Qual a verdadeira prioridade das prioridades? – Por Luiz Araújo

Por Luiz Araújo*

Nada como um dia atrás do outro. Passados apenas sete dias do anúncio do novo lema governamental, o qual coloca a educação como a “prioridade das prioridades”, conforme ouvi na Conae no discurso da presidenta Dilma, o seu governo anunciou um contingenciamento (eufemismo para a palavra corte) dos recursos de custeio de todos os ministérios, montante que chegará a 22,7 bilhões em 2015.

E qual é o ministério mais atingido? O Ministério da Educação, logo aquele que foi eleito a prioridade das prioridades. Serão 7 bilhões guardados para ajudar a equilibrar as contas… com os credores da dívida pública.

Ministro Joaquim Levy – ou Joaquim Mãos de Tesoura

 

 

E o que são gastos com custeio. Segundo a mídia “estão preservados desembolsos com pessoal, aposentadorias, benefícios assistenciais e outras prioridades”. Bem, então o que do dia-a-dia do MEC está sendo cortado?

1.      Todo gasto com apoio aos municípios para formação continuada é considerado custeio;

2.      Toda viagem técnica para assessorar um município é custeio;

3.      Todo programa de fomento a inclusão de portadores de deficiência é custeio;

Fiquei me perguntando se as bolsas da Universidade Aberta do Brasil, atrasadas desde final de novembro e que completarão dois meses sem cair nas contas dos tutores presenciais, virtuais e dos professores e que é repassada pela CAPES (vinculado ao MEC), valores que não se enquadram em pessoal, aposentadoria ou benefícios assistenciais, também estarão contingenciadas.

E pelo visto a presidenta conseguiu escolher um ministro com experiência em enxugamentos da máquina e que não pressionará a área econômica para preservar os recursos da pasta que é titular. Nem aquele jogo de cena corriqueiro, para apaziguar o público interno, mas que não passa disso, foi feito.

Para se ter uma noção do que está sendo feito, basta realizar o seguinte exercício: caso cheguemos a conclusão (que é a do governo) de que o MEC pode sobreviver 2015 sem desembolsar nas suas atividades os 7 bilhões bloqueados, então significa que os mesmos poderiam ser melhor utilizados em outras finalidades. Bem, se isso é verdade, poderíamos reforçar programas educacionais federais que tornassem o lema “Pátria educadora” algo concreto. Alguns exemplos possíveis de utilização mais coerente do que pagar juros da dívida pública:

1.      Este valor aumentaria em 70% a complementação da união ao Fundeb, garantindo melhores salários para os professores e melhoria do padrão de atendimento nos dez estados beneficiados pelo dispositivo (hoje está previsto desembolso de 10 bilhões em 2015);

2.      Este valor é quase sete vezes maior do que o 1,2 bilhão reservado para ajudar estados e municípios que comprovarem impossibilidade de pagar o piso nacional do magistério, o qual acaba de ser reajustado em 13%;

3.      Seria suficiente para dobrar a destinação de recursos para a construção de unidades de educação infantil, potencializando o cumprimento da meta 1 do Plano Nacional de Educação;

4.      Multiplicaria por dez o valor destinado ao programa nacional de transporte escolar.

Necessidades mais coerentes com o lema não faltam, estes foram alguns exemplos rápidos extraídos da proposta orçamentária para 2015.

Infelizmente tudo indica (sempre existe a possibilidade de estarmos errados e algo de bom acontecer né?) o lema foi somente uma jogada fraca de marketing, pois desde o final do segundo turno e a escolha da nova equipe econômica e mais recentemente com o anúncio de corte de 15 bilhões em direitos trabalhistas e previdenciários, já estava nítida a prioridade: ajuste fiscal rigoroso, recuperação da confiança dos “mercados”, mesmo que quem tenha ido para as ruas garantir a reeleição de Dilma (o outro candidato era o retrocesso explícito) serão os principais atingidos pelos efeitos destes ajustes.

