cartaz mestre ananias

Casa Mestre Ananias comemora 11 anos em grande estilo!

cartaz mestre ananias

 

 

Mestre Ananias fundou a Casa Mestre Ananias no bairro de São Judas e a reabriu em 2007 aqui no Bixiga.

 

Mais que um espaço de prática ou difusão da capoeira, o Casa se tornou um espaço cultural do Bixiga, aberto com dezenas de atividades aos moradores do bairro, veja aqui alguns dos projetos atuais.

 

Tomamos a liberdade de postar na íntegra o artigo publicado no blog Casa Mestre Ananias.

 

“Há 11 anos atrás Mestre Ananias reabriu sua Casa, projeto iniciado junto a última geração de Capoeiras que o acompanhou, do início dos anos 90 até seu falecimento em julho 2016. A partir da Roda da Praça da República foi entre os anos de 1997 e 2000 que formalizaram o início do que hoje é a Casa Mestre Ananias. Abaixo Roda na nossa Casa em São Judas no ano de 1997.
 
  
 
Mestre Ananias no pé do berimbau cantando em nossa 1ª Casa em São Judas / 1997
 
Após mais de 20 anos estamos firmes e fazendo Festa conforme o Mestre gostava. Domingo dia 06 de maio comemoraremos mais um ano e agora com a responsabilidade de salvaguardar esse legado precioso de Mestre Ananias.
 
Sejam todos sempre muito bem vindos e vamos de Samba e Capoeira que a Casa é nossa. A partir das 14h serviremos almoço com o Samba Sem Vintém, seguido da Roda de Capoeira e terminamos o dia com o Samba de Roda Garoa do Recôncavo.
 
E vale sempre lembrar os momentos que o Mestre ficava bem a vontade…
 

 

Foto: http://correionago.com.br

Morre Raquel Trindade, deixando grande legado de luta pela igualdade racial.

Foto: http://correionago.com.br

“a história do negro é muito forte, muito bonita, a gente tem muito o que contar”

 

Raquel Trindade foi artista plástica, escritora, professora, diretora de teatro e ativista do movimento negro e das religiões afro-brasileiras.

 

Raquel nos presenteou com sua presença no evento “se tem gente com fome, Dai de comer!”, organizado em setembro de 2016 por nós, o grupo Ô DE CASA e CasIlêOca, em homenagem ao seu pai, Solano Trindade.

 

Nesse nosso último encontro, Raquel muito emocionada recitou o poema de Solano, “Tem gente com fome, dai de comer”, que deu nome ao espetáculo.

 

Uma grande batalhadora pela consciência da importância do negro na história e na construção do país, Raquel desafiava quem fosse necessário para isso. Em entrevista dada ao portal VerboOnline, de Embu, ela descreve alguns dos episódios em que sofreu discriminação racial:

 

VERBO – A Raquel Trindade já sofreu discriminação racial?

Raquel – O negro em geral sofre tudo que é preconceito. São muitas histórias, mas uma discriminação [entre as mais sérias] que sofri foi aqui no Embu mesmo, na época em que Geraldo Cruz me convidou para trabalhar – junto com o Assis, o [artista plástico] Gileno Bahia – no Turismo, que tinha como secretário o Jean Gillon [morto em 2007, aos 87 anos]. Geraldo tinha me pedido para reunir o pessoal e fazer um Carnaval bonito, e ele [secretário] virou para mim e disse: ‘Vou botar uma mesinha na rua para você atender essa gentinha lá fora’. Eu falei: “Você é louco, isso é apartheid, não vou fazer isso!” Quando ele entrou [na secretaria], eu o vi comentar com uma pessoa: “Negro não pensa, não tem cérebro, e não faz arte, faz macaquice”. Ele era romeno, até achei estranho um judeu ter preconceito racial, mas acontece. Procurei o Geraldo, que na hora não falou nada. Ele fez uma reunião com todo o Turismo e falou: “Raquel, essa reunião é para você pedir desculpas para o Jean Gillon”. Eu falei: “Para esse ‘fascistão’ vou pedir desculpa? Você não me conhece, prefiro pedir demissão e derrubar ele”. Foi o que eu fiz.

 

Por toda identidade com nosso povo, Raquel merece o nosso respeito e nosso eterno agradecimento por nos ter dado a oportunidade de ter participado de um pedacinho dessa sua história.

 

Abaixo publicamos o vídeo dela recitando o poema de seu pai, Solano Trindade.

