1,1 milhão de estudantes beneficiados pelo Fies foram barrados até agora

Passados 40 dias que o sistema do Fies foi aberto nem mesmo a metade dos estudantes ativos no programa conseguiram renovar suas bolsas de financiamento devido as novas normas impostas pelo MEC. O numero de estudantes que conseguiram reativar suas matriculas está em cerca de 800 mil, restando cerca de 1,1 milhão de alunos que tem até o dia 30 de abril para regularizar sua situação no sistema.

 

Com o objetivo de cortar os recursos destinados ao programa (R$ 13,7 bilhões em 2014) o MEC estabeleceu uma serie de restrições para o acesso ao Fies, mesmo sendo uma das principais propostas do slogan da campanha Pátria Educadora de Dilma, durante as eleições.

 

 Entre as medidas que restringem o acesso a mais covarde é a que impede a renovação do financiamento caso a universidade eleve a mensalidade acima de 6,5%, retirando do governo a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as mensalidades do ensino privado, deixando os estudantes a sorte dos tubarões do ensino. Outra medida bastante criticada foi a redução da pontuação mínima no Enem para 450 pontos.

 

Para o presidente da UMES, Marcos Kauê, “o sonho de todos o estudantes secundaristas é entrar na universidade. Porem com a Dilma a expansão das vagas na rede federal foram barradas com o fim do Reuni, assim o sonho da universidade pública ficou mais distante. Atualmente a maior parte das universidades federais está sem água ou luz, e não tem nem mesmo serviço de limpeza por conta dos cortes, e por isso estão com as aulas atrasadas. Na rede privada ela decidiu não regulamentar as mensalidades, financiou com o Prouni e com o Fies o lucro dos tubarões por muito tempo, e agora simplesmente vira as costas para os estudantes do Fies porque precisa cortar mais recursos da educação”.

Dilma é vaiada por trabalhadores da 21ª Feira Internacional da Construção em SP

 

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UMES convoca estudantes para visita a secretaria dos transportes

A UMES reivindicou em reunião do Conselho Municipal dos Transportes (24/02/15) o direito ao passe livre estudantil para todos os estudantes das ESCOLAS TÉCNICAS de São Paulo. Em resposta o Secretário Municipal de Transportes Jilmar Tatto se comprometeu: “os estudantes das ETECS devem ter este direito, e se não tem, passarão a tê-lo”.

 

Até agora o benefício não chegou ao ensino técnico, excluindo os alunos da rede pública. Os estudantes do Ensino Técnico tem os mesmos direitos que todos os outros estudantes, direito a educação, a cultura, esporte e lazer. É papel do estado dar essas condições.

 

Por isso CONVOCAMOS TODOS OS ESTUDANTES para visitarem a Secretaria de Transportes e com a UMES exigir o nosso direito!!

 

Onde: Teatro Municipal (prox. ao Mêtro Anhangabaú)

Quando: Sexta-feira (13) às 8:30h

Alunos da FMU tomam a avenida Liberdade contra cortes no FIES

A manifestação durou cerca de 2 horas e reuniu cerca de 100 alunos com problemas nas inscrições do Fies.

 

Os estudantes ocuparam dois sentidos da Avenida Liberdade, na região central de São Paulo, na manhã desta terça-feira (10).

 

 

 

 

   Foto: Marcelo Berto/VC no G1

 

 

Foto: Marcelo Berto/VC no G1

Cortes de Dilma na educação deixam universidades federais em estado caótico

Os cortes de Dilma na Educação fizeram as universidades federais começarem o ano com água e luz cortadas, sem serviço de limpeza, salários atrasados e até mesmo sem bolsa permanência para os estudantes.

 

Com o corte de 30% nos repasses do Ministério da Educação para as universidades federais “estão atrasando muita coisa, salário dos outros, bolsa, tem muita coisa atrasada", diz Alex Soares, estudante de letras da UFRJ.

 

O auxílio moradia e auxílio transporte nas universidades federais também estão atrasados desde janeiro em algumas universidades, como a federal da Paraíba, de Campina Grande. Já a universidade federal de Santa Maria cortou até o papel. A federal de Goiás dispensou os prestadores de serviço. Em Juiz de Fora os cortes podem atingir o programa de qualificação dos professores e as bolsas de estudo.

