WhatsApp Image 2023-05-23 at 15.00.41

Inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal ameaça a educação brasileira

WhatsApp Image 2023-05-23 at 15.00.41

 

A decisão do relator do PL do Arcabouço Fiscal, Claudio Cajado (PP-BA), de incluir os recursos do Fundeb no limite de gastos do governo coloca em sério risco a educação do nosso país. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (23) e segue agora para a discussão no Senado Federal onde poderá ser alterado.

Os recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) são essenciais para garantir a estrutura das nossas escolas e o pagamento de professores. Inserir estes recursos em uma política de limitação de gastos ameaça o futuro de milhões de estudantes do nosso país e isso é inadmissível.

Importante ressaltar que, mesmo sob o regime fascista de Bolsonaro, que não mediu esforços para destruir a educação do nosso país, conseguimos garantir, com a aprovação do “Novo Fundeb”, que os recursos do fundo ficassem de fora do teto de gastos que impedia o desenvolvimento nacional. O que o relator pretende com esta manobra é garantir que a verba da nossa educação seja destinada ao serviço da dívida e seja drenada pelo rentismo que sufoca o Brasil.

Não vamos permitir este retrocesso. A educação brasileira não será alvo desta sangria e os sonhos da nossa juventude não serão prejudicados.

 

UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES
SECUNDARISTAS DE SÃO PAULO

TRAB1-1

MOSTRA CINEMA DO TRABALHADOR – “Tá faltando um zero no meu ordenado”

TRAB1-1

 

O “Dia do Trabalhador” é comemorado em quase todo o mundo no dia 1º de maio desde 1889, quando a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, aprovou a convocação anual de uma manifestação com o objetivo de lutar por melhores condições de trabalho. Desde então, muita coisa mudou. Outras, nem tanto.

Atualmente, uma campanha massiva tenta nos convencer de que questões como trabalho, sucesso e dinheiro dependem apenas do esforço individual humano, ignorando propositalmente o fato de que o ser humano sobrevive e toma suas decisões de acordo com o contexto social, político e econômico ao seu redor. Poderia o sucesso vir apenas do fruto do seu esforço? E, ainda que isso fosse verdade, é justo que uma pessoa trabalhe 8, 10, 12 horas por dia, relegando de sua rotina momentos de descanso, de estudo, tempo com os filhos e até mesmo uma alimentação adequada?

MAS DO QUE ESTAMOS FALANDO?

De arrocho salarial, aumento no preço dos alimentos, juros altos que beneficiam apenas aos banqueiros, da política do Novo Ensino Médio – que pretende formar os jovens de escola pública para a próxima geração do empreendedorismo brasileiro (leia-se trabalho informal e renúncia aos direitos trabalhistas – historicamente conquistados após a luta de várias gerações).

O trabalho, a falta de trabalho e a precarização das condições de trabalho, tudo isso afeta profundamente as relações humanas em todos os aspectos e contribui para desumanizar essas relações.

A “Mostra do Trabalhador” tá aqui pra botar o dedo na ferida: 4 filmes que discutem a luta do trabalhador no Brasil e no mundo, além de 4 curtas-metragens emocionantes que você não pode perder. E, de brinde na sessão extra, a visão de como o trabalho de homens livres e conscientes pode derrotar o fascismo e salvar a humanidade.

05/05

2 - Cabra

O EMPREGO

(curta-metragem de Santiago Grasso, 2008, 7′) 

Esta animação argentina propõe a questão “trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar?”. Trata-se de uma reflexão sobre a dinâmica social e sua relação com o trabalho assalariado.

 

CABRA MARCADO PARA MORRER
(Eduardo Coutinho, 1984, 119′) –
projeção em DCP

Início da década de 60. Um líder camponês, João Pedro Teixeira, é assassinado por ordem dos latifundiários do Nordeste. As filmagens de sua vida, interpretada pelos próprios camponeses, foram interrompidas pelo golpe militar de 1964. Dezessete anos depois, o diretor retoma o projeto e procura a viúva Elizabeth Teixeira e seus dez filhos, espalhados pela onda de repressão que seguiu ao episódio do assassinato. O tema principal do filme passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, por meio de lembranças e imagens do passado, evocam o drama de uma família de camponeses durante os longos anos do regime militar.

 

12/05   

4 - norma

NORMA RAE
(Martin Ritt, 1979, 110’)

Norma Rae é uma jovem operária de tecelagem que, influenciada por um sindicalista de Nova York, aos poucos entra na luta e organiza seus colegas de fábrica para lutar por melhores condições e salários. Baseado em história real.

  • após o filme, exibiremos um curta-metragem surpresa

 

19/05   

3 - Vcoê

 

VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI
(Ken Loach, 2019, 100’)

Após a crise financeira de 2008, Ricky e sua família se encontram em situação financeira precária. Ele decide adquirir uma pequena van, na intenção de trabalhar com entregas, enquanto sua esposa luta para manter a profissão de cuidadora. No entanto, o trabalho informal não traz a recompensa prometida, e aos poucos os membros da família passam a ser jogados uns contra os outros.

após o filme, exibiremos um curta-metragem surpresa

 

26/05 

 5 - Suco

MAIORIA ABSOLUTA
(curta-metragem de Leon Hirszman, 1964, 20’)

Filmado em 1963 e montado no início de 1964, Maioria Absoluta dá voz aos analfabetos, mostra as condições de vida dos camponeses impedidos de votar e denuncia a desigualdade social no país. Com o advento do golpe militar, o documentário ficou proibido até 1980, período em que foi exibido fora do Brasil.

 

O HOMEM QUE VIROU SUCO
(João Batista de Andrade, 1981, 97′) – projeção em 35mm

Um poeta popular do Nordeste chega a São Paulo, sobrevivendo apenas de suas poesias e folhetos. A sua vida muda quando é confundido com o operário de uma multinacional que matou o patrão em uma festa.

 

 

02/06  – SESSÃO EXTRA

6 - Moscou

 

MISSÃO EM MOSCOU
(Michael Curtiz, 1943, 124’)

Baseado no livro do embaixador americano Joseph E. Davies, que foi enviado à URSS pelo então presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, para avaliar a força do exército soviético, seu governo e sua indústria e descobrir de que lado os russos estariam na “guerra que se aproximava”. O livro, quando lançado, em 1941, se tornou um best-seller, com 700 mil exemplares vendidos, traduzido em 13 línguas, e teve notável papel na luta pelo estabelecimento da frente única que derrotou o nazismo. 

Davies apresenta suas observações sobre a vida soviética e elogia a participação consciente dos trabalhadores na construção do socialismo, além de testemunhar os preparativos, dentro das fábricas, para enfrentar a máquina de guerra nazista. 

Revoga Reforma

Pela revogação do “Novo Ensino Médio”

Revoga Reforma

Pela revogação do “Novo Ensino Médio”

Por uma Educação a serviço do Brasil e do povo brasileiro

 

PARA QUEM SERVE ESSE “NOVO” ENSINO MÉDIO (NEM)?

A reforma que alterou o Ensino Médio surgiu por meio de Medida Provisória editada pelo governo Temer em 2016 e transformada em lei em 2017 foi feita sem qualquer diálogo com os estudantes, educadores e sociedade civil. Batizada de “Novo” Ensino Médio, foi elaborada de acordo com os interesses de grandes grupos empresariais que atuam na área da educação, sem levar em conta a realidade da escola pública no Brasil e em um contexto de reformas ultraneoliberais de retirada de direitos dos trabalhadores e da limitação do investimento público.

Na época da sua criação, o Brasil atravessava uma de suas maiores crises econômicas – crise essa ainda não superada – causada por anos de uma política neoliberal que visou enfraquecer o Estado brasileiro, as indústrias e empresas nacionais em detrimento de interesses externos e de grandes bancos.

E qual foi a solução dada para a crise? Mais neoliberalismo. Tirar direito dos trabalhadores com as reformas da previdência e trabalhista e limitar o investimento público em educação, saúde e infraestrutura a partir do famigerado  teto de gastos. Ao mesmo tempo em que implementaram a reforma do ensino médio, limitaram o investimento.

Se o real objetivo dessa reforma fosse melhorar a Educação, não se deveria fazer o contrário? Aumentar o investimento?

A reforma trabalhista realizada neste período prometia gerar 6 milhões de empregos acabando com as “travas das leis trabalhistas”. Foram alterados 108  artigos da CLT, flexibilizando as leis trabalhistas para retirada de direitos. O que foi visto nos últimos anos foi um grande aumento da informalidade e do subemprego. Ela desregulou totalmente o mercado de trabalho, atacou sindicatos e incentivou a “uberização”, algo cada vez mais comum nos nossos dias.

