Che: “o desenvolvimento é dado pela industrialização”

 

No dia 14 de junho de 1928, nascia, em Rosário, província de Santa Fé, na Argentina, Ernesto Guevara de la Serna, que entraria para a História como o “Che”.

 

Em homenagem a esta insigne figura de revolucionário, de humanista e de pensador – em suma, de ser humano – publicamos hoje alguns trechos de sua conferência, em 17 de agosto de 1961, na Universidade da República do Uruguai.

 

“Che” Guevara é o homem que escreveu: “Deixe-me dizer-lhe, com o risco de parecer ridículo, que o revolucionário verdadeiro está guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar em um revolucionário autêntico sem esta qualidade. Talvez seja um dos grandes dramas do dirigente; este deve unir a um espírito apaixonado uma mente fria e tomar decisões dolorosas sem que se contraia um músculo. Nessas condições, é preciso ter uma grande dose de humanidade, uma grande dose de sentido da justiça e da verdade para não cair em extremos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamento das massas. Todos os dias é preciso lutar para que esse amor pela humanidade vivente se transforme em fatos concretos, em atos que sirvam de exemplo,de mobilização”.

 

Mais do que escreveu, ele é o homem que levou suas palavras à prática. Fiel a si mesmo, o que significou, sempre, fiel aos seres humanos, identificado sempre com seu sofrimento, ele percorreu o mundo como a própria encarnação da revolução. A empulhação, a farsa, a mentira, a encenação de poses pseudo-revolucionárias, eram-lhe repugnantes.

 

O Che não era um utópico, não era um romântico – não era um Lord Byron do século XX. Para ele, era necessário definir precisamente o conteúdo da revolução, de forma científica e clara.

 

É o que ele faz na conferência que proferiu na Universidade da República do Uruguai, que tem por tema o desenvolvimento econômico.

 

Diz ele: “É, naturalmente, a industrialização que dá a verdadeira pauta do desenvolvimento. De acordo como for o processo industrial, assim decorrerá o desenvolvimento do país.”

 

Guevara não tem nenhuma ilusão “distributivista” – esse horror, de resto covarde, sempre apresentado como ideologia “social”, em que a política do governo é a de distribuir gêneros e bens importados à população, como se fosse pouco importante produzi-los. Ou, da mesma forma, a distribuição de quantias miseráveis para os pobres, eternizando a pobreza, sem nenhuma preocupação com o desenvolvimento industrial, única via para transformar a vida dos pobres.

 

Diz ele: “… é preciso produzir, porque se começamos a fazer as casas antes de construir as fábricas de cimento, vai haver um momento em que não haverá riquezas para que essas casas possam sequer ser habitadas, não vai haver trabalho para o  homem que a habite, não vai haver nenhuma garantia de que a família desse homem, ao qual lhe deram uma casa, possa comer todos os dias graças ao próprio trabalho”.

 

Há 88 anos, nascia este homem. Morreu antes dos 40 anos, na selva boliviana. Foi o suficiente para deixar um exemplo luminoso de humanidade – espelhado em uma obra notável.

C. L.

 

 

 

ERNESTO CHE GUEVARA

 

 

Quando se falava na última Conferência das taxas de crescimento que iria ter a América, achamos que eram muito pequenas para nosso país, cerca de 2,5%.

 

Nós apresentamos uma taxa de crescimento anual de 10% como aspiração; quer dizer, quatro vezes mais, e o fizemos porque a Revolução Cubana tem responsabilidades muito grandes e não pode apresentar-se com dados que depois a realidade não sancione, porque nós pensamos ter um desenvolvimento ainda mais impetuoso do que uns 10% anuais; 10% é o mínimo, é simplesmente a segurança que tomamos para fazer uma afirmação categórica em uma conferência internacional.

 

E como se consegue esse desenvolvimento?

 

Em Cuba – e me atrevo a afirmar que na maioria dos países da América que são fundamentalmente agrícolas ou agropecuários – o desenvolvimento econômico se inicia com a Reforma Agrária e a adequada distribuição das terras.

 

Nós entendemos que, quando iniciamos o caminho da justiça social, não podemos permitir que comer ou não comer carne dependa de ter ou não ter dinheiro. O direito a comer é o direito de todo mundo.