 

"Eu sou apoiado pela universidade desde 2013 e com esses cortes, no repasse para os alunos, eu estou com a impossibilidade de me manter na universidade", lamenta Thales Rodrigues, estudante de Comunicação Social da federal de Juiz de Fora (UFJF). A federal de Minas Gerais parou de pagar as contas de água, luz e reduziu os gastos com vigilância e limpeza.

 

A UFRJ não está fazendo os repasses dos salários dos trabalhadores responsáveis pela limpeza, o que deixou a universidade um caos, atrasando o início das aulas. "Era para começar dia 2, aí foi dia 9, agora dia 16", afirma Carolina da Silva, estudante de Física.

 

“A universidade vem tentando se reacomodar à esta nova realidade, fazendo repactuações dos seus contratos. Em 2015, a gente vai estar dando sequência a este esforço para tentar acomodar as necessidades da nossa universidade aos limites orçamentários que a gente vai ter que enfrentar”, afirmou o reitor da UFRJ, Carlos Antônio Conceição, que não recebeu parte dos recursos de 2014 até agora.

Professores estaduais de SP farão assembleia para decidir greve dia 13

Professores definirão agenda de mobilização contra corte de verbas na educação feito por Geraldo Alckmin e contra o fechamento de 3.330 salas de aula

 

Professores da rede estadual de São Paulo farão assembleia na próxima sexta-feira (13) para discutir o calendário de mobilizações e a possibilidade de greve contra o corte de verbas na educação realizado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), e contra o fechamento de 3.330 salas de aula. O encontro ocorrerá a partir das 14h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.

 

Desde 29 de janeiro, quando foi marcada a assembleia, até hoje (6), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) realiza encontros regionais nas suas 90 subsedes. Até agora, 60 já se posicionaram a favor da greve.

 

Em janeiro, o governador anunciou uma série de iniciativas para reduzir gastos, entre elas, o corte de 15% dos cargos comissionados e de 10% no custeio da máquina pública, além do congelamento de 10% das despesas previstas no orçamento do estado para 2015, o equivalente a R$ 6,6 bilhões.

 

O sindicato espera que pelo menos 300 ônibus com professores se desloquem à capital paulista para a assembleia. “Vamos definir um calendário de mobilização e greve. Entendemos que o fechamento de salas tem a ver com o enxugamento dos gastos públicos, que também nos tira possibilidades de reajustes e bonificações. O Alckmin sempre usou a educação para se eleger, mas depois disso os professores precisam de greve para conseguir as mínimas coisas”, critica a presidenta da Apoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel.

 

Os professores também reivindicam aplicação da jornada do piso salarial, garantia de abastecimento de água em todas as escolas da rede, medidas de prevenção à violência, contratação de todos os concursados, aumento dos vale-alimentação e vale-transporte e o fim da contratação de professores da categoria O.

 

Fonte: Apeoesp

Alckmin deixa 28 mil professores desempregados

Com a decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de fechar 3.330 salas de aula, 28 mil professores temporários ficaram sem trabalho

 

As três mil salas de aula fechadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na rede estadual de educação, além de resultar em turmas superlotadas e aumento na fila de espera por vaga, gerou desemprego de aproximadamente 28 mil professores temporários. É o caso da professora de História, Tatiane Nunes, que há quatro anos presta serviço ao governo do Estado e pela primeira vez não conseguiu atribuição de aula. No ano passado, Tatiane, que mora e trabalhava em Mauá, dava 20 aulas por semana; em 2015, não conseguiu nenhuma.

 

“Eu sou vítima do sistema falido da educação pública estadual. Não darei aulas pois muitas salas foram fechadas. Enquanto isso, a qualidade do ensino caiu, porque as salas estão superlotas e muitas turmas com aula vaga. Os professores que estão na rede não dão mais conta de educar com tanto problema”, avaliou Tatiane.

 

Na avaliação da Apeoesp, o fechamento das salas de aulas e a “duzentena” (que obriga professores temporários a ficar 200 dias sem trabalhar na rede de ensino após ter contrato vencido com o governo Estadual) são os grandes responsáveis pelo alto índice de desemprego na categoria.