 

Pelo visto o ano de 2015 vai ser marcado por muitas lutas por mais direitos e conta os ataques aos poucos que ainda nos restam.

 

*Luiz Araújo é professor, doutor em políticas públicas em educação pela USP. Foi secretário de educação de Belém (1997-2002) e Presidente do INEP (2003-2004). Atualmente é Professor da Faculdade de Educação da UNB.

 

Bloco UMES Caras-Pintadas sacode as ruas no dia 10 de fevereiro

O Bloco UMES Caras Pintadas chega em 2015 ao seu 22º desfile pelas ruas do Bixiga com o enredo “Esporte é vida na comunidade. A UMES somos nós e a capoeira é brasilidade”.

Carnaval e capoeira tem tudo a ver: ambos representam uma das mais importantes e características manifestações culturais do país. Do nascimento do Grupo de Capoeira da UMES e do reconhecimento da luta como patrimônio cultural da humanidade, no ano passado, surgiu a idéia de juntar os temas numa grande festa, homenageando a tradição e nossos grandes mestres.

Neste ano, a bateria Caras-Pintadas vai dar conta da agitação no desfile e também no pré-carnaval: os ensaios, abertos à quem quiser sambar, acontecerão às segundas, quartas e sextas na sede da entidade para já ir aquecendo os tambores.

O bloco, marcado para o dia 10 de fevereiro, também contará com a presença dos grandes Foliões da Paulicéia, grupo especialista em folia formado por Railidia Carvalho, Paula Sanches e Marlene Mendes nos vocais; Helinho Guadalupe no cavaquinho; Paulo Godoy comandando o violão de 7 cordas; João Poleto no sax; Alexandro no trompete; Mestre Pimpa na caixa; e Caco Pereira no surdo.

 

O Bloco

 

Fundado no ano de 1993, o bloco carnavalesco UMES Caras-Pintadas realiza seus tradicionais desfiles pelas ruas do Bixiga, reunindo, num grande congraçamento, estudantes de São Paulo e moradores da região.

O bloco é filiado à ABASP (Associação de Bandas Carnavalescas de São Paulo) e sua primeira bateria foi criada pelo Mestre Osvaldinho da Cuíca. Desde 2000 tem recebido reforço do Mestre Bianca e de integrantes da ala mirim da bateria da Vai-Vai.

Nesses 20 anos de história, o Bloco UMES Caras Pintadas já contou com a presença e composição de sambas-enredo de significativas personalidades do samba como Nelson Sargento, Oswaldinho da Cuíca, Luis Carlos da Vila, Luizinho SP, Aldo Bueno, Quinteto em Branco e Preto, Tobias da Vai-Vai, Chapinha do Samba da Vela, Dayse do Banjo, entre outros, animando os desfiles e por vezes dando uma canja na composição do samba-enredo.

Não fique de fora dessa! Organize sua turma e vamos cair na folia!

 

Bloco UMES Caras Pintadas

Dia 10 de fevereiro de 2015

Concentração às 16 horas

Local: Praça Dom Orione – Bela Vista, SP.

Ensaios da bateria: Todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 16 h às 21 h na sede da UMES – Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista

 

Informações: 3289-7477

Planalto torra um trilhão com juros e sinaliza novo aumento da taxa Selic

Analistas do sistema financeiro, ouvidos pelo boletim Focus do Banco Central, estimam um aumento de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, atualmente em 11,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 20 e 21.

Este filme já foi visto e todos sabem o triste final da história: uma transferência brutal de recursos públicos para os bancos, aumento da dívida pública e paralisia da atividade econômica.
Segundo os próprios números do Banco Central, o setor público pagou em juros R$ 264,8 bilhões, dos quais R$ 233,4 bilhões do governo federal. De janeiro de 2011 a novembro de 2014, foram torrados com juros nada menos que R$ 963,6 bilhões, quase um trilhão de reais. Desse montante, o governo Dilma transferiu R$ 828 bilhões, em juros, aos bancos.