 

É uma utopia fazer uma revolução sem sacrifícios.

 

Por isso, simplesmente, se racionam alguns alimentos como os azeites, as gorduras de todo tipo, que atualmente faltam por causa do bloqueio norte-americano; a carne, temos alguns problemas também com a carne, e às vezes aparecem alguns problemas com artigos de primeira necessidade, que não podemos produzir nas quantidades que nosso povo necessita e exige de forma crescente.

 

Por exemplo, às vezes temos dificuldades com os sapatos; devemos reduzir alguns compromissos de exportação para poder manter a quantidade de sapatos necessária para nosso povo. Nós temos um exército popular muito grande, que às vezes tem que por-se em pé de guerra – como sucedeu no mês de abril – total, e praticamente a cada homem capaz de empunhar uma arma é preciso fornecê-la, e naturalmente é preciso fornecer-lhe sapatos – botas especiais -, é preciso dar-lhe uma série de atenções.

 

Por tudo isso, temos dificuldades, naturalmente que as temos tido. Seria, realmente, uma utopia pensar que a noventa milhas do território norte-americano se pode fazer uma revolução social que mude totalmente a estrutura do país, que mude todas as relações de produção, que inaugura uma nova etapa e que tudo isso se faça sem sacrifícios. Na realidade, temos tido, para a magnitude da tarefa empreendida, poucos sacrifícios.

 

Nós pudemos empreender o desenvolvimento econômico em condições especiais na história da humanidade, quando a correlação de forças cada dia mais está se  inclinando a favor das forças da paz, das forças que querem o progresso para os povos.  Por isso nós não tivemos que pagar o mesmo preço tão exagerado que pagaram outros povos do mundo, tão alto, porque nunca é exagerado o preço da liberdade, mas não tão alto.

 

Imediatamente depois que tenha se conseguido em um país ‐ como em qualquer um dos nossos ‐ fazer uma Reforma Agrária, aumentar o mercado interno consideravelmente, há que fazer toda uma  série de leis tributárias, de leis de proteção fiscal, que garantam que a indústria nacional  vá se desenvolvendo e começar a tarefa da industrialização do país.

 

É, naturalmente, a industrialização que dá a verdadeira pauta do desenvolvimento. De acordo como for o processo industrial, assim decorrerá o desenvolvimento do país. E outra vez nós podemos dizer que anunciamos taxas de desenvolvimento muito altas, com toda responsabilidade, e as podemos anunciar porque as condições, no mundo atual, são muito diferentes.

 

Outros povos tiveram que construir tudo mediante seu próprio esforço, tiveram que restringir até as comodidades mais elementares para conquistar uma indústria pesada, que é a base indispensável do desenvolvimento dos povos. Nós iniciamos o caminho de nossa industrialização pesada com créditos exteriores a longo prazo.

 

Mas esses créditos são dados de tal forma que não comprometem a dignidade nacional, nem comprometem o futuro mediante obrigações onerosas para pagar os empréstimos. Até agora podemos dizer ‐ para falar em termos reais, absolutos, para não pecar pela mais mínima dose de otimismo ‐ que temos 357 milhões de dólares em empréstimos destinados à indústria.

 

Quer dizer que cada um dos dólares emprestados, que é parte de uma maquinaria, irá produzir riquezas imediatamente. Não se fazem, nem o nosso país o admite, empréstimos para outra coisa que não seja produzir riquezas.

 

Essa é a tarefa fundamental que há que se propor nos programas de desenvolvimento. Um programa de desenvolvimento que comece por ver o número de escolas, de casas ou de caminhos que irá se fazer, é irreal. O desenvolvimento social é algo realmente imprescindível e é pelo que todos lutamos. É ridículo, na prática, pensar que somente se lutará pelo simples desenvolvimento econômico, e que o desenvolvimento econômico será em si mesmo um fim. Isso não é assim.

 

O desenvolvimento econômico nada mais é que o meio para conseguir o fim, que é a dignificação do homem.  Mas para conseguir esse fim, é preciso produzir, porque se começamos a fazer as casas antes de construir as fábricas de cimento, vai haver um momento em que não haverá riquezas para que essas casas possam sequer ser habitadas, não vai haver trabalho para o homem que a habite, não vai haver nenhuma garantia de que a família desse homem, ao qual lhe deram uma casa, possa comer todos os dias graças ao próprio trabalho.

