quais, 8 são da base aliada do governo Alckmin.

 

Após a eleição de Zerbini, o presidente encerrou a sessão sem que fosse definido o relator da CPI.

 

Segundo ele, o relator deverá ser definido na próxima terça-feira, dia 28.
Entre os investigados na CPI da Merenda estão o Deputado Estadual, Fernando Capez (PSDB), o secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, o ex-presidente da Coaf, Cássio Izique Chebabi, entre outras figuras aliadas ao governo Alckmin.

 

Fonte: Hora do Povo

 

25-6-16 Tubarão

Ensino superior privado movimentou mais de R$ 49 bilhões no ano de 2015

25-6-16 Tubarão

 

Valor duplicou durante os anos de governo Dilma: 2011/2015

 

O ensino superior privado registrou receita líquida R$ 49,3 bilhões no ano passado, segundo o estudo anual do setor, da empresa de consultoria Hoper Educação, divulgado no último dia 22. O crescimento passou de R$ 24,7 bilhões em 2011, 32 bilhões em 2013 para R$ 49,3 bilhões em 2015.

 

Dos R$ 49,3 bilhões, 44% (R$ 21,7 bilhões) são provenientes dos 12 maiores grupos educacionais, apontou o estudo da Hoper Educação.

 

As 12 maiores empresas de ensino superiores, considerando o volume de matrículas e suas respectivas participações na área, são: Kroton (16,3%), Estácio (7,2%), Unip (6,6%), Laureate (3,8%), Uninove (2,3%), Ser Educacional (2,1%), Cruzeiro do Sul (1,3%), Anima (1,2%), Unicesumar (0,95), Ilumno (0,8%), DeVry (0,7%) e Grupo Tiradentes (0,7%).

 

Das 12 instituições, apenas a Unip, a Uninove, a Unicesumar e o Grupo Tiradentes são genuinamente brasileiras. A Anima tem 44% do capital aberto na bolsa de valores, a Kroton é controlada pelo fundo de investimento Advent International, a Estácio é controlada em 20% pelo GP Investiments, a Ilumno é estadunidense, mas em 2015 vendeu sua atuação no Brasil pra Anima, DeVry é de Chicago, a Cruzeiro do Sul pertence ao fundo Actis do Reino Unido e a Ser Educacional é controlada pelo Cartesian Capital Group (USA), e a Laureate International, controlada pelo fundo KKR, estadunidense.

 

Atualmente é estudada a fusão entre a Kroton e a Estácio. A Kroton, maior empresa de educação superior privada do país, encerrou março com 1,01 milhão de alunos, enquanto a Estácio, segunda maior do setor, tinha base total de 588 mil estudantes.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) fez uma denúncia no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que rege as relações comerciais no país, contra o negócio. A OAB alega que a operação trará concentração econômica ilegal ao mercado, de mais de 30%, diante de um limite estabelecido pelo Cade de 20%.

 

O órgão está longe de ser um defensor da economia nacional. Por exemplo, o órgão aprovou a venda de operações de ensino a distância (EAD) da catarinense Uniasselvi, comprada pela Kroton em 2012 por 510 milhões de reais, que então concluiu em fevereiro a venda da Uniasselvi por 1,105 bilhão de reais aos gestores de fundos Carlyle e Vinci Partners.

 

A desnacionalização do ensino reforça o caráter mercantil da universidade privada e tem como objetivo central a obtenção de super-lucros para serem remetidos às suas matrizes. Os alunos são tratados exclusivamente como mercadoria, tendo sua vaga, avaliada em moeda corrente.

 

No Brasil, o investimento se torna sem risco, com lucro certo e inadimplência nula, visto que boa parte das matrículas são feitas pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) – pelo qual o governo paga a faculdade e o aluno tem 18 meses para começar a devolver o dinheiro investido a longo. No caso da Kroton, 40% das matrículas são do Fies.

 

Como um grupo de investimentos como o GP Investiments que controla a AmBev e a Lojas Americanas pode entender alguma coisa de educação para controlar também a Estácio?

