Mostra Permanente de Cinema Italiano chega ao 11º ano com a celebração de clássicos e homenageia Claudia Cardinale

O Centro Popular de Cultura da UMES apresenta a 11a edição da Mostra Permanente de Cinema Italiano.

Criada em 2016, a Mostra exibe os clássicos da cinematografia italiana de todas as épocas, sempre às segundas-feiras e durante o ano inteiro.

Neste ano, serão 39 filmes de 20 grandes diretores italianos em uma programação repleta de surpresas. Nosso respeito à grande musa do cinema italiano, Claudia Cardinale, que faleceu no ano passado, nos levou à busca de alguns filmes menos conhecidos e, com certeza, imperdíveis. Outros filmes, já muito conhecidos, possuem desde sempre um lugar de destaque no nosso coração e não poderiam ficar de fora.

A commedia all’italiana dá o tom da programação desse ano, que abre as portas com o grande clássico de Dino Risi, “Uma Vida Difícil”, que retrata 30 anos da história da Itália ao fim da 2ª Guerra Mundial.

Situada no coração do Bixiga, a Mostra Permanente de Cinema Italiano acontece às segundas-feiras, às 19h, no Cine-Teatro Denoy de Oliveira. Participe!

 

PROGRAMAÇÃO DE 2026

02/02 – UMA VIDA DIFÍCIL
Dino Risi (1961), 118 min. comédia/guerra

09/02 – VENHA DORMIR LÁ EM CASA ESTA NOITE
Dino Risi (1977), 110 min. comédia/crime/drama

16/02 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

23/02 – O VIÚVO
Dino Risi (1959), 91 min. comédia

02/03 – O DIA DA CORUJA
Damiano Damiani (1968), 108 min.  drama/policial

09/03 – AGENTE DUPLO
Damiano Damiani (1977), 110 min. suspense/ação

16/03 – UMA BALA PARA O GENERAL
Damiano Damiani (1967), 118 min. faroeste

23/03 – VAGAS ESTRELAS DA URSA
Luchino Visconti (1965), 105 min. drama/mistério

30/03 – RENÚNCIA DE UM TRAPACEIRO
Francesco Rosi (1959), 116 min. drama/romance

06/04 – CARMEN
Francesco Rosi (1984), 152 min. drama/musical

13/04 – VERMIGLIO – A NOIVA DA MONTANHA
Maura Delpero (2024), 119 min. drama/ficção histórica

20/04 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

27/04 – A COMILANÇA
Marco Ferreri (1973), 130 min. comédia/sátira

04/05 – NÃO TOQUE NA MULHER BRANCA
Marco Ferreri (1974), 108 min. comédia/sátira

11/05 – OPERAÇÃO OGRO
Gillo Pontecorvo (1979), 115 min. drama/político

18/05 – ONDE ESTÁ A LIBERDADE?
Roberto Rossellini (1954), 93 min. comédia

25/05 – DE CRÁPULA A HERÓI
Roberto Rossellini (1959), 132 min. drama/guerra

01/06 – ERA NOITE EM ROMA
Roberto Rossellini (1960), 151 min. drama/guerra

08/06 – L’ALLENATORE NEL PALLONE
Sergio Martino (1984), 98 min. comédia/futebol

15/06 – ‘A SANTANOTTE (sessão especial com música ao vivo)
Elvira Notari (1922), 60 minutos. drama/filme silencioso

22/06 – OS AMANTES DE FLORENÇA
Carlo Lizzani (1954), 107 minutos. drama/romance

29/06 – TORTURA DE DUAS ALMAS
Carlo Lizzani (1953), 96 minutos. drama/policial

06/07 – BRANCALEONE NAS CRUZADAS
Mario Monicelli (1970), 116 minutos. comédia/aventura

