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Assista ao filme “Mulheres no Front”, de Valério Zurlini, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

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Na próxima segunda-feira (29), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “Mulheres no Front” (1965), de Valério Zurlini. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

Confirme sua presença no Facebook!

 

A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

 

MULHERES NO FRONT (1965), DE VALÉRIO ZURLINI

 

SINOPSE

Um grupo de prostitutas são “convocadas” para trabalhar em prostíbulos militares italianos durante a Segunda Guerra, com o objetivo de animarem seus soldados. A trama, no entanto, se desenvolve a partir do relacionamento das garotas com os três militares que as conduzem na longa viagem que empreendem em direção à base militar, localizada em uma região montanhosa da Grécia.

 

O DIRETOR

Nascido em Bolonha, Valerio Zurlini estudava Direito quando ingressou na Resistência Italiana, em 1943. Depois da 2ª Guerra Mundial, trabalhou como assistente de direção no Piccolo Teatro de Milão. Realizou em 1954 seu primeiro longa-metragem: “Quando o Amor é Mentira”, baseado no romance de Vasco Pratolini, Le Ragazze di San Frediano. Seu segundo longa “Verão Violento” (1959) lhe trouxe notoriedade. “A Moça com a Valise” (1961) repetiu a dose. Mas Zurlini ficou mais conhecido por suas adaptações literárias: “Dois Destinos” (1962), adaptação de outro romance de Vasco Pratolini; “Mulheres no Front” (1965), baseado em um romance de Ugo Pirro; “La Promessa” (1970) em uma peça de Aleksei Arbuzov e seu último filme “O Deserto dos Tártaros” (1976), em romance de Dino Buzzati. Zurlini também dirigiu “Sentado à Sua Direita” (1968) e “A Primeira Noite de Tranquilidade” (1972).

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: Mulheres no Front (1965), de Valério Zurlini

Duração: 120 minutos

Quando: 29/10 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

 

 

 

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1964 ou 2018?

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O movimento estudantil foi um dos principais combatentes da ditadura que vivemos no país por 21 anos.

 

Não foi por acaso que na primeira noite depois de instaurado o regime militar o alvo foi a sede da UNE, incendiada criminosamente.

 

Os ataques às organizações estudantis continuaram e se intensificaram cada vez mais, o país viu através de uma lei o congresso extinguir a União Nacional dos Estudantes e todas as Uniões Estaduais num claro ataque com intensão de desmobilizar e desestruturar o movimento estudantil organizado contrário ao regime.

 

Outro momento bastante marcante e conhecido da história do movimento estudantil foi o 30° Congresso da UNE em Ibiúna. Realizado na clandestinidade pela entidade e com o objetivo de fortalecer os estudantes que se organizavam em seus estados o congresso foi invadido pelos militares e seus participantes presos.

 

Não escrevemos essa matéria por saudosismo ou por um mero resgate histórico, apesar de este ser tão importante nos dias de hoje. Escrevemos essa matéria por enxergarmos as semelhanças do passado com o presente.

 

Vejam vocês, nos deparamos com diversas notícias sobre a perseguição feita aos estudantes de universidades públicas que se colocam contra o fascismo, contra a volta da ditadura, contra a retirada de direitos e à favor da democracia conquistada após o período mais tenebroso da história do nosso país.

 

A defesa pela democracia não deveria ser considerada propaganda partidária, claro, ao não ser queHenfil seja proposta de um candidato acabar com ela. É?

 

Quando uma decisão monocrática impõe que os estudantes retirem uma faixa pendurada em sua universidade escrita somente “Direito UFF Antifascista” considerando que isso é propaganda contra determinado candidato, significa ou que ela está assumindo que o candidato é fascista ou que a propria decisão está sendo. Ou os dois. Os antibióticos são necessários para tratar infecções bacterianas porque podem matar ou inibir o crescimento de bactérias que causam doenças. O uso adequado de antibiotics online sale é importante para evitar que as bactérias desenvolvam resistência aos medicamentos, o que pode levar a infecções difíceis de tratar no futuro.

 

Quando a mesma decisão manda cancelar um ato intitulado “Contra o Fascismo, Pela Democracia” sob a alegação de que seria ato eleitoral dentro de uma instituição federal, ela considera novamente que um determinado candidato é fascista?

