novo fundeb aprovado

Câmara aprova PEC do Novo Fundeb

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A Câmara dos Deputados aprovou em uma histórica votação na noite desta terça-feira a PEC que cria o Novo Fundeb, garantindo a ampliação dos atuais 10% para 23% da parcela da União no investimento na Educação Básica.

A aprovação aconteceu após a derrota do governo Bolsonaro que tentou impedir o repasse dos recursos do Fundeb aos estados e municípios em 2021. Isolado, o governo foi obrigado a recuar de sua proposta e um acordo para a votação foi formado.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) celebrou a “vitória histórica da Educação!”.

“A aprovação do Fundeb permanente é uma conquista de professores, estudantes e da cidadania. E é uma DERROTA HUMILHANTE de Bolsonaro e seu governo do culto à ignorância. Eles quiseram impedir, mas tiveram que correr”!, destacou.

“Nos momentos mais difíceis da luta pelo novo Fundeb, tivemos no deputado Rodrigo Maia um verdadeiro líder, um político compromissado com a melhoria da qualidade da educação no Brasil”, disse o deputado Bacelar (Pode-BA), que foi presidente da comissão especial que discutiu o novo Fundeb. Ele destacou que foram 18 meses de trabalho, com a realização de mais de 120 audiências públicas pela comissão.

A relatora da PEC, professora Dorinha Seabra (DEM-TO) apresentou nna tarde desta terça-feira (21) o novo parecer sobre o tema.

O Fundeb tem vigência até este ano, e a participação atual da União é de 10% O texto da relatora prevê elevar o percentual para 23%, em 2026, e destinar uma parcela dos recursos para a educação infantil.

Pela proposta da relatora, a participação da União no fundo será da seguinte maneira:

12% em 2021;

15% em 2022;

17% em 2023;

19% em 2024;

21% em 2025;

23% em 2026.

O parecer anterior da relatora ampliava, de forma gradativa, a complementação da União dos atuais 10% para 20% e não havia divisão para educação infantil (creches e pré-escolas para crianças de 0 a 5 anos). O novo texto prevê que, em caso de falta de vagas em creches na rede pública, o dinheiro poderá ser destinado a instituições filantrópicas, sem fins lucrativos.

As mudanças foram feitas pela relatora para acomodar um pedido do governo federal sobre o benefício para a educação infantil e, assim, evitar a desidratação de outros pontos do projeto. Inicialmente, o governo queria que a PEC liberasse a utilização dos recursos do Fundeb para a compra de vagas em escolas privadas por meio dos chamados “vouchers”.

O texto da relatora propõe ainda piso de 70% para o pagamento de salário de profissionais da educação, sem teto. O governo defendia que o percentual fosse o limite máximo para pagar a folha de pessoal. O novo relatório traz o que é considerado o “meio-termo” entre as duas propostas.

Do dinheiro novo, 15% terá que ser obrigatoriamente para investimentos e no máximo 85% poderá ser utilizado para pagar salários de profissionais da ativa. A proposta inicial dos deputados não previa um valor mínimo para investimentos, o que desagradava a equipe econômica.

O governo também queria fazer uma emenda para permitir o pagamento de aposentados com dinheiro do Fundeb, mas abriu mão dessa ideia e os recursos só poderão ser utilizados para o pessoal da ativa.

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NOVO FUNDEB JÁ! – Bolsonaro quer deixar estados e municípios sem repasse em 2021

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Às vésperas da votação do Novo Fundeb no Congresso, o governo federal encaminhou aos líderes partidários da Câmara dos Deputados proposta para alterar o texto da emenda à Constituição (PEC) da prorrogação do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb).

O começo da votação está marcado para a tarde desta segunda-feira (20) e deve se estender até a terça-feira (21).

Segundo a proposta do governo Bolsonaro, estados e municípios ficariam sem os recursos em 2021. Os recursos seriam retomados somente em 2022 e parte do Fundeb seria destinado ao custeio de um programa chamado “Renda Brasil”.

O relatório da PEC do Novo Fundeb, da deputada Professora Dorinha (DEM-TO), foi apresentado em 2019 e, até agora, não houve proposta concreta do governo federal na discussão. O parecer (íntegra)  da deputada aumenta de 10% para 20% em seis anos a participação da União na manutenção do Fundeb e torna o fundo permanente.

