18-7-16 PLS Renan

Se PLS de Renan fosse lei, até o juiz Sérgio Moro se tornaria réu

18-7-16 PLS Renan

Procuradores também mobilizam contra o PLS 280 que visa abafar a Justiça e estimular os corruptos

 

CARLOS LOPES* 

O projeto de lei nº 280, apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros – com a cumplicidade do ministro Gilmar Mendes, do STF, que exumou um texto arquivado pela Câmara -, foi definido pelos procuradores Antonio Carlos Welter e Carlos Fernando dos Santos Lima, da Operação Lava Jato: “pretende-se transformar em lei a vontade do criminoso de prender quem o investiga”.

O projeto proíbe a delação premiada daqueles que estiverem presos (artigo 11º) – e até dos que estiverem soltos, mas alegarem que estavam sob ameaça de prisão (artigo 13º); proíbe a escuta ambiental das próprias conversas – como aquelas feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ou pelo filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (artigo 22º); torna impossível a prisão preventiva de acusados, ao tornar automática sua “liberdade provisória” (artigo 9º); e até estabelece ações privadas, cassando a prerrogativa do Ministério Público de oferecer denúncia por suposto “abuso de autoridade” (artigo 3º). A pena, para cada uma dessas “infrações”, seria de um a quatro anos de cadeia, mais multa.

É óbvio o motivo de apresentar agora esse projeto e querer aprová-lo a toque de caixa, sem passar pelo plenário, em caráter “terminativo”, na comissão do senador Jucá – como Renan, um dos investigados por corrupção. A tentativa, por sinal, fracassou. Com o pedido de vistas coletivo dos membros da comissão, a apreciação do projeto foi adiada para 16 de agosto.

Mas o fato é que, se esse projeto fosse lei, os policiais, procuradores e até o juiz Sérgio Fernando Moro, teriam se tornado réus por suposto “abuso de autoridade” – e os ladrões do dinheiro e do patrimônio do povo estariam livres para continuar sua carreira de crimes contra o Brasil.

Não há maior abuso de autoridade do que este.

Como dizem os procuradores da Lava Jato: “…pretende-se, não apenas calar investigadores e juízes, mas paralisar investigações de criminosos do colarinho branco, especialmente aqueles que possuem poder político e que durante anos se beneficiaram de um vasto esquema de corrupção”.

Quem são os apoiadores desse projeto, cujo único objetivo é impedir que alguns ratos da República – de rabo grosso e de rabo fino – vão para a cadeia, tornando réus, em seu lugar, os policiais, procuradores e magistrados que fazem parte da Lava Jato e outras investigações?

Os principais apoiadores são: além de Calheiros – denunciado, entre outras coisas,  por um roubo de R$ 32 milhões na Transpetro (a frota da Petrobrás); Lula – denunciado por falcatruas com empreiteiras que lhe proporcionaram um sítio, um triplex e palestras muito bem pagas para dizer platitudes; Cunha, elemento já com meio pé na cadeia; Collor, que já está com meio corpo dentro do mesmo lugar, por roubos na BR Distribuidora; Gilmar Mendes, segundo dizem, ligado a José Serra. Faltam outros, mas essa é uma amostra suficiente, porque muito representativa.

A QUEM

Os antigos romanos – em especial, Sêneca – diziam: “Cui prodest scelus, is fecit”, ou seja, “aquele que se beneficia com o crime foi quem o cometeu”.

A quem beneficia o projeto nº 280? Aos ladrões da Petrobrás: aos Renan, Cunha, Lula, Collor, etc.

Aliás, Calheiros está tão desesperado com a perspectiva da cadeia, que, na terça-feira, ameaçou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), durante a sessão do Senado:

CALHEIROS (PMDB-AL): Outro dia, vi uma declaração do Senador Cristovam fazendo a interpretação de que talvez o Presidente do Senado, por atender a esse pedido do Supremo Tribunal Federal [do ministro Gilmar Mendes], o faça por motivações pessoais. (…) essa motivação V. Exª não verá em mim jamais, jamais, jamais. A lei não retroage, não tem nada a ver com as investigações.