{mp4}Trem sujo da Leopoldina{/mp4}

Cartaz Ação Social 2018 Ok-1

ETEC de Itaquera realizará a 10ª edição da Ação Social & Saúde nesse sábado, participe!

A ETEC de Itaquera está realizando a 10ª ação social e saúde, evento tradicional na instituição em prol da sua comunidade.

 

Cartaz Ação Social 2018 Ok-1

Cartaz Ação Social 2018 Ok-2

 

 

O evento conta com atividades e serviços como, Declaração de IR, Exame de vista, emissão de currículo, orientação jurídica, estética, saúde e muito mais! Tudo gratuito.

 

Participe! 10ª Ação Social e Saude – ETEC de Itaquera –  dia 14 de Abril  das 9h00 às 14h00 – R. Virgínia Ferni, 400 –Itaquera, São Paulo – SP, 08253-000

 

a mulher do padre

Assista ao filme “A Mulher do Padre”, de Dino Risi, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

a mulher do padre

 

Na próxima segunda-feira (16), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “A Mulher do Padre”, dos Dino Risi. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

Confirme sua presença no Facebook!

 

A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

A MULHER DO PADRE (1970), DE DINO RISI

 

SINOPSE

Ao descobrir que seu namorado é casado, a jovem Valeria Billi (Sophia Loren) tenta o suicídio. No hospital, ela conhece o padre Don Mario (Marcello Mastroianni) e então passa a segui-lo. Ele, por sua vez, está encantado por ela, mas tem o seu voto de celibato.

 

O DIRETOR

Dino Risi nasceu em Milão, estudou medicina, formou-se em psiquiatria. Foi crítico de cinema, roteirista, trabalhou como assistente de Mario Soldati e Alberto Lattuada. Nos anos 50 se instalou em Roma, se tornando um dos grandes inventores da commedia  all’italiana, ao lado de Ettore Scola, Mario Monicelli e Pietro Germi. Dirigiu 54 filmes, entre os quais “Férias com o Gangster” (1951), “O Signo de Venus” (1955), “Belas, mas Pobres” (1956), “Essa Vida Dura” (1961), “Aquele que Sabe Viver” (1962), “Operação San Genaro” (1966), “Esse Crime Chamado Justiça” (197 1). “Perfume de Mulher” valeu a Vittorio Gassman o grande prêmio de interpretação masculina no Festival de Cannes de 1975. Em 2002, recebeu um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra.

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: A Mulher do Padre (1970), dos Dino Risi

Duração: 103 minutos

Quando: 16/04 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

 

 

 

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Prêmio Paulo Freire de qualidade do ensino municipal 2018 abre suas inscrições

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Premiação do 12º Prêmio Paulo Freire, 2017

 

O Prêmio Paulo Freire de Qualidade de Ensino Municipal é entregue anualmente na Câmara Municipal de São Paulo, e este ano será a sua décima terceira edição. “É um prêmio que estimula e valoriza as iniciativas de estudantes e educadores das escolas, que mesmo com todas as dificuldades, levam adiante os ideais de Paulo Freire para construir uma educação emancipadora”, disse Keila Pereira, Diretora de Cultura da UMES, que compôs a mesa solene durante a premiação de 2017, assim como também integrou o Comissão Julgadora em nome da UMES.

 

Este ano, o prêmio conta com mudanças em seu regulamento vide a imagem abaixo, para mais informações acesse o link disponível aqui.

 

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Entidades denunciam e se posicionam contra a política de precarização do ensino

Não é de agora que nós da UMES e diversas entidades defensoras de uma educação pública, gratiuta e de qualidade para todos vêm denunciando o total descaso com nossa educação em todas as esferas do poder público.

 

Contudo, algumas manobras desses governos nos chamam atenção e devem ressoar em todos os cantos, pois são nelas que eles mais se aproveitam do povo e tiram o que é nosso por direito.

 

Tomamos a liberdade de publicar na íntegra a nota feita por diversas entidades e publicada no site de nossos parceiros da Campanha Nacional pelo Direito à Educação contra a precarização e privatização do ensino.

 

 

As entidades abaixo relacionadas vêm a público se manifestar contra a precarização da formação das juventudes brasileiras, a privatização e o empresariamento da oferta pública de Ensino Médio e a desresponsabilização do Estado para com sua obrigatoriedade constitucional. São estes os efeitos nefastos da ação do governo de Michel Temer sobre a educação básica brasileira, que aprofundam as desigualdades educacionais e sociais, ameaçam a democratização do ensino público e distanciam a juventude do direito inalienável à educação com qualidade social.