 

Não é a toa que nos últimos anos tem sido política permanente das faculdades privadas entregues ao capital financeiro internacional a cobrança abusiva de mensalidades, a superlotação de salas de aula, a contratação de menos professores e com menos qualificação, nenhuma preocupação com produção científica, e o aumento desenfreado do ensino à distância – modalidade esta que demanda baixo custo de investimento e manutenção, e aumentou em 170 vezes nos últimos dez anos.

 

Enquanto o governo ajuda a garantir os lucros das multinacionais da educação, temos visto as universidades federais tem aulas suspensas, falta dinheiro pra pagar os funcionários e professores, trabalhos de pesquisa parados, sem luz, sem papel higiênico nos banheiros, tudo por falta de verba.

É claro que é fundamental garantir que os estudantes já matriculados, nas instituições privadas com bolsas do FIES, consigam terminar o curso e alcançar o tão sonhado diploma. O que é inadmissível é o governo Dilma/Temer achacar o ensino público e aliviar o ensino privado. O ensino público deve ser prioritário em relação ao privado, por ser um setor estratégico para o desenvolvimento do país e por assim exigir a Constituição Federal.

 

Fonte: Maíra Campos da Hora do Povo

 

72% da juventude quer novas eleições

15-6-16 Caio debateCaio durante debate sobre novas eleições na escola Caetano de Campos da Consolação

 

“A pesquisa deixa claro que a juventude e os trabalhadores não querem o Temer e muito menos que a Dilma volte. Queremos novas eleições para discutir o futuro do Brasil sem pixuleco e sem dinheiro roubado da Petrobrás. Desejamos novas eleições para discutir um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, o que é impossível com Temer, Dilma, Renan, Cunha ou Aécio”, afirmou Caio Guilherme, presidente da UMES, ao comentar os resultados da pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, onde 72% dos jovens concordam com a realização de novas eleições ainda este ano.

 

8-6-16 Plebiscito UMES

Coleta de assinaturas na Praça Ramos realizada no centro de São Paulo

 

De forma geral a proposta por novas eleições presidenciais é um consenso. No total 67% dos entrevistados defendem novas eleições enquanto apenas 29% se dizem contrários. Em todas as regiões do país o apoio a novas eleições é muito superior. O Sul é a região do Brasil onde o apoio popular por novas eleições é “menor”: 56%.

 

A pesquisa foi encomendada pela CUT e também indica que apenas 11% da população avaliam o governo Temer como bom. A estatística deixa claro que sua impopularidade é similar a observada pelo governo Dilma.

22-6-16 Ladrões de Bicicleta

Participe da sessão de “Ladrões de Bicicleta” na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES

22-6-16 Ladrões de Bicicleta

 

Na próxima segunda (27), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresenta o filme “Ladrões de Bicicleta”, de Vittorio De Sica (1948). Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema com entrada franca!

 

A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

Confirme sua presença!

  

LADRÕES DE BICICLETAS, de Vittorio De Sica (1948), ITALIA, 93 min.

 

SINOPSE

Três anos depois do final da 2a. Guerra Mundial, na Roma assolada pelo desemprego, Antônio obtém trabalho como colador de cartazes. Mas a alegria se esvai quando sua bicicleta é roubada. Sem o meio de trabalho não há perspectiva de manter o emprego. Em companhia de Bruno, seu filho de nove anos, Antônio vasculha a cidade, buscando recuperar o que perdeu.

Obra-prima do neorrealismo, um dos filmes mais influentes da história do cinema.

 

DIRETOR

Diretor, ator, escritor e produtor, Vittorio De Sica nasceu em Sora, mas cresceu em Nápoles e começou a trabalhar cedo como auxiliar de escritório, para sustentar a família. Sua paixão pelo teatro levou-o aos palcos. Ao final da década de 20, ele fazia sucesso como ator. Em 1933, montou sua própria companhia. De Sica voltou-se para o cinema em 1940. Ao amadurecer, tornou-se um dos fundadores do neorrealismo, emplacando uma sequência de quatro clássicos que figuram em todas as antologias: “Vítimas da Tormenta” (1946), “Ladrões de Bicicletas” (1948), “Milagre em Milão” (1950), “Humberto D” (1951) – os dois primeiros realizados em parceria com o escritor Cesare Zavattini, outro papa do movimento. Também dirigiu “O Juízo Universal” (1961), “La Rifa” (1962, episódio de “Decameron 70”), “Ontem, Hoje, Amanhã” (1963), “O Ouro de Nápoles” (1964), “Matrimônio à Italiana” (1964), “Girassóis da Rússia” (1970), “Jardim dos Finzi-Contini” (1970), “Amargo Despertar” (1973).