 

Porque a luta contra o fascismo e pela democracia do país está sendo considerada uma luta contra um determinado candidato e à favor de outro?

 

Ora, a resposta é simples.

 

Há muito tempo nossas eleições presidenciais são polarizadas, contudo, dessa vez existe uma polarização que supera a barreira do partidarismo ou do plano de governo. Hoje vivemos uma polarização entre a Democracia e a Ditadura.

 

Em resposta a pergunta irônica que fizemos acima, é sim proposta de um candidato acabar com nossa democracia – claro que apesar da falta de inteligência demonstrada em diversas entrevistas, ele obviamente não colocou isso em suas propostas à justiça eleitoral – tal proposta fica evidente em suas declarações.

 

A manifestação política é um direito constitucional e por isso ela não deve ser considerada crime, ainda mais quando essa manifestação é usada em defesa da democracia, já que ainda vivemos em uma.

 

reitor-vieiralves-censura-uerjQuando decisões mandam retirar do site das entidades notícias contrárias ao candidato da ditadura, que cancelou atos pela democracia nas universidades e mandou os estudantes e professores não se manifestarem, está começando a se assemelhar em grande proporção com a mesma que invadiu o congresso de Ibiúna. Tal semelhança não é por acaso.

 

Se valer da lei eleitoral para cercear o direito de manifestação é o mesmo – guardadas as devidas proporções – que se valer do congresso para fechar as entidades estudantis.

 

Nós, como estudantes e herdeiros daqueles que lutaram pela democracia e contra a ditadura, repudiamos qualquer perseguição ao direito de livre manifestação. Repudiamos a perseguição à UNE e qualquer entidade por expressarem a opinião de milhares de estudantes pelo país.

 

Estamos caminhando de volta a 1964. Não deixemos!

 

Ditadura, não! Pela democracia.

 

#naovaonoscalar #DitaduraNao

 

 

Charges: Henfil e Latuff

 

 

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Ditadura, não!

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Estamos apenas a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, dia em que o povo brasileiro escolherá o próximo presidente do país. Frente à polarização na reta final dessas eleições entre os candidatos a presidência Jair Messias Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), sentimos a necessidade do posicionamento estudantil.

 

 

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas, entidade que foi forjada na luta no final da Ditadura Militar e que desde então sempre foi pioneira na luta por uma educação de qualidade e acima de tudo pela garantia da democracia, entende que a candidatura de Jair Messias Bolsonaro (PSL), não representa os almejos dos estudantes brasileiros por uma educação pública e de qualidade, além de representar um risco iminente à democracia brasileira.

 

 

Em seus 26 anos como Deputado Federal, Jair Messias Bolsonaro (PSL) votou diversas vezes contra os interesses dos estudantes brasileiros. Olhando os registros de votação mais recentes, Bolsonaro votou a favor de projetos como a PEC- 241 que congela os investimentos em áreas públicas durante 20 anos e a “Reforma do Ensino Médio” que visa reduzir a grade escolar e privatizar a educação pública. Além disso, Bolsonaro defende uma série de medidas que consideramos desastrosas para a educação brasileira, dentre elas, a utilização do Ensino a Distância (EAD) desde a educação básica, a privatização de universidades públicas, o projeto Escola sem partido e até mesmo cortes de investimentos em educação.

 

 

Também entendemos que a candidatura de Bolsonaro significa um risco iminente para a democracia brasileira. Em diversas ocasiões o candidato já se declarou a favor do golpe militar de 1964, que derrubou um presidente eleito democraticamente e instaurou um regime militar que perseguiu, torturou e assassinou milhares de brasileiros e brasileiras. Bolsonaro também elogiou o torturador Coronel Brilhante Ustra, considerado um dos mais cruéis torturadores do regime militar, que torturou até mesmo mulheres grávidas e inocentes. Sobre este sombrio episódio da história do Brasil, ficamos com as palavras de Ulysses Guimarães: “ódio e nojo a Ditadura”.