O Jornal Folha de S. Paulo de hoje, 20 de março de 2018, veicula matéria na qual dá publicidade a algo já esperado, desde a aprovação da Lei 13.415/17 que teve origem na MP 746/16. A Lei da reforma do ensino médio passou a permitir que fossem utilizados recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) para realização de parceiras com o setor privado, inclusive para que empresas de educação à distância ofertassem cursos nessa modalidade e que seriam usados para a integralização dos currículos dos/das estudantes nesse nível de ensino. O empenho em agradar o empresariado nacional, interlocutor preferencial do MEC, no entanto, eleva essa possibilidade ao extremo ao regulamentar que até 40% do Ensino Médio possa ser feito a distância…

Clique aqui e acesse a nota em PDF.

São amplamente conhecidas as condições de precariedade de grande parte da oferta pública da última etapa educação básica no País, que carece de maiores investimentos. A Reforma do Ensino Médio vai aprofundar essa precariedade, reduzindo o currículo ao mínimo, e agora, induzindo a oferta à distância. A Reforma do Ensino Médio amplia as desigualdades educacionais que marcam o processo formativo da(s) juventude(s) brasileiras e retira dos/das jovens, sobretudo os da escola pública, o direito a uma formação plena, de qualidade, como requer e estabelece a Constituição Federal de 1988, consolidando o processo de apartheid social dos mais pobres.

O financiamento da oferta privada com recursos públicos significa, além de privatização stricto sensu, que o governo federal e os governos distrital e estaduais estarão terceirizando o que é de sua responsabilidade constitucional. O ensino médio é parte constitutiva da educação básica e precisa cumprir a função precípua de contribuir para o desenvolvimento pleno dos estudantes. Não é admissível que frente ao desenvolvimento histórico da ciência, da arte e da cultura os jovens pobres sejam afastados da escola limitando o tempo presencial a três dias por semana. Igualmente inadmissível é o uso do dinheiro público para a mercantilização desse ensino de acordo com interesses, demandas e necessidades que não correspondem aos das nossas juventudes.

Igualmente grave é possibilidade de mudança de orientação curricular desses cursos, a partir de parâmetros mercadológicos e neoliberais, que predominam nas iniciativas privadas, comprometendo uma formação sólida, critica e contextualizada socialmente para todos os estudantes do ensino médio. A atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, com o fim de regulamentar a reforma, está ocorrendo de forma restrita no Conselho Nacional de Educação, sem participação das pessoas diretamente interessadas, o que agrava o problema apontado. É urgente que o CNE abra o diálogo com a sociedade, as instituições formadoras, as entidades representativas de pesquisadores, professores e estudantes, como já o fez em outros momentos de sua história, e não apenas com o empresariado.

Diante da gravidade dessa situação, as entidades abaixo relacionadas tornam pública sua indignação e conclamam a sociedade a se manifestar em defesa da educação básica e de um ensino médio de qualidade para todos. Exigimos desse governo e do Conselho Nacional de Educação que respeitem as vias tradicionalmente constituídas com vistas à elaboração das normas que regulamentam a educação brasileira.

20 de março de 2018.

Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio (MNDEM)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd)
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE)
Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Brasileira de Currículo (ABdC)
Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (FINEDUCA)
Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES)
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR)
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Rede Escola Pública e Universidade (REPU)

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Projeto Capoeira na UMES participa do campeonato “Mania de Capoeira” e traz premiação para casa!

O “Mania de Capoeira” é um evento organizado pelos Contramestre Jefferson, Instrutor Rog e Instrutor Berg, todos membros do grupo Quilombolas de Luz Capoeira.

 

O evento que teve sua sétima edição no dia 31 de março e foi realizado na Casa de Cultura do Jaçana tem o objetivo de resgatar a importância da música de qualidade e incentivar os capoeiristas a compor cantigas de capoeira. Promovendo um encontro entre diversos grupos, proporcionando uma grande troca de conhecimentos.

 

O evento é composto pelo Festival Infantil Quilombolas de Luz Capoeira, campeonato no qual as crianças foram avaliadas em duplas pela evolução de jogo, grau de dificuldade dos movimentos e domínio dos movimentos executados, com o propósito de incentivar a prática da capoeira entre as crianças. Também compõe o evento o Festival de jogo adulto e o Festival Aberto de Cantigas.

Essa edição teve 51 inscritos, sendo 21 crianças, 12 adultos e 10 para cantiga. 