13/07 – OS ETERNOS DESCONHECIDOS
Mario Monicelli (1958), 106 min. comédia/crime

20/07 – TOTÓ E CAROLINA
Mario Monicelli (1955), 84 min. comédia

27/07 – PÁSCOA DE SANGUE
Giuseppe de Santis (1950), 107 min. drama/neorrealismo

03/08 – A QUIMERA
Alice Rohrwacher (2023), 131 min. aventura/comédia

10/08 – LAZZARO FELIZ
Alice Rohrwacher (2018), 128 min. drama/fantasia

17/08 – AS MARAVILHAS
Alice Rohrwacher (2014), 110 min. drama/amadurecimento

24/08 – E LA NAVE VA
Federico Fellini (1983), 132 min. comédia/musical

31/08 – MULHERES E LUZES
Federico Fellini e Alberto Lattuada (1950), 97 min. romance/comédia

07/09 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

14/09 – CASANOVA DE FELLINI
Federico Fellini (1976), 155 min. drama histórico

21/09 – DIVÓRCIO À ITALIANA
Pietro Germi (1961), 105 min. comédia

28/09 – ALFREDO! ALFREDO!
Pietro Germi (1972), 110 min. comédia/romance

05/10 – O CAMINHO DA ESPERANÇA
Pietro Germi (1950), 105 min. drama

12/10 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

19/10 – OS INDIFERENTES
Francesco Maselli (1964), 89 min. drama

26/10 – OS DELFINS
Francesco Maselli (1960), 102 min. drama

02/11 – NÃO HAVERÁ SESSÃO

09/11 – OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO
Sergio Corbucci (1968), 110 min. faroeste

16/11 – COMPANHEIROS
Sergio Corbucci (1970), 115 minutos. faroeste

23/11 – A PROFISSÃO DAS ARMAS
Ermanno Olmi (2001), 105 min. drama histórico

30/11 – A ÁRVORE DOS TAMANCOS
Ermanno Olmi (1978), 186 min. drama histórico

 

HOMENAGEM À CLAUDIA CARDINALE

A grande musa do cinema italiano nos deixou em 23 de setembro de 2025 mas nós nunca esqueceremos dela! 

Claudia Cardinale, com sua beleza e talento, ajudou a definir o cinema italiano do pós-guerra. Sua presença marcante será lembrada durante toda a edição da Mostra 2026 nos filmes: “O Dia da Coruja” (1968) e “Agente Duplo” (1977) de Damiano Damiani; “Vagas Estrelas da Ursa” (1965), clássico de Luchino Visconti; “Os Indiferentes” (1964) e “Os Delfins”, ambos de Francesco Maselli; e “Os Eternos Desconhecidos” (1958), de Mario Monicelli, filme que marcou a estreia de Claudia Cardinale no cinema.

Claudia Cardinale em “Os Indiferentes” (1964), de Francesco Maselli

 

PARCERIA COM INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA DE SÃO PAULO

Graças à parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, trazemos para esta edição duas grandes obras do cinema italiano contemporâneo: “A Quimera” (Alice Rohrwacher, 2023) e “Vermiglio – A Noiva da Montanha” (Maura Delpero, 2024). 

“A Quimera”, uma fábula poética sobre memória, passado e busca por significado é o 4º longa-metragem de Rohrwacher, que também nos brinda nesta edição com outros dois filmes de sua filmografia, “Lazzaro Feliz” e “As Maravilhas”, sempre provando como o cinema italiano pode ser intenso e excepcionalmente original. 

Em “Vermiglio – A Noiva da Montanha”, o ritmo lento da vida rural vem nos recordar de clássicos como “A Árvore dos Tamancos” (1978), filme de Ermanno Olmi que encerra esta edição da Mostra. “Vermiglio” nos fala sobre dor e tradições em meio ao isolamento do vilarejo remoto de Vermiglio, no norte da Itália, durante os últimos anos da 2ª Guerra Mundial. A perspectiva feminina estrutura a narrativa do filme, que ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza de 2024.