 

 Por isso, é preciso começar pelo princípio, que é o aumento dos meios de produção. Não quer dizer isto que agora, ou que em Cuba ‐ para dar um exemplo específico ‐ vamos nos dedicar única e exclusivamente a construir fábricas, a fazer com mais rapidez a cada dia as 205 fábricas que estão planejadas até este momento, a pô-las a produzir somente e que vamos nos esquecer dos deveres que temos para com o nosso povo. Isso também seria absurdo.

 

A única coisa que temos de considerar, é que primeiro está o desenvolvimento e que toda conquista de tipo social que não se baseie em um aumento da produção, tarde ou cedo vai fracassar, vai naufragar. De tal forma que nós, por exemplo, temos falado com os operários, temos dialogado muito seriamente durante muitos meses até conseguir que se produzisse o acerto nacional de salários. O congelamento de salários em nosso país é uma medida que os operários têm tomado para conseguir aumentar os excedentes necessários para que haja novas fábricas e para que homens que estão hoje desempregados possam amanhã trabalhar  e ingressar na sociedade com plenos direitos.

 

E podem os operários de nosso país fazer isso, e entregar excedentes de seus justos direitos por salários, que deixam de cobrar, pela simples razão de que as fábricas lhes pertencem.

 

As fábricas são do povo, de tal forma que para nós o sacrifício, que é realmente um sacrifício, é feito pensando no futuro e, além disso, pensando que não deve haver nenhuma pessoa, individualmente, que irá se beneficiar com os frutos do sacrifício coletivo de nossos operários.

 

É um sacrifício de todos para o bem de todos.

 

 

Fonte: Hora do Povo

 

Dilma faz qualquer negócio para voltar

 
Para voltar ao governo, a presidente afastada Dilma Rousseff está prometendo qualquer coisa, inclusive que fará um "plebiscito" ou "consulta popular" para convocar novas eleições. Enfim, um plebiscito que certamente irá lhe afastar do governo.
 
O que todas as pessoas minimamente sensatas perguntam é: para que voltar, só para convocar um plebiscito? Uma vez de volta ao governo nada sobrará da sua promessa.
 
Na na terça-feira (14), em reunião com os senadores Armando Monteiro (PTB/PE), Jorge Viana (PT/AC), Roberto Requião (PMDB/PR) e Lídice da Mata (PSB/BA) e líderes de movimentos sociais, Dilma disse que se "tiver de ter novas eleições, eu serei a favor". Mas fez questão de deixar bem claro aos presentes: "Para ter qualquer processo (eleitoral), tem de haver o restabelecimento do meu mandato. Aí se pode consultar a população e ver o que se faz".
 
Para bom entendedor…
 
Fonte: Hora do Povo
 

EE Caetano de Campos da Consolação debate conjuntura e aponta novas eleições como saída para crise do Brasil

 

Ao final do debate, o vice-presidente do grêmio, Pedro Fernandes e outros estudantes da escola organizaram um comitê para recolher assinaturas por novas eleições na escola

 

Organizado pelo grêmio na manha desta quarta (15), o debate sobre conjuntura abordou a crise brasileira e as saídas apontadas pelos estudantes secundaristas. “No congresso da UMES ficou claro que somente novas eleições poderiam acabar com a crise criada por Dilma, e agora continuada por Temer. A política de ambos é voltada ao corte de direitos e salário para dar mais dinheiro para os bancos via juros. É por isso que criamos no Caetano de Campos um comitê em defesa de novas eleições”, afirmou Caio Guilherme, presidente da UMES.

 

A discussão contou com mais de 80 alunos, que discutiram os cortes na educação, o desemprego e as saídas para a crise política e econômica do Brasil. Para Caio a atividade fortalece o movimento por novas eleições, que ocupou praças e salas de aula de toda a cidade com o processo de coleta de assinaturas em defesa do plebiscito por novas eleições.

 

 

Para Pedro, a iniciativa dos estudantes no sentido de organizar um comitê na escola é muito importante. Ele ressaltou que essa é a melhor forma de ampliar o debate e mobilizar os estudantes nesse momento que Temer tenta se manter no poder como se não fosse dar sequencia a política da Dilma.