 

No Festival Infantil ficaram em primeiro lugar uma dupla de crianças do Quilombolas de Luz, em segundo nossos pequenos Maestro e Limão da Capoeira na UMES, grupo Geração Capoeira e em terceiro outra duplinha do Quilombolas.

 

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O Festival Adulto foi todo do Quilombolas de Luz, que levou as três primeiras colocações.

 

Já no de Cantigas, o Quilombolas levou a primeira colocação e os segundo e terceiro lugares veio para o nosso Ligeiro do projeto Capoeira na UMES, grupo Geração Capoeira.

 

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Nosso parabéns à todos os participantes e em especial aos nossos alunos que se empenharam e participaram tão bem.

 

Nesse final de semana tem outro, vamos que vamos que a caravana não pode parar.

 

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E como a capoeira é mais que um esporte finalizamos com o lembrete do coordenador da Capoeira na UMES, “Mais que um campeonato,  integrar é preciso e se faz necessário para montar uma ampla frente em prol da capoeira e da cultura de nosso povo” – Fabiano Pavio.

 

Abaixo todas as belíssimas fotos são de Mandy Rovere.

 

 {gallery}2018/noticias/abril/capoeira{/gallery}

 

 

 

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Assista ao filme “Este Crime Chamado Justiça”, de Dino Risi, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

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Na próxima segunda-feira (09), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “Este Crime Chamado Justiça”, dos Dino Risi. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

Confirme sua presença no Facebook!

 

A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

ESTE CRIME CHAMADO JUSTIÇA (1971), DE DINO RISI

 

SINOPSE

Um juiz italiano investiga um empresário suspeito de matar uma mulher. Na apuração surge a personalidade do empresário, um inescrupuloso que foi destruindo tudo à sua volta em seu próprio benefício. Decide investigá-lo e levá-lo a juízo, independente de ter provas para acusá-lo. Em nome do poder que o povo italiano lhe conferiu, esse juiz tem direito de agir assim? O filme discute a ação da justiça, que nem sempre se detém em seus limites.

 

O DIRETOR

Dino Risi nasceu em Milão, estudou medicina, formou-se em psiquiatria. Foi crítico de cinema, roteirista, trabalhou como assistente de Mario Soldati e Alberto Lattuada. Nos anos 50 se instalou em Roma, se tornando um dos grandes inventores da commedia  all’italiana, ao lado de Ettore Scola, Mario Monicelli e Pietro Germi. Dirigiu 54 filmes, entre os quais “Férias com o Gangster” (1951), “O Signo de Venus” (1955), “Belas, mas Pobres” (1956), “Essa Vida Dura” (1961), “Aquele que Sabe Viver” (1962), “Operação San Genaro” (1966), “Esse Crime Chamado Justiça” (197 1). “Perfume de Mulher” valeu a Vittorio Gassman o grande prêmio de interpretação masculina no Festival de Cannes de 1975. Em 2002, recebeu um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra.

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: Este Crime Chamado Justiça (1971), dos Dino Risi

Duração: 103 minutos

Quando: 09/04 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

 

 

 

MEC anuncia Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e prevê a retirada de matérias fundamentais na sua obrigatoriedade

 

 

A última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE) nesta terça-feira (3). Esta é a segunda etapa na definição das diretrizes do que será obrigatoriamente ensinado nas escolas de todo Brasil.

 

O documento prevê que apenas as áreas de linguagens e matemática deverão ser oferecidas aos estudantes obrigatoriamente nos três anos do ensino médio. As outras áreas podem ser distribuídas ao longo dos três anos a critério das redes de ensino.

 

Neste caso, o que é presente no documento, a BNCC reafirmou elementos contidos na reforma do ensino médio. O primeiro deles diz respeito à retirada da Filosofia como disciplina e como disciplina obrigatória. Agora ela aparece diluída na área Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a exemplo do que ocorrerá com as disciplinas de Geografia, História e Sociologia.

 

Levando em conta toda a discussão da reforma do ensino médio, retirar essas matérias da grade curricular é um desastre na educação junto a um retrocesso que não pode figurar a realidade atual de nossa educação. Retirar filosofia, sociologia e as ciências humanas no geral, tende a taxar o futuro da população a falta de informação, a falta de censo critico e lógico.

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Parque do Bixiga já!

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Ontem, 28, aconteceu na Câmara uma reunião de trabalho para discutir o PL 805/2017 de autoria do vereador Gilberto Natalini que prevê a criação do Parque do Bixiga, assinando como coautor o Vereador Eduardo Suplicy que comandou a mesa.