O Palácio do Planalto quer mudar o artigo 13 da PEC, que originalmente é assim:

“Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação, gerando efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2021.”

A intenção é que fique assim: “esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação, gerando efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2022”.

Outro ponto é a divisão de metade da ampliação da participação da União para bancar parte do ‘Renda Brasil’, reformulação do Bolsa Família em discussão no governo. A medida desvirtua por completo a proposta do fundo, que é a do investimento em Educação Básica.

PRIVATIZAÇÃO

O governo deseja que seja implementado um modelo de “voucher”, ou seja, vales com valores pré-definidos para as escolas gastarem com a primeira infância em famílias em situação de extrema pobreza. Dos 10% de ampliação da participação da União no fundo, 5% seria para implementar o vale.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se reuniram na quarta-feira (15) com alguns deputados ligados à área da educação e fizeram a proposta sobre o voucher.

TETO

O governo também quer acabar com a vinculação de no mínimo 70% dos recursos do fundo para o pagamento dos profissionais da educação e transformar esse índice de 70% em valor máximo. A medida impediria que estados como o Maranhão utilizasse 100% dos recursos no pagamento de salários de professores, o que na prática poderia provocar um congelamento dos salários ao longo do tempo.

A relatora tem afirmado que não vai mudar a versão mais recente de seu parecer. Deputados podem modificar o texto original por meio de destaques que podem ser apresentados e votados separadamente.

 

Publicamos abaixo a nota da União de Dirigentes Municipais de Educação – Undime sobre a votação do Novo Fundeb:

 

Nota Pública: Pela defesa da íntegra da PEC 15/ 15 – Fundeb Permanente 

A Undime, em nome dos 5568 dirigentes responsáveis pela gestão da educação pública municipal, que atende a mais de 23 milhões de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, reitera sua defesa à íntegra do último Relatório da PEC 15/15 e conclama todos os deputados federais a aprovarem esse texto nos dias 20 e 21 de julho, em prol da Educação Pública Brasileira.

Esta defesa faz-se ainda mais necessária diante do divulgado pela imprensa, ontem, como propostas do governo federal de alteração ao Substitutivo da PEC do Novo Fundeb. É importante relembrar que, ao longo dos últimos anos, a PEC foi discutida intensamente pela Comissão Especial, com a participação do governo federal, movimentos e entidades da sociedade civil. Apesar de essa última versão do Relatório não contemplar todas as demandas da Undime, ela foi construída de maneira participativa e considerou todos os aspectos possíveis.

Todo processo democrático garante a apresentação do contraditório e de novas questões. Entretanto, essas possíveis proposições de mudança apresentam aspectos inconstitucionais; desconstroem a estrutura do Novo Fundeb; são incompatíveis à atual conjuntura educacional; e demonstram total desrespeito ao trabalho realizado pelos Deputados Federais e Senadores, até então.

Com referência ao conteúdo dessas propostas veiculadas como sendo do governo federal, é fundamental contra-argumentar que:

  1. a destinação de 50% da ampliação da complementação da União ao Fundeb para transferência direta de renda a famílias com crianças em idade escolar, em situação de pobreza ou extrema pobreza, é um subterfúgio para contornar o Teto dos Gastos. Além disso, utilizar os recursos da educação nesse tipo de transferência se constitui um desvio de finalidade e fere os preceitos constitucionais.
  2. A alteração do escalonamento dos pontos percentuais da complementação da União vai na contramão da situação orçamentário-financeira dos municípios e estados, principalmente diante da necessidade de novos investimentos para fazer frente às demandas trazidas pela pandemia da covid-19.
  3. A exclusão do Custo-Aluno Qualidade (CAQ) da PEC 15/ 15 compromete a oferta da educação pública com condições adequadas, a partir de um padrão mínimo de qualidade, previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
  4. A definição de um teto máximo de 70% do Fundeb para o pagamento dos profissionais da educação impede uma verdadeira valorização e uma remuneração condigna desses profissionais e cria um obstáculo às redes que aplicam atualmente percentuais superiores.
  5. A retirada de recursos vinculados à educação para o pagamento de aposentadorias e pensões é inconstitucional e contraria o entendimento desta questão apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por tribunais estaduais.
  6. Qualquer mudança na cesta de impostos que compõe o Fundo causará um impacto muito grande em sua estrutura, prejudicando o atendimento a um maior número de municípios.
  7. O desvio de recursos públicos do Fundeb a instituições privadas (voucher) precariza a oferta da educação pública e desresponsabiliza o Estado. Além disso, o atual formato do Fundeb já contempla a oferta da educação infantil por escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei e conveniadas com o poder público.
  8. Por fim, a definição do início do Novo Fundeb para 1º de janeiro de 2022 cria um vácuo de um ano, o que poderá impedir a oferta da educação pública em muitos municípios em 2021.

