30% dos professores já aderiram a greve, afirma Apeoesp
No segundo dia de paralisação, a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo conta com adesão de 30%, segundo a presidenta do sindicato da categoria (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel. Para a entidade, o número é relevante e deve chegar a 70% até o final da semana. A categoria tem assembleia na próxima sexta-feira (20). Nesta semana, os docentes estão conversando com alunos e pais em todo o estado sobre o motivo e os objetivos da paralisação.
Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, o que inclui o desmembramento das salas superlotadas, melhorando assim as condições para docentes e estudantes, e aumento de 75,33% para equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, conforme estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE).
Segundo a Apeoesp, a Secretaria da Educação fechou 3.390 classes, sendo 3.300 apenas de ensino médio, neste ano. O dado é referente a 73 regiões do estado. A ação agravou a superlotação. Turmas do ensino regular chegam a ter 60 alunos por sala e as classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), até 91 alunos. Além disso, o governo estadual cortou verbas das escolas, muitas das quais não têm recursos nem sequer para comprar papel higiênico.
Quanto aos recursos humanos, foi reduzido o número de coordenadores pedagógicos, profissionais fundamentais para o planejamento e execução do trabalho pedagógico nas escolas, o que piora ainda mais a qualidade do ensino. Sem contar o grande número de escolas que dispensam os alunos mais cedo por falta de água.
A Secretaria da Educação informou que o número de faltas de professores não está diferente de períodos normais e as ausências estão sendo supridas com trabalhadores eventuais.
Fonte: Apeoesp










Este é o caso da Escola Estadual José Heitor Carusi, localizada no Parque da Mooca e responsável pela matrícula de 900 estudantes. A escola apresenta rachaduras em sua estrutura, o teto de diversas salas está caindo, e ao menor sinal de chuva as aulas precisam ser canceladas. Alguns funcionários afirmaram a reportagem da Folha que “ao invés de nos dedicarmos à educação somos obrigados a remover a água que pinga do teto, escorre pelas paredes e alaga os pisos de madeira. A cada chuva está pior. A situação do telhado está péssima”.


Reunidos em assembleia a partir das 14h desta sexta-feira (13), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, milhares de professores estaduais aprovaram greve por tempo indeterminado exigindo emprego, salário, condições de trabalho e água para todos.