 

Para maiores informações entre em contato pelo telefone (11) 3289-7475 ou pelo Facebook. O Cine-Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa 323, Bela Vista (Sede Central da UMES)

 

Confira nossa programação!

 

22-6-16 Carlos Lopes

Projeto de PT, PMDB e PSDB é roubar o Brasil

22-6-16 Carlos Lopes

Carlos Lopes ao microfone durante lançamento do seu livro “Os Crimes do Cartel do Bilhão contra o Brasil” 

 

CARLOS LOPES*

 

Sem projeto nacional, de desenvolvimento do país, o que resta é o assalto aos cofres e ao patrimônio público

 

A Operação Lava Jato completou dois anos em março. São, portanto, dois anos e três meses em que o regime político e eleitoral instalado no Brasil, cada vez mais antidemocrático – cada vez mais falso e falsificado pelo abuso desbragado, sem limites, do poder financeiro – está com as entranhas expostas.

 

O que é a Lava Jato, senão a revelação, pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, de que grandes empresas monopolistas assaltavam o Estado e sustentavam, com propinas, os políticos e partidos governistas – e até, como em Furnas, alguns da então oposição oficial?

 

Até agora, sem contar as ações sob jurisdição do STF, foram abertas 1.237 investigações, colocados no banco dos réus 209 envolvidos (210 com o ex-presidente Lula, enviado pelo STF) – e já houve 105 condenações à pena, somada, de 1.140 anos, 9 meses e 11 dias de cadeia.

 

Os pedidos totais de ressarcimento do que foi roubado (incluídas as multas de lei) por superfaturamento e sobrepreço em obras, somente no caso da Petrobrás, já chegam a R$ 37,6 bilhões.

 

As propinas já provadas – também só no caso da Petrobrás – somam, até agora, R$ 6,4 bilhões.

 

E até agora já foram recuperados – também apenas em relação à Petrobrás – R$ 2,9 bilhões.

 

Houve 52 confissões “premiadas”, ou seja, em troca de atenuação do cumprimento da condenação. Além disso, somente nessa instância – as investigações sobre o assalto à Petrobrás, na circunscrição do juiz Sérgio Moro, ou seja, réus sem “foro privilegiado” – houve 73 prisões preventivas, 87 prisões temporárias e 6 prisões em flagrante.

 

O resultado das investigações na esfera do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), considerando o número de acusados e a maior morosidade que caracteriza tais instâncias, não deixa, também, de ser impressionante: até agora há 134 investigados com “foro privilegiado” – incluídos os governadores do Rio e do Acre, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), os senadores Lindbergh Farias (PT/RJ), Gleisi Hoffman (PT/PR), Aécio Neves (PSDB/MG), Romero Jucá (PMDB/RR), Humberto Costa (PT/PE), Edison Lobão (PMDB/MA), Fernando Collor de Mello (PTC/AL), Antonio Anastasia (PSDB/MG), o ex-ministro Antônio Palocci (PT/SP), o ex-líder de Dilma na Câmara, Candido Vaccarezza (PT/SP), o ex-líder de Dilma no Senado e ex-petista Delcídio do Amaral, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) e nem vamos falar nos deputados, pois esta lista ficaria, para os leitores, apenas um pouco menos que interminável.

 

Transcrevemos apenas uma amostra – e somente para dar uma dimensão do maior escândalo que já dinamitou um regime no Brasil (e em boa hora).

 

JK

 

Diante disso, as reações dos partidos governistas ou quase-governistas têm sido primorosas. Um dia desses, em um encontro petista, ouviu-se a afirmação de que “todos somos corruptos”. A informação nos foi passada por um petista presente ao encontro, que saiu escandalizado. Mas a afirmação não é mais que a transposição para o plano existencial daquele outro dito, segundo o qual, “política é assim mesmo” – ou seja, é normal roubar em política, ou, em termos mais radicais (cáspite!), “se os tucanos roubam, por que nós não podemos roubar?”.