Para evitar um colapso nas redes públicas de educação básica, é urgente garantir a votação e aprovação do atual texto do Fundeb, de maneira a preservar e ampliar os recursos para a educação pública, rejeitando propostas que atendam a outros interesses.

LUIZ MIGUEL MARTINS GARCIA

Dirigente Municipal de Educação de Sud Menucci/SP
Presidente da Undime

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CPC-UMES inicia o projeto “Cinema Russo em Casa” e exibe o filme “O Quadragésimo Primeiro”

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Filme estará disponível de sexta-feira às 19h até domingo às 19h

 

Nesta sexta-feira o CPC-UMES vai iniciar o projeto “Cinema Russo em Casa”, com a apresentação de “O Quadragésimo Primeiro”, de Grigori Chukrai, 1956.

 

O filme com legendas em português ficará disponível entre as 19 horas da sexta-feira até as 19 horas do domingo (19) no nosso canal do Youtube. A cada final de semana um clássico russo poderá ser assistido gratuitamente por meio da plataforma.

 

Para acessar o canal clique em:

 

https://bit.ly/3h5j384

 

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O Quadragésimo Primeiro

 

Grigori Chukhray (1956), com Izolda Izvitskaya, Oleg Strizhenov, URSS, 87 min.

 

Sinopse

 

Filme de estréia de Grigori Chukhray, baseado na obra de mesmo nome de Boris Lavrenyov, “O Quadragésimo Primeiro” conta a história do romance ocorrido durante a Guerra Civil entre a jovem Mariutka, exímia atiradora do Exército Vermelho – com cartel de 40 inimigos abatidos – e um prisioneiro sob sua escolta, o tenente Nikolaievich do Exército Branco czarista. Uma sucessão de acontecimentos transporta os dois personagens do deserto de Karakum para uma ilha do mar de Aral, onde permanecem isolados numa cabana de pesca e temporariamente desligados do mundo, mas não de seus condicionamentos políticos e ideológicos.

 

Direção: Grigori Chukhray (1921-2001)

 

Grigori Naumovich Chukhray nasceu em 1921, na cidade de Melitopol, conhecida como “a porta de entrada para a Crimeia”. Serviu como paraquedista na 2ª Guerra Mundial, combateu em Stalingrado, no Don, e na primeira e terceira frentes ucranianas. Foi ferido quatro vezes, a última na Hungria, quando estava a caminho de Viena. Em 1952 graduou-se em direção pelo Instituto Estatal de Cinema (VGIK), sob orientação de Mikhail Romm e Sergei Yutkevich. Trabalhou como assistente de direção no Kiev Film, e transferiu-se para o Mosfilm em 1955. Sua obra de estreia, “O Quadragésimo Primeiro” (1956), ganhou menção especial no Festival de Cannes, pelo “roteiro original, o humanismo e o alto mérito artístico”. Em seguida veio “A Balada do Soldado” (1959), que obteve reconhecimento internacional, com premiações em Cannes, Londres, Varsóvia, México e São Francisco. Dirigiu também “Céu Claro” (1961), “Havia Um Casal de Velhos” (1964), “Pessoas!” (1966), “Memória” (documentário, 1970), “Pântano” (1977) e “A Vida É Maravilhosa” (1979). Seu último trabalho como diretor de cinema foi a conclusão do projeto de Yuri Shvyrev, “Vou Ensinar Você a Sonhar” (1984), documentário sobre o cineasta Mark Donskoy.  Chukray lecionou no VGIK e foi secretário da União dos Cineastas Soviéticos.