 

“Afinal a tão dita Pátria Educadora, que ela foi eleita prometendo, está se mostrando ser uma grande mentira”. Sobre Alckmin, Pedro condenou a tentativa do governo de controlar os grêmios. “Além dos cortes e do fechamento das salas, eles também queriam controlar os nossos grêmios. Até porque, quanto menos politizados os jovens forem nas escolas, mais fácil será manipula-los pra não fazerem a escolha certa pro seu futuro em relação à política”.

 

 

CPC-UMES Filmes lança “Bola de Sebo”, de Mikhail Romm

 

Nesse mês de junho o CPC-UMES Filmes apresenta mais uma novidade para você: “Bola de Sebo”, de Mikhail Romm (1934). O filme é baseada no célebre conto de Guy de Maupassant. Qualquer semelhança entre a gentil Bola de Sebo e a Geni, de Chico Buarque e Rui Guerra, ou a Dallas, de "No Tempo das Diligências", John Ford (1939), não é mera coincidência.

 

Confira mais detalhes sobre o lançamento e garanta já o seu!

 

Sinopse

Grupo de burgueses procura abandonar Rouen, na França, para fugir da ocupação do exército prussiano em 1870. Já iniciada a viagem, uma prostituta conhecida como Bola de Sebo se incorpora à comitiva.

Obra de estreia de Mikhail Romm, baseada na adaptação do conto homônimo de Guy de Maupassant, “Bola de Sebo” foi realizado em 1934 como um filme silencioso, sendo sonorizado em 1955 sob a supervisão do diretor.

A história de Maupassant recebeu mais de 10 adaptações cinematográficas.“No Tempo das Diligências” (John Ford, 1939) bebeu deste filão que também inspirou Brecht na criação da Jenny de “A Ópera dos Três Vinténs”, como uma antítese da gentil prostituta francesa. Na “Ópera do Malandro”, a Geni, de Chico Buarque e Rui Guerra, retoma o modelo original.

 

Direção: Mikhail Romm (1901-71)

Mikhail Romm Ilich nasceu na cidade siberiana de Irkutsk, serviu no Exército Vermelho durante a guerra civil, graduou-se em escultura pelo Instituto Artístico-Técnico de Moscou. Em 1931 ingressou no Mosfilm Estúdio, atuou como produtor e diretor. No Instituto Estatal de Cinema (VGIK), desde 1962, foi professor de proeminentes cineastas como Andrei Tarkovsky, Grigori Chukhrai, Gleb Panfilov, Elem Klimov. Realizou 18 longas-metragens, entre os quais "Bola de Sebo” (1934), “Treze” (1936), “Lenin em Outubro” (1937), “Lenin em 1918” (1939), “Sonho” (1941), “Garota nº. 217” (1945), “Missão Secreta” (1950), “Nove Dias em Um Ano” (1962), “O Fascismo de Todos os Dias” (documentário, 1965). Recebeu o Prêmio Stalin nos anos de 1941, 1946, 1948, 1949, 1951. De seu filme “Sonho”, disse o presidente Franklin Roosevelt: “é um dos maiores do mundo”.

 

MP quer que Cunha devolva R$ 20 milhões e perca seus direitos políticos por 10 anos

 

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná protocolou, na segunda-feira (13), ação civil pública de improbidade administrativa contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Os procuradores pedem que o parlamentar perca os direitos políticos por dez anos, além de perder mais de R$ 20 milhões que movimentou em contas não declaradas no exterior.

 

A ação foi distribuída para a 6ª Vara Cível da Justiça Federal do Paraná. O juiz federal substituto Augusto Cesar Pansini Gonçalves vai analisar o caso. Segundo o Ministério Público Federal, embora Cunha tenha prerrogativa de foro por ser deputado federal, o processo e o julgamento de ação civil (que não leva à prisão, mas a punições como multa e perda de direitos políticos) tramita em primeira instância.

 

A ação proposta envolve a compra pela Petrobrás de 50% dos direitos de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África, em 2011, que evidenciou-se mais tarde ser um "poço seco", com prejuízo para a estatal.