 

Porém, essas exalações nauseabundas poderiam ser apenas suspiros (palavra elegante para substituir outras nem tanto) dentro de algum cochicholo partidário, se o deputado, ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, não tivesse apresentado a mesma tese, de outra forma, em entrevista recente ao jornal “Valor Econômico”.

 

Disse Patrus, um dos fundadores do PT, que “a relação promíscua entre empresas que prestam serviços públicos, especialmente as empreiteiras, todos os historiadores dizem claramente que isso começou, para pegar mais recentemente, com o grande presidente Juscelino Kubitschek”.

 

Quem dizia isso era Carlos Lacerda – e não nos consta que ele fosse historiador. Era um demagogo fascistóide, entreguista, covarde e frouxo, com o único talento (?) da difamação de homens honrados. Jamais houve prova alguma de quaisquer das calúnias lacerdistas contra JK ou Getúlio. Pelo contrário.

 

LADROAGEM

 

Mas, continuou Patrus, JK “era um homem de vida austera. Mas para fazer Brasília, para levar o Brasil para o sertão, as estradas, as duas grandes represas de Minas Gerais, Três Marias e Furnas, a história registra claramente que ele foi muito tolerante, digamos assim, com as empresas.”

 

Isso é mentira. Não foi a corrupção que fez o Brasil crescer – e nunca houve nada no governo JK que se assemelhasse, nem longinquamente, ao atentado contra a Petrobrás, promovido por um cartel de empreiteiras com o acobertamento, sob propina, do PT.

 

Patrus “justifica” o conúbio com a ladroagem em nome das grandes obras públicas que JK fez em cinco anos – todas elas terminadas. Evidentemente, pretende, com essa falsidade, absolver o PT da ladroagem real. É, na verdade, uma confissão.

 

Porém, desde quando o PT roubou e deixou roubar para fazer algo parecido com Brasília ou com a Rio-Bahia ou com a Belém-Brasília ou com Três Marias e Furnas?

 

Além de poucas – para as necessidades do Brasil – qual a obra do PT que terminou?

JK não precisou aderir à ladroagem para fazer as suas grandes obras públicas. O PT, ao que parece, usou as poucas obras que iniciou como pretexto – ou caminho – para roubar. Caso contrário, como o PT e seu governo estavam tão despreocupados com o fato de que essas obras, superfaturadas e bem propinadas, jamais terminavam?

 

Se o PT é assim, que dizer do PMDB?

 

Que dizer de Jucá, Henrique Alves, Temer, Renan, Jader ou Cunha?

 

Algum deles convence alguém no papel de vestal da moralidade pública?

 

Ou o senador Aécio Neves – seja em estado sólido ou em estado líquido – será algum Catão da República Brasileira? Ou algum dos outros tucanos da cúpula, que já imergiram este país em oito anos de roubo, privatização (ou seja, roubo) e esbórnia financeira (outro roubo) estará agora convicto das vantagens de preservar a propriedade pública e o dinheiro público? Ou, para ficar no PSDB, talvez o senador Ferraço seja algum exemplo de seriedade, depois de sua adaptação do projeto Serra, que retira a Petrobrás do pré-sal em prol das petroleiras estrangeiras. Será?

 

Ou, pode ser que o senador Perrela, do PTB, esteja pronto para zelar pela agricultura brasileira e carregar seus frutos de helicóptero até o mercado…

 

Sem projeto nacional, essa tralha que inclui PT, PMDB, PSDB – e quejandos – tem como único projeto roubar o Brasil. Por isso querem ser os feitores do neoliberalismo – isto é, da dominação do imperialismo norte-americano sobre o Brasil.

 

Querem, portanto, as migalhas do grande roubo sobre o país – assim como os propinados que permitiram o assalto à Petrobrás levaram as migalhas do roubo maior.

Não há nada, exceto isso, que eles pretendam fazer com o Brasil. Até porque degeneraram tanto moralmente, ideologicamente, que já não sabem fazer outra coisa.

 

*É editor chefe da redação do jornal Hora do Povo