 

Argumento Original: Boris Lavrenyov (1891-1959)

 

Boris Andreyevich Lavrenyov nasceu em Kherson (Ucrânia), e formou-se em direito na Universidade de Moscou em 1915. Em 1911 participou do grupo de poetas futuristas da sua cidade. Serviu na artilharia, durante a 1a. Guerra Mundial. Na Guerra Civil ingressou no Exército Vermelho, lutou na Ucrânia e depois no Turquemenistão. Lá escreveu os “Contos do Vento”, “Estrela da Cor” e o “O Quadragésimo Primeiro”, que em pouco tempo obteve ampla repercussão popular. A história foi publicada pela primeira vez em 1924, na revista Zvezda, e adaptada duas vezes para o cinema: em 1927 por Yakov Protazanov e em 1956 por Grigori Chukhray. Outras obras de Lavrenyov transpostas para as telas foram “Vento” (Lev Shefer e Cheslav Sabinskii, 1926), “Aos que Estão no Mar”  (A. Faintsimmer, 1948), “História de Uma Coisa Simples” (Tamaz Meliava, 1958) “Yarost” (Nikolai Iliynsky, 1966) e “O Sétimo Satélite” (Grigori Aronov e Aleksey German, 1968).

 

Música Original: Nikolai Kryukov (1908-61)

 

Nikolai Nikolaievich Kryukov nasceu em Tver, Rússia. Formou-se em 1932, na Faculdade de Música de Moscou. Em 1930 foi editor da Rádio União. Assumiu em 1931 a direção musical do estúdio “Mosfilm”. Entre suas principais obras estão as sinfonias nº. 1 e nº. 2, a cantata épica “Lenda da Terra Siberiana” e a “Suíte Para Temas Folclóricos da Bielorússia”. Realizou mais de 40 trilhas para filmes, entre os quais, “Lenin em 1918” (Mikhail Romm, 1939), “Almirante Nakhimov” (Vsevolod Pudovkin, 1946), “A História de Um Homem de Verdade” (Aleksandr Stolper,1948), “O

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Respiradores de baixo custo produzidos pela USP passam a ser utilizados no Incor

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Projeto desenvolvido por pesquisadores da Poli está sendo fabricado em parceria com a Marinha – Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP vai começar a utilizar dez ventiladores pulmonares, desenvolvidos por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli), em pacientes acometidos pela covid-19, a partir de amanhã, dia 16 de julho. O anúncio foi feito durante coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O projeto do Ventilador Pulmonar Inspire surgiu com o objetivo de desenvolver um equipamento nacional, livre de patente, de baixo custo e de rápida produção para oferecer uma alternativa e suprir uma possível demanda emergencial do aparelho causada pela pandemia.

“É um grande dia para a ciência brasileira. Um grande anúncio que parte da USP, a melhor universidade do País e da América Latina”, declarou o governador. “Estes equipamentos demonstram a capacidade dos pesquisadores, professores e alunos que desenvolveram, em apenas quatro meses e a um baixíssimo custo, a produção de respiradores. Ainda em pequena escala, mas que, ao longo do tempo e gradualmente, ganhará condições mercadológicas”, disse Doria.

O equipamento começou a ser desenvolvido em março deste ano. Desde então, uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Poli, coordenada pelos professores Marcelo Knörich Zuffo e Raúl Gonzalez Lima, tem trabalhado para viabilizar o Inspire. Enquanto um respirador convencional no mercado tem um preço mínimo de cerca de R$ 15 mil, o projeto da Poli permite produzir o equipamento a um valor em torno de R$ 1 mil.

Em abril, o projeto foi aprovado nas etapas finais de testes, realizadas com quatro pacientes do Incor. O respirador foi stop-baldness.net aprovado em todos os modos de uso e não houve nenhum problema com os pacientes.

O ventilador já foi certificado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e, atualmente, passa por testes para avaliação da imunidade eletromagnética, última exigência técnica para obter a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Esta é uma vitória da ciência e do Estado de São Paulo, que confia, apoia e financia seus centros de pesquisa”, comemorou o reitor da USP, Vahan Agopyan, durante o evento.

O coordenador do projeto, Raúl Gonzalez Lima, ressaltou que a pesquisa é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido há mais de 20 anos e que conta com a parceria de várias Unidades de Ensino e Pesquisa da USP e a participação de mais de 200 pesquisadores.

Lima explicou também que o Inspire foi viabilizado graças às doações de equipamentos e materiais feitas por empresas e de recursos provenientes de mais de 800 pessoas físicas, dentro do programa USP Vida. Segundo ele, o montante de doações chegou a R$ 7 milhões.