É para esse mercado de trabalho que essa reforma do Ensino Médio quer levar a juventude, com suas aulas de projeto de vida e de brigadeiro caseiro. Um mercado de trabalho precário, para um futuro precário, futuro de fome, sem direitos e sem qualidade de vida.

A reforma do ensino médio tem por objetivo aprofundar as desigualdades educacionais para manter as desigualdades sociais. Nela, a juventude não tem vez, nem liberdade. Os jovens se distanciam dos seus sonhos de entrar numa universidade, ter um trabalho digno e sair da violência e das más condições de vida que se encontra. 

A reforma é complementar a esse grande avanço do projeto ultraneoliberal que nosso país tem passado. É o complemento ideológico desse projeto. De fazer valer na sociedade, de forma mais forte, a ideia de que a desigualdade precisa existir, de que uns são melhores que os outros. Se alguém vive na miséria, foi porque não foi brilhante o suficiente para elaborar e cumprir seu “projeto de vida”, a ideia da meritocracia, do individualismo, da competição e da eliminação. Da ideologia que busca culpabilizar os pobres pela própria pobreza: assim pretendem tirar a responsabilidade do Estado na formação do estudante e colocar a responsabilidade unicamente nele.

Ou seja, eles querem manter uma sociedade injusta e nos manter em concordância com ela, nos manter passivos, sem pensamento crítico e de cabeça baixa.

QUEM ESTÁ POR TRÁS DESSA “DEFORMA”?

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que regula o currículo de toda educação básica e a reforma do “novo” ensino médio tiveram envolvimento direto de uma articulação chamada “Movimento Pela Base” que surgiu em 2013 com o intuito de construir e implementar a BNCC e a Reforma do Ensino Médio. Inclusive, esse movimento se mantém fortemente ativo nos dias de hoje, fazendo lobby para manter essa reforma em voga.

Grandes fundações empresariais ligadas ao capital que lucram bilhões com o sucateamento da educação pública e com a desigualdade social estão por trás dessa iniciativa. 

Entre dezenas delas, vale destacar a Fundação Lemann do grande ‘meritocrata’ e herdeiro, Jorge Paulo Lemann – segundo homem mais rico do Brasil e um dos responsáveis nesse ano de 2023 pelo escândalo do grande rombo de R$40 bilhões das Lojas Americanas.

Também se soma ao “movimento” o Itaú Unibanco, banco privado que mais lucrou no Brasil em 2022 em meio à grande crise econômica que tem levado a economia brasileira a um colapso, com quebras de empresas, falta de créditos e quedas no consumo por conta dos elevados juros, devastação da renda das famílias e um elevado registro de pessoas passando fome e sofrendo com insegurança alimentar, mais da metade da população brasileira nessa situação.

Vemos também outras dezenas de fundações e empresas “preocupadíssimas” com a educação pública defendendo essa reforma neoliberal, como a Fundação Roberto Marinho, ligada à TV Globo, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo.

Nem o “iFood”, empresa reconhecida pelo incentivo de jovens “empreendedores” que trabalham 12 horas por dia, sem salário fixo, sem férias, sem folga, alugando bicicletas e arriscando a vida nas grandes cidades, deixou de contribuir para a implementação desse “novo” modelo de ensino. O iFood é um dos financiadores da “Todos pela Educação”, mais uma organização parceira desse “Movimento pela Base”.

Esse “Novo Ensino Médio” foi assim criado, elaborado e se é mantido ainda nos dias de hoje, é para fazer valer os interesses de empresas e bancos bilionários que ganham muito com o sucateamento do ensino público e com a desigualdade social.

 

COMO TEM FUNCIONADO NA PRÁTICA O “NEM”?

Problemas de aulas vagas, falta de capacitação dos professores, salários pouco atrativos, escolas com péssimas estruturas onde chove mais dentro do que fora, onde os professores contam com escassos materiais para darem aulas, e escolas carecem de quadras, laboratórios de ciência e de informática, auditórios, teatros e salas de vídeo. Os alunos estão dentro de uma escola onde não há incentivo à cultura, nem esporte, nem à ciência e pesquisa, onde não há amparo ao jovem tanto em sua saúde física quanto emocional, escolas que reproduzem a violência encontrada dentro da sociedade, onde a juventude sai sem saber o básico de português e matemática, com muitas dificuldades de encontrar um emprego ou entrar na faculdade.

O novo modelo evidenciou ainda mais o estado terminal em que está a educação pública brasileira. Todos esses problemas não são atuais,  e essa nova medida não quis enfrentá-los de frente. Ao banalizar que o principal problema da educação era a “atração para a juventude”, ignorou todos os problemas e ajudou a agravá-los. Qualquer reforma educacional que não leve em conta os verdadeiros problemas da educação brasileira tende a falhar.

ITINERÁRIOS

Os itinerários formativos são o eixo central da reforma. Neles estão presentes as aulas de projeto de vida e os aprofundamentos curriculares, que são as “matérias” que os alunos “escolhem” a partir do segundo ano. Esses itinerários passam cada vez mais a ocupar espaço dentro das grades horárias, aqui em São Paulo, no terceiro ano do Ensino Médio, 60% das aulas já são reservadas para esses itinerários.

Assim, as matérias consideradas “comuns” desaparecem. Dependendo do ano, os alunos acabam ficando sem aula de História, Geografia, Filosofia, Química, Física, Biologia, Sociologia, Educação Física e Inglês, pois não são obrigatórias nos três anos. Mas nem as matérias de Português e Matemática conseguem passar desses cortes, apesar de serem obrigatórias. No terceiro ano já se encontram de forma  bem reduzida, com os alunos tendo somente duas aulas por semana de cada, quando antes eram cinco. Tudo isso substituído pelos itinerários, pelos projetos de vida e pelos aprofundamentos curriculares.

Os itinerários prometeram um currículo mais atrativo, onde o estudante poderia escolher o que ele iria aprender de acordo com seus interesses, com aprofundamento curricular e com integração entre disciplinas e conhecimentos. E como isso se dá na prática? Os alunos encontram professores que estão mal preparados para ensinar as matérias por conta da falta de capacitação, dando aulas quaseque de improviso, escolas sem estrutura para que sejam ofertados esses itinerários e onde a maioria está tendo aulas que parecem vazias, que pretendem aprofundar em temas que não foram nem passados do “raso”.

Essa “liberdade de escolha”, para começar, é falsa. Primeiro porque as escolas não têm condições de oferecer todos os itinerários. Assim o aluno acaba tendo aula de um itinerário que nem é de sua escolha, nem de seu interesse. Se ele quiser fazer um itinerário que é do seu interesse, ele precisa mudar de escola. Se ele muda de escola e não tem vaga nas aulas de itinerário que ele quer, ele precisa ir para a que tem vaga. Enfim, uma ampla liberdade da juventude, liberdade do jovem se virar com o que restou, não uma verdadeira liberdade escolha.

Na prática, a juventude não tem visto integração de currículo nem atratividade. Temos visto um ensino médio confuso, que parece ainda mais conteudista, cheio de matérias com nomes “esquisitos” e ainda mais fora da realidade. Quais são essas matérias?

Vai de “A a Z”, no Brasil inteiro são mais de 1.500 opções de disciplinas, entre elas aulas de “brigadeiro caseiro”, “#se liga na mídia”, “RPG”, “projeto de vida”, “Como se tornar um milionário”, “origami”, “#quem divide multiplica”, “Mundo Pets SA”, “A arte de morar”, “O que rola por aí”, etc.

A proposta dessa reforma é que as matérias comuns que foram cortadas ou reduzidas sejam encontradas dentro de cada um desses itinerários. Mas, o que vem acontecendo na prática é que os estudantes sentem falta dos conteúdos e estão aprendendo pouco.

ENSINO TÉCNICO DEFORMADO

O ensino técnico foi profundamente afetado com essa remodelação, pois passou a ser oferecido com baixa carga horária e a demanda de cursos, em sua maioria, voltados para a área de serviços. Foi implementada uma forma de ensino em que o estudante que tem o Ensino Técnico integrado ao Ensino Médio acaba tendo redução da carga horária na grade técnica e, principalmente, na comum, tendo assim uma piora em sua formação nos dois sentidos.

Há uma sensível diminuição no período integral de qualidade oferecido nas Escolas Técnicas do Estado de São Paulo por exemplo, onde modalidades que chegavam a oferecer 4.100 horas, hoje oferecem apenas 3.600. O discurso do “empreendedorismo” está cada vez também mais presente  nas  Escolas  Técnicas,  enquanto pouco se fala e se investe em cursos ligados ao desenvolvimento. 