 

 

Assim como, consideramos que o programa econômico do candidato vai contra o que acreditamos que seja necessário fazer para tirar o país da crise, entendemos que para o Brasil voltar a crescer seja necessário investir e fomentar a indústria nacional, baixar os juros exorbitantes parando de repassar dinheiro público para banqueiro, aumentar o investimento na educação pública de ensino fundamental, básico e superior e parar as privatizações da Petrobras e de outras empresas públicas.

 

 

Seu adversário Fernando Haddad (PT) não representa neste momento a solução para a crise econômica, pois seu partido também se afundou no lamaçal da corrupção, entregou nossas riquezas aos bancos e multinacionais entre outras políticas que ajudaram a criar a crise em que o Brasil se encontra hoje, porém nossas divergências políticas e econômicas são menores perto do risco à democracia do outro lado.

 

 

É por isso e por outros motivos que somos contra a candidatura de Jair Messias Bolsonaro (PSL), não acreditamos que ele represente os almejos e sonhos da juventude e entendemos que não podemos deixar o discurso de ódio vencer, repudiamos toda e qualquer forma de opressão e discriminação contra qualquer um.

 

 

Sentimos ser fundamental relembrar a figura de Mestre Moa, brutalmente assassinado por não concordar com a ideologia pregada pelo candidato e seu eleitorado. Esta raiva destilada não nos parece coerente com o sentido que o Brasil deve tomar, pois que a ditadura de Bolsonaro além de truculenta, será repleta de corrupção e arrocho na economia.

 

 

Por fim, convocamos todos a se unirem neste momento em torno de uma palavra de ordem: “DITADURA, NÃO!” para que possamos continuar lutando pela construção de um Brasil mais justo e uma educação pública, gratuita e de qualidade.

 

 

União Municipal dos Estudantes Secundaristas- SP

 

 

São Paulo, 24 de outubro de 2018.

 

 

 

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UMES encerrou nesta terça-feira a mostra “Ele foi, mas foi sorrindo!”

O CPC UMES realizou a mostra “Ele foi, mas foi sorrindo!” sobre o apitador Pato N’Água. 

 

Pato N’Água é reconhecido no mundo do samba como um dos maiores apitadores já visto. Criador do breque da briga – momento em que a bateria simula uma briga entre seus componentes e sob o apito de seu comandante voltam a tocar como se só a harmonia da bateria importasse – Pato também desenvolvia harmonias com uma facilidade imensa.

 

Mas além do aniversário do bairro “falar do Pato foi uma opção política, pois ele era um artista do povo, como disse Geraldo Filme, e por ser invocado não aceitava calado as coisas que aconteciam naquela época. Por ser assim, Pato foi morto pelo esquadrão da morte, morto pela ditadura. Essa ditadura que matou artistas é a mesma que é elogiada hoje e isso não podemos admitir!” afirmou Júnior Fernandes, um dos organizadores do evento.

 

“O resgate da história do Pato é de extrema importância nesse momento onde já assistimos o medo tomando conta das ruas. A arte teve um papel fundamental na derrubada da ditadura e terá também num eventual governo autoritário no nosso país. Ela não só enfrenta como também conta para as outras gerações como foi esse enfrentamento. Não vamos aceitar calados que nossa história seja assolada por mais um governo de repressão” afirmou Lucas Chen, presidente da UMES.

 

Sambistas como Seo Carlão do Peruche e Dadinho do Camisa Verde e Branco e o próprio filho do Pato, o Patinho ajudaram a contar a história desse artista.

 

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Walter Gomes de Oliveira Filho “Patinho”

 

Além disso, a mostra reuniu diversos artistas que ilustraram um pouco da história do sambista. Participaram Apholo Longhi, Arieh Wagner, Fernanda S. Guimarães, Gabriela Barbosa, Ghiza Rocha, Tim Ernani e Tshesa Lettsson.

 

Pudemos contar com a participação da Velha Guarda da Vai-Vai que no surpreendeu com um pequeno show! 

 

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Velha Guarda da Vai-Va junto com Junior Fernandes

 

Aberta durante todo o domingo a mostra encerrou o dia com o Show da Bateria 013, que tocou a música Silêncio de Geraldo Filme.

 

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A mostra integrou a programação de eventos em comemoração aos 140 anos do Bixiga que encerrou a noite de domingo com o Show dos Demônios da Garoa em um palco onde se apresentaram diversos artista no decorrer do dia. A programação do Festival continua com atividades até o dia 01 de novembro.  