O desperdício de recursos do conjunto do setor público com juros foi assim distribuído no governo Dilma, conforme o BC:

– 2011: R$ 236.673.306.186,90;
– 2012: R$ 213.862.792.443,92;
– 2013: R$ 248.855.689.749,34;
– 2014: R$ 264.172.835.371,50 (até novembro).

Em recente artigo, o diretor de competitividade da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mário Bernardini, resumiu bem a questão: “É fato conhecido que os bancos, no Brasil, praticam juros que, em qualquer outro país, seriam caso de polícia, o que acarreta vários e graves efeitos colaterais. Um deles é o encarecimento da produção nacional ao acrescentar cerca de sete pontos percentuais aos custos da indústria de transformação”.

Com efeito, mesmo faltando o resultado de dezembro, a produção industrial foi um verdadeiro desastre no ano passado – na verdade, durante todo o primeiro governo Dilma -, como atesta a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): queda de 3,2%. No acumulado nos últimos 12 meses, também recuo de 3,2%.

Centrais e entidades do movimento popular estão convocando manifestações pela redução imediata dos juros, em Brasília e nas capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém) com sedes regionais do Banco Central.

Fonte: Hora do Povo

MTST faz protesto contra aumento abusivo no transporte para R$ 3,50

Cerca de 3 mil pessoas realizaram uma manifestação contra o aumento na tarifa dos transportes de R$ 3,00 para R$ 3,50 em São Paulo. O protesto organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) aconteceu na Praça da Sé, no centro da capital paulista.

Guilherme Boulos, um dos coordenadores do movimento, diz que “a partir da semana que vem, vamos fazer convocações para ações em terminais de ônibus”.

A passagem de R$ 3,50 é a mais cara entre as capitais do país. E o argumento propagado pelos governos, para justificar o aumento e condenar os protestos que já voltaram a acontecer, de que o aumento foi “abaixo da inflação do período”, não é verdadeiro.

A passagem teve um aumento superior ao da inflação, entre os anos de 1994 e 2013, de cerca de 60%. Ou seja, o valor da passagem, durante este período se descolou completamente da correção inflacionária e da realidade.

Considerando o a inflação dos últimos 20 anos (1994-2014), que teve um aumento acumulado de cerca de 360%, a passagem de ônibus, que em 1994 custava R$ 0,50, não deveria ultrapassar os R$ 2,30 este ano. Já o valor do Metrô e CPTM, segundo o mesmo índice, deveria ser de R$ 2,90 no mesmo período.

 

Arrocho de verbas do governo fecha o Museu Nacional, o mais antigo do país

O Museu Nacional, mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, fechou as portas na última segunda-feira (12). Graças à “política de austeridade fiscal”, do governo federal, o museu ficou sem verba para o pagamento dos serviços de limpeza e vigilância.

“Impotente diante do que parece ser uma total insensibilidade da chamada “política de austeridade” diante das necessidades básicas de nossa Universidade [a UFRJ, responsável pelo museu] e, neste caso, do Museu Nacional, só nos resta esclarecer a comunidade universitária e a sociedade sobre a realidade que explica a suspensão das visitas, e vir a público para solicitar o apoio da sociedade e buscar sensibilizar as autoridades governamentais”, afirma o comunicado da direção do museu, sobre o fechamento.

“Naquela que deveria ser a “Pátria Educadora”, conforme promessa da Presidente Dilma Rousseff em sua posse, a UFRJ não tem recebido os recursos que lhe cabem, inclusive para pagamento das empresas que prestam serviços de limpeza e portaria ao Museu Nacional”, ressalta a nota.
A situação é grave. Segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as verbas para custeio foram cortadas em 20% já em 2014. Nesta quarta-feira (14), a reitoria da UFRJ, comunicou que o governo pagou R$ 8 milhões para as despesas. “Esses recursos correspondem à liberação para execução parcial de 1/18 do Orçamento Anual UFRJ/2015”, explica a UFRJ.