CRISTOVAM (PPS-DF): Senador, (…) fala-se em abuso de autoridade, mas, na verdade, muitos estão imaginando que é abuso contra autoridade – é isso que se imagina – até porque morrem 10 mil crianças assassinadas, e a gente nunca fez nada aqui no sentido de se preocupar com isso. Todos os dias, são algemados centenas de pobres, quase todos negros, e a gente não fala nada contra abuso de autoridade. (…) neste momento, ao trazer esse projeto, a sensação geral é que, de fato, os senadores querem é se proteger. Como foi o senhor que trouxe, fica mais ainda sobre o senhor.

CALHEIROS: (…) quando foi que V. Exª disputou a eleição presidencial?

CRISTOVAM: Em 2006, em 2006.

CALHEIROS: Em 2006, eu lembro aqui que nós fomos procurados pelo então tesoureiro do PDT, que trazia denúncias (…) de doação ilegal, de receptação não contabilizada na campanha.

CRISTOVAM: Presidente, e o senhor não fez nada? O senhor pecou, então. É grave. Se chegou uma denúncia

CALHEIROS: Eu não pequei. Eu acho que essas coisas não prescreveram.

(…)

CRISTOVAM: Muito bem! O senhor tem que apurar, Presidente.

CALHEIROS: (…) Quem sabe se não será hoje?

CRISTOVAM: Não! Tinha que fazer e eu acho que deveria levar para o Conselho de Ética.

CALHEIROS: … eu nunca levei em consideração, porque eu acho que as delações precisam ser regulamentadas.

CRISTOVAM: Então, desculpe-me pela palavra certa: o senhor prevaricou. Se chegou uma denúncia aqui contra mim, e o senhor não apurou, isso se chama prevaricação, presidente Renan. Tinha que ter aberto o Conselho de Ética. Tinha que levar todo tipo de investigação.

(…)

CALHEIROS: (…) queria repetir que a primeira delação que eu vi, no Brasil, foi sobre as eleições de 2006.

CRISTOVAM: Então, vamos apurar, senador! Como o senhor deixou isso guardado?

CALHEIROS: Não fui eu, eu não era presidente do Senado.

CRISTOVAM: Mas era senador, tinha obrigação de apurar.

CALHEIROS: Está na hora.

(…)

CRISTOVAM: É mais uma razão para eu ficar contra essa lei

CALHEIROS: Não tem nada a ver com a lei.

CRISTOVAM: É para não virem dizer que estou querendo me proteger, senador. (…) O senhor prevaricou! O senhor prevaricou!

CALHEIROS: E o senhor? E o senhor?

CRISTOVAM: Eu não prevariquei!

CALHEIROS: Se eu prevariquei, o que é que aconteceu com o senhor?

CRISTOVAM: Eu não prevariquei. O senhor apure, senador. Vou pedir que se apure agora oficialmente.

E Renan mudou de assunto: passou para a ordem do dia.

*é editor chefe da redação da Hora do Povo

 

13-7-16 O Conformista

Venha assistir “O Conformista”, de Bernardo Bertolucci, na Mostra Permanente de Cinema Italiano

13-7-16 O Conformista

 

Na próxima segunda (18), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “O Conformista”, de Bernardo Bertolucci (1976). Com entrada franca, a sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, na Bela Vista. Chame sua família e seus amigos e participe!

 

Confirme sua presença!

 

O CONFORMISTA, de Bernardo Bertolucci (1976), ITÁLIA, 107 min.

 

SINOPSE
Roma, 1938. Marcello (Jean-Louis Trintignant) é o mais novo funcionário de Mussollini e flerta com a bela Giulia (Stefania Sandrelli). Casados, os dois vão para Paris em lua de mel. Lá Marcello deve cumprir uma missão designada por seus chefes: eliminar um professor que fugiu da Itália assim que os fascistas assumiram o poder.