Os equipamentos estão sendo produzidos a partir de uma parceria da USP com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

Dois meses sem ministro da Saúde; 75.366 mortes por Covid-19

Em plena pandemia da Covid-19, que já matou 75.366 e infectou 1,92 milhão no Brasil, o Ministério da Saúde completou dois meses sem chefe titular nesta quarta-feira, 15. A gestão interina, liderada pelo general Eduardo Pazuello, está sob questionamentos.

Enquanto o Brasil permanece sem liderança frente ao combate ao coronavírus, vivemos a triste marca de segundo país em número de mortes da pandemia.

 

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30 anos do ECA – O Estatuto do Presente

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Flávio Dino*

Há pouco mais de 30 anos, ser criança ou adolescente no Brasil era estar, permanentemente, em função de um porvir: meninos e meninas seriam “o futuro do país”. Nosso país possuía poucas legislações que tratavam da vida dessa importante parcela da população e nenhuma que regulamentasse a garantia de seus direitos. Basicamente, só havia regulação jurídica para crianças e adolescentes em “situação irregular”, ou seja, em situação de abandono, socialmente vulneráveis ou que cometessem atos infracionais. Foi o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, que mudou essa história.

Em vez da “Doutrina da Situação Irregular” vigente até então, o ECA – como logo passou a ser chamado – adotou uma visão muito diferente: a da “Doutrina da Proteção Integral”. A partir dela, crianças e adolescentes passaram a ser vistos como sujeitos de direitos e não mais simples apêndices ou propriedades dos adultos. Passaram a ser vistos, especialmente, como indivíduos que devem ser protegidos de forma integral por todos: família, comunidade e poder público.

A mudança de olhar para com as crianças e adolescentes resultou de lutas da sociedade civil organizada, mais consciente de seu protagonismo na busca por direitos a partir da Constituição Federal promulgada em 1988. Somado a isto, a força da adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, pela Assembleia Geral da ONU, em novembro de 1989 – o instrumento de direitos humanos mais aceito da história universal. O ECA traduz, portanto, em cada um de seus artigos, o que de melhor o país e o mundo desejam para suas crianças e adolescentes: vida, dignidade e o direito de ser feliz.

A realidade do Brasil de hoje nos comprova que ainda estamos muito distantes de chegar à plenitude do que preconiza o ECA em termos de direitos para os meninos e meninas de cada canto do nosso país, principalmente quando a garantia dos direitos humanos não figura entre as prioridades do Governo Federal, que, pelo contrário, parece afastar-se cada dia mais da defesa da vida. Para o mundo, a atual falta de assertividade do governo brasileiro neste tema tem enfraquecido sua credibilidade e seu protagonismo histórico ante às instâncias supranacionais.

No Maranhão, trilhando o caminho do que é correto, bom e justo, defendemos com afinco os direitos de nossas crianças e adolescentes, respeitando-os como cidadãos providos de direitos que são. Longe de ser visto como algo que deve ser descartado, o Estatuto é o parâmetro que nos inspira na definição de políticas públicas inclusivas e garantidoras de direitos.

Compreendemos que essa dignidade deve ser assegurada desde o início da vida, em todas as suas fases. Por isso, desenvolvemos uma série de políticas que tem início com o reforço ao pré-natal feito pela Força Estadual de Saúde, e seguem acompanhando toda a infância e adolescência: Cheque Cesta Básica-Gestante, ações de combate ao sub-registro civil de nascimento, Plano Estadual pela Primeira Infância e Pacto pela Aprendizagem, Casa Ninar, ampliação e qualificação do sistema de atendimento socioeducativo e assistencial. Ademais, menciono os programas Escola Digna, Maranhão Solidário e Praças da Família, que concretizam direitos como educação, proteção e lazer.

Cuidar da infância e adolescência com responsabilidade é um legado necessário a ser deixado por todo gestor público. Respeitar e valorizar o ECA é a base de tudo isso. É assim que temos transformado o Maranhão em um estado melhor e mais justo para todos. Desejo que esta também seja a realidade do Brasil.

*Flávio Dino é governador do Maranhão. Ex-juiz federal, professor de Direito.