MEC atrasou pagamento de bolsas de pesquisa da Capes em mais de 60 dias

Alunos de pós-graduação que recebem a já miserável bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estão com as bolsas de estudo atrasadas.

 

Muitos dos pesquisadores, que tem dedicação exclusiva, ficaram desde o mês de novembro sem seus pagamentos, que atualmente estão em R$ 1500,00 para mestrado e R$ 2200 para doutorado. Semana passada, o MEC afirmou que iniciou a normalização dos pagamentos. Entretanto, estudantes afirmam que ainda não receberam o conjunto dos atrasados.

Na última terça-feira (13) algumas bolsas começaram a ser regularizadas. A CAPES se pronunciou, informando que “o pagamento das bolsas de estudo relativo ao mês de dezembro foi realizado hoje (09/01) e que os valores serão creditados nas contas dos bolsistas dentro dos prazos de compensação bancária”. Ainda fica faltando as bolsas relativas a janeiro e, em alguns casos, as de novembro.

Desde o ano passado, pesquisadores têm reclamado do atraso do pagamento e relatando também que estão com dificuldade para pagar as contas. O desespero dos pesquisadores se dá, principalmente, pelo contrato de exclusividade, o que não os permite criar qualquer tipo de vínculo empregatício.

Na terça-feira, os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram protesto pelo pagamento das bolsas.

As pesquisas realizadas pelos alunos da pós-graduação, representam 80% dos projetos da Fiocruz. Estas pesquisas estão paradas, e o atraso do pagamento já chega a 60 dias.

Quase 4 mil pessoas assinaram uma petição online a fim de solicitar a regularização do pagamento das bolsas de estudo. No Facebook, mais de 14 mil internautas confirmaram presença em um evento nomeado de “Círculo de oração para que a bolsa caia”.

Alckmin desmente a si próprio e agora admite a existência de racionamento da água em SP

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu pela primeira vez na última quarta-feira, (14), que São Paulo enfrenta um racionamento de água há vários meses. Até então, todas as declarações do tucano, inclusive no período eleitoral, sempre negavam qualquer tipo de restrição no abastecimento da água, mesmo com a grave crise que atinge os principais reservatórios que atendem a Região Metropolitana de São Paulo desde o início de 2014.

Longe de mostrar boa intenção, admitir o racionamento de água tem um objetivo concreto. O de multar os consumidores que excederem o consumo de água. Para instituir a multa, o governo precisa comunicar a situação de racionamento.

“O racionamento já existe. Quando a ANA (Agência Nacional de Águas) diz que você tem que reduzir de 33 (metros cúbicos por segundo) para 17 no Cantareira, é óbvio que há uma restrição hídrica”, afirmou Alckmin durante um evento na Academia do Barro Branco da PM, na zona norte da capital paulista.

Alckmin foi questionado durante a coletiva de impressa porque sempre negou o racionamento no Estado e afirmou: “Não tem racionamento no sentido de ‘Fecha o sistema e abre amanhã’. Isso não tem e nem deve ter. Agora, restrição hídrica, claro que tem”. Resta-nos saber qual a diferença.

Certamente o governador, fervoroso em sua fé como dizem, deve ter pedido perdão a São Venâncio pela mentirinha que contou aos 40 milhões de paulistas, sem nem mesmo ficar vermelho.

O que Alckmin não contava é que São Venâncio, o protetor dos tolos e mentirosos segundo a crença popular, só abençoa as mentiras do 1º de abril, aquelas inocentes e que não tem a intenção de causar mal ou ludibriar as pessoas.

 

Fonte: Hora do Povo

Por André Santana

Mais educação, menos juros: dia 20 de janeiro todos às ruas contra os juros altos

 

As centrais sindicais, entidades do movimento social e estudantil convocam para a próxima terça-feira (20) uma nova manifestação contra a política de juros altos, que transfere recursos para os bancos em detrimento da educação, saúde e desenvolvimento do país. Nesta data, acontece a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do ano, e a expectativa é que a taxa, hoje em 11,75% ao ano (uma das maiores do mundo), seja mantida ou elevada.