 

Bernardo Bertolucci (1941)
Filho do poeta e crítico de cinema Attilio Bertolucci, Bernardo Bertolucci nasceu em Parma. Começou cedo, ainda no final dos anos 50, quando realizou seus primeiros curta-metragens em 1959 e 1960. Em 1961, frequentou a Universidade de Roma onde começou o curso de Literatura Moderna após trabalhar como assistente de direção em “Accattone”, de Pier Paolo Pasolini. Estreou como diretor em 1962 com o longa “A Morte”.
Conhecido por sua versatilidade, Bertolucci tem entre suas obras “Antes da Revolução” (1964); o clássico “O Conformista” (1970), livre adaptação do livro homônimo de Alberto Moravia; o polêmico “O Último Tango em Paris” (1972), com Marlon Brando e Maria Schneider; o épico “1900”, conhecido como o mais grandioso filme de sua carreira. Também se destacam, o multipremiado “O Último Imperador” (1987), “O Céu que Nos Protege” (1990) e “Os Sonhadores” (2003).

 

Para maiores informações entre em contato pelo telefone (11) 3289-7475 ou Facebook. O Cine-Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa 323, Bela Vista (Sede Central da UMES)

Confira nossa programação!

 

 

13-7-16 Bola de Sebo

Adquira o DVD “Bola de Sebo”, de Mikhail Romm, na loja virtual do CPC-UMES Filmes

13-7-16 Bola de Sebo

 

Já está disponível na loja virtual do CPC-Umes Filmes o DVD do filme “BOLA DE SEBO”, de Mikhail Romm (1934). Garanta já o seu através do nosso site: cpcumesfilmes.org.br

 

Sinopse
Grupo de burgueses procura abandonar Rouen, na França, para fugir da ocupação do exército prussiano em 1870. Já iniciada a viagem, uma prostituta conhecida como Bola de Sebo se incorpora à comitiva.
Obra de estreia de Mikhail Romm, baseada na adaptação do conto homônimo de Guy de Maupassant, “Bola de Sebo” foi realizado em 1934 como um filme silencioso, sendo sonorizado em 1955 sob a supervisão do diretor.
A história de Maupassant recebeu mais de 10 adaptações cinematográficas.“No Tempo das Diligências” (besthealthcareinfo.com) bebeu deste filão que também inspirou Brecht na criação da Jenny de “A Ópera dos Três Vinténs”, como uma antítese da gentil prostituta francesa. Na “Ópera do Malandro”, a Geni, de Chico Buarque e Rui Guerra, retoma o modelo original.

 

Direção: Mikhail Romm (1901-71)
Mikhail Romm Ilich nasceu na cidade siberiana de Irkutsk, serviu no Exército Vermelho durante a guerra civil, graduou-se em escultura pelo Instituto Artístico-Técnico de Moscou. Em 1931 ingressou no Mosfilm Estúdio, atuou como produtor e diretor. No Instituto Estatal de Cinema (VGIK), desde 1962, foi professor de proeminentes cineastas como Andrei Tarkovsky, Grigori Chukhrai, Gleb Panfilov, Elem Klimov. Realizou 18 longas-metragens, entre os quais “Bola de Sebo” (1934), “Treze” (1936), “Lenin em Outubro” (1937), “Lenin em 1918” (1939), “Sonho” (1941), “Garota nº. 217” (1945), “Missão Secreta” (1950), “Nove Dias em Um Ano” (1962), “O Fascismo de Todos os Dias” (documentário, 1965). Recebeu o Prêmio Stalin nos anos de 1941, 1946, 1948, 1949, 1951. De seu filme “Sonho”, disse o presidente Franklin Roosevelt: “é um dos maiores do mundo”.

29-5-16 Umberto D

Umberto D e o Plano Marshall.

29-5-16 Umberto D

 

CAIO PLESSMMAN*

 

A dor de Umberto Domênico Ferrari, o protagonista de Umberto D, 1952, de Vittorio De Sica é não conseguir forjar a própria individualidade, sua angustia é a da incapacidade de libertar-se de um modelo de vida dependente.