Ao invés dos estudantes terem aulas de matérias essenciais como física, química,  história, geografia etc., eles têm aula de “Práticas de Empreendedorismo”, que destilam a ideologia ultraneoliberal, promove um discurso bonito e glamourizado de como o desemprego e a precarização do trabalho “são o futuro do mercado” e, assim, o futuro da juventude.

O Novo Ensino Médio vem descaracterizando cada vez mais o Ensino Técnico, que deveria ter um papel crucial na reconstrução e avanço do Brasil, promovendo pesquisa, ciência e tecnologia. Mas hoje, ao invés de  servir  aos  interesses  do povo e da nação, serve a meia dúzia de bilionários que lucram com a estagnação do país, investindo mais na área de serviços para manter a juventude como serviçal de uma desigualdade planejada e apoiada por grandes empresários.

ENSINO A DISTÂNCIA

Além de todos os problemas relacionados à grade curricular, a reforma abriu margem para a implantação do famigerado ensino a distância, podendo chegar até 20% no ensino regular e 30% no ensino noturno. Durante os dois anos que tivemos de pandemia, o EAD se provou ineficaz, causando uma enorme defasagem na aprendizagem. Colocá-lo como uma opção é abrir margem para mais desigualdade de ensino, onde estudantes que já não estão tendo formação adequada de forma presencial vivenciem isso virtualmente, e isso se tiverem estrutura para tal. 

A falta de acesso à internet e equipamentos eletrônicos é uma realidade para muitos jovens. O ensino a distância tira o direito de aprendizagem dos estudantes, sobretudo os mais pobres.

É dentro da escola que a juventude se forma e se desenvolve. Afastar os jovens da escola é privá-los de desenvolver relações sociais, de se integrar com o professor e o conteúdo que estão aprendendo. Abrir margem para o EAD é dar ao Estado a opção de tirar a sua responsabilidade para com a formação dos estudantes e tercerizar a sua função. E, novamente, quem se beneficia não são os estudantes, muito menos o povo brasileiro. São empresários que oferecem Ensino a Distância à educação pública e lucram com a defasagem do ensino.

PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO

Essa precarização do ensino, abre caminho para privatização. Abre margem para que esses itinerários sejam ofertados pela iniciativa privada sob justificativa de que o Estado não consegue dar conta de ofertá-los, assim como o ensino a distância, e coloca a educação numa lógica de mercadoria.

O Novo Ensino Médio passou a permitir que fossem utilizados recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) para realização de parcerias com o setor privado, inclusive para que empresas de educação à distância ofertassem cursos nessa modalidade e que seriam usados para a integralização dos currículos dos/das estudantes nesse nível de ensino.

QUAL ENSINO MÉDIO QUEREMOS?

Queremos um Ensino Médio que leve em conta os interesses do povo brasileiro e do Brasil e não aos interesses de banqueiros e grandes corporações educacionais. Queremos uma juventude formada para desenvolver o nosso país e que possa contribuir para resolver as desigualdades.

Queremos um Ensino Médio que seja elaborado em conjunto com os estudantes e visando as reais necessidades da educação e do país. Que a juventude consiga sair dele preparada para entrar em uma universidade e trabalhar com dignidade, sendo um cidadão crítico e um agente de transformação do meio em que vive. Podendo assim formar jovens para reconstruir o país e desenvolvê-lo, com pesquisa, conhecimento, ciência, tecnologia, cultura, esporte e trabalho produtivo.

Precisamos de um Ensino Médio que faça os estudantes aprenderem a produzir e não a servir. Queremos um Ensino Médio em tempo integral e de qualidade, com formação integral e universal. Com estruturas e materiais nas escolas para que os estudantes possam aprender ao máximo e possam ligar os conteúdos aprendidos com a prática. Onde o aluno possa desenvolver pesquisas, iniciações científicas, projetos que envolvam as mais variadas áreas do saber.

Queremos uma escola realmente atrativa, que pulse cultura, esporte e ciência. Queremos um ensino técnico de verdade, que possibilite a emancipação da juventude e que ela contribua para o desenvolvimento do país, voltado para a indústria.

O ENSINO UNIVERSAL, PLURAL E CRÍTICO é essencial, para que o aluno consiga aprender todas as matérias e o básico de todas elas para que, assim, tendo um conhecimento de mundo mais geral, possa escolher onde, como e em que quer se aprofundar. Não é necessário exigir do jovem a escolha do que seguir na vida logo no primeiro ano do ensino médio. Ao terminar o ensino  básico, no terceiro ano, tal escolha já lhe era exigida. O ensino médio deve ser o momento em que a juventude adquira os conhecimentos mais variados possíveis, tenha o máximo de contato com todas as aprendizagens, culturas, trabalhos e ciências e de forma crítica, para que possa refletir sobre o meio em que vive e sobre como interferir nele  com o aprendizado adquirido em todas as áreas do conhecimento.

Interdisciplinaridade e integração das disciplinas é algo muito importante que também deve ser levado em conta para substituir esse “Novo” Ensino Médio. Não como foi feito, ao gerar um distanciamento maior das áreas do conhecimento mas constituindo um currículo em que se vençam as desigualdades do ensino e que vise à integração das disciplinas, ao aprendizado universal e à união da  teoria e da prática, com forte amparo metodológico para as aulas, formação do aluno crítico e construtor do processo de aprendizado.

 

Por isso, defendemos

ENSINO INTEGRAL DE QUALIDADE E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL:

Lugar de estudante é dentro da escola!

A escola de tempo integral se mostra um avanço para a educação brasileira. O lugar de estudante é ocupando as fileiras das escolas públicas.

Defendemos um ensino integral que tenha um verdadeiro investimento, com uma política de bolsa permanência estudantil para que os estudantes não tenham que evadir as escolas para trabalhar. Com uma ampliação casada com investimento, os jovens brasileiros terão a oportunidade de maior aproveitamento das matérias, aprofundando e ampliando seu conhecimento, com acesso a esporte, lazer e cultura de qualidade.

Defendemos que todos os estudantes tenham acesso ao ensino integral de qualidade.

Para além da educação, garantir que os estudantes fiquem mais tempo dentro da escola também diminui a exposição às violências que assolam a sociedade brasileira.

Para que esta estrutura de ensino seja efetivada, é necessária prioridade por parte do poder público, garantindo mais profissionais da educação, amparados através de um plano de carreira mais atrativo e uma melhor remuneração. Desta maneira, os professores conseguirão se dedicar com exclusividade à educação integral, com tempo suficiente para planejar as atividades e continuamente avaliar e reavaliar os estudantes e suas novas necessidades.

 

ENSINO TÉCNICO:

Se desejamos um Brasil soberano, que caminhe com as próprias pernas, precisamos investir em educação, sobretudo na educação técnica. Um ensino capaz de oferecer não apenas habilitação profissional para a juventude, mas também desenvolver tecnologia e ciência para o avanço do país.

É necessário um ensino técnico que atenda aos interesses do povo brasileiro, que caminhe junto com a reconstrução nacional e a formação de um país com indústrias fortes. As Escolas Técnicas devem promover projetos de pesquisa e extensão, como acontecem nos Institutos Federais. Atualmente, os IF’s possuem cerca de 1,5 milhão de estudantes matriculados.

Defendemos a expansão desse modelo de ensino para 4 milhões de vagas voltadas ao Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio no Brasil.

É preciso ampliar a Educação Técnica, mas isso requer muita estrutura e capacitação de professores. Não podemos cair na falácia de que a solução é  colocar cursos “técnicos” como itinerários, pois essas “formações” se dão através do corte de matérias básicas do Ensino Médio e, consequentemente, não formam adequadamente a juventude, nem para o ensino comum, nem para o ensino  técnico.

FORTE POLÍTICA DE INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO:

Não adianta mudar o modelo de ensino e não garantir investimento. Nenhum ensino médio, nem “novo”, nem “velho”, nem “novíssimo”, nenhuma proposta de reforma pode resolver os problemas dessa fase de ensino sem investimento. Assim, defendemos uma nova proposta com uma forte política de investimento atrelada a ela, assim como mais participação da União quanto ao investimento na educação.

O Brasil gasta cerca de 6% do seu PIB com Educação. Entretanto, o valor investido por aluno no Brasil está bem abaixo ao realizado nos países desenvolvidos. São 4 mil dólares por aluno, enquanto os gastos médio dos países membros da OCDE chegam a 10 mil dólares por aluno. 