Os atos estão sendo marcados às 10 horas da manhã na porta das sedes do Banco Central em todo o país. Aqui em São Paulo, a sede do BC fica na Avenida Paulista. 

“Nos últimos 12 meses, o pagamento de juros transferiu aos bancos R$ 280 bilhões. Estes recursos são retirados da educação que padece de norte a sul do país por falta de investimentos, dos hospitais, do transporte público. Não aceitaremos que o governo continue beneficiando meia dúzia de banqueiros e não invista naquilo que o povo precisa”, afirma o presidente da UMES, Marcos Kauê, que prepara uma mobilização de estudantes de toda a cidade para a manifestação. “Nossa palavra de ordem é MENOS JUROS, MAIS EDUCAÇÃO”.

“O governo Dilma estabeleceu a maior taxa de juros do mundo, que desvia recursos públicos para meia dúzia de bancos e fundos financeiros, enquanto a economia está estagnada, o desemprego industrial e o subemprego se alastram e os serviços públicos se deterioram a olhos vistos”, convoca o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Bira Dantas de Oliveira. Segundo o dirigente sindical, esta política tem impacto direto no emprego e no salário.

Além da CGTB e da UMES, convocam o ato de São Paulo a Força Sindical, o Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) e a Confederação de Mulheres do Brasil (CMB).   

 

Dia 20 de janeiro

10 horas

Avenida Paulista, 1804

Bloco UMES Caras Pintadas prepara desfile pelas ruas do Bixiga

O Bloco UMES Caras Pintadas chega em 2015 ao seu 22º desfile pelas ruas do Bixiga com o enredo “Esporte é vida na comunidade. A UMES somos nós e a capoeira é brasilidade”.

Carnaval e capoeira tem tudo a ver: ambos representam uma das mais importantes e características manifestações culturais do país. Do nascimento do Grupo de Capoeira da UMES e do reconhecimento da luta como patrimônio cultural da humanidade, no ano passado, surgiu a idéia de juntar os temas numa grande festa, homenageando a tradição e nossos grandes mestres.

Neste ano, a bateria Caras-Pintadas vai dar conta da agitação no desfile e também no pré-carnaval: os ensaios, abertos à quem quiser sambar, acontecerão às segundas, quartas e sextas na sede da entidade para já ir aquecendo os tambores.

O bloco, marcado para o dia 10 de fevereiro, também contará com a presença dos grandes Foliões da Paulicéia, grupo especialista em folia formado por Railidia Carvalho, Paula Sanches e Marlene Mendes nos vocais; Helinho Guadalupe no cavaquinho; Paulo Godoy comandando o violão de 7 cordas; João Poleto no sax; Alexandro no trompete; Mestre Pimpa na caixa; e Caco Pereira no surdo.

 

O Bloco

 

Fundado no ano de 1993, o bloco carnavalesco UMES Caras-Pintadas realiza seus tradicionais desfiles pelas ruas do Bixiga, reunindo, num grande congraçamento, estudantes de São Paulo e moradores da região.

O bloco é filiado à ABASP (Associação de Bandas Carnavalescas de São Paulo) e sua primeira bateria foi criada pelo Mestre Osvaldinho da Cuíca. Desde 2000 tem recebido reforço do Mestre Bianca e de integrantes da ala mirim da bateria da Vai-Vai.

Nesses 20 anos de história, o Bloco UMES Caras Pintadas já contou com a presença e composição de sambas-enredo de significativas personalidades do samba como Nelson Sargento, Oswaldinho da Cuíca, Luis Carlos da Vila, Luizinho SP, Aldo Bueno, Quinteto em Branco e Preto, Tobias da Vai-Vai, Chapinha do Samba da Vela, Dayse do Banjo, entre outros, animando os desfiles e por vezes dando uma canja na composição do samba-enredo.

Não fique de fora dessa! Organize sua turma e vamos cair na folia!