 

Apesar de inconsciente, autocensurado, o fenômeno da dependência estrutural ocorre no campo estético, filosófico, trabalhista, psicológico, social e, no filme mostra quão profundas já eram, àquele momento, as raízes da discórdia na sociedade italiana, e quão trabalhosa seria (e será ainda) a dinâmica de superação na qual a humanidade esta inserida. Por isso De Sica trabalhou exclusivamente com atores não profissionais, personagens do povo.

 

De fato visto desse modo a força do filme está nessa infraestrutura da dependência que ele cala e o seu drama numa espécie de profundidade dilacerante de suas elipses, nas questões que apesar de todo didatismo são sintomaticamente ocultadas: a desconexão da primeira parte do filme (com a presença da passeata e do protesto dos aposentados, em unidade) com a segunda (onde o protagonista se apresenta solitário e desarticulado); a ausência de maiores informações sobre Umberto Domênico como se a história de vida da pessoa fosse ínfima, devorada ou em vão para a caminhada até a reta final; e a cena que encerra o filme, onde o personagem parece seguir, sem opção, para a mendicância, brincando com seu cachorro, quando surgem as crianças sugerindo o destino difícil e o sentimento de futuro.

 

Confira nossa programação!

 

Para maiores informações entre em contato pelo telefone (11) 3289-7475 ou Facebook. O Cine-Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa 323, Bela Vista (Sede Central da UMES)

 

 

Claro que todo um amplo rol de coisas puxam o tapete dos personagens e da Itália: as baixas aposentadorias, o desprestígio do ministério do trabalho, a repressão da polícia, a inflação, mas sobretudo as dificuldades econômicas e culturais daquele pós-guerra já amordaçado pela nova fase colonialista, onde despontou o programa de recuperação econômica chamado Plano Marshall.

 

Começava ali a nova fase de reformas sistêmicas em função das demandas do capital, ou melhor, dos credores (e não das necessidades populares) que acabaria por gerar o mecanismo do dólar como moeda única (sem lastro, garantido por força militar) que avassalou, desde o período mas sobretudo a partir dos anos 70 – e cada vez sob nova nomenclatura – os últimos 70 anos do planeta, fenômeno que agora parece estar com os dias contados.

 

Não é à toa que a intuição genial do cineasta situa parte importante do impasse na ideia de pedir esmola (o protagonista cheio de vergonha coloca seu cão pra realizar a função), ou seja o contexto onde se dissolve não só o capital próprio, mas o próprio valor diante da crise do trabalho.

 

É assim que a dependência estrutural lança sua força supressora sobre todos, bons e ruins, trazendo o cenário de desterro. Por isso que Umberto Domênico parece não saber nenhum ofício, não ter nenhuma alternativa que lhe ajude contra o desamparo de velho solitário a que se vê entregue. Fica a solidariedade com o animal, uma fórmula que funciona no filme e lembra Chaplin ou a própria dupla criança/ bicicleta de Ladrões, mas que também vale pra ilustrar esses casos comuns do Brasil contemporâneo onde se vê direto, nas ruas, muita gente sem rumo.

 

A própria lentidão da montagem a partir da metade do filme, que o autor quis usar como elemento ilustrativo, metáfora do seu personagem, parece incorporar-se à linguagem da obra suprimindo-se como dado específico, inexistindo como elemento adicional ou expressivo do conflito.

 

É como se a psicologia retardatária do velho Domênico estivesse definitivamente amalgamada à Itália que sai atordoada do fascismo e assiste, atônita, ao exército de ocupação norte-americano engravidar suas moças. Por tudo isso Umberto D é pra sempre um grito corajoso contra a desumanização das metrópoles e seus sistemas carcomidos na injustiça. O filme foi visto como o último dos neorrealistas. A rigor pouca coisa surgiu para acrescentar sobre esse cenário social de dependência estrutural que é recorrente.