Defendemos a ampliação do investimento e que o Brasil destine para a educação pública 990 bilhões de reais por ano, correspondentes a 10% do seu PIB, garantindo assim o valor justo por aluno e o devido investimento que o povo brasileiro merece para, enfim, ter uma educação que orgulhe toda a nação. 

Se a educação for realmente tratada como prioridade, é possível garantir esse investimento para ela em nosso país.

Queremos uma educação pública, gratuita e de qualidade!
Que esteja a serviço do povo brasileiro e do Brasil!
Junte-se a nós nessa luta!

UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES
SECUNDARISTAS DE SÃO PAULO – UMES

52774371592_2b874c3177_k.jpg

POR UMA ESCOLA SEM VIOLÊNCIA E SEGURA PARA TODOS

52774371592_2b874c3177_k.jpg

Na manhã desta segunda-feira fomos surpreendidos com a notícia de um ataque a facadas realizado por um aluno na E.E Thomázia Montoro, localizada na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. Uma professora morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas neste episódio que entristece a todos.

O agressor, um adolescente de 13 anos, só foi impedido graças a ação de outros professores que o imobilizaram e retiraram a faca de sua mão.

A escola deve ser um local seguro aos estudantes, professores, funcionários e a toda comunidade. Um ambiente de aprendizado, tolerância e respeito e que seja acolhedor para todos.

Mais do que nunca, é importante ressaltar a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental dos estudantes. Vivemos anos nefastos onde a violência e o discurso de ódio foram incentivados e, infelizmente, vimos estes comportamentos serem replicados. Os impactos da pandemia ainda são sentidos em muitos jovens que necessitam de maior atenção da sociedade.

Nossa solidariedade aos familiares, amigos, colegas e alunos da professora Elisabete Tenreiro e a toda comunidade escolar que foi vítima deste triste evento.

Por uma escola sem violência e segura para todos.

39625185_1871810096189756_7418989068156928000_n.jpg

Pela revogação imediata do “Novo Ensino Médio” e por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

39625185_1871810096189756_7418989068156928000_n.jpg

 

DIA 15 DE MARÇO A AULA É NA RUA!

Batizada de “Novo Ensino Médio”, a deforma do Ensino Médio foi criada em 2017, sem qualquer tipo de diálogo com a sociedade, por meio da Lei de N° 13.415. O “NEM” trouxe diversos retrocessos, que podem ser vistos com mais nitidez após o início da sua implantação.

Aumento do Ensino à Distância, falta de professores para os chamados itinerários, professores sem requisição de formação adequada, falsa liberdade de escolha dos itinerários para os alunos, redução e cortes de disciplinas fundamentais para o desenvolvimento dos estudantes e redução da carga horária de português e matemática, são alguns dos exemplos de como o “NEM” agrava ainda mais a situação da nossa educação.

Essa mudança tem aprofundado ainda mais a desigualdade do ensino, colocando um falso ‘empreendedorismo’ como um dos focos principais dos itinerários, formando os jovens para o mercado de serviços e os distanciando dos seus sonhos.

Defendemos a revogação imediata dessa deforma do ensino e a formação de uma nova lei elaborada através de um amplo diálogo com a sociedade, voltada para as necessidades da juventude e do Brasil! A formação de uma comissão tripartite envolvendo governo, sociedade civil e os estudantes é essencial!

É necessário uma forte política de investimento na educação e de permanência estudantil, não adianta mudar o modelo educacional e os estudantes continuarem sofrendo com evasão escolar, com escolas que chovem mais dentro do que fora, com falta de estruturas, sem laboratórios de ciências, sem teatros, sem quadras, sem formação e valorização adequada dos professores e com aula vaga!

Queremos um Ensino Médio com formação e tempo integral de qualidade! Com direito a ensino técnico voltado à indústria e demais áreas necessárias para a reconstrução nacional, respeitando a formação crítica e cultural dos jovens, para que assim possamos realmente ser donos de nossos destinos e ter uma educação do tamanho dos nossos sonhos!

DIA 15 de MARÇO A AULA É NA RUA!

NOS ENCONTRAMOS NO MASP ÀS 8H

PELA REVOGAÇÃO DO “NOVO” ENSINO MÉDIO!

Pautas da manifestação:

  • – REVOGAÇÃO IMEDIATA DO NOVO ENSINO MÉDIO
  • – MAIS INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO
  • – REFORMA NAS ESCOLAS E ETECs
  • – PELO FIM DAS AULAS VAGAS
HOra da Estrela

Cine-Teatro Denoy de Oliveira apresenta CINEMULHER

HOra da Estrela

 

“Porque há o direito ao grito.

Então eu grito.”

(A Hora da Estrela, Clarice Lispector)

Em homenagem ao mês e à luta feminina por igualdade e emancipação, escolhemos cinco filmes incríveis sobre mulheres que nunca se calaram, nem nos momentos mais duros da História.

A Mostra começa sexta-feira, dia 10 de março e segue com sessões todas as sextas até dia 07 de abril!

Programação completa:

10/03 – Miss Marx (2020)

17/03 – Que Bom Te Ver Viva (1989)

24/03 – O Destacamento Vermelho de Mulheres (1960)

31/03 – A Hora da Estrela (1985)

07/04 – Clementina (2018)

A sessão começa pontualmente às 19h, a entrada é gratuita!

A retirada dos ingressos acontece uma hora antes do início do filme, diretamente na entrada do cinema.

O Cine-Teatro Denoy de Oliveira fica localizado na rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista em São Paulo.

Agradecimento especial à Taiga Filmes e à Dona Rosa Produções Artísticas pela cessão dos filmes “Que Bom Te Ver Viva” e “Clementina”.

 

OS FILMES

 

Mis Marx

 

10/03 – Miss Marx

de Susanna Nicchiarelli, (2020), 107 min.

Em Miss Marx, acompanhamos a brilhante, inteligente, apaixonada e livre, Eleanor, a filha mais nova de Karl Marx.

Entre as primeiras mulheres a vincular feminismo e o socialismo, ela participou das lutas dos trabalhadores, dos direitos das mulheres e da abolição do trabalho infantil. Em 1883, ela conheceu Edward Aveling, iniciando uma apaixonada, porém, trágica, história de amor.

 

 Bom te ver

 

17/03 – Que Bom Te Ver Viva

de Lúcia Murat, (1989), 110 min

Quatro anos depois do golpe militar derrubou o governo brasileiro em 1964, todos os direitos civis foram suspensos e a tortura se tornou uma prática sistemática. Usando uma mistura de ficção e documentário, este filme extraordinário é um registro marcante da memória pessoal, da repressão política e da vontade de sobreviver!

Entrevistas com oito mulheres, que foram presas políticas durante a ditadura militar, são emolduradas pelas fantasias e imaginações de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache.

 

destacametno

 

24/03 – O DESTACAMENTO VERMELHO DE MULHERES

de Xie Jin, (1960), 74 min.

Wu Qionghua, serva de Nanbatian (O Tirano do Sul), foge para a selva, entra no Exército Vermelho e se junta à tropa feminina que opera na Ilha de Hainan.

Baseado em episódio real da 1ª Guerra Civil Revolucionária na China (1927-37).

 

horadaestrela

 

31/03 – A HORA DA ESTRELA

de Suzana Amaral (1985), 96 min.

Macabéa é uma imigrante nordestina, que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico, um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória, colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante. Clássico brasileiro, baseado no livro homônimo de Clarice Lispector.

 

Clementina

 

07/04 – CLEMENTINA

de Ana Rieper (2018), 75 min.

Um olhar sobre a trajetória da cantora Clementina de Jesus (1901-1987). Revelada tardiamente, aos 63 anos, ela se tornou uma das maiores vozes do samba e foi considerada o elo entre a cultura brasileira e as raízes africanas.

 

Jornal Estudantes FEVEREIRO capa

JORNAL DOS ESTUDANTES JUNHO/2023 – Povo brasileiro mandou Bolsonaro para a lata de lixo da história!

Jornal Estudantes FEVEREIRO capa

A UMES lança a nova edição do JORNAL DOS ESTUDANTES – Especial volta às aulas. Nesta edição, celebramos a derrota do pior governo da nossa história e destacamos a participação da juventude que foi às ruas e às urnas para derrubarmos Bolsonaro.

Após quatro anos cheios de negacionismo e negligência, o povo brasileiro deu sua resposta nas urnas a toda desigualdade, violência e desmonte que o bolsonarismo instaurou no nosso país.

Muitos desafios nos esperam neste ano de 2023, mas o cenário está mudando e com a vitória da democracia, abre espaço para sonharmos e construirmos um Brasil diferente.