 

A criação do Parque se daria em um terreno de 11 mil metros quadrados entre as ruas Jaceguai, Abolição, Japurá e Santo Amaro. Essa batalha que vem sendo travada pelo diretor e ator Zé Celso contra o grupo Silvio Santos por mais de 30 anos. Como lerão abaixo, os diversos relatos demonstram que essa causa deve ser abraçada pelas entidades do bairro e por sua população, pois assim essa luta terá o final que todos queremos, como o Bixiga tendo sua história e povo respeitados.

 

Extremamente emocionado o ator Sérgio Mamberti, morador do bairro desde 1967, defendeu a criação do Parque, pois “dentro da anatomia da cidade o Bixiga é o coração de São Paulo, e me lembro que durante a gestão da prefeita Erundina nós fizemos um trabalho importantíssimo de restauração do bairro, no sentido de preservação desse casario mas principalmente de convivência extremamente rica e diversa do Bixiga, então é uma luta muito antiga e muito grande e que a gente tem emoção em falar sobre isso[…] Nós gostamos da nossa cidade e o Bixiga para nós é cultura e o Betinho dizia que cultura é gente, o bairro do Bixiga é gente, então a gente não pode passar por cima […] então essa luta é para que célula de vida que existe numa cidade tão árida como São Paulo consiga vencer essa especulação imobiliária.”

 

Para as arquitetas Carila Matzenbacher e Marília Gallmeister, a criação desse parque é uma maneira de se pensar no modelo de urbanização que queremos. “O parque é um piloto para conseguirmos trazer a natureza para perto e descobrirmos outro pensamento de cidade e de relações humanas. Quando você está lá, e lembra que está no centro de São Paulo, aquilo é um pedaço de respiro, é a possibilidade sim de criarmos uma nova cidade. O Bixiga que tem o histórico de ser tão maltratado por todas as interferências urbanas […] Esse projeto é um ato de coragem de a gente assumir a cidade que a gente quer. Pegando essa coragem que é de assumir também que o Bixiga é um modelo de urbanização, porque existe um discurso que é propagado pelos agentes do mercado imobiliário que o Bixiga precisa se desenvolver e não entende que aquela maneira de viver daquele bairro que é popular, que é de pobre, que é de imigrantes, de artistas é uma maneira de existir no meio da cidade. Temos que aceitar que esse valor imaterial que o Bixiga tem é por causa dessa população.”

Carila ainda acrescentou a falta de espaço públicos no bairro mais adensado populacionalmente, que hoje se resumem às praças Pérola Bayton e Dom Orione, que são na verdade restos de vias, ou seja, não áreas pensadas para serem áreas públicas.

 

“A gente não tá contra o Silvio Santos, estamos a favor da cidade, a favor de um território, que não é só o território do Parque, mas um território cultural que tem que ser preservado […] e temos que linkar as crianças, pois através delas é que vamos disseminar esse valor” afirmou Thais Taverna, representante do bairro que compunha a mesa.

 

Além desses já citados acima estavam compondo a mesa: O Vereador Adriano Diogo, Guto Eneas – Rede Novos Parques, Paulo Ricardo Garcia – Secretaria do Verde, Álvaro Machado – Associação de amigos do TBC, Diego Rodrigues – Museu do Bixiga e Keila Pereira – Diretora de Cultura da UMES.

 

Em sua fala, Diego mencionou uma pesquisa realizada com pessoas em vulnerabilidade social dentro do Bixiga, “o questionamento levantado foi o que essas pessoas queriam para a Vila Itororó no futuro, e constatou que a maioria dessas pessoas clamava por habitação social e espaço de lazer, então eles queriam que a Vila fosse um parque, tivesse uma horta pública, um espaço para respirar, para não fazer nada, jogar bola e essa é a carência do bairro do Bixiga. Temos que mobilizar a população para mostrar à prefeitura que não é o Museu do Bixiga, não é o Teatro, é a população que não aguenta chegar todos os dias e ficar preso dentro dos cortiços”.

 

 

Nossa diretora de cultura leu a carta que a entidade escreveu em apoio à criação do Parque, que publicamos abaixo, após o vídeo com sua fala.

 

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Quando aberto o microfone ao público duas falas foram bastante aplaudidas, da Cafira Zoé, que leu a carta escrita pela professora Naime Andréa da EMEI Gabriel Prestes e a do presidente do Conselho da EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, Wellinton Souza, que também leu carta escrita pelos pais e professores da escola. Ambas as cartas publicamos abaixo, junto com o vídeo da fala de Wellinton.

 

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A íntegra da reunião pode ser assistida pelo site da Câmara  aqui