 

 

* É diretor de cinema

 

13-7-16 Manifestação de estudantes da Anhanguera

Os dez fundos especulativos que controlam Kroton e Estácio e o seu processo de fusão

13-7-16 Manifestação de estudantes da Anhanguera

Manifestação de estudantes da Anhanguera em 2015

 

CAMILA SEVERO*

 

 

Após registrar um aumento de 61,2% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, a Kroton Educacional está tentando comprar a ‘rival’ Estácio Participações. A possível fusão prevê corte de gastos, entre eles de salários de professores e funcionários, e aumento dos lucros. Os dez acionistas que as empresas têm em comum, que são fundos estrangeiros de investimentos e possuem 46% da Estácio e 32% da Kroton, comemoraram.

 

A unificação dos negócios entre Kroton e Estácio passa longe da discussão sobre qualidade de ensino, é simplesmente financeira e pode criar um verdadeiro monstro, com 1,6 milhão de estudantes universitários no país. A Kroton já é a maior multinacional de educação controlada pelo capital financeiro internacional presente no país, e acumulou no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de R$ 599,4 milhões.

 

Entre os dez acionistas que as empresas têm em comum estão: o fundo norte-americano Oppenheimer, que tem 17% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Embraer, MRV e outras; fundo sul africano Coronation, que tem 10% da Estácio e 4,5% da Kroton, além de participações na Hering, Marisa e outras; o fundo norte americano BlackRock, que tem 5% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Embraer e outras; Capital World Investors, que tem 5% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Klabin, na BM&FBovespa, e outras.

 

Os fundos BlackRock e Capital World Investors estão entre os maiores fundos de investimentos do mundo e tem investimentos no Bank Of America, Citi Group, JP Morgan, Goldman Sachs. Ou seja, o que não falta é sanguessuga querendo se aproveitar dos estudantes brasileiros.

 

O objetivo da fusão é remunerar seus acionistas, driblando a crise econômica e a queda dos investimentos no FIES, que garantia lucro certo às privadas. Ricardo Kim, analista da XP Investimentos, afirma que com fusões e aquisições, fica mais fácil gerar receita. No mesmo sentido Bruno Giardino, do Santander, diz que “a compra da Estácio pode ser um gatilho para que outras transações ocorram no segmento, as empresas tendem a ficar inclinadas a se combinar para se manterem competitivas”, palavras bonitas para dizer que mesmo com a crise as empresas não vão deixar de gerar lucro, mesmo que para isso seja preciso demitir, superlotar ainda mais as salas de aula e precarizar ainda mais o ensino.

Segundo os acionistas a proposta da Kroton deve gerar ganhos rápidos para esse grupo de acionistas por meio de cortes de custos, já que a operação da Estácio é considerada “menos eficiente”. A expectativa é que a Kroton integre a área administrativa das empresas, “o que geraria redução direta de despesas [leia-se postos de trabalho] logo que concluída uma fusão”.

 

Outro ponto importante são os custos com professores. “Um fator chave nas grandes companhias privadas de ensino é a capacidade de manter um alto número de alunos por sala de aula, de forma a impedir que a formação de muitas turmas com poucos estudantes se torne onerosa. Para isso, a Kroton tem um modelo acadêmico que consegue combinar turmas numa mesma sala de aula e, do ponto de vista do investidor, esse modelo é mais eficaz que o da Estácio”, dizem os analistas do jornal Valor Econômico em defesa da experiência da multinacional.

 

A Associação de Docentes da Estácio de Sá (Adesa), que representa os cinco mil professores da rede anunciou que é contra a fusão das instituições. Antonio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (SinproRio), avaliou “quando eles fundem, você perde a referência de negociação […] Hoje, os professores do Rio ganham, por hora-aula, em torno de R$ 50, no caso de professor auxiliar, em torno de R$ 53, no caso professor assistente, com pós-graduação, R$ 57, no caso de quem tem mestrado, e R$ 60, para professores com doutorado. Na Unipli (que pertence à Kroton), em Niterói, eles pagam de R$ 25 a R$ 30”.