LEIA AQUI O JORNAL DOS ESTUDANTES – ESPECIAL VOLTA ÀS AULAS

sample_website.png

Solicite já o seu Bilhete Único Estudante 2023

 sample_website.png

 

Os estudantes de São Paulo já podem solicitar seu Bilhete Único Estudante para o ano letivo de 2023. Para fazer o pedido de um novo bilhete ou de revalidação do cartão que já possui, é preciso que a instituição de ensino tenha enviado sua matrícula à SPTrans.

Os alunos que vão utilizar o Bilhete Único pela primeira vez irão receber o seu cartão em casa ou no endereço que ele escolher. Para isso, é preciso completar o processo de solicitação e pagamento do valor de validação do benefício, que é de sete tarifas vigentes, ou R$ 30,80 via cartão de crédito, boleto ou PIX.

 

Passo a passo

Para solicitar a primeira via ou revalidação do Bilhete Único Estudante, siga o passo a passo:


• Informe a Unidade de Ensino que deseja utilizar o Bilhete Único de Estudante no ano vigente;

• Aguarde o envio dos seus dados de matrícula à SPTrans pela Unidade de Ensino. Você poderá acompanhar a confirmação de sua matrícula no site;

• Entre no site sptrans.dne.com.br e se identifique com o RG e CPF;

• Pague o valor de validação do benefício

Revalidação: Caso você já possua um Bilhete Único de Estudante ativo, será solicitada a confirmação do código do cartão para revalidá-lo, desde que o cartão esteja em perfeito estado buy keppra without prescription conservação, sem trincas ou envergaduras e com a foto e numeração impressas na parte frontal legíveis.


Atenção: você continuará utilizando este cartão, emitido em anos anteriores. Para ter direito a meia entrada em shows e eventos, retire o selo de revalidação nos Postos de Atendimento;


Para quem já possui um cartão emitido a partir de 2019, mas deseja substituí-lo, selecione a opção para solicitar um novo cartão, confirme os dados enviados pela Unidade de Ensino, faça o envio de uma foto e um documento oficial, informe os dados de contato e um endereço para entrega de sua preferência. Os dados de contato são muito importantes pois é através do celular ou e-mail que serão enviados os avisos de andamento da emissão do novo cartão. Nestes casos, para quem quiser receber o cartão, será cobrado um valor de frete de três tarifas (R$ 13,20) somado ao valor da validação (R$ 30,80). Também haverá a opção de retirar o bilhete em um posto de atendimento da SPTrans, sem pagar o frete.


Cartões emitidos em 2018 e anos anteriores não podem mais ser revalidados. Quem possui este cartão e continua estudando em 2023 deve solicitar uma nova via e estará isento da taxa de frete.


O pagamento dos valores podem ser feitos por cartão de crédito, boleto ou PIX.


O aluno que escolher a opção do boleto deve aguardar a confirmação do pagamento (que leva até três dias úteis).  Importante: antes de imprimir o boleto, verifique se é o número do cartão que pretende revalidar e só assim imprima o boleto. O documento também pode ser pago em casas lotéricas.

Após a conclusão dessas etapas, a foto e o documento serão validados e o cartão será encaminhado para o endereço informado no momento do cadastro;

Desbloqueio

Ao receber o cartão, entre no site sptrans.dne.com.br e efetue o desbloqueio do Bilhete Único do Estudante para ativá-lo. Cartões emitidos em anos anteriores serão automaticamente bloqueados no momento do desbloqueio do novo cartão. A restituição do saldo remanescente estará disponível para recarga em até 72h.

54734_143466.jpg

8ª Edição da Mostra Permanente de Cinema Italiano homenageia Francesco Rosi – VEJA A PROGRAMAÇÃO

54734_143466.jpg

O Bandido Giuliano, de Francesco Rosi, fime de abertura da programação de 2023

Situado no coração do Bixiga, o Cine-Teatro Denoy de Oliveira apresenta a 8ª edição da Mostra Permanente de Cinema Italiano. Desde 2016, seguimos exibindo (e descobrindo) a vasta dimensão de estilos e temas da cinematografia daquele país. Nossa Mostra, que começou como uma pequena homenagem à histórica imigração italiana no bairro do Bixiga, já possui em seu currículo quase 300 filmes exibidos – alguns, até então, inéditos no Brasil.

Neste ano, escolhemos homenagear o cineasta Francesco Rosi, por ocasião de seu centenário, completado em novembro de 2022. Um artista do pós-guerra, Rosi dedicou-se em suas obras a questionar os interesses escusos por trás da construção da instável democracia em seu país. A selvagem interferência estrangeira, a Máfia, a especulação imobiliária, alianças políticas perigosas… Rosi debruçou-se sobre tais temas em um momento quase tão obscuro quanto o dos anos sob o fascismo, e trouxe à tona um lado incômodo da história italiana, não tão diferente da história do Brasil – ou, pelo menos, com algumas confluências.

A 8ª edição da Mostra Permanente de Cinema Italiano traz 43 filmes de 23 diretores ao longo de todo ano de 2023, sempre às segundas-feiras, às 19h, com entrada gratuita. Confira programação abaixo: 

Mostra_Cinema_Italiano_Banner_Web_700x250_2023_1.jpg

 

PROGRAMAÇÃO DE 2023

 

30/01 – O BANDIDO GIULIANO

Francesco Rosi (1962), 123 min. Drama/Ficção policial

 

06/02 – FELIZES PARA SEMPRE

Francesco Rosi (1967), 115 min. Romance/Fantasia

 

13/02 – NÃO HAVERÁ SESSÃO NESSE DIA

20/02 – NÃO HAVERÁ SESSÃO NESSE DIA

 

27/02 – EM NOME DO PAPA REI

Luigi Magni (1977), 105 min. Comédia/Ficção histórica

 

06/03 – A CORRUPÇÃO

Mauro Bolognini (1963), 82 min. Drama

 

13/03 – LIBERA, AMORE MIO!

Mauro Bolognini (1975), 112 min. Comédia/Drama/Guerra

 

20/03 – DE PORTAS FECHADAS

Dino Risi (1961), 100 min. Comédia

 

27/03 – DESCULPE O INCÔMODO

Dino Risi (1990), 94 min. Drama/Comédia

 

03/04 – CRISTO PAROU EM ÉBOLI

Francesco Rosi (1979), 150 min. Drama/Obra de Época

 

10/04 – COMÍCIOS DE AMOR

Pier Paolo Pasolini (1964), 92 min. Documentário

 

17/04 – ACCATONE – DESAJUSTE SOCIAL

Pier Paolo Pasolini (1961), 117 min. Drama

 

24/04 – O NOME DO FILHO

Francesca Archibugi (2015), 94 min. Comédia

 

01/05 – AS AVENTURAS DE PINÓQUIO

Luigi Comencini (1972), 127 min. Fantasia

 

08/05 – A GAROTA DE BUBE

Luigi Comencini (1964), 109 min. Drama/Romance

 

15/05 – O DIA DA DESFORRA

Sergio Sollima (1966), 110 min. Faroeste

 

22/05 – QUANDO OS BRUTOS SE DEFRONTAM

Sergio Sollima (1967), 112 min. Faroeste/Spaghetti western

 

29/05 – LUCKY LUCIANO – O IMPERADOR DA MÁFIA

Francesco Rosi (1973), 115 min. Crime/Drama

 

05/06 – A MULHER MACACO

Marco Ferreri (1964), 93 min. Drama/Comédia

 

12/06 – ROMEU E JULIETA

Franco Zeffirelli (1968), 138 min. Romance/Drama

 

19/06 – A HORA DA RELIGIÃO

Marco Bellocchio (2002), 105 min. Drama

 

26/06 – AS MÃOS SOBRE A CIDADE

Francesco Rosi (1963), 105 min. Drama

 

03/07 – O MAGNÍFICO TRAÍDO

Antonio Pietrangeli (1964), 124 min. Comédia/Comédia erótica

 

10/07 – LA PARMIGIANA

Antonio Pietrangeli (1963), 110 min. Comédia/Drama

 

17/07 – UM BURGUÊS MUITO PEQUENO

Mario Monicelli (1977), 122 min. Drama

 

24/07 – GUARDAS E LADRÕES

Mario Monicelli (1951), 105 min. Comédia

 

31/07 – CADÁVERES ILUSTRES

Francesco Rosi (1976), 127 min. Mistério/Thriller político

 

07/08 – O GRITO

Michelangelo Antonioni (1957), 116 min. Drama/Romance

 