“Vermiglio – A Noiva da Montanha” (2024), de Maura Delpero

 

SESSÃO COM MÚSICA AO VIVO

Para deixar a nossa noite ainda mais emocionante, a exibição do filme silencioso “A Santanotte” (1922) terá acompanhamento musical ao vivo no piano.

O filme é dirigido por Elvira Notari, a primeira mulher cineasta da Itália, bem como a mais produtiva, contando com mais de 60 longas-metragens e centenas de curtas e documentários em seu currículo. Seu trabalho é considerado um precursor do neorrealismo.

A obra é baseada em uma canção popular napolitana do mesmo nome.

“A Santanotte” (1922), de Elvira Notari

 

OS “ESTRANGEIROS”

São filmes que foram dirigidos por cineastas italianos, porém, seu país de produção e até mesmo o idioma original não são da Itália. Apresentamos: os filmes “estrangeiros”, grandes obras de cineastas italianos pelo mundo.

São eles: “Carmen” (1984), adaptação de Francesco Rosi para a ópera de Bizet, ambientado em Sevilha, no século XIX; “A Comilança” (1973), de Marco Ferreri, sátira grotesca sobre a sociedade de consumo e a decadência da burguesia; “Não Toque na Mulher Branca” (1974), uma paródia de faroeste sobre imperialismo e essa tal de “civilização” ocidental; e “Operação Ogro” (1979), drama político de Gillo Pontecorvo que, baseado em fatos reais, retrata o planejamento para matar o almirante Luis Carrero Blanco, braço-direito do ditador espanhol Francisco Franco, pelo grupo separatista basco ETA.

“Carmen” (1984), de Francesco Rosi

 

O GÊNERO FAROESTE/WESTERN SPAGHETTI

Mesmo com um orçamento menor que dos filmes americanos, os chamados “western spaghetti” não só renovaram o cinema italiano, como também reviveram o gênero do velho-oeste e o popularizaram mundialmente mais uma vez.

O termo “western spaghetti” surgiu como um apelido depreciativo da crítica estrangeira, ainda viúva da morte dos tradicionais bang bangs americanos. Os filmes do gênero possuem, como principal característica, protagonistas cínicos e anti-heróis, representando uma visão italiana agridoce, violenta e crítica sobre o mundo. As trilhas sonoras dos filmes spaghetti são extremamente populares e algumas se tornaram marcas registradas que atravessam gerações. 

Nesta edição, os escolhidos foram: Uma Bala Para O General (1967), de Damiano Damiani, Os Violentos Vão Para O Inferno (1968), de Sergio Corbucci e Companheiros (1970), também de Sergio Corbucci.

“Os Violentos Vão Para o Inferno” (1968), de Sergio Corbucci

O CINE-TEATRO DENOY DE OLIVEIRA

O Cine-Teatro Denoy de Oliveira, desde seu nascimento, assumiu a missão de democratizar a cultura popular. Com o tempo, conquistou seu público, tornando-se referência por oferecer uma programação variada, acessível e de qualidade. 

Inaugurado em 1994 como Teatro UMES, em formato de arena, foi palco de apresentações musicais e teatrais do CPC-UMES, reunindo talentos e ideias que pulsavam no movimento estudantil e cultural. Em 1998, após uma reforma total, passou a se chamar Teatro Denoy de Oliveira, uma homenagem dos estudantes secundaristas ao cineasta e fundador do CPC-UMES, que acreditava no poder da arte como instrumento de transformação. Em 2011, o sistema de projeção da sala passou por diversas melhorias em sua imagem e som, o que nos possibilitou abrir as portas para a comunidade do bairro em forma de mostras e cineclubes. O espaço, então, passou a se chamar Cine-Teatro Denoy de Oliveira. Hoje, o Denoy é muito mais do que uma sala de cinema ou teatro: é um lugar de convivência e celebração, onde tela e palco se misturam às histórias de quem passa por aqui, mantendo viva a chama da cultura popular brasileira. 

Cine-Teatro Denoy de Oliveira

 

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