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Bolsonaro nomeia pastor Milton Ribeiro para o MEC e olavistas para o CNE

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O governo Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (10) a escolha do pastor Milton Ribeiro para ser o quarto ministro da Educação.

Ribeiro era membro da Comissão de Ética Pública da Presidência e é ligado à Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Teologia e Direito, ele tem mestrado em Direito e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). O nome do teólogo foi defendido pelo ministro da Justiça, André Mendonça, que faz parte da mesma igreja que Ribeiro, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.

A nomeação de Ribeiro, foi publicada no Diário Oficial da União, teria como objetivo “agradar” a ala olavista do governo e representantes da bancada evangélica no Congresso. Caso permaneça no cargo, o novo ministro terá a difícil missão de resgatar o prestígio do MEC após o vexame dos seus antecessores Ricardo Vélez, o “imprecionante” Abraham Weintraub e Carlos Decotteli, o breve.

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

No mesmo dia em que anunciou o novo ministro, Bolsonaro publicou a nova composição do Conselho Nacional de Educação (CNE). Foram treze nomeados que terão mandatos de quatro anos, a partir de 11 de julho de 2020. Entre os novos nomes, estão um aluno do escritor Olavo de Carvalho, um dono de universidade e um ministro do Supremo Tribunal Militar.

As escolhas feitas pelo presidente foram mal recebidas por órgãos e lideranças ligadas a educação. A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consend) emitiram nota de repúdio aos critérios utilizados pelo governo para composição do CNE.

As entidades denunciaram que Bolsonaro ignorou as indicações das instituições responsáveis pela gestão dos sistemas públicos de educação e desconsiderou as representações de 27 redes estaduais e 5.568 redes municipais, indo na contramão da instituição do Sistema Nacional de Educação.

“O CNE é um órgão de Estado e não de um governo. Enquanto instituição máxima da Educação, para ter respeitabilidade, legitimidade e autenticidade em suas decisões, deveria ter o mínimo de uma representação das redes públicas estaduais e municipais, responsáveis por mais de 80% de todas as matrículas da educação Básica do País e mais de 40 milhões de estudantes”, reivindica a nota.

A nova lista tem nomes indicados pelo atual secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, ligado a Olavo de Carvalho. Entre eles, Tiago Tondinelli, que foi chefe de gabinete do ex-ministro de Bolsonaro Ricardo Vélez. Ele é advogado e professor de Filosofia, especialista em Filosofia Medieval. Nunca havia trabalhado com educação pública.

Wiliam Ferreira da Cunha, também indicado ao CNE, é atualmente assessor de Nadalim no MEC. Outro ligado aos olavistas é Gabriel Giannattasio, também professor no Paraná. Ambos ficarão na câmara de educação básica do conselho.

“Fica claro que o governo quer fazer a agenda dele da educação pelo CNE, como homeschooling, escola militar. Eles são claramente olavistas. Teremos muitas dificuldades”, diz Mozart Neves, ex-diretor do Instituto Airton Senna e membro do CNE.

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Novo posto de coleta de sangue no Hospital Brigadeiro – Centro

 

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A população possui uma nova opção para fazer a doação de sangue. A Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan) abriu um novo posto temporário no Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini (Hospital Brigadeiro) em São Paulo.

 

O novo posto fica a apenas duas quadras do Metrô Brigadeiro, na região central da cidade.

 

Por conta da pandemia, alguns postos foram fechados e a doação está sendo realizada agora nos seguintes postos:

 

HOSPITAL BRIGADEIRO

 

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2651

Banco de sangue – 2º andar
Bela Vista, São Paulo/SP (a 3 quadras do metro Brigadeiro)

Segunda à sábado (exceto feriados)

Das 8:00h as 12:30h

 

HOSPITAL MUNICIPAL DR. FERNANDO MAURO P. DA ROCHA – CAMPO LIMPO

SEM AGENDAMENTO, MAS PODE SER AGENDADO!