14/08 – O ECLIPSE

Michelangelo Antonioni (1962), 125 min. Drama/Romance

 

21/08 – CIÚME À ITALIANA

Ettore Scola (1970), 99 min. Comédia

 

28/08 – A VIAGEM DO CAPITÃO TORNADO

Ettore Scola (1990), 132 min. Aventura/Comédia

 

04/09 – SENTADO À SUA DIREITA

Valerio Zurlini (1968), 89 min. Drama/Guerra

 

11/09 – A PRIMEIRA NOITE DE TRANQUILIDADE

Valerio Zurlini (1972), 105 min. Romance/Drama

 

18/09 – DOIS VINTÉNS DE ESPERANÇA

Renato Castellani (1952), 110 min. Romance/Drama

 

25/09 – SOB O SOL DE ROMA

Renato Castellani (1948), 104 min. Comédia/Drama

 

02/10 – PAI PATRÃO

Vittorio e Paolo Taviani (1977), 114 min. Drama

 

09/10 – A NOITE DE SÃO LOURENÇO

Vittorio e Paolo Taviani (1982), 107 min. Drama/Guerra

 

16/10 – OS SETE IRMÃOS CERVI

Gianni Puccini (1968), 105 min. Drama/Guerra

 

23/10 – PAISÀ

Roberto Rossellini (1946), 120 min. Drama/Guerra

 

30/10 – O MEDO

Roberto Rossellini (1954), 84 min. Drama

 

06/11 – BEM-VINDO AO SUL

Luca Miniero (2010), 106 min. Comédia

 

13/11 – BEM VINDO AO NORTE

Luca Miniero (2012), 110 min. Comédia

 

20/11 – A GAROTA QUE SABIA DEMAIS

Mario Bava (1963), 92 min. Mistério/Thriller

 

27/11 – CIDADE DAS MULHERES

Federico Fellini (1980), 139 min. Fantasia/Comédia dramática

 

04/12 – A ESTRADA DA VIDA

Federico Fellini (1954), 115 min. Drama

 

DIRETORES EXIBIDOS NA MOSTRA

 

FRANCESCO ROSI (1922-2015)

Nascido em Nápoles, Francesco Rosi estudou Direito. Nos anos 40 trabalhou no rádio como jornalista. Ingressou na indústria cinematográfica em 1948, foi assistente de vários cineastas, entre os quais Luchino Visconti com quem fez “La Terra Trema” (1948), “Belíssima” (1951) e “Senso” (1956). Sua carreira, marcada por obras de grande empenho social e político, começou em 1958 com “A Provocação”. Tem entre seus filmes grandes sucessos como “O Caso Mattei” (1972), “Lucky Luciano” (1973) e “Cadáveres Ilustres” (1976). Recebeu o Urso de Prata de Melhor Diretor em 1962 por “Bandido Giuliano” e o Prêmio de Ouro do 11° Festival de Moscou (1979) por “Cristo Parou em Eboli”. Em 2008 foi homenageado no Festival de Berlim com um Urso de Ouro pelo conjunto da obra.

 

LUIGI MAGNI (1928-2013)

De Roma. Em 1968, foi roteirista do filme de Mario Monicelli, “A Garota com a Pistola”, sucesso de crítica e público. Seu primeiro filme foi  “Faustina”(1968), mas foi com “Os Carbonários”(1969) que alcançou sucesso, tendo a maior bilheteria do cinema italiano do ano. O filme marcou o início da parceria com o ator Nino Manfredi. Em 1977, Magni alcançou novamente o sucesso com o filme “Em Nome do Papa Rei”. Já foi membro do júri no Festival Internacional de Filmes de Moscou e se aposentou do cinema em 2004, com a morte de Nino Manfredi, com quem trabalhou até 2003.

 

MAURO BOLOGNINI (1922-2001)

Nasceu na Toscana. Formado também em arquitetura, estudou cenografia na Academia Nacional Italiana de Cinema. Foi assistente de Luigi Zampa na Itália, e Yves Allégret e Jean Delannoy na França. Estreou em 1953 com ”Ci Troviamo In Galleria”. Seu primeiro sucesso de crítica e público foi “O Belo Antônio”, em 1960. Além de grandes títulos de cinema, Bolognini também dirigiu produções teatrais e óperas. Entre suas obras, estão: ”A Longa Noite das Loucuras’ (1959), ”Caminho Amargo” (1961), ”Desejo que Atormenta” (1962), ”As Bruxas” (1967) e ”A Grande Burguesia” (1974).

 

DINO RISI (1916-2008)

O milanês Dino Risi estudou medicina e formou-se em psiquiatria. Foi crítico de cinema, roteirista, trabalhou como assistente de direção. Nos anos 50, mudou para Roma, se tornando um dos grandes criadores da commedia all’italiana, junto a Ettore Scola, Mario Monicelli e Pietro Germi. Dirigiu 54 filmes, entre eles: “O Signo de Vênus” (1955), “Um Vida Difícil ” (1961), “Aquele que Sabe Viver” (1962), “Operação San Genaro” (1966), “Esse Crime Chamado Justiça” (1971). “Perfume de Mulher” valeu a Vittorio Gassman o grande prêmio de interpretação masculina no Festival de Cannes de 1975. Em 2002, recebeu o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra.

 

PIER PAOLO PASOLINI (1922-1975)

Poeta, escritor e cineasta, Pasolini nasceu em Bolonha. Compôs os primeiros poemas em dialeto friulano, “Poesia a Casarsa” (1942). Seus romances “Vadios” (1954) e “Uma Vida Violenta” (1959) lhe asseguraram o êxito literário. Dirigiu, entre 1955 e 1959, a revista Officina, escrevendo depois roteiros e realizando vários filmes, entre os quais “Accattone” (1961), “Mamma Roma” (1962), “O Evangelho Segundo Mateus” (1964), “Gaviões e Passarinhos” (1966), “Édipo Rei” (1967), “Teorema” (1968), “Medeia” (1969), “Pocilga” (1969), “Decameron” (1971), “Salò ou os 120 Dias de Sodoma” (1975). Repudiado pelo Vaticano, quando lançado em 1964 no Festival de Veneza, “O Evangelho…” foi reabilitado em 2014, um ano após a posse do Papa Francisco, como “o melhor filme já feito sobre a vida de Jesus Cristo”.

 

FRANCESCA ARCHIBUGI (1960)

Nascida em Roma, começou a trabalhar como atriz aos 16. Formou-se em Direção de Cinema pelo Centro Sperimentale di Cinematografia de Roma. Seu primeiro filme é “Mignon è partita” (1988), que conquistou 5 David di Donatello. Seu segundo filme, “Verso sera” (1990), com Marcello Mastroianni e Sandrine Bonnaire, foi eleito Melhor Filme do Ano no Prêmio David di Donatello. Também é conhecida por  “Questione di cuore” (2009) e “Campo das Ilusões” (1993).

 

LUIGI COMENCINI (1916-2007)

Nasceu na província de Bréscia. Roteirista e diretor com mais de 40 filmes em sua carreira. Junto a Dino Risi, Ettore Scola e Mario Monicelli, é considerado um dos mestres da commedia all’italiana. “Retorno ao Lar” (1960) é um de seus principais filmes. A comédia “Pão, Amor e Fantasia” (1953) levou o Urso de Prata em Berlim, em 1954. Ganhou o David di Donatello de Melhor Diretor e foi indicado à Palma de Ouro com o filme “Quando o Amor é Cruel” (1966). Em 1974, seu filme “Delitto d´amore” representou a Itália em Cannes e, em 1986, dirigiu “Un ragazzo di Calabria”, apresentado no Festival de Veneza em 1987, numa edição em que Comencini recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira.

 

SERGIO SOLLIMA (1921 – 2015)

Nascido em Roma, Sergio Sollima foi um dos grandes nomes do velho oeste italiano. Na década de 30, graduou-se no Centro Experimental de Cinematografia e aliou-se à Resistência na luta contra o fascismo. Sua estreia acontece com  “L’amore difficile” (1962), antologia de curtas românticos protagonizados por Nino Manfredi. Em 1966, Sollima migra para o velho oeste. Seu primeiro filme, “Dia de Desforra”, atinge grande sucesso. Em sequência, filma “Face a Face” (1967) e “Corra, Homem, Corra” (1968), ambos muito populares, tornando-se assim um dos grandes nomes do velho oeste.