 

Segundo a Procuradoria, para que o negócio, de aproximadamente US$ 34,5 milhões, fosse concluído, foi acertado o pagamento de propina na ordem de US$ 10 milhões (cerca de R$ 35 milhões) e, desse total, US$ 1,5 milhão foi destinado diretamente para Cunha em contas no exterior.

 

A força-tarefa solicitou ainda a perda do enriquecimento da mulher do deputado, Cláudia Cruz, de ao menos US$ 1.275.000,00 (R$ 4.462.500,00) relativo à movimentação na conta Köpek, aberta em seu nome, que recebeu valores transferidos das contas de titularidade de Cunha.

 

Fonte: Hora do Povo

Grandes mestres participam da formatura do Grupo Geração Capoeira

 
No sábado foi realizado o Evento de Formatura e Batizado do Mestre Bambu, Grupo Geração Capoeira, onde o professor de Capoeira na UMES, Fabiano Pavio, se graduou como Professor formado, junto com o professor Pitbul. Também se graduaram o mestrando Pardal e Dj. "Parabéns a todos e também aos alunos!", saudou Pavio em seu blog.
 
"Obrigado aos mestres, como nosso padrinho Mestre Zé do Lenço, Mestre Meinha, Mestre Anu, Mestre Kilombo Kindawana, Mestre Índio Mocambo, Mestre Jaguara, Mestre Juninho, Mestre Oró, Mestre Ulisses, Mestre Wilson, Mestre Parafuso e outros, e a todos amigos pela energia!"
 
 
"Como eu pude dizer aos presentes, é graças aos mestres que a nossa capoeira continua viva. São muitos anos de persistência, de luta, mesmo com todas as adversidades, e graças a isso é que temos a capoeira hoje. Estamos agora numa ampla campanha para que a capoeira esteja nas escolas, esteja onde o jovem mais precisa. Vamos em frente!"
 
 
 

Quer praticar capoeira com a UMES? Participe de uma roda:

 

 

Segundas e quartas: 19h30 às 21h e 21h às 22h30 (Prof. Instrutor Royal)

 

Terças e quintas: 15h30 às 17h, 19h30 às 21h e 21h às 22h30 (Prof. Instrutor Pavio)

 

Sextas: 19h às 21h (integração das turmas, aula de instrumentação, maculelê e samba de roda)

 

 

Não perca as aulas de acrobacia para os alunos da capoeira: todas as terças e quintas das 18h às 19:30h

 

 

Contato: (11) 3289-7475 – capoeira@umes.org.br

Onde: Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista

 
 
 
Foto: Capoeira Cultura e Arte!
 

Eleições já, conclama UMES nas praças e escolas da cidade

Keila, diretora de Cultura, no megafone coletando assinaturas no Largo Treze

 

“A coleta de assinaturas em defesa de novas eleições consolida as decisões do congresso da UMES”, afirmou Caio Guilherme, presidente da UMES, ao avaliar a mobilização da diretoria da entidade nas escolas e praças da cidade.

 

A petição do abaixo-assinado afirma que "para vencer a crise que açoita o país é fundamental e urgente a aprovação Projeto de Decreto Legislativo 16, de 2016, em tramitação no Senado visando a convocação de plebiscito para a realização de nova eleição para presidente e vice-presidente da República".

 

Quer coletar assinaturas na sua escola? Quer participar de nossa agenda? Não perca tempo!

Contato: (11) 3289-7477 – umes@umes.org.br

Onde: Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista

 

 

“É um movimento inicial, estamos aprendendo, mas já coletamos milhares de assinaturas na primeira semana”, comentou Caio ao explicar que apenas nesta sexta foram recolhidas cerca de 511 assinaturas pelos estudantes secundaristas da cidade de São Paulo, de acordo com seu balanço preliminar do dia.

 

As mobilizações estão sendo organizadas principalmente nas praças, devido o início das férias. Porém a campanha chega a algumas escolas que ainda estão em aula, a exemplo da E. E. Maria José, no centro da cidade, onde foram recolhidas 89 assinaturas. Ainda no centro, os estudantes coletaram 250 assinaturas na Praça Ramos.