 

A nível de comparação, em 2015, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeoesp), um professor da rede estadual paulista (ensino fundamental/médio), recebia em torno de R$ 56 por hora aula.

 

ERRATA: Afirmamos, na última edição, que o grupo GP Investiments era controlador da Estácio com 20% das ações da empresa, mas o grupo de desfez de suas ações em 2013.

 

*É redatora da Hora do Povo

13-7-16 USP

USP quer demitir mais 600 com PDV e reduzir salário

13-7-16 USP

 

A Universidade de São Paulo (USP) quer demitir mais de 600 funcionários e reduzir a jornada de trabalho com redução de salários dos servidores técnico-administrativos. A proposta que aprofunda o desmonte da universidade e do Hospital Universitário (HU-USP), é pauta do Conselho Universitário (CO), que se reúne esta semana. No último plano de demissão feito pelo reitor Marco Antonio Zago, foram desligados 1.433 servidores, segundo dados Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

 

O novo plano de Demissões Voluntária (PDV) e o Plano de Incentivo à Redução de Jornada (PIRJ) valerá apenas para profissionais técnico-administrativos com ao menos 20 anos de trabalho, não atingindo por enquanto docentes, médicos, enfermeiros e profissionais de enfermagem. Para o Sintusp, “unidades e estruturas vitais de ensino, pesquisa e extensão que também garantem a permanência estudantil, como, por exemplo, hospitais, creches e bandejões, já desfalcados de pessoal, estão agora sob ameaça de reduções de quadro ainda maiores aumentando a sobrecarga de trabalho” denunciou a entidade. Desde 2014, a USP está com o quadro de funcionários congelado.

 

O Sindicato destacou ainda que a reitoria afronta mais uma vez a categoria ao propor o PIRJ. “Além de não reajustar os salários conforme a inflação em 2016 desrespeitando a data-base (01/05), de cortar ilegalmente o ponto de trabalhadores em greve desde 12/05, a reitoria propõe agora uma redução da jornada com redução salarial através do Programa de Incentivo à Redução de Jornada (PIRJ). Se a medida for aprovada, o desmonte da universidade em curso avançará agora sobre as condições básicas de subsistência de trabalhadores que continuarão com sobrecarga já que as contratações do setor técnico-administrativo seguem congeladas até 2018”, disse o Sindicato em nota.

 

Fonte: Hora do Povo (Foto: Danilo Verpa – Folhapress)

 

11-7-16 Capoeira

Terceiro batizado e troca de cordas da Capoeira na UMES

11-7-16 Capoeira

 

Na manhã do próximo domingo, dia 17, a Capoeira na UMES realizará o seu 3º Batizado e Troca de Cordas, com organização dos professores Pavio e Royal, sob a supervisão do mestre Bambu e mestrando Pardal. “O nosso projeto de levar a capoeira para as escolas está cada dia mais forte graças aos estudantes e a comunidade”, afirmou Pavio ao comentar as dezenas de apresentações realizadas pela cidade de São Paulo com o intuito de afirmar a capoeira e a cultura popular.

 

Venha assistir o nosso batizado no dia 17 de junho, às 10 horas na Rua Rui Barbosa, 323, na sede central da UMES, com entrada franca

 

“Este ano fizemos dezenas de apresentações nas escolas públicas e com isso a procura pela capoeira aumenta a cada dia. Assim o projeto se ampliou e hoje recebemos não apenas os estudantes mas também a comunidade da Bela Vista. Hoje temos pais, filhos, netos, todos juntos fazendo capoeira”.

 

Para Fabiano o crescimento da Capoeira na UMES é mais uma demonstração da necessidade de incluir o seu aprendizado na grade curricular das escolas de São Paulo. “A ampla participação e procura pela capoeira é o resultado do sentimento e vontade popular de ver a capoeira dentro da escola pública. É um sentimento que cresce a cada dia e é com essa energia que vamos realizar o nosso terceiro batizado e troca de cordas da capoeira na UMES”.