 

MARCO FERRERI (1928-1997)

Nasceu em Roma. Estudou Veterinária, mas trabalhou também como jornalista. Era conhecido por suas opiniões fortes e pontuais sobre socialismo e religião. Sua carreira começou com a efervescência cultural do pós-guerra, com uma série de documentários pedindo aos cineastas que parassem de enganar o público com seus filmes. Em 1959, dirige seu primeiro longa, uma comédia espanhola chamada “El Pisito”. Em 1961, inicia sua carreira na Itália, reunindo-se com Cesare Zavattini para um filme policial, “As Mulheres Acusam”. Os filmes de Ferreri se tornam mais críticos à sociedade moderna: “A Mulher Macaco” (1964) sobre como a sociedade enxerga e objetifica as mulheres. Entre seus filmes estão “Dilinger está Morto” (1969), “Liza (1972)”,  “A Comilança” (1973) e “Crônica de um Amor Louco” (1981).

 

FRANCO ZEFFIRELLI (1923-2019)

Gianfranco Corsi (Franco Zeffirelli) nasceu em Florença, ficou órfão aos cinco anos, foi criado por um grupo de atrizes inglesas, entre elas Mary O’ Neill, que lhe ensinou inglês, literatura, teatro e Shakespeare. Estudou arquitetura em Florença. Depois da guerra mudou-se para Roma e foi assistente de grandes cineastas como De Sica, Visconti e Rossellini. Nos anos 50, voltou-se para a ópera, encenou espetáculos como “L’Italiana in Algeri”, de Rossini, e dirigiu estrelas como Maria Callas. Após “La Bohème”, de Puccini, voltou ao cinema e fez “A Megera Domada” (1967). No ano seguinte, com “Romeu e Julieta” (1968), ganhou o Oscar de Melhor Diretor. Dirigiu também  “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), “La Traviata” (1982), “Otelo” (1986), “Hamlet” (1990), entre outros.

 

MARCO BELLOCCHIO (1939)

Nasceu em Bobbio, Emilia-Romagna. Estudou cinema em Roma, no Centro Experimental de Cinematografia, e depois em Londres. Dirigiu, aos 26 anos, seu primeiro filme, o polêmico e inconformista “De Punhos Cerrados” (1965), até hoje uma de suas obras mais vistas. Realizou cerca de 30 longas, entre os quais: “La China È Vicina” (1967), “Nel Nome del Padre” (1972), “Sbatti Il Mostro In Prima Pagina” (1972), “A Gaivota” (1977), “A Hora da Religião” (2002), “Bom Dia, Noite” (2003), “Vencer” (2009), “O Traidor” (2019).

 

ANTONIO PIETRANGELI (1919-1968)

Romano, escrevia resenhas de filmes para revistas. Como roteirista, destaca-se sua participação nas obras “Obsessão” (1943), de Visconti e “Europa ‘51”(1952), de Rossellini. Na direção, estreou em 1953 com o filme “O Sol nos Olhos”. “Adua e seus Amigos” (1960) foi um filme de destaque. “Conheço Bem Essa Moça” lhe rendeu três prêmios Nastro d’Argento de melhor diretor, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante (Ugo Tognazzi). Pietrangeli faleceu aos 49 anos enquanto trabalhava no filme “História de um Adultério”, finalizado pelo diretor Valerio Zurlini.

 

MARIO MONICELLI (1915-2010)

Crítico cinematográfico desde 1932, de 1939 a 1949 colaborou em cerca de 40 filmes, como argumentista, roteirista e assistente de direção. Como diretor, estreia em parceria com Stefano Vanzina em 1949 com “Totò Cerca Casa”. A colaboração dos dois diretores gerou oito filmes, entre eles, o célebre “Guardie e Ladri” (1951). “Os Eternos Desconhecidos” (1958), é considerado o primeiro do filão da commedia all`italiana. Em 1959, “A Grande Guerra” ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza e rendeu sua primeira indicação ao Oscar. A segunda viria em 1963, com “Os Companheiros”. Diversas outras películas merecem destaque, em sua carreira de mais de 60 filmes: “O Incrível Exército de Brancaleone” (1966), “Meus Caros Amigos” (1975), “Um Burguês Muito Pequeno” (1977), “Quinteto Irreverente” (1982).

 

MICHELANGELO ANTONIONI (1912-2007)

Nasceu em Ferrara. Graduado em Economia, chega a Roma em 1940, onde entra para o Centro Sperimentale di Cinematografia, na Cinecittà. O primeiro sucesso foi “A Aventura” (1960), seguido por “A Noite” (1961) e “O Eclipse” (1962), que formam uma trilogia. Em 1964, lança seu primeiro filme colorido “O Deserto Vermelho”. Em 1966, seu primeiro filme em inglês, “Blow-Up – Depois Daquele Beijo”, e “Zabriskie Point” (1970), rodado nos EUA. Em 1985, sofreu um AVC e, apesar de ficar parcialmente paralítico e quase impossibilitado de falar, dirigiu outro filme com ajuda de Wim Wenders, “Além das Nuvens” (1995). Nesse mesmo ano é premiado com um Oscar pelo conjunto da sua obra.

 

ETTORE SCOLA (1931-2016)

Nasceu em Trevico. Ingressou no cinema como roteirista em 1953. Escreveu para Steno (“Um Americano em Roma”, 1954), Luigi Zampa (“Gli Anni Ruggenti”, 1962), Dino Risi (“Il Sorpaso”, 1962). Seu primeiro filme foi “Fala-me de Mulheres”, em 1964. Obteve reconhecimento internacional com “Nós Que Nos Amávamos Tanto” (1974), tocante painel da Itália pós-guerra. Em 1976, ganhou Prêmio de Melhor Direção no 29º Festival de Cannes, com “Feios, Sujos e Malvados”. Realizou vários filmes de sucesso, incluindo “Um Dia Muito Especial” (1977), “Casanova e a Revolução” (1982), “O Baile” (1983), “Splendor” (1987), “O Jantar” (1998), “Concorrência Desleal” (2000). Em 2011 dirigiu “Que Estranho se Chamar Federico”, uma homenagem ao amigo Federico Fellini.

 

VALERIO ZURLINI (1926-1982)

Nascido em Bolonha, estudava Direito quando ingressou na Resistência, em 1943. Depois da 2ª Guerra Mundial, foi assistente de direção no Piccolo Teatro de Milão. Realizou em 1954 seu primeiro longa: “Quando o Amor é Mentira”, baseado no romance de Vasco Pratolini, Le Ragazze di San Frediano. Seu segundo longa, “Verão Violento” (1959), lhe trouxe notoriedade. “A Moça com a Valise” (1961) repetiu a dose. Mas Zurlini ficou mais conhecido por suas adaptações literárias: “Dois Destinos” (1962), adaptação de outro romance de Vasco Pratolini; “Mulheres no Front” (1965), baseado em romance de Ugo Pirro; “La Promessa” (1970) em uma peça de Aleksei Arbuzov e seu último filme “O Deserto dos Tártaros” (1976), em romance de Dino Buzzati.

 

RENATO CASTELLANI (1913-1985)

Nasceu em Varigott, na Ligúria, passou parte de sua infância na Argentina, em Rosário. Em 1927, volta à Itália para estudar Arquitetura e logo depois segue carreira militar. No cinema, trabalhou como consultor militar, crítico, roteirista e assistente de direção. Seu primeiro filme foi o drama “Un colpo di pistola” (1942), mas ficaria conhecido por suas obras neorrealistas, como os clássicos  “Sob o Sol de Roma” (1948) e “Inferno na Cidade” (1959). Em 1952, com “Dois Vinténs de Esperança”, ganha o Grand Prix do Festival de Cannes. 2 anos depois, conquista o Leão de Ouro no Festival de Veneza por “Romeo e Julieta”.

 

VITTORIO (1929-2018) E PAOLO TAVIANI (1931)

Nasceram na Toscana. Realizaram 22 filmes, ao longo de 60 anos. Iniciaram a carreira em 1954 com o curta “San Miniato, luglio ’44”. Em 1960 rodaram o documentário “L’Italia Non É Un Paese Povero” junto com Joris Ivens. Com “Os Subversivos” (1967) e “Sob o Signo de Escorpião” (1969), começaram a fazer sucesso. Seus próximos filmes são considerados clássicos: “Pai Patrão” (1977), Palma de Ouro no 30º Festival de Cannes; “A Noite de São Lourenço” (1982), Prêmio Especial do Júri em Cannes. Entre seus filmes mais conhecidos, estão “Kaos” (1984), “Bom Dia, Babilônia” (1987); “Noites com Sol” (1990) e “Aconteceu na Primavera” (1993).