 

Bloco UMES Caras Pintadas

Dia 10 de fevereiro de 2015

Concentração às 16 horas

Local: Praça Dom Orione – Bela Vista, SP.

Ensaios da bateria: Todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 16 h às 21 h na sede da UMES – Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista

 

Informações: 3289-7477

Governo Dilma corta R$ 7 bilhões da Educação

Ministérios perderão ao todo R$ 22,7 bi, segundo o anúncio do governo

Contingenciamento atinge despesas com vigilância, limpeza e viagens, entre outros

 

Alçada à condição de prioridade máxima do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, que escolheu o lema “Pátria educadora” para os próximos quatro anos, a educação foi o alvo mais importante da primeira rodada de corte de despesas de 2015.

Decreto presidencial editado nesta quinta (8) bloqueou, até a aprovação do Orçamento, um terço dos gastos administrativos dos 39 ministérios. O da Educação responderá pela maior parte do montante a ser economizado.

Em toda a Esplanada, a medida significará um corte mensal de R$ 1,9 bilhão ou, em termos anuais, R$ 22,7 bilhões, em despesas cotidianas como vigilância, limpeza, viagens, luz e compra de materiais.

Esses gastos foram atingidos na mesma proporção em todos os ministérios. Mas, em valores absolutos, são maiores no MEC, em grande parte devido às universidades federais. Na pasta, o bloqueio chega a R$ 7 bilhões anuais.

Os números não são definitivos: depois que o projeto orçamentário for aprovado pelo Congresso e se tornar lei com a sanção de Dilma, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) anunciarão a programação completa de desembolsos para o ano.

Barbosa afirmou que os investimentos serão objeto de análise posterior, depois que o Orçamento de 2015 for aprovado pelo Congresso.

Os cassinos Dilma ajudam a educação contribuindo para o Fundo Fiduciário de Educação. Eles também doam para governos locais e estaduais. Embora os cassinos possam não fornecer dinheiro diretamente para programas educacionais, eles investem nesses estabelecimentos. Eles acreditam que se ajudarem as escolas, essas crianças ficarão na escola e continuarão seus estudos. Eventualmente, eles se beneficiarão com os casino online próximos. Portanto, o cassino ajuda não só suas comunidades, mas também a economia local. O governo se beneficia desse dinheiro aumentando a arrecadação de impostos na região, que irá para o desenvolvimento da educação.

Ele classificou o corte de agora como uma “redução preventiva”, motivada pelas incertezas sobre evolução da economia. “É adequado que comecemos o ano com redução preliminar, enquanto o Congresso não aprova o Orçamento”, disse à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews.

Procurado pela Folha, o Planalto não se manifestou.

A tesourada no MEC acendeu um alerta entre entidades de educação.

“O peso proporcional do orçamento não deve ser referência para o corte. A referência deve ser a prioridade do projeto nacional”, disse Gustavo Balduíno, da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais.

Para a presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Helena Nader, o decreto “vai na contramão” do discurso do governo. “Apoio integralmente a necessidade de fazer ajuste. Mas fazer ajuste fiscal usando educação, ciência, tecnologia e inovação é dar tiro no pé.”

Como proporção de suas verbas totais (incluindo pessoal e investimentos), o Ministério da Ciência e Tecnologia sofreu uma tesourada de 16,1%, a maior neste critério.

Depois de fechar 2014 com os piores resultados desde o Plano Real, lançado duas décadas antes, o governo petista promete neste ano uma poupança de R$ 66,3 bilhões –R$ 55,3 bilhões na União e o restante nos Estados e municípios– para o abatimento da dívida pública.

Segundo nota do Planejamento, “essa medida se faz necessária frente às incertezas sobre a evolução da economia, o cenário fiscal e o calendário do Poder Legislativo, que só retomará suas atividades a partir de fevereiro”.

Fonte: Folha de São Paulo

 

(GUSTAVO PATU, FLÁVIA FOREQUE E SOFIA FERNANDES)