Estrada Itapecerica, 1661 – São Paulo – Tel: 5812-1379
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)

HOSPITAL MUNICIPAL DR. CARMINO CARICCHIO – TATUAPÉ
MEDIANTE AGENDAMENTO

Av. Celso Garcia, 4815 – Tatuapé – São Paulo  – Tel: 2942-8094 / 3394-7081

Segunda a sábado das 8h às 12h30 (exceto feriado)
Estacionamento gratuito: Rua Síria, 22 (Banco Itaú) de segunda a sexta–feira

 

 

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Ennio Morricone

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Hoje nos despedimos de um dos grandes nomes da música e do cinema. Ennio Morricone iniciou sua carreira em 1961 e, desde então, criou centenas de trilhas para o cinema e para a televisão. Bastante conhecido por seu trabalho nos filmes western (ou bang-bang, como o estilo é melhor conhecido no Brasil), é possível dizer que Morricone foi o responsável por criar uma identidade própria de cada filme, tornando-os memoráveis.

É o caso de “Três Homens em Conflito” (Sergio Leone, 1966). Mas o legado de Ennio Morricone vai muito mais além dos filmes de Sergio Leone. Desta mesma época, o compositor assina as trilhas de “A Batalha de Argel” (1966) e “Queimada” (1969), ambos de Gillo Pontecorvo.

Em 1971, compôs junto à cantora Joan Baez, a marcha do filme “Sacco e Vanzetti” (Giuliano Montaldo), entitulada “Here’s To You, Nicola and Bart”. É também de sua autoria o tema musical fascinante de “Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita” (1970) e de “A Classe Operária Vai ao Paraíso” (1971), ambos de Elio Petri. Outra obra notável é sua contribuição para o filme “1900” (1976), de Bernardo Bertolucci. Não podemos deixar de citar “Cinema Paradiso” (Giuseppe Tornatore, 1988), um dos filmes mais adorados da história do cinema. O filme de hoje à noite, “A Desconhecida” (Giuseppe Tornatore, 2006) também tem a assinatura do maestro. O diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia) devido à produção insuficiente de insulina ou à ação prejudicada da insulina. Stop-diabetes-wiki.com requer monitorização constante dos níveis de açúcar no sangue e pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, danos nos rins.

Ennio Morricone deixa para a humanidade um legado de mais de 500 composições para cinema, televisão e séries, e sua contribuição transforma o simples ato de assistir a um filme em uma experiência única.

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Feder recusa convite para MEC após ser atacado por bolsonaristas

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O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder disse ter declinado o convite de Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação. A decisão acontece após Feder ser atacado por seitas bolsonaristas que ficaram insatisfeitas com a sua indicação.

 

“Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu Renato Feder em suas redes sociais. Ele relatou que recebeu o convite de Bolsonaro para ser ministro na noite da última quinta-feira, 2.

 

Alas do governo ligadas ao escritor Olavo de Carvalho pressionaram Bolsonaro a reverter o convite feito ao secretário. Com isso, ele ficou de fora antes mesmo de ser anunciado oficialmente e é o segundo cotado da pasta que cai sem nunca ter sido ministro efetivamente.

 

A pasta do MEC está sem titular desde a saída de Abraham Weintraub, no último dia 18, após o governo ser pressionado a fazer um gesto de trégua ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro chamou integrantes da Corte de “vagabundos” em uma reunião ministerial. Bolsonaro chegou a escolher o economista Carlos Alberto Decotelli para a pasta. O governo, porém, pediu que ele deixasse o cargo após questionamentos a seu currículo.

 

Reação

 

Antes de anunciar o “não” ao convite de Bolsonaro, o secretário Renato Feder usou as redes sociais para reagir à pressão de alas ligadas ao escritor Olavo de Carvalho e aos militares no governo federal. Pelo Twitter, o paranaense publicou uma série de mensagens neste domingo, 5, com seu currículo e se defendeu de ataques que recebeu.

 

Uma das respostas dadas por ele foi à suposta divulgação de livros com “ideologia de gênero” – um tema caro a bolsonaristas – no Paraná. “Não existe nenhum material com esse conteúdo aprovado ou distribuído pela Secretaria”, escreveu.

 

Neste domingo, 5, o paranaense escreveu no Twitter que gostaria de ser avaliado pelos índices da Educação no Paraná, e não por manifestações feitas no passado. Em 2007, Feder escreveu um livro defendendo a extinção do MEC e a privatização da rede de ensino no Brasil.

 

Ao jornal “Estado de S. Paulo”, ele havia dito que não acredita mais nessa visão e, pelas redes sociais, reforçou o posicionamento mais uma vez. “Escrevi um livro quando tinha 26 anos de idade. Hoje, mais maduro e experiente, mudei de opinião sobre as ideias contidas nele.”