 

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Para aqueles que não puderam vir, clique aqui e veja todas as fotos e abaixo o vídeo que integrou a mostra e a emocionante participação da Velha Guarda da Vai-Vai.

 

 

 

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Assista ao filme “A Moça Com A Valise”, de Valério Zurlini, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

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Na próxima segunda-feira (22), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “A Moça Com A Valise” (1961), de Valério Zurlini. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

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A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

 

A MOÇA COM A VALISE (1961), DE VALÉRIO ZURLINI

 

SINOPSE

Marcello Fainardi é um galanteador incurável. Um dia conhece Aida e a conquista com falsas promessas. Depois de seduzi-la, tenta se livrar dela. Marca um novo encontro, mas não comparece. Ela não aceita ser abandonada e procura Marcello, que pede então ao seu irmão mais novo, Lorenzo, para substituí-lo. Ele aceita ajudar Marcello, mas de seu encontro com Aida acaba nascendo uma forte amizade. Entretanto, como Lorenzo é muito jovem ainda, sua família insiste para que a garota deixe os irmãos em paz e saia da cidade. Desiludida, Aida vai para Rimini, mas Lorenzo não aceita a separação e vai ao seu encontro.

 

O DIRETOR

Nascido em Bolonha, Valerio Zurlini estudava Direito quando ingressou na Resistência Italiana, em 1943. Depois da 2ª Guerra Mundial, trabalhou como assistente de direção no Piccolo Teatro de Milão. Realizou em 1954 seu primeiro longa-metragem: “Quando o Amor é Mentira”, baseado no romance de Vasco Pratolini, Le Ragazze di San Frediano. Seu segundo longa “Verão Violento” (1959) lhe trouxe notoriedade. “A Moça com a Valise” (1961) repetiu a dose. Mas Zurlini ficou mais conhecido por suas adaptações literárias: “Dois Destinos” (1962), adaptação de outro romance de Vasco Pratolini; “Mulheres no Front” (1965), baseado em um romance de Ugo Pirro; “La Promessa” (1970) em uma peça de Aleksei Arbuzov e seu último filme “O Deserto dos Tártaros” (1976), em romance de Dino Buzzati. Zurlini também dirigiu “Sentado à Sua Direita” (1968) e “A Primeira Noite de Tranquilidade” (1972).

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: A Moça Com A Valise (1961), de Valério Zurlini

Duração: 121 minutos

Quando: 22/10 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

 

 

 

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Ele foi, mas foi sorrindo.

Pato N’água, grande apitador da Vai-Vai, conduzia a bateria de forma única e que marcou a história do samba paulista.


É dele que vamos falar no dia 21 de outubro em comemoração ao aniversário de 140 anos no Bixiga.

 

Não conhece? Então vem ver e ouvir um pouco da história desse personagem da nossa cultura, contada por aqueles que conviveram com ele.


Não esquece, dia 21 das 10h00 às 18h00, na sede da UMES, rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista.

 

Nossa mostra faz parte de uma grande programação. O XII Festival de aniversário do Bixiga.

 

São 140 anos desse bairro que pulsa cultura que serão comemorados em grande estilo.

 

Vejam a programação completa.

 

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Democracia Sim! – Manifesto

Publicamos abaixo o Manifesto lançado por mais de 300 na noite dessa terça-feira, 17/10. A última atualização contava com mais de 190 mil assinaturas. Você tambe pode assinar aqui “Democracia Sim! – Manifesto

 

Além disso, no site você pode ver todas as personalidades que já assinaram em ordem alfabética.

 

 

Democracia Sim

– MANIFESTO –

 

Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

 

Como todos os brasileiros e brasileiras sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

 

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.

Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

 

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

 

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

 

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

 

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

 

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

 

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

 

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.