 

O Largo Treze, zona sul, foi outro ponto da cidade onde os secundaristas realizaram a campanha, coletando mais de 100 assinaturas. Na região oeste, a mobilização foi na Lapa, onde 72 pessoas apoiaram o abaixo-assinado.

 

Participe da sessão de “Um Dia Muito Especial” na Mostra Permanente de Cinema Italiano

 

Na próxima segunda (13), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresenta o filme “Um Dia Muito Especial”, de Ettore Scola (1977). Com entrada franca, a sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

 

Confirme sua presença!

 

 

UM DIA MUITO ESPECIAL, de Ettore Scola (1977), ITALIA, 105 min.

 

SINOPSE:

Roma, 6 de maio de 1938. Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontraram para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial. Praticamente toda a população vai ver este acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabriele (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando seu pássaro de estimação foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.

 

Direção: Ettore Scola (1931-2016)

Ettore Scola (1931-2016) nasceu em Trevico, Itália. Ingressou na indústria cinematográfica como roteirista em 1953. Escreveu para Steno ("Um Americano em Roma", 1954), Luigi Zampa ("Gil Anni Ruggenti", 1962), Dino Risi ("Il Sorpaso", 1962). Dirigiu seu primeiro filme, "Vamos Falar Sobre as Mulheres", em 1964. Obteve reconhecimento internacional com "Nós Que Nos Amávamos Tanto" (1974), um tocante painel da Itália do pós-guerra. Em 1976, ganhou o Prêmio de Melhor Direção no 29º. Festival de Cannes, com "Feios, Sujos e Malvados". Desde então, realizou vários filmes de sucesso, incluindo "Um Dia Muito Especial" (1977), "Casanova e a Revolução" (1982), "O Baile" (1983), "Splendor" (1987), "O Jantar" (1998), "Concorrência Desleal" (2000). Em 2011 dirigiu "Que Estranho Chamar-se Federico", uma homenagem ao amigo Federico Fellini.

 

 

Para maiores informações entre em contato pelo telefone (11) 3289-7475 ou pelo Facebook. O Cine-Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa 323, Bela Vista (Sede Central da UMES)

 

Confira nossa programação!

 

 

Alesp aprova projeto de Alckmin de privatização de 25 parques estaduais

 

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na última terça-feira (7) o Projeto de Lei (PL) 249/2013, enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entrega para iniciativa privada a gestão – com direito de explorar comercialmente – 25 parques estaduais de conservação e estações experimentais administradas pela Secretaria do Meio Ambiente.

 

O projeto é de iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente, na época gerida por Bruno Covas, atualmente deputado estadual pelo PSDB. Depois de mais de um ano parado, foi levado a plenário em regime de urgência e tem apoio da gestão de Geraldo Alckmin. Em tramitação desde 2013, o projeto previa a entrega de apenas três parques, mas esse número saltou desde então.

 

Por 63 votos a favor e 17 contra, os deputados autorizaram a concessão por até 30 anos de 13 parques estaduais, cinco estações experimentais e seis florestas estaduais. A privatização ocorrerá por meio de licitação e as empresas poderão explorar as atrações turísticas das unidades, como hospedagem, trilhas, restaurantes e bilheteria, no caso dos parques estaduais, e na comercialização de madeira ou de subprodutos florestais, no caso de florestas estaduais.

 

Os parques estaduais concedidos à exploração de serviços ou uso, total ou parcial, são: Campos do Jordão, Cantareira, Intervales, Turísticos do Alto Ribeira, Caverna do Diabo, Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia), Serra do Mar (Núcleo São Paulo), Jaraguá, Carlos Botelho, Morro do Diabo, Ilha do Cardoso, Ilha Bela, Alberto Loefgren, Caminho do Mar, Estação Experimental de Itirapina e as Florestas Estaduais de Águas de Santa Bárbara, Angatuba, Batatais, Cajuru, Pederneiras e Piraju.

 

A deputada Beth Sahão (PT) afirmou que atitude do governo do estado é irresponsável, porque o montante não tem tanto significado em comparação com a receita do estado e ao mesmo tempo vai prejudicar centenas de milhares de pessoas que estão dentro desses espaços, comunidades quilombolas, famílias de assentados e pesquisadores.