 

Até agora muitos mestres importantes confirmaram sua presença na atividade, entre os quais o mestre Bambu, Pajé, Gaucho e Pardal. Também confirmaram presença os contra-mestres Lazanha e o Cibernético. Entre os professores convidados estão o Pitbull, a Jaque e o monitor Tininga.

 

A Capoeira na UMES é um projeto tratado com muito carinho pela diretoria da entidade porque expressa a sua política cultural voltada a valorização das riquezas artísticas do povo brasileiro. O batizado é aberto ao público com entrada gratuita.

 

11-7-16 Abaixo-assinado

Campanha de assinaturas por novas eleições continua por mais três semanas

11-7-16 Abaixo-assinado

 

A diretoria da UMES decidiu prorrogar por mais três semanas o abaixo-assinado em defesa de novas eleições presidenciais, de acordo com o Projeto de Decreto Legislativo 16, de 2016, em tramitação no Senado, que visa a convocação de um plebiscito para a realização de nova eleição presidencial. “Coletar assinaturas deixou bem claro a necessidade que a população brasileira tem de pedir novas eleições. O povo não aceita mais nem Dilma e nem Temer e a quantidade de assinaturas que alcançamos prova isso! Vamos continuar nas ruas pra libertar o país das mãos de quem não liga para a juventude e para os estudantes”, afirmou Thais Alves, vice-presidente da UMES.

 

Até sexta (8) a diretoria da entidade recolheu 21.761 assinaturas de apoio à realização de nova eleição presidencial. Ao avaliar esse resultado o presidente da UMES, Caio Guilherme, disse que a coleta de assinaturas é muito positiva, principalmente pelo contato que os estudantes estão mantendo com o povo nas ruas e praças de São Paulo. “A cada dia que passa, o país vai afundando com as políticas de cortes de direitos e recessão do Temer, o povo não aguenta mais esse governo entreguista. Por isso vamos continuar com a campanha para colher mais assinaturas e só vamos parar quando esse governo sair”.

 

Quer coletar assinaturas com a UMES? Não perca tempo, fique por dentro da nossa agenda

Contato: (11) 3289-7477 – umes@umes.org.br Facebook

Ou nos faça uma visita na sede mais próxima

 

PLEBISCITO J NOVO

 

Lucas Chen, que é Diretor de Escolas Técnicas, afirmou que tanto Dilma quanto Temer não reúnem mais condições para governar o Brasil. “Acredito que ficou claro para todos que apoiaram esta campanha que o governo não tem representatividade dentro de nossa sociedade. Diversas vezes observamos pessoas buscando novas alternativas por não aguentar mais a conjuntura do país. Por isso, mais uma vez, a UMES sai às ruas para apresentar um caminho a sociedade, que é a realização de ‘Eleições Já’!”

 

Nesse sentido, o tesoureiro da UMES e Coordenador da Região Leste, Jonathan de Oliveira, explicou que o abaixo-assinado é um movimento nacional que já coletou mais de 100 mil assinaturas em todo o Brasil. “A coleta de assinaturas foi um movimento nacional de suma importância porque o povo brasileiro está farto de tantas medidas contrárias aos nossos interesses. Não queremos mais cortes na educação, privatização, desemprego e recessão. Queremos uma nova alternativa que é o plebiscito por novas eleições. Só assim poderemos livrar o país desse desgoverno”.

 

Já Bianca Antonini, Diretora do Departamento Feminino, explicou como as pessoas têm reagido a campanha por novas eleições na cidade de São Paulo. “Nas ruas as pessoas aceitavam muito bem a campanha, elas querem eleger um novo presidente. Normalmente é muito difícil abordar as pessoas na rua, elas não param, mas quando você fala em “novas eleições” elas voltavam na hora. Isso ocorre porque é uma bandeira que dá esperança a população. Estamos a cada dia avançando na compreensão de que o povo é soberano e tem o direito de escolher quem é que vai governar”.