 

 

 

 

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Assista ao filme “Chá Com Mussolini”, de Franco Zeffirelli, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

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Na próxima segunda-feira (15), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “Chá Com Mussolini” (1999), de Franco Zeffirelli. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

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A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

 

CHÁ COM MUSSOLINI (1999), DE FRANCO ZEFFIRELLI

 

SINOPSE

Uma comédia dramática sobre um grupo de senhoras que estão em viagem por tempo indeterminado na Itália, e vêem a sua rotina alterada com a trágica explosão do fascismo e da Segunda Guerra Mundial. O filme narra as aventuras e desventuras de Luca Innocenti – nascido de mãe solteira e não reconhecido oficialmente pelo pai – e seu esforço para conseguir independência e encontrar um lugar no mundo da arte. A estória se passa na cidade de Florença dos anos 30, onde Judi Dench, Joan Plowright e Maggie Smith interpretam três excêntricas, astutas e decididas senhoras – conhecidas como “Scorpioni” por causa de seu humor cortante – que, juntas com uma espirituosa colecionadora de arte americana (Cher) e uma arqueóloga (Lily Tomlin), querem transformar o órfão, Luca, em um “perfeito cavalheiro britânico”. Com início da 2ª Guerra Mundial, a vida dessas mulheres muda radicalmente e o pequeno Luca, agora um adolescente, fará de tudo para ajudar aquelas que um dia o acolheram.

 

O DIRETOR

Gianfranco Corsi (Franco Zeffirelli) nasceu em Florença, ficou órfão aos cinco anos, foi criado por um grupo de atrizes inglesas, entre elas Mary O’ Neill, que assumiu o papel de mãe e lhe ensinou inglês, literatura, teatro e Shakespeare. Zeffirelli estudou arquitetura em Florença. Depois da guerra mudou-se para Roma e foi assistente de grandes cineastas como Vittorio de Sica, Visconti e Rossellini. A partir dos anos 1950 voltou-se para a ópera, encenou espetáculos como “L’Italiana in Algeri”, de Rossini, e dirigiu estrelas como Maria Callas. Após “La Bohème”, de Puccini, voltou ao cinema e fez “A Megera Domada” (1967) com Richard Burton e Elizabeth Taylor. No ano seguinte realizou “Romeu e Julieta” (1968), ganhou o Oscar de melhor diretor e um lugar na história do cinema por ser o primeiro a usar dois adolescentes reais (Olívia Hussey e Leonard Whiting) para mostrar os amantes de Shakespeare. Dirigiu também, entre outros, “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), “La Traviata” (1982), “Otelo” (1986), “Hamlet” (1990).

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: Chá Com Mussolini (1999), de Franco Zeffirelli

Duração: 117 minutos

Quando: 15/10 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

 

 

 

O fascismo pregado nas eleições começa a fazer suas vítimas.

 

Mestre de capoeira, compositor, negro e um defensor do direito do nosso povo. Esse foi Mestre Moa do Katendê, ou Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos.

 

Moa foi morto, nesta segunda-feira (8), por discordar politicamente de um eleitor Bolsonarista, que após a discussão buscou em casa uma peixeira com a qual desferiu 12 golpes pelas costas do capoeirista, que faleceu na hora.

 

O irmão de Moa que estava presente, Germinio do Amor Divino Pereira, 51, também foi atingido com um golpe de faca no braço direito durante a confusão e foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado e sedado.

 

O Mestre que estava com Germino e outro irmão, Reginaldo Rosário, 68, disse que após o autor do crime, identificado como Paulo Sérgio Ferreira defender as ideias de Bolsonaro o Mestre que também era militante da cultura negra fez críticas e “ponderou que era negro e que o cara ainda era muito jovem e não sabia nada da história. Moa disse ainda que ele tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder”.

 

O assassino foi preso momentos depois de fugir do local, “Os policiais avistaram um rastro de sangue que levava até uma casa e prenderam em flagrante o homicida escondido no banheiro. Ele já estava com uma mochila com roupas no intuito de fugir”, informou a nota da PM.

 

Nós, estudantes, defensores da cultura popular brasileira, capoeiristas e herdeiros daqueles que morreram em defesa da democracia e contra a ditadura nesse país sentimos a dor pela perda do Mestre Moa. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

 

 

#elenão

 

 

Abaixo publicamos a nota feita pela Casa Mestre Ananias.

 

Com pesar e indignação informamos o falecimento de Mestre Moa do Katendê. Fundador do Afoxé Badauê, importante Mestre de Capoeira que, na Roda da Praça da República em São Paulo, criou junto à comunidade baiana da Capoeira o Afoxé “Filhos do Katendê”.