 

“As subsedes estão enviando ofícios para as Diretorias de Ensino para que informem quantos professores estão na ‘duzentena’. Enquanto isso, estamos na luta para a reabertura de turmas, por aumento nos salários dos educadores e também por melhores condições de trabalho”, afirma o diretor regional da Apeoesp, Andre Sapanos.

 

Greve

 

O ato será realizado na avenida Paulista. Entre as cobranças que são feitas pelos educadores ao governador está a garantia da distribuição de água nas escolas, reajuste salarial de 75%, a reabertura das salas de aula fechadas no início do período letivo e o fim da carência para contratação os professores eventuais.

 

Em nota, a secretaria de Educação do Estado afirmou que, entre suas prioridades, está o “aumento do quadro de professores concursados”. Por isso, completa, somente em 2014, contratou 38 mil profissionais aprovados em concurso público. No entanto, sobre os temporários, se limitou a dizer que mantém quadro de docentes para “suprir determinadas ausências”.

 

Fonte: Apeoesp

Homenagem da UMES ao Dia Internacional das Mulheres

Inezita Barroso dedicou a sua vida à música brasileira de raiz

Inezita Barroso faleceu no último domingo (8). Aos 90 anos, a cantora e apresentadora estava internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo desde 19 de fevereiro. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.

 

Inezita é reconhecida como a principal disseminadora da musica caipira no país, sendo uma das principais interpretes do ritmo no Brasil. Fez carreira no rádio e na televisão, além do cinema e teatro, onde atuou e produziu espetáculos musicais. Apresentou durante os últimos 35 anos o tradicional programa “Viola, Minha Viola” na TV Cultura, onde sempre fez questão de levar os representantes da música caipira de todos os rincões deste país.

 

Junto a Gravadora CPC-UMES Inezita gravou o CD Sou Mais Brasil, do produtor Synésio Gimenez Jr. que reuniu alguns dos mais expressivos músicos, aqueles que estiveram presentes em vários momentos da trajetória de Inezita: assim, temos Théo de Barros (que divide com ela um emocionante “Cuitelinho”), o violeiro Roberto Correa (em “Viola Enluarada”), Paulinho Nogueira (“Procissão de Sexta-feira Santa”), Natan Marques (“A Saudade Mata a Gente”, “Pingo D’Água” e “Ave Maria”), Robertinho do Acordeon e Roberto Sion (“Ave Maria”), Toninho Ferraguti (“No Bom de Baile”), Caçulinha (“Pingo D’Água), Tião do Carro (“ Meu Casório”), Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí (“Lampião de Gás”), além de Cézar do Acordeon e seu Regional.

 

Acesse os links para ouvir: Lampião de GásModa da Pinga.

 

Ela nasceu na Barra Funda, capital paulista, em 4 de março de 1925, Ignez Magdalena Aranha de Lima foi cantora, instrumentista, violonista, violeira, arranjadora, folclorista, atriz, formada em Biblioteconomia pela USP, professora doutora Honoris Causa em folclore e arte digital pela Universidade de Lisboa. Em novembro de 2014, ela foi eleita para ocupar uma das cadeiras na Academia Paulista de Letras.

UFMG: cortes na educação deixam universidade sem água e luz

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) suspendeu o pagamento de água e luz da instituição por causa dos cortes de 33% no repasse do orçamento previsto para este ano.

 

De acordo com o decreto 8.389/2015 do governo federal, do dia 7 de janeiro, os cortes serão validos até a votação da Lei Orçamentária de 2015, que está travada por depender da votação no congresso de três vetos presidenciais.

 

Para a UFMG, o corte "agrava a situação financeira, instalada nos meses de novembro e dezembro de 2014, nos quais houve redução substancial no repasse de recursos destinados às universidades federais". Os cortes somam R$ 30 milhões, segundo a universidade.

 

Também serão afetados gastos com serviços terceirizados (limpeza, vigilância e portaria).

 

O Ministério da Educação (MEC) defendeu os cortes em sua pasta afirmando que as universidades possuem autonomia financeira. "Como o orçamento de 2015 ainda não está aprovado, as instituições federais de ensino superior estão recebendo, de acordo com o Decreto nº 8.389, de 7 de janeiro de 2015, 1/18 do seu orçamento de custeio".

Ainda segundo o MEC, em 2014, foram repassados R$ 8,6 bilhões às universidades federais.