 

6-7-16 A Fuga do Planeta Terra

Projeto “Diversão na Telinha” reúne mais de 70 crianças em sessão de cinema infantil

6-7-16 A Fuga do Planeta Terra

 

Na tarde de hoje (6) tivemos uma sessão de cinema muito especial, com mais de 70 crianças do Bixiga, todas atendidas pelo Serviço de Assistência Social à Família (SASF). “Criar a possibilidade de aproximar essas crianças de um cinema real foi muito importante”, afirmou Harllen Oliveira, que é Técnico Psicólogo da SASF Nossa Senhora das Graças – Bela Vista e um dos responsáveis pela apresentação do filme infantil.

 

O SASF realiza um trabalho de acompanhamento junto as famílias do Bixiga que recebem algum beneficio do governo, como o Bolsa Família. Para Harllen o trabalho realizado com as crianças busca ocupar o seu tempo criando um espaço de sociabilização ao passo que gera oportunidades de acesso a experiências como a de hoje, no cinema. Ele destacou que as crianças ficaram muito entusiasmadas em assistir ao filme no Cine-Teatro Denoy de Oliveira.

 

6-7-16 A Fuga do Planeta Terra1

 

A sessão infantil de hoje apresentou o filme “A Fuga do Planeta Terra”, de Callan Brunker, sob a organização do SASF em parceria com a equipe do Cine-Teatro Denoy de Oliveira. Conforme explica Harllen, este é um projeto antigo da entidade, que anteriormente era chamado de “Cinema Pipoca” e desde o início tinha suas apresentações de cinema realizadas na sede do SASF. Pouco depois o projeto passou a ser chamado de “Diversão na Telinha”, e essa semana teve a sua primeira sessão na telona da sede central da UMES.

 

Para Junior Fernandes, coordenador do Cine-Teatro Denoy de Oliveira, a “importância dessa sessão foi mais uma vez a de abrir o cinema da UMES para a comunidade, para as crianças do bairro, que são o futuro da UMES. Este é um espaço dos estudantes, dos jovens e das crianças”, comentou salientando que a criação de uma mostra de cinema voltada ao publico infantil era um projeto antigo. Ele ainda afirmou que a parceria com o SASF foi uma iniciativa muito importante, que renderá uma nova sessão na próxima semana, e quem sabe de inicio a mostra infantil de cinema na UMES.

 

6-7-16 Kroton

Alunos da Estácio e OAB entram com medidas judiciais contra fusão com multinacional Kroton

6-7-16 Kroton

 

A fusão entre a Estácio e a Kroton Educacional coloca em curso o maior passo para a monopolização e desnacionalização do ensino superior privado no país

 

Uma ação civil pública contra a Estácio foi protocolada nesta segunda-feira (4), pela Federação Nacional dos Alunos e Ex-Alunos de Direito da Universidade Estácio de Sá, após a empresa divulgar que será negociada com a Kroton.

 

A ação, protocolada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, busca a explicação da Estácio sobre os assuntos relacionados à fusão. Segundo o advogado dos estudantes, Victor Travancas, os alunos ficaram sabendo da venda pela imprensa e, desde então, a empresa não fez nenhum comunicado direcionado aos estudantes.

 

“Temos insistentemente tentado falar com o diretor presidente da Estácio e ele não responde, se nega a nos receber. São os alunos que pagam a mensalidade, eles não podem ficar reféns da Estácio diante dessas mudanças”, afirmou Travancas.

 

O advogado conta que, especialmente para os alunos do Rio de Janeiro, a falta de um comunicado da Estácio é angustiante. “Muitos alunos da universidade Gama Filho, que fechou, foram transferidos para a Estácio pelo Ministério da Educação. Um dia os alunos chegaram para estudar e não tinha mais Gama Filho”.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) entrou com uma medida no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra o interesse da Kroton em adquirir a Estácio, em meados de junho. A Ordem alega que a operação trará concentração econômica ilegal ao mercado, de mais de 30%, diante de um limite estabelecido pelo Cade de 20%.

 

Fonte: Hora do Povo