 

Foi esfaqueado e assassinado em Salvador no Dique do Itororó (Dique Pequeno) por defender seu ponto de vista político.

 

E ao adolescente Capoeira que me perguntou de forma inocente ao vivenciar a inquietação dos seus mais velhos

 

“Minhoca, mas o que é facismo?” Eu infelizmente te respondo a partir da morte de um amigo e referência daquilo que norteia minha vida.

 

“Então… o fascismo é o ódio que cria mito… é o conjunto de ideias autoritárias e intolerantes que não permitem a voz dos diferentes, sempre em busca de uma suposta “salvação” do país. É dizer que aqueles diferentes (no caso os menos favorecidos nas castas sociais), devam se adequar ou desaparecer (assim como fizeram com nosso Mestre Moa). É dizer que negros são promíscuos e assim considerá-los improváveis e ou inaceitáveis junto a um familiar ou uma sociedade promissora… isso se aplica aos homessexuais também. É colocar o conceito pessoal de Deus e família a frente de um conjunto de ideias políticas que não poderão ser questionadas, e a força (mesmo que militar) será usada como garantia disso. É concordar que a mulher deva ganhar menos porque engravida, entre outras agressões contra a mulher. É ridicularizar um grupo étnico, assim considerar uma raça melhor do que a outra avaliando inclusive o caráter e o potencial de uma pessoa através da sua posição social… Sabe aquela frase intolerante, arrogante e violenta – Quem você pensa que é!!? – ” Isso é um alerta de fascismo.

 

Bom, não sou tão bom como deveria ser para te responder precisamente. Mas acredito que com essas opiniões claramente expressadas por lideranças políticas, em pesquisas na internet mesmo, você possa iniciar seu entendimento sobre a aflição de tanta gente.

 

A Casa Mestre Ananias expressa todo o sentimento aos amigos mais próximos e familiares, bem como se esforçará para transformar a indignação em um movimento de restauração da PAZ.

 

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Assista ao filme “Irmão Sol, Irmã Lua”, de Franco Zeffirelli, na Mostra Permanente de Cinema Italiano da UMES!

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Na próxima segunda-feira (08), a Mostra Permanente de Cinema Italiano apresentará o filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli. Aproveite, só na UMES você confere o melhor do cinema italiano com entrada franca!

 

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A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

 

 

IRMÃO SOL, IRMÃ LUA (1972), DE FRANCO ZEFFIRELLI

 

SINOPSE

Os primeiros anos da vida de Francisco de Assis, que procurou a comunhão com a natureza, renunciando às riquezas da família para traçar seu próprio destino, livre do apego às propriedades materiais. Francisco foi, de certa forma, o primeiro jovem da história a abandonar uma vida de conforto para conquistar a união espiritual com o mundo.

 

O DIRETOR

Gianfranco Corsi (Franco Zeffirelli) nasceu em Florença, ficou órfão aos cinco anos, foi criado por um grupo de atrizes inglesas, entre elas Mary O’ Neill, que assumiu o papel de mãe e lhe ensinou inglês, literatura, teatro e Shakespeare. Zeffirelli estudou arquitetura em Florença. Depois da guerra mudou-se para Roma e foi assistente de grandes cineastas como Vittorio de Sica, Visconti e Rossellini. A partir dos anos 1950 voltou-se para a ópera, encenou espetáculos como “L’Italiana in Algeri”, de Rossini, e dirigiu estrelas como Maria Callas. Após “La Bohème”, de Puccini, voltou ao cinema e fez “A Megera Domada” (1967) com Richard Burton e Elizabeth Taylor. No ano seguinte realizou “Romeu e Julieta” (1968), ganhou o Oscar de melhor diretor e um lugar na história do cinema por ser o primeiro a usar dois adolescentes reais (Olívia Hussey e Leonard Whiting) para mostrar os amantes de Shakespeare. Dirigiu também, entre outros, “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), “La Traviata” (1982), “Otelo” (1986), “Hamlet” (1990).

 

Confira nossa programação completa!

 

SERVIÇO

Filme: Irmão Sol, Irmã Lua (1972), de Franco Zeffirelli

Duração: 135 minutos

Quando: 08/10 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)