 

O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) afirmou que “é temerário” que a Assembleia assine esse cheque em branco. “Agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”, afirmou. Giannazi disse que entrará na Justiça com uma ação questionando a constitucionalidade do projeto.

 

TJ BARRA ALCKMIN

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) segurou a sanha privatista de Alckmin e barrou o projeto do governador que previa a alienação de 79 imóveis a R$ 1,43 bilhões de reais.

 

O desembargador Carlos Bueno, do TJ-SP, decretou liminarmente nesta terça-feira, 7, que seja sustado o processo legislativo de deliberação do Projeto de Lei 328/16, de Alckmin.

 

Fonte: Hora do Povo (Foto: Caverna do Diabo)

O cinema no calor da hora

Cena do filme “Concorrência desleal”, de Ettore Scola

 

Caio Plessmann *

 

Para o Ettore Scola de “Concorrência Desleal”, filme apresentado nesta segunda-feira (06/06) na mostra do Cine-Teatro Denoy de Oliveira, a solidariedade não é suficiente para vencer o fascismo.

 

O regime de exceção italiano é visto como um apanhado de reacionários pretensiosos que vivem de montar complôs contra os setores espontâneos e produtivos da sociedade.

 

Aí reside a deslealdade, muito distante da trama que domina de forma lúdica toda a primeira metade do filme, expressa na concorrência comercial entre dois alfaiates, um judeu e o outro italiano. É como se a disputa no âmbito comercial constituísse um protocolo civilizado cuja outra face é a própria solidariedade.

 

Mas os fascistas não queriam conversa. Eles acreditavam que seria possível recuperar por decreto a dignidade perdida – a dignidade de suas vidas parasitárias e pretensiosas.        Escondiam assim o substrato de seu universo de imaginário xenófobo sem preocupações com o bom senso, regendo artimanhas de ataque aos núcleos mais dinâmicos da sociedade.

 

Caio, a direita, durante gravação de seu filme “São Paulo Cidade Aberta”

 

Três aspectos da moderna cinematografia italiana constituem a essência da trama desse belíssimo filme: o achado de trabalhar os personagens infantis no centro da narrativa, a temática antifascista e a perspectiva autoral. Com estes elementos ele constrói sua jangada e se lança ao mar, atualizando o sentido de resistência à barbárie que vive em todo ser humano.

 

Scola utiliza o ponto de vista infantil, de dois meninos amigos, filhos das famílias rivais, e traz de seus universos o andamento da narrativa. Pelo afeto assim recuperado, a solidariedade nos adultos, antes oculta pelas desavenças comerciais, vai pouco a pouco chegando à luz, até se tornar generosa amizade, cheia de desprendimento.

 

Isso resulta da ação paralela, onde podemos acompanhar apreensivos o crescimento do aparato reacionário que aumenta e ajusta o foco nas comunidades judaicas, um pretexto para destilar o seu ódio aos negócios que envolviam habilidades variadas, sentido estético e disposição permanente para o trabalho.

 

O que se desenrola no filme a partir dessa mudança do lúdico para o trágico constitui outros quinhentos, ainda hoje um enigma para as civilizações. Passo a passo a truculência vai ocupando o contexto social sem aparentemente deixar opção de resistência aos indivíduos. O filme termina com o garoto observando com dor seu amiguinho judeu ser levado com a família para algum lugar desconhecido já identificado na História.

 

Poucas cinematografias se mostram tão eficientes ao retratar a emergência dos regimes de exceção e de jogar luz sobre suas estruturas e mecanismos de funcionamento. Apesar disso os italianos aparentemente não apontam os caminhos da resistência. Isso equivaleria estudar a parte obscura da própria coletividade.

 

Mas se engana quem acredita que o autor entende digamos tratar-se de situação irreversível: o menino observa, e reflete ao final como um convite a todos tomarem a mesma atitude. O avanço lento e subterrâneo da destruição dos valores vitais e da promoção da estupidez nos informam que não se deve transigir com a injustiça sob pena da mesma se tornar uma avalancha de iniquidade. Para Scola, se é necessário recuperar o afeto para compreender o fascismo, superá-lo parece ser demanda de adultos atentos, de um ponto de vista humano, às injustiças de seu próprio cotidiano.

 

*É diretor de cinema