 

GIANNI PUCCINI (1914-1968)

De Milão, foi jornalista, crítico, cineasta e roteirista. Ainda sob o fascismo, foi diretor da revista Cinema, que buscava mudar o rumo da cinematografia italiana, na época à mercê dos “telefones brancos”. Como roteirista, contribuiu para o filme “Obsessão” (Luchino Visconti, 1943), entre outros. É conhecido por suas comédias de costumes, faroestes e clássicos políticos. Entre suas obras estão: “Boneca Noturna” (1958), “Essa Noite Eu Caso Com a Lua” (1960), “A Derradeira Missão” (1960), e “Seis Mandamentos para um Pistoleiro” (1967),

 

ROBERTO ROSSELLINI (1906-1977)

Nasceu em Roma. Seu pai era proprietário do Cine-Teatro Barberini. Nos anos 30, quando a família teve os bens confiscados pelo governo fascista, Rossellini ganhou a vida na indústria cinematográfica e chegou a obter sucesso com filmes encomendados pelo regime. Ao mesmo tempo, registrava em segredo as atividades da Resistência. Nos últimos dias da ocupação nazista, levou a câmera às ruas para captar a insurreição popular que libertou a cidade em junho de 1944. Nascia o clássico “Roma, Cidade Aberta” (1945), baseado no roteiro que criou em parceria com Sergio Amidei e Federico Fellini. Entre suas obras estão “Paisá” (1946), “Alemanha Ano Zero” (1948), “Stromboli” (1949), “Europa 51” (1952), “Romance na Itália” (1953), “Joana D’Arc (1954), “Índia: Matri Bhumi” (1959), “De Crápula a Herói” (1959), “Era Noite em Roma” (1960).

 

LUCA MINIERO (1967)

De Nápoles, Luca Miniero formou-se em Literatura Moderna. Começou dirigindo campanhas para a TV. Seu primeiro curta, “Piccole Cose Di Valore Non Quantificable” (1999), em parceria com o diretor Paolo Genovese, chamou atenção da crítica. Em 2010, produz seu primeiro longa: “Bem-Vindo ao Sul” – filme mais assistido da Itália naquele ano, façanha que ele volta a conquistar em 2012 com a sequência “Bem-Vindo ao Norte”. Dirigiu também “La scuola più bella del mondo” (2014), “Un boss in salotto” (2014) e “Sono tornato” (2018).

 

MARIO BAVA (1914-1980)

Nasceu em Sanremo. Passou sua infância dentro de estúdios da era muda do cinema onde seu pai, Eugenio Bava, trabalhava com escultor, fotógrafo e câmera. A carreira de Bava começa como assistente de fotografia, para depois migrar para o departamento de efeitos especiais junto a seu pai. Como diretor, inicia com “I Vampiri” (1957), considerado o primeiro filme de terror italiano depois da era do cinema mudo. Depois, dirige “A Máscara do Demônio’ (1960), terror gótico de enorme sucesso. Suas obras mais conhecidas são: “A Garota Que Sabia Demais” (1963) e “Seis Mulheres Para o Assassino” (1964), que criaram as principais características do sub-gênero giallo.

 

FEDERICO FELLINI (1920-1993)

 

Nascido e criado em Rimini, região da Emilia-Romagna, Fellini se mudou para Roma em 1939, e começou escrever e desenhar caricaturas na revista Marc´Aurelio – vários desses textos foram adaptados para uma série de programas de rádio sobre os recém casados “Cico e Paullina”. Estreou no cinema, em 1942, redigindo histórias para o comediante Aldo Fabrizzi. A partir de 1945, colaborou intensamente como roteirista com três dos principais criadores do movimento neorrealista (Roberto Rossellini, Alberto Lattuada, Pietro Germi), antes de desenvolver um estilo alegórico e barroco que se tornou sua marca registrada. Fellini participou da elaboração de 51 roteiros e dirigiu 25 filmes, entre os quais “Os Boas Vidas” (1953), “Estrada da Vida” (1954), “Noites de Cabíria” (1957), “A Doce Vida” (1960), “8½” (1963), “Roma” (1972)”, “Amarcord” (1973), “Ensaio de Orquestra” (1978). “E La Nave Va” (1983).

IMG 3811

UMES lança campanha de combate ao assédio sexual dentro das escolas

 IMG 3811

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES-SP) lançou na última segunda-feira (12) a campanha “ESCOLA SEM ASSÉDIO” para combater a criminosa prática que tem aumentado dentro das escolas paulistas.

No evento, realizado no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, no centro da capital, também foi apresentada uma cartilha elaborada pela entidade para a conscientização da comunidade escolar, os meios de denúncia dos casos e apoio psicológico às vítimas do crime.

O encontro que reuniu mais de 100 estudantes de toda a cidade, contou com a participação de representantes da Secretaria de Educação de São Paulo, Mario Almeida gestor do Conviva SP; do Centro Paula Souza, com Sonia Charpentier do COPAMS; e o mandato da deputada estadual Marina Helou, autora do projeto de lei de combate ao assédio sexual nas escolas.

IMG 3684

 

A vice-presidente da UMES, Tayne Paranhos, que abriu o encontro, destacou que o assédio tem sido recorrente dentro das escolas e que este ambiente deveria ser acolhedor às vítimas. “A gente sabe que o assédio é um reflexo da própria organização da sociedade porque o machismo é a violência da mulher acontecem”.

Tayne ressalta que a “situação de vulnerabilidade se ampliou nos últimos quatro anos de governo Bolsonaro em que a sociedade ficou com uma carência social. Foi Bolsonaro que literalmente cortou 99% de todo investimento e verba que tinha pra segurança da mulher no Brasil. Então, não é à toa que a situação das mulheres está mais precária”.

A vice-presidente da UMES destaca ainda que o aumento dos casos de assédio são mais um fator que aumentam a evasão escolar.

“Construímos essa partilha com o intuito de explicar o que é o assédio porque, querendo ou não, é uma coisa que é naturalizada infelizmente, até por conta de tanta recorrência que acontece. Muitas jovens nem sabem o que estão sendo assediadas infelizmente. Queremos essa cartilha também para ajudar a organizar os estudantes aqui na cidade para combater isso”, destacou Tayne.

IMG 3670

Ao longo do encontro, estudantes relataram situações de assédio sexual vividas dentro das escolas e manifestaram a preocupação com as vítimas que não possuem qualquer tipo de apoio e, muitas vezes, são obrigadas a conviver com os assediadores.

Durante o ato, os estudantes destacaram a necessidade da aprovação do projeto de lei 186/2022, de autoria da deputada Marina Helou (Rede-SP), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O PL institui a Política de Prevenção e Atuação frente ao assédio moral e sexual nas instituições de ensino do Estado de São Paulo.

Os representantes do poder público assinaram uma carta compromisso com os estudantes pelo combate ao assédio dentro das escolas:

 

Pacto Estadual pelo combate ao assédio dentro das escolas

O assédio e importunação sexual são problemas que vem crescendo na sociedade graças a desigualdade de gênero que se agrava a cada dia, principalmente em um momento de fragilidade social que o Brasil tem sofrido. Essas violências afetam o cotidiano das mulheres, e não seria diferente nas escolas, afetando todos os estudantes.

Um estudo de 2017, 46,4% dos entrevistados já foram vítimas de algum caso de assédio na escola. Em um outro estudo realizado pela PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), de 2019, uma em cada cinco estudantes, de 13 a 17 anos, alguma vez já foram tocadas, manipuladas, beijadas ou expostas contra sua vontade.

Essas agressões, além de poderem trazer danos físicos e psicológicos, afastam os estudantes, agravando a evasão escolar, diminuindo a participação dos alunos nas escolas, entre outras consequências negativas que os impedem de possuir todo aprendizado e emancipação que a educação pode trazer.

Por outro lado, não podemos nos esquecer que os direitos dos estudantes estão assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo o Artigo 5° do ECA: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

Pensando nisso, reconhecemos como urgente a criação de ações voltadas para amparos as vítimas e principalmente para conscientização e prevenção do assédio e importunação sexual no ambiente escolar. Nós da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES-SP), junto com a Secretária de Educação, Centro Paula Souza e o mandato da Deputada Estadual de São Paulo Marina Helou, tiramos o compromisso de elaborar e por em práticas novas políticas públicas, ações e ferramentas de combate para o ano de 2023, visando voltar às aulas com um ambiente escolar cada vez mais seguro e livre de qualquer forma de violência.

 

Veja a cartilha ESCOLA SEM ASSÉDIO

Veja o PL 186 Contra o assédio nas escolas

 

IMG 3648

 

IMG 3769

 

IMG 3753 1

 

IMG 3756